American Psycho
4 Everyone Falls
Notas iniciais
Notting Hill = é um distrito de Londres.
Hyde Park = é um parque no centro de Londres
-Detetive Kirkland? Detetive Kirkland?
Arthur abriu os olhos lentamente. Ele olhou para o rapaz em sua frente, o reconhecendo. Seu parceiro Kiku estava ali, com uma mão em seu ombro.
-Desculpe-me por te acordar, mas a testemunha está pronta.
Arthur olhou vagamente para o policial e sem dizer nada, olhou para o relógio na parede em frente a sua mesa. Dez e meia. Aparentemente, dormira mais do que cinco minutos. Levantou-se e passou a mãos pelos cabelos loiros. Sua mente ainda estava um pouco lenta por causa do sono.
Kiku, apenas observava o seu amigo, esperando suas ordens.
-Vamos para a sala de interrogatório. Algum progresso com os relatórios?
- Scott mandou o relatório fornecendo informações sobre a causa mortis. Segundo ele, a vítima foi morta hà aproximadamente vinte quatro horas, além de ter sofrido algumas agressões antes.
Arthur levantou uma das espessas sobrancelhas ao ouvir a declaração de seu amigo.
-Vinte quatro horas? Por que o corpo só foi achado agora?
-Parece que as pessoas evitam passar por aquela rua alegando ser muito perigosa.
-E o que ela estava fazendo ali?
-É o que iremos descobrir.
O semblante do detetive escureceu e ele refletiu um pouco. Lançando um último olhar pela janela, ele encaminhou-se até a sala de interrogatório, seguido do seu parceiro.
~ o ~
A sala de interrogatório da Yard era grande, com uma mesa retangular no centro e duas cadeiras, ambas de frente para a outra. No fundo dela, um grande espelho, que a primeira vista parece ser um espelho comum, porém do outro lado, agentes estavam observando e analisando os interrogatórios.
Seguido do amigo, Arthur entrou e encontrou a jovem sentada em uma das cadeiras. Elizabeth parecia estar mais calma. Ela lançou um olhar para os dois policiais e em seguida baixou a cabeça. Cada movimento era captado por Arthur, que não tirava os olhos dela.
Kiku prostrou-se ao lado de Elizabeth, enquanto Arthur sentava-se na cadeira que estava em frente, ligando o gravador e encarando-a. Depois de um tempo, ele disse:
-Conte-me o que viu.
Elizabeth sentiu-se nervosa com o silêncio e assustou-se de leve ao som da voz do detetive. Ela apertou as mãos, tentando aliviar sua tensão. Fechou os olhos e suspirando, disse:
-Eu... sou amiga da Alice. Nós moramos juntas e estava indo encontrá-la em um Pub perto de onde moramos. E-Eu acabei me atrasando e quando cheguei lá, ela não estava mais.
Os olhos verdes não desviavam dos castanhos. Arthur a encarava fixamente, fazendo a jovem mover-se desconfortável na cadeira.
-Qual era o Pub? – pela primeira vez desde que chegara ali, Kiku havia se pronunciado.
-O King ‘s Cross.*
- E como você achou a vítima sendo que o King’s Cross fica do outro lado da cidade?
Elizabeth estremeceu ao ouvir aquelas palavras. Ela começou a chorar, sendo confortada com um aperto afetuoso no ombro por Kiku. Arthur observava a cena, indiferente.
-Que tal se formos honestos um com o outro? – disse o detetive.
Os olhos da jovem arregalaram-se. Ela encarou Arthur e balbuciou algumas palavras, que foram cortadas pelo mesmo.
-É melhor você começar a falar a verdade aqui, porque se for levada a júri, as coisas podem ficar bem feias para você.
Elizabeth lançava olhares para Kiku buscando alguma ajuda. O japonês nada disse, apenas observava a cena.
-Está bem! Eu admito. Não fui encontrá-la. Atrasei-me, porque estava com outra pessoa. – a jovem começou a chorar novamente, colocando as mãos sobre o rosto.
- E o que a fez ir até o outro lado da cidade?
-E-eu passei a noite fora e cheguei em casa cedo pela manhã para pegar minhas coisas. Percebi que o apartamento estava vazio. Como já eram seis horas, imaginei que ela estivesse na faculdade. Eu fui me arrumar para ir trabalhar e quando estava arrumando-me, meu celular vibrou. Fui olhar e notei que era o número dela.
Arthur inclinou-se, interessado.
– Continue.
-Eu recebi uma mensagem de texto dizendo que ela precisava muito falar comigo. Deixei o celular de lado e não respondi. Logo depois, recebi mais uma mensagem. Dessa vez, ela dizia que estava aborrecida, pois eu havia a deixado sozinha no Pub. Mandei uma replica dizendo que quando chegasse em casa, eu iria falar com ela. Fui trabalhar e lá recebi mais mensagens. Todas dizendo a mesma coisa.
- E o que dizia essas mensagens? – disse Kiku.
A jovem fechou os olhos e com a voz falhando, disse:
-Todas diziam: Estou magoada. É tudo culpa sua.
Os dois policias ficaram em profunda reflexão ao ouvir as palavras dela.
-Eu sai do trabalho ás 18:00 e estava indo para casa, quando recebi outra mensagem dela dizendo para encontrar-me do outro lado da cidade. Eu estranhei, pois ela não ia até lá. Alice sempre foi medrosa e ela tinha ouvido histórias horrorosas sobre aquelas ruas. Quando cheguei lá eu... eu...
Elizabeth apertou as mãos com mais força. A lembrança do corpo retalhado da amiga estava ainda viva em sua mente. Ela suspirou fundo e continuou.
-Eu a encontrei. Do mesmo jeito que vocês viram e do lado do corpo estava a... a sua língua e o... celular. No celular estava escrito: É sua culpa.
Com isso a jovem calou-se e nada mais disse.
Arthur foi o primeiro a falar.
-Onde está o celular da jovem? A perícia não o achou junto ao corpo.
-E-está... comigo.
Arthur franziu as sobrancelhas, irritado.
-Você tem noção do erro que cometeu? Esse celular é uma prova importante e você a esconde de nós?
A jovem começou a tremer e sua voz soou mais estridente.
-E-eu fiquei com medo. Não estava pensando direito. É tudo culpa minha!
Elizabeth chorou nervosa. As lágrimas não paravam de escorrer por sua bochecha.
-Acho melhor pararmos por aqui detetive Kirkland – disse Kiku.
Arthur olhou para jovem e disse:
-Tsc. Descanse um pouco. Em breve iremos fazer novas perguntas. – em seguida ele dirigiu-se para o amigo – Kiku, chame Beilschmidt e diga para ele acompanhar a testemunha. Depois venha até minha sala.
-Entendido.
Arthur suspirou e começou a caminhar até a sua sala. Chegando lá, ele abriu a gaveta de sua mesa e tirou um maço de cigarros. Sabia que não podia fumar dentro da sala, mas no exato momento, ele não ligava para isso. Levou o cigarro aos lábios e acendeu com seu isqueiro. Na mesma hora, Gilbert entrou na sala. Arthur olhou confuso para o alemão parado em sua frente. Soprou a fumaça e disse:
-Eu pensei que tinha dito que era para você acompanhar a testemunha.
- E fui, porém Kiku mandou-me entregar isso.
Gilbert levantou o braço e mostrou ao detetive um pacote que continha os pertences da jovem, entre eles dois celulares.
-Sua estratégia continua dando certo Kirkland. Ela não desconfiou que já sabia dos celulares ksekseksekse.
Arthur tragou novamente e liberou a fumaça no ar. Seus olhos verdes encararam os azuis, naquela noite, Gilbert não estava usando suas lentes vermelhas e disse:
-Precisava da confissão e como eu imaginava, o celular estava com a mesma.
Gilbert colocou os objetos em cima da mesa e aproximou-se do detetive, ficando bem próximo do mesmo.
-O grande detetive Kirkland acertou novamente. Será que ele nunca vai errar? – disse divertido.
Arthur sentiu-se incomodado com a proximidade do alemão, porém levou aquelas palavras como um desafio. Tirou o cigarro da boca e encarou o policial.
-Quem sabe? – e com isso colocou o cigarro novamente.
Gilbert riu e levantou a mão, tocando nos lábios do detetive. Repousou os dedos ali, e com um rápido movimento, tirou o cigarro. Arthur olhou-o confuso.
-É proibido fumar aqui detetive ksekseksekse. – e com isso saiu, deixando Arthur enfurecido.
“Maldito Beilschmidt – pensou – Quem ele pensa que é? “
~ 0 ~
Clube de xadrez estava lotado aquela noite. Os jogadores participavam de partidas particulares, todos concentrados e atentos aos movimentos adversários. Arthur estava lá, como de costume e o detetive permitiu-se jogar com outra pessoa: Theodore.
Ambos estavam presos a uma partida que já durava meia hora. Nenhum dos dois percebeu tempo passar, tamanha concentração. O jogo parecia estar a favor do detetive, que buscava falhas para realizar o próximo movimento.
-Está progredindo mais Arthur. Assim você conseguirá me vencer. Theodore sorria, divertido. Seus olhos nunca deixavam os do detetive. Sempre o analisando.
-Não fale como se eu fosse um maldito amador. Lembre-se que o jogo está a meu favor. Arthur o olhou desafiadoramente. Adorava aqueles confrontos. Sentia-se excitado com a ideia de ter alguém a quem pudesse jogar de igual para igual.
-Mais é claro. Os olhos de Theodore brilharam. Cada palavra de Arthur era acatada por ele. Sentia-se motivado pelo desafio.
A partida durou mais tempo que o esperado e quando ambos perceberam, havia poucas pessoas no clube. Arthur olhou rapidamente para os poucos rostos e conferindo as horas em seu relógio, disse:
-Está tarde. Tenho que ir.
Theodore encarou os olhos esverdeados e fingindo desapontamento, disse:
-Está tão tarde assim? É uma pena que tenha que ir. Estava aproveitando o nosso jogo.
-Sinto muito. Arthur ia levantar-se, quando foi impedido por uma mão em seu ombro.
-A não ser que queira ir para outro lugar.
Arthur o olhou inseguro. Não era muito de sair e pouco conhecia o homem em sua frente. Theodore percebeu a insegurança do detetive e com um sorriso, disse:
- Hoje é sexta. Até o grande detetive da Scotland Yard merece uma folga de vez em quando.
Arthur levantou uma sobrancelha e desafiante, disse:
-E onde sugere que iremos?
-Podemos ir para meu apartamento.
Arthur arregalou os olhos e sentiu as bochechas queimarem. Tinha ouvido direito? Ele estava o chamando para...
-Eu mal o conheço. Por que diabos eu iria? Arthur tentou disfarçar o constrangimento sendo rude.
Theodore percebeu a agitação e fingiu estar envergonhado.
-Pelas poucas conversas que tivemos, eu pude perceber que você não gosta de ambientes cheios e há essa hora, é só o que iremos encontrar. Não me entenda mal. Eu aprecio a sua companhia e lá podemos continuar nossa partida.
Arthur ficou em silêncio por um instante. Sentia-se tentado a dizer sim, porém seus instintos o alertavam sobre o perigo. Não costumava a ter aquele comportamento e não sabia como reagir à oferta. Depois de um tempo, acabou aceitando.
-Está bem.
Theodore sorriu e animado, disse:
- Ótimo. Entendo a sua preocupação, mas não é como se eu fosse um assassino ou algo do tipo.
Arthur sorriu, mas sua mente gritava o oposto.
~ o ~
Os dois homens seguiram para saída. Cada um dirigiu-se para seu próprio carro e como se tivessem chegado a um acordo, Arthur seguiu Theodore pela estrada. Ambos se dirigem para a parte mais nobre da cidade. Arthur reparou nas casas e as admirou por um momento. Todas elas eram padronizadas e foram construídas no estilo vitoriano. Até os apartamentos foram construídos daquela maneira. Definitivamente, estavam em Notting Hill. Arthur já havia visitado aquele lugar algumas vezes para visitar o Hyde Park, porém não conseguia imaginar-se morando naquela região. Preferia a agitação do centro de Londres. Theodore virou a esquina e ele fez o mesmo. Logo, ambos estavam se aproximando de um dos prédios do bairro. O edifício não era muito alto, aparentava ter três andares e era todo pintado de branco. Ao estilo vitoriano. Ambos estacionaram em frente e Arthur seguiu Theodore até a entrada.
-Eu não imaginava que você morava em Notting Hill. – disse Arthur. Ele esperava Alfred pegar suas chaves e abrir a porta.
-É um ótimo lugar. É bem localizado, calmo e ainda por cima fica perto do parque. Theodore empurrou a porta e abriu espaço para o detetive entrar. Ambos subiram algumas escadas e chegaram ao segundo andar, onde ele morava. Adentrando no apartamento, Arthur surpreendeu-se com o seu tamanho e luxo. Do lado de fora, o apartamento não parecia muito grande, mas por dentro era bastante espaçoso. A sala de estar era larga e apresentava um grande sofá branco de couro. Uma mesa de centro estava presente com alguns objetos de decoração. Na parede atrás do sofá, alguns quadros estavam pendurados. Arthur reconheceu alguns e ficou surpreso com o bom gosto do rapaz.
-Vejo que você gostou do meu apartamento – disse Theodore, tirando Arthur dos seus pensamentos.
-Você não parecia tão rico assim na primeira vez em que eu te vi.
-Nah. Eu gosto de me sentir confortável em casa. Theodore sorriu e apontou para um pequeno bar que se encontrava ali. Aceita beber algo?
-Whisky.
Theodore foi até o bar e olhou para algumas garrafas até decidir pegar uma que se encontrava no alto, junto com dois copos. Colocou os copos e a garrafa em cima do balcão e acenou para Arthur aproximar-se. O detetive sentou em um dos bancos e encarou o jovem. Theodore sorriu e disse:
-Espero que goste. É o melhor Whisky que tenho. Quer gelo?
Arthur balançou a cabeça afirmativamente e Theodore foi até a cozinha. Arthur a aproveitou que estava sozinho e deu mais uma olhada ao redor. Algo estava o incomodando e ele não sabia dizer o que. Ele era uma pessoa que gostava de ficar sozinho e geralmente não tomava aquele tipo de atitude, principalmente com alguém estranho. Ele xingou-se mentalmente por estar sendo descuidado, mas era algo que não conseguia evitar. Algo naquele estranho o interessava. Ele só não sabia o que. De repente, ele notou algo que não havia prestado atenção antes. Havia um livro em cima do sofá. Era grosso e de capa dura e ele não conseguiu ler o título apenas o nome do autor: Oscar Wilde. Os olhos do detetive abriram surpresos e sua mente vagueou até o local do crime e a frase na parede. Theodore voltou da cozinha com um balde com gelo e ele desviou o olhar. Ele percebeu a direção em que o olhar do detetive estava antes, mas fingiu não ter visto nada e, sorrindo, colocou alguns cubos de gelo no copo dos dois, despejando o líquido alaranjado em seguida. Arthur observou mais alguns objetos da casa até seu olhar repousar em um retrato, que estava na parede. O mesmo retrato que havia na mesa do escritório de Theodore.
-Esses são seus pais? – perguntou.
Theodore olhou para foto e respondeu.
-São sim. Essa foto foi tirada quando me formei. – Theodore pegou a foto e a olhou, demonstrando falso afeto. Já estava acostumado a fazer aquilo e o ato se tornou quase mecânico. Arthur observou o rapaz e nada disse. Tomou um gole da sua bebida e deixou seus pensamentos vagarem. Theodore percebeu que não estava chamando sua atenção com aquilo e sorriu. Era muito bom saber que com o detetive poderia cortar aquela bobagem sentimental. Sentou-se ao lado de Arthur e suspendeu o seu copo, dizendo:
-Um brinde.
Arthur levantou uma sobrancelha e disse:
-Um brinde? Posso saber a que?
Theodore refletiu um pouco e disse:
-Um brinde as duas mentes brilhantes que se encontraram e a grandes carreiras que ambos temos.
Arthur franziu o cenho.
-Duas mentes brilhantes? Grandes carreiras? Que merda é essa?
Theodore riu do comentário do detetive, que o deixou um pouco irritado, e sorrindo com confiança, disse:
-Você tem que admitir Arthur, eu sou um grande jogador de xadrez e você é um detetive renomado. E outra coisa, como acha que consegui tudo isso? Deixe-me ver... eu roubei um banco e agora vivo bem, por causa disso.
Arthur sentiu a irritação crescer dentro dele. Tomou um gole da sua bebida, ignorando o brinde que havia sido proposto e disse:
-Sério? Para mim que você diz isso?
Theodore riu novamente e Arthur sentiu-se ainda mais irritado.
-Você deveria relaxar mais, foi só uma brincadeira. Theodore sorveu um gole de sua bebida, antes de continuar. – Eu sou um empresário de sucesso, Arthur.
Arthur grunhiu irritado e nada disse. Depois de um tempo, Theodore disse:
- Então, o que você me conta de novo no caso do assassino que está aterrorizando Londres? – disse Theodore. O sorriso havia retornado aos lábios.
-Bloody hell Theodore. Eu já te disse que isso é confidencial.
-Ora, por que não? Estamos a sós, na privacidade do meu apartamento. Ninguém pode nos ouvir. Theodore sorriu maliciosamente para Arthur, que percebeu a entonação, mas fingiu não se importar. Ele tomou um gole da sua bebida e encarou os olhos azuis.
-Bem, parece que conseguimos algum progresso. Interrogamos uma testemunha e ela nos deu informações bastante preciosas.
Theodore sorveu um gole e lambeu os beiços sedutoramente.
-Jura? E quais foram?
Arthur franziu as sobrancelhas. Seus olhos captaram cada movimento dos lábios e da língua, que passou discretamente por eles. Aquilo era muito irritante.
-Você é só um civil. Por que diabos eu contaria?
- Talvez porque eu possa ajudá-lo.
Arthur arregalou os olhos e encarou o jovem. Realmente, aquilo era muito irritante. Tomou mais um gole da bebida e com um tom desafiador, disse:
-É? E como você pretende fazer isso?
Theodore inclinou-se e chegando mais perto do detetive, disse:
-Basta você me dizer e eu posso fazer isso acontecer.
Arthur sentiu as bochechas queimarem. Theodore estava tão perto, que era possível sentir o cheiro de whisky vindo dele. Afastou-se e bebeu o resto do líquido que estava no copo, numa tentativa de disfarçar o constrangimento. Theodore percebeu e sorriu por dentro. Estava divertindo-se bastante naquela noite.
-E então?
Arthur refletiu por um momento. Aquela situação era toda estranha, mas isso não iria fazer com que ele contasse algo que era confidencial na Yard. Sabia que não conseguiria despistar Theodore com algumas desculpas e só conseguia pensar em uma maneira de escapar daquela situação.
-Theodore eu tenho que ir. Está muito tarde e amanhã eu tenho alguns compromissos.
-Mas já? Logo quando estava ficando interessante.
Arthur bebeu o resto do whisky que tinha restado no copo e levantou-se. Theodore fez o mesmo e o acompanhou até a porta.
-É uma pena que você tenha que ir agora.
-Tenha uma boa noite, Theodore.
Dizendo isso, Arthur saiu. Theodore fechou a porta e andou até o bar, onde estava com o detetive até pouco tempo. Sua mão passou pelo banco onde Arthur estava sentado e ele sorriu.
-Venha me encontrar, Arthur – disse para o nada.
Continua...
Notas finais
Eu sei, eu sei, eu atrasei DEMAIS, mas uma palavra descreve tudo: faculdade.
Porém como sou boazinha, fiz um capitulo grande para vocês =D
Espero que gostem ^^
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