American Movie
21 Two weeks
Notas iniciais
Ela suspirou, deixando um sorriso escapar.
– Dallas só me fez chegar ao clímax uma vez.
– Sério? — perguntei, surpreso, pois eu a fizera chegar lá e essa era a minha primeira vez.
– Aham. Essa foi a segunda vez. E foi o melhor sexo da minha vida.
Sorri.
E não por ter tido minha primeira vez.
Mas por ter dado a ela uma vez inesquecível.
Eu definitivamente estou gostando da Ally...
POV Ally
Acariciei seu peito nu. Sua pele era apenas alguns tons mais escuros que a minha. Desci minhas mãos quentes e tracei linhas imaginárias por seu abdômen.
– Sabe, posso até não ser muito experiente, mas acho que se você subisse em cima de mim, isso ficaria mais divertido.
Gargalhei, apertando seus ombros largos.
Subi em cima dele, enrolada no lençol branco. Inclinei-me, percorrendo minha língua por toda sua barriga, e ele apertou minha cintura com força.
– Não resistimos — murmurou, de olhos fechados.
Interrompi meu trabalho e deitei-me totalmente sobre seu corpo, escondendo minha cabeça em seu pescoço. Seu membro tocava minha intimidade. Oh, eu estava quente de novo.
– Não resistimos — repeti sua fala, acariciando seu cabelo.
– Mas foi bom.
– É, foi. — ri fraco — Mas as coisas entre nós vão mudar a partir de agora, você sabe.
Ele assentiu. Rolei na cama, caindo ao seu lado, e em questão se segundos, senti seus lábios em meus seios.
– Oh — ofeguei, surpresa.
– Quero que me diga se se arrependeu.
Oh, Austin! Como você quer que eu lhe diga qualquer coisa, enquanto me toca de maneira tão quente?
– Você não se saciou? — indaguei, arqueando as costas.
– Ally...
Oh, Ally, sim! Chame-me de Ally!
– Você se arrependeu?
– Hm.
Seu corpo pendeu sobre o meu e ele se afastou.
– Eu quero te tocar... — sussurrou.
– Toque-me, Austin.
– Você não entende... Eu quero te tocar lá.
– Toque-me! — repeti.
E ele me tocou. Seu dedo indicador pressionou meu clitóris e fez movimentos circulares ali.
– Beije-me — pedi. Austin aproximou-se de meu rosto e eu ri, negando — Quero que me beije onde seu dedo está.
– Oh.
Austin estremeceu e hesitou, antes de beijar-me. Arqueei minhas costas. Oh, ele era bom nisso. Sua língua continuou a realizar seu trabalho, fazendo com que eu puxasse os fios loiros de Austin, pedindo por mais.
– Eu quero tentar uma coisa... — ciciei.
Austin se afastou e sorriu, beijando-me em seguida. Oh, eu podia sentir o meu gosto! Isso era tão erótico!
Joguei-o na cama e voltei para cima dele. Dessa vez, de costas para o seu rosto.
– Ally, o que você v...
Sua fala foi interrompida por um gemido, quando minha língua tocou seu membro. Segurei-o e coloquei, tudo que conseguia, em minha boca.
Suas mãos puxaram minha cintura para trás e eu senti sua língua em minha intimidade novamente.
Ah, era isso que eu queria!
Meus seios roçavam no ápice de seu abdômen. Sim, até o toque de meus seios em sua pele me excitava.
Lambi, devagar, toda sua extensão. Austin gemeu, contra minha vagina e eu senti todos os meus músculos internos se contraindo.
– Eu não me arrependi — disse, ofegante, assim que ele gozou em minha boca.
– Nem eu — admitiu — Vamos, venha pra mim.
Seu pedido soou como uma ordem. Desfaleci, sobre ele. Desmontando-me e puxando-me para cima, Austin beijou meus lábios.
Ótimo, agora eu podia sentir o gosto de nós dois. Misturados.
POV Austin
Abracei a menina de lado, assim que saímos do táxi. Seu rosto estava pálido, provavelmente, porque não havíamos comido nada o dia todo.
Allycia sorriu para mim e beijou meus lábios de leve.
Caminhamos até a porta de entrada do enorme restaurante. Este havia custado mais caro do que o hotel, mas eu não me importava, pois seria o lugar perfeito para a pergunta perfeita.
– Mesa para dois, por favor — pedi ao garçom — Está reservada no nome de Austin Moon.
– Sigam-me, por favor.
Ao chegar na mesa, puxei a cadeira para que Allycia se sentasse.
– Obrigada — agradeceu.
Sentei-me em sua frente e segurei suas mãos.
– O dia foi cansativo. O que gostaria de comer? — perguntei, sorrindo de canto.
– Realmente cansativo — ela riu, corando — Acho que já comemos demais, não acha? — perguntou, gargalhando.
– Eu queria comer mais... Mas você parecia satisfeita — arqueei uma sobrancelha, rindo também.
O garçom nos encarava, segurando o riso.
– Tudo bem, tudo bem! Chega de piadinhas eróticas! O que o casal vai querer? — perguntou ele.
Ally enrubesceu.
– Não somos um casal ainda, chefe! — brinquei, devolvendo-lhe o cardápio — Vou querer o prato principal. E você, Ally?
Ela mordeu o lábio e murmurou "o mesmo". O garçom se retirou, após colocar uma taça de vinho para cada um.
– Isso tudo parece ter sido tão caro...
– É, foi um pouco. Mas não tem problema. Estar aqui com você compensa tudo.
Ela sorriu, tímida. Encarou um ponto fixo na parede por alguns segundos e suspirou, parecendo derrotada. Soltou minhas mãos e olhou em meus olhos.
– Você gosta de mim? — perguntou.
Oh.
– Eu... gosto — minha voz falhou.
– Certo. Ahn, isso não era para ter acontecido! — ela cobriu o rosto com as mãos e apoiou o cotovelo na mesa — Você é o único amigo que eu tenho! Eu não podia ter me apaixonado por você e nem você por mim! Era pra sermos amigos, só isso. Conhecemo-nos há quanto tempo? Duas semanas? — ela parou para pensar — Isso! Duas semanas! Duas semanas e já nos apaixonamos. Isso é tão errado...
– Não parece errado quando estamos juntos — eu disse, segurando sua mão novamente.
Ela suspirou.
– Pra que tudo isso?
– Tudo isso o quê? — perguntei confuso.
– Tudo isso! — ela gesticulou com as mãos, indicando o restaurante.
– Ahn, eu só queria jantar... — murmurei, envergonhado. Vamos, Austin! Ela é só uma garota!
– Você quer me pedir em namoro! — afirmou, fechando os olhos com força. Certo, ela não é só uma garota — Não! Você não pode me pedir em namoro! — ela abriu os olhos, que estavam marejados — Você não pode fazer isso! Se você me pedir em namoro, eu vou ser fraca para recusar e nós dois vamos acabar nos machucando, porque mal nos conhecemos!
– Ally! — chamei, acalmando-a — Respire.
Ela estremeceu, mordendo o lábio mais uma vez.
– Você não pode me pedir em namoro! — murmurou e, em seguida, alterou seu tom de voz — Você não pode me pedir em namoro!
– Quer namorar comigo? — pedi, ignorando-a.
– Sim — respondeu, imediatamente.
Beijamo-nos.
Sim, beijamo-nos, urgentemente, como se nossas vidas dependessem daquilo.
– Com licença — pediu o garçom — Ér, não-casal...
Separamo-nos, ofegantes. O garçom sorriu, culpado, e colocou nossos pratos sobre a mesa.
– Na verdade... — comecei — Agora somos um casal.
Allycia sorriu, tímida, e apertou minha mão com força. Seu rosto estava vermelho e eu tinha um sorriso sacana no rosto.
Duas semanas.
Duas semanas e eu havia conquistado essa morena.
Minha morena.

Fale com o autor