American Movie

5 Thank you.


Notas iniciais
Olá, meus amores! ♥ Sim, aqui estou eu, depois de anos, atualizando... Eu sei que demorei demais, me desculpem. Acontece que meu teclado do computador quebrou e eu não tinha como escrever os capítulos (estou atualizando pelo computador da minha vizinha). Além disso, estou totalmente ocupada com minha formatura (9° ano), ensaios, festas e provas... Falando em provas, alguém ai fez a prova do Liceu? Se fez, foi bem? Se foi bem, parabéns!! Se não foi bem, é noiz!! 0/ Tirei uma nota razoável, mas... Ainda tenho a prova na Etec, esse domingo, so... Já sabem. Não sei quando atualizarei My Best Friend, porque minha formatura é amanhã. Tenho um batizado no sábado e sairei com minha amiga e sua madrasta. No domingo, prova na Etec... Vida corrida! Queria agradecer aos comentários... Um enorme beijo à: - veronica lynch - divademi22 - Ally Faria - Isa Santos - Letícia Merlo - Uma Direção - Anna ♥♥♥♥ (Falo com você daqui a pouco...) - CqC - Happy - milazinha - Ally Marano Lynch Amo vocês, meninas ♥ Anna... QUE RECOMENDAÇÃO DIVA É AQUELA??!! Você queria me ver morta? Menina, você não tem ideia de como eu pirei. Eu realmente não esperava uma recomendação com apenas 4 capítulos de fanfic. Você não tem ideia do quanto eu chorei e nem do quanto eu te amo. Você é muito especial para mim ♥ Obrigada, flor ♥ Espero que gostem do capítulo... Enjoy it!

Arregalei meus olhos, surpreso. Wow. Nunca pensei que diria isso, mas tenho dó dessa menina.

– E-eu sinto muito.

– Não, não sente — disse voltando a chorar — Acho que o karma² existe mesmo. Estou tendo tudo que mereço.

– Não, claro que não! Ninguém merece uma coisa dessas!

Pensei que ela diria algo, mas não. Ela apenas me abraçou.

POV Austin

A garota permaneceu abraçada a mim, durante uns três minutos. Eu, assustado com sua reação, não sabia o que fazer, apenas a envolvi em meus braços e ela enterrou sua cabeça em meu ombro.

Quando o abraço terminou, ela me olhou um pouco hesitante.

– Desculpe-me — disse de cabeça baixa.

– Ahn, tudo bem... Não tem problema.

Ela limpou as lágrimas que escorriam pela sua bela face e respirou fundo.

– Papai vai me matar.

Olhei para a garota sem saber o que dizer exatamente.

– Vai ficar tudo bem...

– Não, não vai. Eu vou ficar de castigo eternamente, meu pai vai me matar quando descobrir que não sou ninguém.

– Não diga isso. Seu pai te ama, independentemente do que você é na escola.

– O seu pai pode até ser assim, mas o meu não é.

Abaixei a cabeça, triste. "Você ao menos tem pai" pensei.

– O diretor já passou nos quartos, aonde você irá dormir? — perguntei

– Não sei, provavelmente, sob essa videira.

– Vem comigo.

A garota me olhou surpresa, e logo meneou a cabeça.

– Não. Eu não posso.

– Você tem outro lugar para passar a noite?

– Não, mas... Amanhã eu falo com o diretor e explico o que aconteceu. Eu posso trocar de quarto...

– É contra as regras — contrariei.

– Eu tenho dinheiro, posso mover alguns pauzinhos...

– É, eu sei disso — concordei — Não virá mesmo? Vai passar a noite aqui?

– Não há nada que eu possa fazer.

– Pode vir comigo — sugeri novamente.

Realmente, essa menina não merecia minha pena. Ela deveria passar a noite ali e aprender com seus próprios erros.

Mas havia algo nela que não me permitia largá-la ali.

Allycia começou a tremer. O céu, agora já enegrecido, e o vento frio me lembraram de que pegaríamos um resfriado se continuássemos aqui.

Em um gesto cavalheiro, retirei meu casaco e a envolvi.

– Obrigada — agradeceu abraçando o casaco.

– Vamos para o quarto. Você não vai querer pegar um resfriado, vai?

– Obrigada por todo o cavalheirismo, mas não posso aceitar.

Suspirei frustrado. Levantei-me, e em um gesto diligente, a ergui em meus braços.

– Mas...O quê?

– Você vai pro quarto comigo.

A garota soltou um muxoxo e encostou a cabeça em meu peito.

Caminhei por entre os corredores do Marino e, ao chegar em meu quarto, coloquei a garota sobre minha cama. Notei algumas lágrimas escorrendo pelo seu delicado rosto.

Abri meu guarda-roupas e tirei de lá dois cobertores. Estiquei-os no chão, um sobre o outro, formando um pequeno colchão.

– O diretor já passou fazendo a inspeção. Pode ficar tranquila.

A garota assentiu e se encolheu na cama.

POV Ally

O que ele está fazendo?

Depois de encontrar-me chorando no pátio, Austin me trouxe para o seu quarto e decidiu que eu dormiria aqui.

Apesar de ser grata a ele, não posso aceitar isso.

Sempre fui uma pedra no sapato do Austin, impliquei com ele durante anos, fiz brincadeirinhas de mal gosto... E agora ele está aqui, ajudando-me.

Austin colocou-me na cama e fez uma cama improvisada no chão. Quando o garoto tirou a blusa para colocar um pijama, desviei meu olhar, corada. Ouvi uma risadinha cínica.

– Allycia, eu tenho uma blusa que te servirá como camisola. Aceita?

Assenti, agradecida.

Confesso que essa mania que ele tinha de chamar-me de Allycia irritava-me um pouco, mas tudo bem.

Austin estendeu-me a "camisola" e disse que eu poderia usar o banheiro. Levantei-me e entrei no cômodo azul. Assim como os banheiros das meninas, o seu possuía apenas um vaso sanitário, uma pia e um espelho. Os banheiros com chuveiros ficam nos corredores e eram "comunitários".

Troquei-me e avaliei meu reflexo no espelho. Eu estava horrível. Olheiras profundas e maquiagem borrada marcavam meus olhos. Lavei o rosto, tentando melhorar minha aparência.

Sai do quarto e encontrei Austin deitado sobre a cama improvisada.

– Pode deitar — disse ele, apontando para a sua cama.

– Ahn, não, eu vou dormir ai no chão.

– O quê? Não, fique tranquila, pode deitar na minha cama.

Ele não iria fazer isso, iria?

Cruzei meus braços, sentando-me no chão.

– Aceitei dormir em seu quarto, mas não dormirei em sua cama, enquanto dormes no chão.

– Não dormirei em minha cama, sabendo que tenho visita dormindo no chão. Ainda mais sabendo que a visita é uma garota.

– Ótimo.

– Ótimo.

– Tá.

– Tá.

Suspirei. — Não brigaremos por isso, né?

– Durma na cama. Você está frágil e é uma menina.

– Se você não vai dormir na cama, dormiremos juntos nesse tapete!

– Então vamos dormir juntos na cama.

Revirei os olhos. Que garoto teimoso!

– Tudo bem. Vamos.

Seu quarto possuía um formato retangular. De um lado a porta, e do outro a cama. Esta possuía uma das laterais grudadas na parede. De um lado da porta, o direito, em relação à cama, havia um escrivaninha cheia de livros e papeis. Já no esquerdo, havia um armário marfim. O banheiro, logo ao lado. Ao lado da cama, havia uma estante com mais livros, e alguns CDs. Ao pé da cama, havia um puff, e no meio do quarto, um grande tapete azul felpudo.

O quarto era todo azul claro. Notei que atrás da porta havia um violão e uma guitarra. Interessante.

Deitamos na cama, um de frente para o outro. Austin estava na beirada da cama, e eu, encostada na parede. Mantínhamos uma distância grande.

– Austin...

– Sim.

– Obrigada, por tudo, de verdade.

Ele deu um sorriso de canto.

– Não há de quê.

(…)

Acordei na manhã seguinte com o irritante barulho do despertador.

Abri os olhos lentamente e assustei-me ao ver Austin tão perto. Suas mãos estavam em minha cintura e minha perna esquerda, sobre as suas, puxando-o para mais perto. Ele parecia tão assustado como eu.

Levantamos rapidamente. Austin entrou no banheiro para se trocar e eu informei que iria buscar uma roupa.

Sai do quarto e, com cautela, andei até o quarto de Dallas. Abri a porta sem bater e quase vomitei ao ver que Kira estava deitada com ele, nua.

– A-Ally? O que faz aqui? De quem é essa blusa? — perguntou o garoto, acordando.

– Nada do que eu faço ou deixo de fazer é de sua conta, idiota — disse pegando um vestido e saindo do quarto, batendo a porta.

Entrei no banheiro das meninas e avistei Cassidy.

– Ally?

– O que é? — perguntei um pouco nervosa.

– Olha... Você sabe que eu não tive nada a ver com o que aconteceu, não é? Eu estava um pouco distraída ultimamente e também não notei a aproximação dos dois. Eu não quero te deixar, amiga. Eu me preocupo com você — disse verdadeiramente.

Dei um sorrido forçado: — Tudo bem, Cassie. Sem poblemas.

– Que ótimo, amiga. Agora me diz... De quem é essa camisa? Ela tem um perfume masculino... — cantarolou, com um sorrisinho malicioso.

Senti minhas bochechas queimarem.

– É do Moon.

– Austin? Austin Moon? Austin Mônica Moon?

– O próprio. Ele foi todo fofo ontem, me ajudou e me chamou para dormir com ele.

Cassie fez uma cara pervertida e eu me prontifiquei a corrigir-me.

– Para dormir na cama dele! Digo, não, quer dizer... — coloquei as mãos no rosto, envergonhada.

– Tudo bem, eu já entendi, não precisa ficar assim — riu — Eu tenho que ir. Tchau, Ally.

Murmurei um "tchau" e entrei em uma das cabines para me trocar. Assim que terminei, sai do banheiro e rumei à sala 56, de Educação Filosófica.

POV Austin

Allycia saiu do quarto e eu caminhei até a sala 56, de Filosofia. A professora, Juliana, vive inventando maneiras de aproximar os alunos. Não que isso dê certo...

Allycia estava lá. E ela me viu.

Juliana logo entrou e anunciou que faríamos um novo projeto. A mulher começou a explicar algo que para mim não fazia sentido, pois eu estava ocupado de mais trocando olhares com Allycia. Ela murmurou um "obrigada" e eu pisquei para ela, fazendo-a corar.

– Um amigo secreto? — questionou Kira com sua voz enjoada.

– Sim, vai ser divertido! Venham tirar os papeis!

Sério? Uma amigo secreto? Fala sério!

Peguei o primeiro papel que vi.

Cassidy

Droga, eu não conheço a garota direito! Isso vai ser complicado...

A aula acabou em alguns minutos. Antes que eu pudesse sair da sala, ouvi Allycia me chamar.

– Sim?

– Eu quero ir falar com o diretor sobre os quartos. Você pode vir comigo?

– Eu tenho aula agora...

– Sim, eu também, mas é que... — ela suspirou — Deixa quieto, eu vou sozinha.

Seus olhos marejaram e mais uma vez eu cai na dela.

– Eu vou com você.

– Sério? — sorriu — Obrigada.

(…)

– Mas, Sr... Eu não posso dormir com ele!

– Allycia, eu não posso fazer nada.

– Troque-me de quarto! Ele me traiu! Estava transando com outra, aqui na escola! Isso não é proibido?

– Sim, claro que é. Mas se eu te trocar de quarto, questionarão o motivo... Dallas tem dinheiro... Eu não posso contrariá-lo.

– Eu também tenho dinheiro!

– Desculpe-me, Allycia.

Allycia cerrou os punhos e tomou o livro de regras que o diretor estendera a ela nas mãos. Depois de alguns segundos, disse:

– Aqui diz que não é permitida a troca ou transferência de camas. Eu não sou uma cama!

– Allycia, com quem você dormiria? — perguntou o diretor, com uma pitada de humor.

Allycia ficou quieta.

– Comigo — disse, pronunciando-me pela primeira vez.

Allycia sorriu de canto.

– Acho que os outros alunos não ficaram felizes em saber que você deixa os mais ricos transarem no colégio... — Allycia disse, chantageando-o.

– Tudo bem, tudo bem! Vocês podem dormir juntos! Mas não leve isso para outros lados, okay?

– Obrigada, diretor — disse Allycia, sorrindo convencida.

Notas finais
Gif de: austinandally.wikia.com O que acharam? Dependendo da quantidade de comentários, tento atualizar na segunda mesmo! Alguém ai assistiu a Twitcam? Perfeitos, né? ♥ A Laura desviando o olhar quando o Ross levanta a camisa foi tão fdlgaRAURAbçhladjblsaRAURAafjkhsagfhRAURAfakhfjas ♥♥♥