American Psycho

5 Show me how to live


Filas sempre foram motivo de irritação. As pessoas se impacientavam, gritam e buzinam provocando uma poluição sonora sem precedentes, mas não Alfred. Ele estava na fila do Drive-Thru do McDonald's com seu carro, uma Mercedes-Benz SLS vermelha. Estava com os vidros fechados, ar-condicionado ligado e um aparelho reprodutor de DVD adaptado para o carro, mostrando um show de Elton John, porém seus olhos não estavam voltados para a tela e sim para a fila que se formava a sua frente.

Alfred achava divertido ver aquelas pessoas irritadas e impacientes, enquanto ele, no conforto do seu carro era o único que parecia não se importar com a demora. Já estava ali há quase meia hora e faltavam ainda cinco carros até o seu. Depois de mais vinte minutos, ele pediu o que desejava e dirigiu-se até sua casa. Chegando lá, colocou a sacola em cima da mesa, abrindo-a em seguida e tirando um Big Mac, mais uma batata frita super size e um refrigerante do mesmo tamanho.

Abriu o embrulho revelando o hambúrguer e o mordeu, aproveitando a sensação de prazer proporcionada pela comida. Sorveu um gole do refrigerante e continuou a comer. Pegou o refrigerante com a outra mão e andou pelo apartamento, entrando em um dos quartos, que ele transformou em um escritório. Em cima da mesa, junto com alguns papéis, estava uma agenda de capa preta. Alfred sentou-se à mesa e colocou ambos, hambúrguer e refrigerante, em cima dela. Abriu a agenda e começou a reler as varias anotações que ele havia escrito ali. Aquela agenda era especial para ele. Nela, havia várias informações acerca de sua vida e principalmente detalhes de suas vítimas. Abaixo de cada nome, havia informações de como haviam sido mortas e sobre suas personalidades. Alfred havia feito aquilo a vida toda e virou as páginas até encontrar um grupo em particular. Aqueles nomes eram das mulheres que ele estava marcando com espirais.

Jane Emma Ann Helena Tess Victoria

Agatha Mary Alice

Abaixo de seus nomes, seguiam informações assim como as outras vítimas, mas elas estavam separadas dos outros. Alfred mordeu seu hambúrguer e tomou um gole do refrigerante enquanto relia sobre as moças. Adorava fazer aquilo, pois ele lembrava-se de todos os acontecimentos enquanto lia. Quando chegou à última garota, havia acabado seu Bic Mac e ele retornou a sala para apanhar as batatas fritas. Ao retornar, continuou a deleitar-se com sua leitura. A última jovem era Alice e Alfred lembrou-se de sua amiga Elizabeth.

Alice não havia o divertido como as outras, mas aterrorizar sua amiga tinha sido mais gratificante. Gostaria de ter arrancado mais detalhes de Arthur a cerca da jovem. Quando terminou de ler, fechou a agenda e finalizou as batatas fritas. Juntou os papéis e os jogou no lixo. Depois, foi até o seu quarto e parou em frente ao espelho.

Começou a admirar-se, passando as mãos pelos sedosos fios loiros e desceu para a curva do rosto. Tinha olhos de um azul tão cristalino como a uma piscina, a maçã do rosto era levemente rosada, que tinha um contraste com sua pele branca. Tirou a blusa que vestia e olhou para o seu tórax. Soltou um gemido de frustação ao reparar uma pequena saliência na barriga. Ficou de perfil para analisar melhor e irritou-se. Não era grande coisa, pois ainda conservava a forma que ele tanto trabalhou para obter, mas aquilo era o bastante para irritá-lo. Precisava controlar-se. Somada a os outros dias, aquela havia sido a terceira vez na semana que comida fast food.

Saiu de frente do espelho e trocou de roupa, colocando uma mais confortável. Decidiu que iria malhar o dobro que das outras vezes para compensar a semana. Considerava-se um ser perfeito e não iria estragar-se daquela maneira.

~ o ~

Estava em um jardim cheio de rosas. Ele olhou para criança a sua frente e sorriu. O pequeno fez o mesmo. Ambos estavam sentados um de frente para o outro, na mesa havia um bule, duas xícaras e vários biscoitos. O menino parecia muito com ele, até tinha as mesmas sobrancelhas grossas. Eles riam e aproveitavam a tarde. A paisagem mudou de repente e ele estava no mesmo jardim, mas algo estava diferente. Ele andou por alguns minutos chamando por um nome, mas não obtinha nenhuma resposta. Andou mais um pouco e encontrou o que procurava. Viu o mesmo menino sentado, encostado a um dos arbustos com a cabeça baixa. Sua roupa estava toda rasgada e ao aproximar-se ele percebeu sangue entre suas pernas. Desesperado, tocou o jovem, que pendeu para o lado, revelando um corte na garganta também. O corpo sem vida jazia no chão, enquanto ele gritava seu nome. A cena mudou mais uma vez e agora ele estava em um funeral. Pessoas iam e vinham desejando pêsames, mas ele nada respondia, só acenava com a cabeça. Um homem aproximou-se e tocou seu ombro. Sentiu repulsa daquele toque e o ouviu desejar pêsames a ele. Mordeu o lábio inferior e apertou os punhos. Um borrão que ele não conseguia distinguir e encontrou-se mais velho e em uma sala apertada. Sangue estava espalhado pelo chão e um corpo jazia quase sem vida, no chão. Ele aproximou-se e viu um homem ofegante, porém sorridente. Seu corpo estava coberto por várias marcas e feridas abertas. Viu o mesmo sussurrar algumas palavras e sentiu raiva. Uma raiva incontrolável. Pegou uma arma e descarregou no homem, matando-o na hora. Ele virou-se e vários corpos pareciam ter aparecido do nada e acima delas, escrito com sangue, a frase:

“O mundo pode ser um palco.

Mas o elenco é um horror, Arthur”

Arthur acordou sobressaltado. Olhou para os lados e percebeu que estava em seu escritório na Yard. Passou a mão pelos cabelos e suspirou. Tivera um sonho que não tinha há muito tempo. Encostou-se à cadeira e pensou em seu irmão Peter. Tantas coisas aconteceram desde então, coisas que ninguém ousava imaginar. Sentiu o cansaço em seu corpo e gemeu frustrado. Estava dormindo pouco por causa do caso e aquilo estava se tornando uma rotina. Aproveitou que estava em horário de almoço e resolveu sair um pouco para fumar e respirar melhor.

Andou um pouco e sentou-se no banco da praça. Puxou do bolso um maço de cigarros e um isqueiro. Tirou um cigarro, o acendeu, colocando-o nos lábios e tragando. Pensou sobre o sonho. Seu irmão Peter havia sido assassinado, quando ele tinha dezesseis anos e o menor, dez. Apesar de ter outros irmãos, Peter era o mais próximo de Arthur e ambos estavam sempre juntos. A morte dele mexeu com o detetive. O ódio e a sede de vingança fizeram com que o jovem, após ter se formado, ingressasse na polícia. Desejava encontrar o assassino de seu irmão a todo custo.

Três anos depois, já com vinte dois anos, acabou trabalhando em um caso, onde o atual detetive da época estava cuidando. O suspeito era um homem de meia idade que era acusado de abusar e matar várias crianças. Arthur sabia que aquele homem era o algoz de Peter, pois eles se conheciam e ele desejava prendê-lo a todo custo, na esperança de que o desgraçado pegasse a prisão perpétua. Infelizmente o suspeito contratou um bom advogado e por falta de provas o caso acabou sendo fechado. Arthur não deixou aquilo passar. Com muita raiva, foi até o local onde ele se encontrava e acabou fazendo justiça com as próprias mãos. Depois ele só teve que limpar as suas evidências e fez parecer que aquilo tinha sido um assalto.

Soprou a fumaça e olhou para as crianças brincando no parque e lembrou-se de quando levava Peter ao Hyde Park. Aquilo agora fazia parte de um passado distante que já havia se perdido na sua memória. Levou o cigarro aos lábios novamente e tragou, inalando as substâncias, na mesma hora, ouviu seu celular tocar. O Pegou e olhou o número na tela, estreitando as sobrancelhas.

-Espero que você tenha um bom motivo para me ligar – disse atendendo.

-Nossa Arthur. Assim você magoa meus sentimentos. – uma voz familiar soou do outro lado do aparelho.

- Eu não estou de bom humor para suas piadas hoje, Theodore. Diga logo ou desligue. – disse, irritado.

-Está bem, está bem. Cara, você precisa relaxar mais.

-Tsc

-Estou te ligando para chamá-lo para o jogo do Manchester no Sábado.

-Não gosto de futebol

-Ora, você é um inglês. Todos os ingleses gostam de futebol.

-Você está generalizando.

-Vamos Arthur. São ingressos Vips e iremos ter uma boa visão do campo.

-Por que você não chama outra pessoa?

-Por uma pessoa que joga xadrez sozinho todos os dias com certeza é alguém solitário. Eu me sinto quase obrigado a chamá-lo.

Arthur apertou o filtro do cigarro entre os dentes sentindo a irritação crescer. Tirou o cigarro dos lábios e jogou no chão, apagando-o com o pé.

-Vá se foder. Eu não preciso da sua companhia. Saiba que tenho outros amigos.

-Aham. E então, vai? Eu não aceito um não como resposta.

Arthur ficou em silêncio por um momento e acabou cedendo. Sabia que não ia se livrar do jovem tão cedo. Acabou dizendo sim, mas para encerrar aquela conversa do que por querer ir ao jogo.

-Está bem.

-Ótimo. Encontre-me no estádio Wembley. Mais tarde eu te ligo para marcar os detalhes. Tchau.

-Tchau.

Arthur desligou e ficou encarando o celular por um tempo questionando-se quando “eu” virou “nós”.

~ o ~

O Estádio de Wembley era o estádio nacional inglês, localizado no bairro de Wembley, ao norte de Londres. Foi inaugurado em 2007 e era o terceiro estádio europeu em capacidade. Nele aconteciam as finais da Liga dos Campeões da UEFA. No estádio, também ocorriam alguns shows. Arthur estava no portão principal esperando por Theodore. Ambos haviam marcado para se encontrarem às 14:00 horas e lá estava ele, pontualmente. Olhou as pessoas ao redor. Havia poucas pessoas presentes perto do estádio, mas era possível ver alguns fãs dos dois times aparecendo. A final da liga dos campeões daquele ano era entre o Barcelona e o Manchester United.

Arthur suspirou e olhou para o relógio, 14:15. Detestava esperar e sentia que Theodore não iria chegar tão cedo. Tirou sua carteira de cigarros, seu tradicional isqueiro e afastou-se um pouco. Havia crianças por perto e ele não queria fumar perto delas. Ficou fumando, perdido em pensamentos até ver uma Mercedes aproximando-se do estádio e indo direto ao estacionamento. Arthur logo reconheceu o carro de Theodore e suspirou. Aquele carro chamativo só podia ser dele. Esperou um tempo até vê-lo se aproximar e apagou o cigarro, jogando-o no lixo.

-Você está atrasado. – disse quando Theodore chegou mais perto.

-Desculpe-me. Tive alguns contratempos e só pude chegar agora.

Arthur olhou as horas no seu relógio e constatou que eram já eram 14:40. Franziu as sobrancelhas e disse:

-Vamos logo. Eu já esperei você demais.

-Como você é apressado. Não é como se fossemos comprar o ingresso ou algo do tipo. Além do mais, nossos lugares são reservados.

Theodore mostrou os ingressos e sorriu provocadoramente. Arthur rolou os olhos e começou a andar em direção a entrada. Ao dar as costas, ele não viu que o sorriso do jovem havia mudado por momento. Quando olhou para o lado o encontrou do mesmo jeito, só que caminhando até ele. Entraram no estádio e subiram a escada rolante até o acesso à área VIP, onde sentaram cada um em seu lugar. Faltava menos de uma hora para começar a partida e o estádio já estava quase cheio. Ele não tinha percebido que o tempo que estava esperando por Theodore fora suficiente para chegar tanta gente.

Olhou ao redor de onde estavam e notou algumas pessoas ali. Alguns eram celebridades famosas e outros eram políticos. Viu alguns membros da família real presentes e sentiu-se estranho. Não fazia parte daquela realidade e sentia-se deslocado. Quando pouco foi aos estádios, sempre ficara nas arquibancadas e nunca tinha visto as coisas daquele ponto de vista. Não que fosse pobre ou algo do tipo. Ganhava bem na Yard e vivia uma vida muito boa, mas as pessoas ali presentes estavam em um nível acima do seu. Olhou para o lado e encontrou os olhos azuis o encarando.

- O que foi?

- Não queria te interromper.

-Interromper-me?

-Sim. A torcida já está animada e logo os jogadores irão entrar no campo.

-Ah

Ambos ficaram em silêncio olhando para o campo, assistindo a torcida e depois de um tempo, os jogadores entraram em campo. O jogo fora bastante agitado, mas a vitória parecia que não ia ser do time inglês. O Barcelona estava ganhando de dois a zero e os jogadores do Manchester tentavam reparar a situação. Quando acabou o primeiro tempo, os jogadores se retiraram e os dois conversaram sobre o jogo até o inicio do segundo tempo. Arthur nunca fora muito fã de futebol. Na infância havia jogado um pouco e lembrava que tinha ido ao estádio alguns vezes com sua família, mas nada mais que isso. Surpreendeu-se por estar conversando tão bem com Theodore acerca da partida. Iniciou-se o segundo tempo e o Manchester conseguiu fazer um gol, porém o Barcelona também e a partida acabou dando vitória ao time espanhol.

Arthur levantou-se do seu assento e dirigiu-se a saída, seguido de Theodore. Ambos caminharam até a saída em silêncio. Passaram por um grupo que vinham na direção deles. Eram dois casais e uma jovem que estavam conversando animadamente sobre o jogo. Ele não prestou muito atenção no grupo, mas algo o chamou a atenção. Theodore estava observando a garota que não estava acompanhada. Seu olhar era tão intenso, que estava incomodando até ao detetive. Theodore percebeu que estava sendo visto e sorriu para Arthur, dizendo:

-Estava a admirando. Ela é linda e que corpo! – disse com entusiasmo.

Arthur deu de ombros e disse sem demostrar emoção.

-Ela é bonita.

Theodore fingiu estar indignado.

-Bonita? Só isso? Você viu que seios? E aquela bunda?

Arthur estreitou as sobrancelhas e disse:

-Eu não me importo em ficar babando por mulheres dessa maneira. Aposto que nem ela gostaria de ser reduzida a isso.

Theodore sorriu malicioso. Estava lado a lado com Arthur e ficou em sua frente. Olhou nos olhos do detetive e disse:

-Isso não me soou muito hetero. Por acaso o maior detetive da Inglaterra é gay?

Arthur nada respondeu. Apenas continuou a sua caminhada até a saída. Isso foi o suficiente para conseguir a atenção de Theodore.

-Vamos, Arthur. Qual o problema em você me responder? – continuou sendo ignorado, mas aquilo não ia o desencorajar. Continuou insistindo até a saírem do estádio. Irritado com as constantes perguntas, Arthur responder, irritado:

-O que importa se eu sou gay ou não para você?

-Estou curioso. Ainda mais com você fazendo esse mistério todo. Por acaso você tem medo ou algo do tipo?

Arthur bufou irritado. Sim, ele era gay e não, ele não tinha medo. Só não gostava de falar sobre esse assunto. Olhou nos olhos de Theodore e disse:

-Eu não me interesso por mulheres da mesma maneira que você. Satisfeito?

O sorriso de Theodore aumentou com a revelação do detetive. Arthur começou a andar para o estacionamento e ele o seguiu, insistindo no assunto.

-Oh, mais eu não me interesso só por mulheres dessa maneira.

Arthur levantou uma sobrancelha e disse:

-É mesmo?

Ambos estavam chegando perto dos carros e Arthur percebeu que, por uma incrível coincidência, o carro de Alfred estava perto do seu, um Mini Cooper preto.

-Pois é. Eu não tenho muita distinção. Gosto daquilo que me agrada. – disse, enfatizando as palavras e olhando fixamente para o detetive.

Arthur ruborizou com as palavras. Ele desviou os olhos e olhou ao redor. Estavam sozinhos naquela parte do estacionamento. Voltou a olhar para Theodore e percebeu que ele estava aproximando-se de si. Recuou alguns passos e encostou-se em seu carro, que estava logo atrás. Theodore estava se aproximando cada vez mais e Arthur não sabia como reagir, sentia o pulso acelerado e a boca seca. Seus lábios estavam chegando cada vez mais perto e quando parecia que ia unir-se aos seus, Theodore os desviou e falou perto da sua orelha:

-Obrigado por ter me acompanhado até o jogo. – e com isso afastou-se indo em direção ao seu carro, entrando em seguida.

Arthur ficou parado observado Theodore afastar-se e censurou-se mentalmente. Entrou no seu carro e colocou a chave na ignição, girando-a e dando a partida. Irritou-se com si mesmo por ter agido daquela maneira.

“Aquele filho da puta está brincando comigo” – pensou e tentou ignorar o desejo que sentiu a pouco tempo atrás. A vontade de ter os lábios de Theodore nos seus.

~ 0 ~

Alfred estava em um dos pubs que ficavam perto do bairro em que morava. Estava sozinho e observava as pessoas ao redor, enquanto tomava sua bebida. Seus olhos pararam em uma jovem que estava do outro lado do bar. Era a mesma jovem que estava no jogo do Manchester. Encaram-se por um momento até ela desviar os olhos.

Quando ela passou por eles, ele a reconheceu quase que de imediato. Já havia a visto pelas redondezas e algo nela havia chamado a atenção do jovem. Olhou novamente e percebeu que ela estava o encarando de volta. Sem dizer nada, pagou a sua bebida e saiu do pub, mas isso sem antes lançar um último olhar para a jovem. Quando estava chegando perto de seu carro, notou que ela tinha o seguido.

-Oi.- disse a jovem.

-Olá – disse sorrindo. – Fico feliz que tenha vindo até aqui. Meu nome é Alfred. Achei que podíamos conversar em um lugar mais calmo.

A jovem sorriu. Olhou para o carro, para Alfred e seu sorriso aumentou. Aproximou-se e colocou seu corpo ao dele.

-Olá Alfred. Meu nome é Michelle, será um prazer conversar com você.

Alfred colocou a mão na nuca da jovem e a aproximou mais de si, beijando-a. Seus lábios ficaram juntos por um momento, em um beijo que, quando interrompido, deixou Michelle desejando mais. Quando se separam, Alfred disse:

-Entre no carro, Michelle.

A jovem obedeceu e dentro do carro o ouviu dizendo:

-Será uma noite que você jamais irá esquecer.

Continua...

Notas finais
EU TERMINEI ESSE CAPÍTULO ARRRRRRRRRRRRRR
Ok, de volta ao meu estado normal u.u
Como sempre, me desculpem pela demora, MAS tenho boas notícias. Minhas férias estão chegando. HELL YEAH
Sexta é meu último dia de aula, ou seja, 1 MÊS DE FÉRIAAAAS *chora*
Irei postar mais rápido nesse tempo, então fiquem firmes ;_;
Espero que gostem desse capítulo.
Bjos o/