American Movie

13 You are the best!


Notas iniciais
Hey, nem demorei tanto, nem vem. Bem, esse capítulo é dedicado à Safira Cullen e à Mah Chesperàute. Obrigada pelas lindas recomendações, meninas. Eu realmente amei cada uma delas e chorei com as duas. Obrigada, de verdade. Obrigada também as que comentaram: - CqC - lauralynchy - Raura - Ary Lynch - Little Secret - Alice Taylor Monteiro - Cycyr5 - Letícia Merlo - Shamara Lynch - safira cullen - Uma Direção - Cali - Ronny - Pequena Miss Bem, se você lê My Best Friend, leu o último capítulo e não comentou, comente, porque eu não vou continuar se tiver apenas aquela quantidade de comentários. Na boa, eu não quero ser chata, mas eu não passei três horas da minha vida escrevendo aquele capítulo pra 279 pessoas lerem e 8 comentarem. Qual é? Fiz um capítulo com mais de 2000 palavras, porque eu sou demais. Mentira, foi porque é carnaval e eu não tenho nada pra fazer. Obrigada as meninas que me responderam o que é "trote". Rsrs, foi exatamente assim, porém sem tinta, porque não tem água. Daora, né? Kkkk'. Boa leitura *-*

POV Austin — 25 de dezembro de 2015

Deitamo-nos um ao lado do outro, abraçados.

– Ally?

– Ahn?

– Eu te amo, meu amor — admiti, abraçando-a.

– Eu também te amo, Austin.

– Tudo ficará bem, você verá. Teremos dois filhos, dois cachorros e uma casa bem grande.

– Eu não quero uma casa grande — contrariou — Eu quero um sobradinho, com três quartos. Um para cada filho e um nosso.

– Tudo bem, tudo bem. Faremos do seu jeito. Mas antes de tudo isso, tem um passo que não podemos pular.

– Qual?

– O nosso casamento — sussurrei em seu ouvido.

(...)

– Não quer mesmo ensaiar? – insisti – Não falo por malícia, mas a peça é quinta e essa apresentação será a responsável por toda a nossa nota do trimestre.

– Acho que é melhor não... – ela riu fraco, tímida.

– Tudo bem, fique tranquila. Dará tudo certo.

– E se eu não souber o que fazer? – perguntou, nervosa.

– Se não souber o que fazer, faremos do nosso jeito – pisquei e logo ri, perverso – Se é que você me entende...


POV Ally – 21 de fevereiro de 2014

O som de “She Looks so Perfect” do 5SOS soou no quarto, acordando-me.

Austin também acordou, um pouco atordoado pelo barulho inicial da música.

– Bom dia, Allycia.

– Bom dia, Austin.

Permanecemos deitados por uns cinco minutos. Minha cabeça descansava em seu peito e seus braços rodeavam minha cintura.

Estávamos tão... Íntimos, ultimamente.

Depois do beijo, Austin e eu estamos mais próximos do que nunca. Andamos um ao lado do outro o tempo todo, e ele até vai me buscar na sala, após o término das aulas, para que voltemos ao quarto juntos.

Sobre o beijo, bem, nós não estamos mais desconfortáveis em falar sobre ele. Até fazemos brincadeirinhas um com o outro sobre isso.

Mas tem uma coisa boa em toda essa aproximação: Eu nunca me senti tão protegida. E eu me sinto bem assim.

Passamos a semana toda ensaiando para a peça, que...

– AI, MEU DEUS! AUSTIN, A PEÇA!

Austin deu um pulo da cama, correu até seu guarda-roupa e pegou a sua roupa. Entrou no banheiro rapidamente, sem dizer nada. Corri até a minha parte do armário, pegando meu longo vestido de princesa.

Sim, de princesa. Conversei com a nossa professora de teatro, expliquei a situação e, graças a Deus, ela compreendeu e disse que poderíamos fazer playback das músicas. Assim, eu seria a princesa e Austin, o plebeu. Para deixar a peça engraçada, apenas daríamos entonação, pois o vocabulário em si, já era engraçado.

Antes que eu pudesse sair para me trocar, ouvi:

– Não dá tempo de ir até o banheiro, temos cinco minutos. Troque-se ai e me avise quando eu puder sair.

Assenti, mesmo sabendo que ele não veria. Comecei a despir-me e procurar, por entre tanto pano, o que colocar primeiro.

– Pode sair – avisei.

Austin saiu do banheiro, sorrindo um pouco. Ele estava lindo.

– Uau.

Ri fraco, envergonhada.

– Obrigada. Você pode fechar atrás para mim, por favor – pedi.

Austin andou até estar atrás de mim e afastou meu cabelo gentilmente. Ele subiu o zíper, lentamente, prendendo um pequeno fecho no final. Senti seus lábios quentes em meu pescoço, onde a marca que Dallas havia deixado ainda estava presente. Estremeci.

– Aus... Temos que ir.

Austin desgrudou seus lábios de meu pescoço e colocou meu cabelo de volta no lugar. Coloquei minha tiara e me virei para ele.

– Vamos?

– Vamos.

POV Austin

Saímos correndo como dois loucos até o teatro. Todos os alunos já estavam lá.

– Finalmente chegaram. Vamos, subam no palco e comecem – pediu Jade, a professora.

Subimos no palco rapidamente e começamos a contracenar. Tudo ocorreu bem. Esquecemos a fala umas duas vezes, mas um sempre ajudava o outro. Estava tudo ótimo, até o momento do beijo chegar.

– Oh, doce desejo insano, creio que estou apaixonada – disse “Allycia”, evidentemente mais nervosa.

– E por quem te enamoraste, doce amada?

– Por um doce jovem, meu desejo.

– E qual o nome desse jovem, amada minha?

– És tu, doce desejo insano.

Aproximei-me de Allycia, tomando em rosto em minhas mãos e depositei um longo selinho em seus lábios doces e quentes.

– Casar-me-ei amanhã, doce desejo. Por que não te quedas aqui está noite? – perguntou, com a voz um pouco falha.

– Em seus aposentos? Claro, às suas ordens, minha princesa amada.

Pulei a janela do quarto improvisado. Allycia me olhou, apreensiva. Aproximei-me e a beijei. Um beijo técnico, como havíamos combinado. Allycia mordeu meu lábio e eu gemi de dor. A menina cerrou os olhos fortemente, culpando-se. Ambos seguimos o beijo até eu me deitar sobre Allycia, na cama. Seu corpo, embaixo do meu, estava tenso.

Separei nossos lábios e olhei fixamente em seus olhos. Allycia me encarou com dúvida, provavelmente questionando o motivo de eu ter parado o beijo. Toquei seu rosto delicadamente e a beijei novamente, deslizando minha língua pelo seu lábio inferior, tornando do beijo técnico um beijo real. Allycia estremeceu, mas logo correspondeu. Sua mão tocou meu abdômen e eu retirei seu casaquinho. O beijo era calmo, apaixonado, mas eu ainda apertava sua cintura com força e tentava colar mais nossos corpos. Eu queria sorrir, mas por que o faria? Esse era um beijo entre Maximiliano e Genevive, não entre Austin e Allycia. Separei nossos lábios e beijei seu pescoço novamente.

– O que está fazendo, Austin? – o morena sussurrou.

– Quando você parar em frente ao espelho e olhar essa marca em seu pescoço, não pensará mais no Dallas.

– Ahn?

– Pensará em mim.

Em seguida, chupei seu pescoço, ao lado da marca roxa, deixando outra.

– Aus... – Allycia gemeu, baixinho.

Voltei a beijar seus lábios e remexi meu pé, sinalizando para a professora que a cena havia acabado.

As cortinas se fecharam e eu permaneci sobre Allycia.

A garota me encarava ofegante.

– Acha que fomos bem? – perguntou, corando em seguida.

– Acho – respondi, sorrindo fraco.

Levantei-me e estendi uma mão para Allycia, ajudando-a a se levantar. Ajeitamos nossas roupas rapidamente e voltamos aos nossos lugares.

Outra dupla subiu no palco, mas eu mal pude prestar atenção.

Céus, aquele beijo não sai da minha cabeça!

Olhei para a pequena garota ao meu lado. Ela encarava o palco com um sorriso. De repente, soltou uma gargalhada. É, parece que a peça está sendo engraçada. Sorri, só de ver a menina gargalhar.

Meus olhos desceram um pouco. Em seu vestido, havia um pequeno rasgo, próximo à cintura. Provavelmente fui eu.

Voltei a observar seu rosto. Uma lágrima solitária escorreu em sua bochecha e eu a limpei.

– O que foi, Allycia?

– Você não tem coração? – perguntou, apontando para o palco – A Meredith e o Thomas estão se separando – ela fungou – Muito triste.

Ri fraco, deitando sua cabeça em meu ombro. A morena sussurrou um “obrigada”, antes de limpar o nariz em minha camiseta. Ugh, que nojo.

E assim foi, durante todas as peças. Allycia ria, chorava e eu apenas a observava.

POV Ally – 23 de fevereiro de 2014

Finalmente sábado chegou. Essa semana parece ter ficado presa em um congestionamento de tartarugas.

Abri meus olhos, desligando o despertador. Austin estava com a cabeça deitada em minha barriga.

– Austin... – o chamei – Austin...

Senti minha barriga tremer e ri. Austin estava me fazendo cócegas com a boca!

– Pare, seu bobo.

Austin levantou a cabeça, e beijou minha bochecha.

– Bom dia.

– Bom dia, Austin. Posso trocar-me em seu banheiro?

– Claro, fique à vontade.

– Obrigada.

Entrei em seu banheiro e coloquei minha roupa em cima da pia. Ajeitei meu cabelo, que mais parecia com um ninho de ratos, e escovei meus dentes.

Troquei-me rapidamente e sai do banheiro.

Ajeitei minhas coisas rapidamente.

– Austin, eu estou indo, tudo bem? Se precisar de mim, pode ligar.

Ontem, Austin e eu fugimos da escola para comprar um celular para ele. Agora, se ele precisar falar comigo, é só me ligar.

– Claro, até.

Austin parecia meio decepcionado, quando eu saí do quarto, mas acho que é só o cansaço mesmo. Peguei meu carro e dirigi até em casa, preparando-me para receber um “não” bem grande da pergunta que eu faria ao meu pai.

(...)

– NÃO!

– Mas por quê? – perguntei, brava.

– Porque não.

– Mas pai, ela é minha mãe! Por que eu não posso ligar pra ela?

– Porque eu tenho a sua guarda e eu decido o que você faz ou não. Se ela quiser falar com você, ela te liga!

– Mas pai...

– Mas nada, Allycia. Você não vai ligar e pronto.

Que ódio!

– Eu te odeio! – gritei, exasperada – Eu preciso falar com a minha mãe, eu preciso de um conselho materno!

– Foda-se sua mãe e seu conselho materno! Você está de castigo! Não sairá de casa esse final de semana.

Não, era só o que me faltava. Que merda.

Corri para o meu quarto e desabei na cama.

Tudo bem, eu não posso sair de casa, né? Ok.

Disquei o número do Austin rapidamente.

LIGAÇÃO ON

– Alô?

– Oi, Aus.

– Ah, oi Allycia – ele parecia meio entediado.

– Quer vir aqui em casa?

– Hm, não sei.

– Por favor! Eu vou reformular minha pergunta: Você pode vir aqui em casa?

– Ainda não sei, Allycia. Eu não tenho como ir e eu gastei todo dinheiro que eu consegui com as aulas pro John nesse celular, não dá nem pra pegar um táxi.

– Eu peço ao meu motorista que vá te buscar, por favor. Eu preciso de você.

Ele soltou um pouco de ar. Parecia um suspiro.

– Tudo bem, eu vou. Mas pra que precisa de mim?

– Estou de castigo.

– Ah. Tá, eu vou esperar seu motorista na porta da escola, ok?

– Obrigada, Austin! Você é o melhor!

LIGAÇÃO OFF

Esperei uns quarenta minutos até Austin entrar em meu quarto. Ele estava sem camisa, apenas com uma bermuda azul.

– Tá a fim de ir à piscina? – perguntou

– Oi pra você também – ironizei — Nem posso. Estou de castigo, lembra?

– Eu já conversei com seu pai. Ele disse que se for comigo, ele deixa você ir. E disse que se quisermos sair mais tarde, podemos ir também.

Sorri internamente. Pulei nos braços de Austin, em um abraço.

– Obrigada, obrigada, obrigada! Você é meu anjo da guarda, meu salvador, meu Deus!

Austin riu.

– Eu sou um Deus grego, fala ai.

Separei-me do garoto, envergonhada, afinal, ele ainda estava sem camisa.

– Vou colocar um biquíni, vá indo.

– Coloque um biquíni vermelho – pediu.

– Ahn, por quê?

– Porque eu fiz um Facebook.

– Tá, o que você disse não faz nada de sentido com o que eu disse.

Rimos.

– Minha sunga é vermelha. Você coloca um biquíni vermelho. Tiramos uma selfie. Marcamos o Dallas e a Kira.

Arregalei os olhos perante a maldade do loiro. Rimos novamente.

– E, além disso, você ia ficar super gata em um biquíni vermelho.

– Seu tarado, sai do meu quarto.

Austin saiu do meu quarto, rindo. Abri meu guarda-roupa à procura de um biquíni descente.

Após trocar-me, caminhei até a piscina, onde Austin nadava tranquilamente, usando uma sunga vermelha, como me havia dito.

– Sabia que você colocaria um biquíni vermelho, caso eu pedisse – disse, convencido.

– Não pense que foi porque disse que eu ficaria super gata! Foi só por causa da maldade com o Dallas.

– Sei.

Soltei meu cabelo, que estava preso em um coque, e pulei na água.

– Sua obesa, tirou toda a água da piscina – brincou Austin.

Pulei em suas costas, prendendo meus pés em sua barriga e meus braços em seu pescoço.

– Sou obesa? – perguntei, sussurrando, ao pé de seu ouvido.

– Não, pelo contrário.

Sorri, enterrando minha cabeça em seu ombro.

– Ahram...

Levantei minha cabeça e encontrei meu pai observando-nos com um sorriso.

– Está se divertindo, Allycia?

Que idiota. Parecia até outro homem.

– Estou, papai.

– Que bom.

Ele desviou os olhos e pareceu focar em algum lugar como o meu pescoço. Oh, não, meu pescoço.

– Allycia, o que é isso?

Desci das costas de Austin, parando ao seu lado.

– Bem, pai, isso é, bem, você sabe, é, isso, é, aham.

Lester me olhou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso malicioso. Que vergonha!

– A culpa é toda minha, senhor Dawson, eu lhe peço mil perdões.

– Fique tranquilo, Austin. Eu não estou bravo. Aliás, estou feliz. Já oficializaram o namoro? – perguntou, parecendo curioso.

Austin me encarou, arqueando uma sobrancelha, assim como meu pai.

– Não somos namorados, papai. Somos apenas amigos.

– Amigos? – ele riu ironicamente, encarando as marcas roxas em meu pescoço – Tudo bem. Sejam amigos, então.

Meu pai saiu da piscina, deixando-me sozinha com o loiro.

– Ér, desculpa pelo meu pai. Ele é assim mesmo.

– Está tudo bem, relaxa. Agora me conta... Por que brigaram?

– Bem, eu pedi a ele para que me deixasse ligar para minha mãe. Sabe, já é dia 23 e ela não me ligou. Estou preocupada.

– Hm, eu imagino. Bom, se quiser ligar do meu celular... – ofereceu, se achando por ter um celular.

– Você é um babaca, Austin Moon.

– E você é linda, Allycia Dawson.

Notas finais
Gif de: http://img2.wikia.nocookie.net/__cb20130414202437/austinally/images/3/35/Ausllay!.gif C.O.M.E.N.T.E.M.