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3 Capitulo 03: Você é minha


Voltei a realidade quando uma onde bateu no meu joelho, olhei e vi que distraída está indo para o mar, andei um pouco assustada de costas ainda olhando para a agua como uma coisa viva, bom eu não estava errada, mas eu senti que ele tentava me atrair, para o fundo, para baixo e com aquilo me assustei com alguma coisa, ou melhor alguém atrás de mim, quando me virei era um homem alto, tinha o rosto parcialmente escondido por um boné, camiseta de manga longa preta e uma calça jeans preta, meu coração acelerou, meu cérebro sabia exatamente quem era e sem perguntar me lancei em seus braços que me pegaram sem hesitar.

— Sebastian. – minha voz saiu um pouco assustada por conta da agua e não pude evitar de me segurar nele e abraçar sua cintura com as pernas.

— Não devia estar na agua. – sua voz era grossa e rouca o que causou um arrepio pelo meu corpo.

Saiu andando comigo indo para a areia, uma mão por baixo das minhas pernas e uma acariciando minhas costas de uma forma que parecia inconsciente.

— Eu sei, me distrai. – sorri para ele que me colocou no chão.

— O que consegui te distrair do seu maior medo? – eu pude ver um sorriso amplo e bonito.

— Você, estava me lembrando de quando nos conhecemos. – senti meu rosto esquentar e olhei para os meus pés, percebi com espanto que ele estava de tênis preto e provavelmente molhado por minha causa.

— Eles não importam. – olhei para ele, soube que estava falando dos tênis.

— Mas agora você está todo molhando. – por um momento me senti mal por ter causado isso.

— Se e isso que acontece quando você pensa em mim eu não me importo. – ele sorriu mais uma vez dando um passo mais para perto.

Nós tínhamos um acordo, sem mentiras, quando ele propôs isso eu disse que era impossível já que todos mentem, mas ele disse que nós não, não um para o outro, éramos uma parte de um todo e que não podíamos mentir, de fato nunca foi difícil dizer a verdade para ele, e as vezes me sentia envergonhada por simplesmente soltar o que estava pensando, e eu sabia que ele não ligava para o fato de ter se molhado. Olhei para seus olhos invisíveis embaixo do boné, meu rosto era iluminado pela lua, mas ele estava de costas para luz natural, deixando seu rosto em uma sombra, eu podia sentir o calor de seu corpo e seu cheiro amadeirado e floresta, inconsciente umedeci meus lábios e pude sentir seus olhos indo para eles.

— Você é perfeita. – sua voz estava baixa e rouca, meu corpo se arrepiou mais uma vez e senti ser puxada em direção a ele por uma força invisível.

— Bas... – usei o apelido que tinha dado a ele.

Não terminei minha frase já que seus lábios estavam colados nos meus, delicados e atenciosos como se eu fosse quebrar a qualquer momento, ele me beijou, senti uma mão em minha cintura me puxando para colar nossos corpos e a outra entre meus cabelos na nuca me mantendo no lugar, subi minhas mãos pelo seus tronco e peito indo para o pescoço e meus dedos se prenderam nos cabelos que escapavam do boné, ele pediu passagem com a língua e eu atendi abrindo a boca prontamente, e nossas línguas se encontraram de forma suave no começo, mas logo se aventuraram explorando a boca um do outro, senti seu braço me apertar e não consegui evitar um gemido baixo, que foi respondido com o que pareceu ser um rosnado, nosso beijo foi parando de forma suave, vários selinhos foram distribuídos antes que eu sentisse seus olhos em mim novamente.

— Você é minha. – sua voz era possesiva e senti meu corpo se arrepiar.

— Sim, eu sou. – disse de forma automática e meus olhos se arregalaram com aquela frase.

Mas mais uma vez ele estava me beijando de forma possesiva e perfeita, era como duas peças de um quebra cabeças, duas peças de um todo, apenas um, quando nos soltamos ele sorria de forma ampla.

— Estou feliz que tenha me chamado. – sua voz era calma.

— Também estou feliz que tenha vindo, mas não pensei que fosse tão longe. – ele pegou minha mão me levando para um banco de madeira que tinha a alguns metros da festa e estava vazio.

— Não importa eu estou aqui agora, e a viagem valeu a pena. — sentei ao lado dele e seus braços circulavam meu corpo de forma protetora.

— Você vai ficar comigo? – eu sabia que estava sendo egoísta, mas eu não queria ficar com ele só um dia das minha férias, já não queria saber como seria ter que ir embora.

— Sempre estou com você meu anjo. – suas mãos me faziam um carinho automático e gostoso e logo senti meu corpo relaxar.

Eu tinha chegado de viagem noite passada e não dormi muito bem, e depois do longo dia no Sol eu estava cansada.

— Bas, estou com sono. – minha voz era baixa.

— Dorme, eu estou aqui e cuido de você. – logo cai na inconsciência.