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4 Capitulo 04: Bilhete


Acordei no meu quarto de hotel tentando entender como tinha chegado ali, olhei assustada tentando me lembrar o que tinha acontecido e distinguir o que era sonho e realidade, eu tinha encontrado Sebastian mesmo, minha mente dizia que era um sonho, mas eu tentava separar, tinha sonhado que nós estávamos em uma floresta, ele andava comigo segurando minha mão, suas rosto ainda escondido pelo boné, sua roupa preta e sua voz que fazia meu corpo se arrepiar, procurei meu celular e o vi no criado mudo e ao lado tinha um bilhete.

“Bom dia meu anjo, sinto muito não está ai quando acordou, não queria assusta-la, você dormiu na praia e eu lhe trouxe para o seu quarto, espero que esteja bem, nos vemos hoje mais tarde. Apenas seu Sebastian.”

Um sorriso automaticamente se formou em meu rosto, ele tinha escrito um bilhete a mão ao invés de só mandar uma mensagem, aquele detalhe me fez ir tomar um banho contente, me arrumei com um vestido branco e um biquíni da mesma cor, desci feliz por saber que hoje o veria de novo.

— Graças a Deus. – senti um poste me abraçando.

— Aí está você, eu não disse que ela tinha voltado para o hotel.

— O que aconteceu? – olhei meus amigos que tinha uma expressão preocupada.

— Uma estrangeira foi morta ontem, encontraram o corpo perto da praia. – Thomas tinha por volta de 1,85 e tinha um físico normal, nada muito musculoso nem muito magro.

— Oh meu Deus. – processei o que tinha acontecido, vi em seus olhos castanhos o medo de ter sido eu.

— Você sumiu ontem e não atendeu o telefone de manhã. – por um momento olhei meu celular e vi várias ligações perdidas inclusive da minha mãe.

— Droga, tenho que ligar pra minha mãe. – falei me afastando e discando.

Depois de ouvir um sermão sobre ter responsabilidade e não sumir fui liberada sem vontade nenhuma de minha tortura dos gritos da minha mãe quando ela começou com uma tosse, ela apenas me alertou sobre novamente os cuidados e desligou dizendo que a qualquer hora eu a mataria de preocupação.

— Está viva? – Thomas parecia ter voltado ao seu humor normal.

— Foi por pouco, mas agora me contem direito o que aconteceu. – falei entrando no carro junto com eles.

— Uma garota morena foi encontrada morta na praia, ela foi esfaqueada e tinha escrito na barriga “você é uma menina má”. – senti meu corpo gelar com o feito.

— Eles não deixaram ninguém saber a identidade da garota, apenas que é estrangeira. – Thomas tinha os olhos na estrada, mas de tempos em tempos iam para minha direção pelo espelho.

— Mas ela era morena. – falei tentando ficar calma.

— Mesmo assim, você sumiu ontem e não atende o telefone, interditaram aquela parte da praia então vamos pra outra hoje, e dessa vez fica perto certo. – vi seu rosto se contrair com preocupação.

— Sim senhor, sinto muito ter preocupado vocês. – por um momento pensei em contar a eles o que tinha acontecido, mas eu não disse nada, eu queria meu momento e de Sebastian apenas para mim.

— Sem problemas, só avisa da próxima vez. – Rebecca parecia mais calma, mas era visível o quanto ela tinha se preocupado.

Quando passamos na praia era visível vários carros de polícia, perícia e ambulâncias.

A praia que formos mais pra frente parecia mais vazia o que não era incomum depois de um assassinato, sentamos em um quiosque e pedimos alguns petiscos, meu estomago reclamou de forme e eu pedi uma porção, ficamos um tempo só apreciando o mar quando meu celular tocou.

“Não tenha medo, você está segura”

Meu cérebro ficou confuso tentando entender do que ele estava falando.

“O que aconteceu com aquela garota não vai acontecer com você”

Eu senti um arrepio e por um momento várias teorias surgiram, mas logo percebi que era burra ao presumir coisas, afinal com certeza o assassinato tinha sido divulgado em alguma mídia.

“Eu sei, você vai me proteger não é?”

Sorri sentido que estava mais leve, mesmo depois do beijo de ontem ele ainda estava ali me dando apoio.

“Sempre, afinal você é minha, se divirta, até mais tarde”

Sorri um pouco, mas logo foi esquecido com a chegada da comida, como estava descansada me aventurei em um jogo de vôlei e logo meu corpo reclamou de cansaço, eu sabia que tinha que voltar a praticar algum exercício, mas não seria nas férias que faria isso, sentei mais uma vez vendo Rebecca e Thomas com uma prancha enquanto ele tentava ensinar ela, era engraçado, eles não se conheciam antes também, mas quando marquei de sair do Brasil e vir até aqui eles também concordaram em se conhecer, sorri tomando um gole da minha agua de coco pelo canudo.