American Movie
17 We need stop
Notas iniciais
Austin sorriu, travesso.
– Tudo bem, Allycia, você pode me pedir em namoro se quiser — ele riu — Mas vamos deixar isso pra outra hora, tudo bem? — sussurrou.
– Sim, claro, eu... também não tenho certeza se gosto de você, então...
Austin sorriu e eu enrubesci.
– Vamos dar tempo ao tempo, pequena — sussurrou, beijando meus lábios delicadamente.
Meu corpo amoleceu. Deite-me ao seu lado e nos cobri, com o fino cobertor.
– Durma bem, minha princesa — beijou minha testa, e em seguida, meus lábios.
– Você também, meu príncipe.
POV Ally – 26 de fevereiro de 2014
Acordei com batidas na porta. Resmunguei e, ainda com os olhos fechados, empurrei Austin, para que ele atendesse a porta.
– Entre — gritou Austin.
Ouvi a porta ser aberta e duas vozes, uma feminina e outra masculina, murmurarem um "Awwn", em uníssono.
Abri os olhos e entendi o porque do "Awn".
Minha cabeça estava encostada no peito de Austin, e meus braços, envolta de seu corpo. Austin mantinha sua cabeça no topo da minha e seus braços em minha cintura. Estávamos literalmente abraçados. Seu corpo estava virado de costas para a porta e ele pareceu não ter percebido a presença de Trish e Dez ali.
– Austin... — o chamei, acariciando sua bochecha.
Austin abriu os olhos e sorriu.
– Bom dia, pequena.
Seus lábios tocaram os meus delicadamente e eu senti minhas bochechas corarem.
– Bom dia, Austin — disse Trish, maliciosamente.
Austin arregalou os olhos, parecendo, finalmente, perceber os dois.
– Bom dia, Trish — murmurou envergonhado.
Procurei pelo meu celular. Encontrei-o em meio aos cobertores. Arregalei os olhos ao ver a hora.
– Deus, estamos atrasados!
Trish discordou.
– Vocês não vão à aula hoje. Iremos sair, lembra?
Assenti, lembrando-me do combinado de ontem.
Levantei-me e procurei uma roupa no armário. Austin apareceu ao meu lado e pegou uma roupa também.
– Vou me trocar no banheiro, lá fora — avisei-o.
Antes de sair do quarto, Austin me puxou e beijou meus lábios mais uma vez.
– Bom dia, Allycia.
Em seguida, entrou em seu banheiro, fechando a porta. Observei Trish e Dez. O ruivo estava sentado na cama, brincando com um carrinho de madeira de coleção. Já Trish encarava-me com um sorriso pervertido.
Sai do quarto e notei que a morena me seguia.
Assim que entramos no banheiro, ela se pronunciou:
– Vocês estão namorando?
Meneei a cabeça em negação, adentrando uma das cabines e fechando a porta.
– Tá, e o que foi aquilo?
Ri, tímida, sem saber a resposta.
– Conversamos ontem sobre um namoro entre nós — contei — Nós vamos dar tempo ao tempo.
– Ridículo — comentou — Se vocês se gostam...
– Eu...
– Não, você nada. Cara, como vocês são complicados!
Suspirei.
– Eu quero namorar com ele — admiti, sentindo minhas bochecha queimarem — Mas ele nunca fez isso e... — suspirei novamente — Ele quer ter certeza de que isso é o certo.
– Austin sempre foi cabeça dura.
Terminei de colocar minhas roupa e sai do banheiro.
– Uau — ela sorriu — Tudo isso é pra ele?
Eu ri, constrangida. Eu usava um biquíni tomara-que-caia branco, e por cima, uma blusa de rendinha rosa e uma saia da mesma cor.
Saímos do banheiro e voltamos para o quarto, mas não entramos. Austin e Dez conversávamos. Resolvemos escutar a conversa por trás da porta.
– Eu quero pedi-la em namoro — Era Austin quem falava– Mas eu não tenho certeza se ela aceitaria... Ela disse que não sabe se gosta realmente de mim — ouvi um suspiro– Eu só queria tê-la, finalmente, minha. Quando estamos conversando e ela me conta sobre Dallas, eu tenho vontade de fazê-la calar a boca...
– Com beijos — a voz de Dez o cortou.
– Sim, com beijos, é claro. Eu só... Odeio saber que Dallas foi corajoso suficiente para pedi-la em namoro e eu não sou.
– Por que não tem coragem? - perguntou Dez.
– Tenho medo de não ser bom o suficiente para ela.
Encarei Trish, sem saber o que dizer. Ela sorriu, tristemente.
– Você sabe... – Austin continuou - Ela tem tudo: dinheiro, família, amigas... Por que ela iria me querer? O que eu tenho de especial?
– Por que você não pergunta isso a ela, cara? – Sugeriu Dez.
– Acho que tenho medo da resposta ser que eu, justamente, não tenho nada de especial.
Fechei meus olhos com força. Poxa, Austin, é claro que você tem algo de especial.
– Ela gosta de você, Austin.
– Eu quero muito que isso seja verdade.
Trish abriu a porta, como se nada tivesse acontecido.
– Prontos? — perguntou e recebeu como resposta assentimentos.
(...)
Fomos em meu carro. Trish pediu para dirigir, já que estava muito animada para que isso acontecesse, desde que tirou sua carteira de motorista.
Trish e Dez foram na frente, e Austin e eu atrás.
O meio do banco traseiro estava vazio. Tanto Austin como eu estávamos encostados nas portas.
Trish começou a conversar com Dez sobre algo que não era de meu interesse. Austin me olhou e me chamou para mais perto. Deslizei no banco até o ponto que nossos braços roçaram.
Deitei minha cabeça em seu ombro, e ele passou um braço ao redor do meu corpo.
Meu coração batia descompassado. Meu Deus, por que tão complicados?
Ele beijou minha cabeça e eu não resisti a tentação de levantá-la para beijar seus lábios. Sua mão direita tocou meu rosto e sua língua deslizou pela minha boca. Cedi ao beijo, colocando meus braços ao redor de seu pescoço.
Austin deitou-me no banco. Seu corpo pendeu sobre o meu e, sem separar nossos lábios, acariciou meu ventre, por debaixo de minha blusa.
Eu me sentia completa. Nunca havíamos nos beijado de maneira tão romântica e quente ao mesmo tempo. E estávamos no banco detrás de meu carro.
Uau.
Austin beijou minha mandíbula, e seguiu os beijos até o meu pescoço. Senti o carro parar. Austin parou seu trabalho e ambos encaramos Trish, que nos olhava, parecendo nervosa.
– Se quiserem, podemos deixar vocês em um motel no caminho, mas dentro do carro, com a gente aqui, não!
Sorri envergonhada. Austin e eu nos sentamos novamente e esperamos chegar no parque aquático.
(...)
Austin sorriu animado quando chegamos. O parque parecia realmente divertido. Havia alguns toboáguas e trampolins.
Retirei minha roupa, colocando-a em cima de uma cadeira. Austin sorriu para mim e senti seus olhos percorrerem toda a extensão de meu corpo, sem nenhuma vergonha.
– Quer nadar um pouco? — perguntei, segurando sua mão.
– Claro, vamos.
Pulamos ao mesmo tempo na piscina. Sorri ao ver que era aquecida.
Nadamos um pouco, de um lado para o outro. Austin corria para me alcançar e eu fugia dele.
Trish e Dez estavam sentados nas cadeiras tomando sol. Trish lia uma revista de moda, despreocupadamente.
Quando Austin finalmente me alcançou, nos beijamos. Sim, mais uma vez, e mais uma e mais uma.
Nadamos, durante o beijo, para um canto afastado da piscina. Brinquei com seus fios loiros e senti sua mão percorrer minhas costas até minha bunda. Retirei minha mão de seus cabelos e deslizei por seu peitoral, sentindo-o mais uma vez. Sua boca desgrudou da minha e seguiu para o meu pescoço.
Estávamos mais uma vez descontrolados. Meu Deus, nós precisamos disso urgentemente.
Não o impedi dessa vez. Deixei que o loiro soltasse a parte de cima de meu biquíni. Apesar de já estar com o biquíni solto, Austin não avançou, tocando-me. Ele apenas acariciou minhas costas totalmente nuas. Gemi baixo quando ele mordeu meu pescoço.
Precisamos parar.
– Austin, estamos em uma piscina.
– De novo — ele riu — Acho que nos sentimos ainda mais atraídos um pelo outro quando estamos molhados.
Soltei outro murmúrio, ao sentir sua mão tocando meus seios, por cima do tecido do biquíni.
– Austin, não. Pare. Precisamos parar.
Austin não parou, apenas retirou sua mão de meus seios e impulsionou-me para cima. Enrosquei minhas pernas em sua cintura e voltei a beijá-lo.
Eu o desejo. Meu Deus.
Separamo-nos ofegantes. Meneei a cabeça em negação e ele sorriu arrependido.
– Allycia, eu não consigo mais me controlar quando estou perto de você.
Assenti, demonstrando que o mesmo ocorria comigo.
– Eu não quero que você me ache abusado, mas eu te desejo totalmente e espero que da próxima vez que nos beijarmos dessa maneira, estejamos em uma cama, sozinhos.

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