Notas iniciais
Hey, amores. O capítulo só saiu hoje por causa da Steacy. Agradeçam a ela. Obrigada a quem comentou: Lara Marie Devonne Shaah Nothing Is Impossible Steacy Keet CqC Little Secret Alive Lynch Ally Faria Pequena Miss maria divademi22 Juliana Lorena RossyPrincess Bárbara Lynch thaynarakarla Bllu anaclaracard Sleeping Beauty laura Jackson potter Lizzy ju JuuhLima Grande Fiquei muito feliz com a quantidade de comentários e espero que o capítulo possa ter a mesma quantidade de novo! COMENTEM. Lembrem-se daquela coisinha chamada 'hiatus'. Dois beijos. LEIAM O FOR FOWARD, TÁ? É IMPORTANTE!

POV Autora – 20 de dezembro de 2015

Lester entrou no banco, retirou uma senha e aguardou ser chamado. Não entendia o motivo de sua conta bancária estar zerada, já que era um dos mais famosos empresários dos Estados Unidos.

Quando o número que correspondia a sua vez apareceu no telão, Lester se levantou e, sem nem ao menos cumprimentar a gerente, disse:

– Quero saber pra onde minha fortuna foi.

A gerente abriu os lábios, pronta para pedir que o homem fosse mais educado, mas calou-se e pediu que ele se sentasse.

– O senhor poderia me fornecer o seu cartão e carteira de identidade, por favor? – pediu a ruiva, com um sorriso agradável no rosto – Vou consultar seu saldo e extrações.

Lester, de muito mau gosto, entregou os documentos à mulher.

– Senhor Dawson, o seu saldo foi debitado para pagar o aluguel e despesas de suas franquias.

– Eu sou podre de rico – resmungou o homem – Deve ter algum engano.

– Não, senhor. A sua filial faliu.

Lester levantou-se da cadeira em um sobressalto. Levou as mãos à cabeça, nervoso. “É um erro, com certeza” pensou, massageando as têmporas.

– Como eu não fui avisado disso? – indagou, sentando-se novamente – O que eu posso fazer para recuperar o dinheiro?

– Desculpe-me intrometer em seus assuntos profissionais, mas alguém retirou todo dinheiro do cofre de sua empresa e esvaziou a conta corrente. O debito foi feito em dinheiro, há quatro dias.

“Não é possível” pensou ele. Sabia que os únicos que tinham acesso ao cofre era Joseph, além dele. Onde estaria o homem agora? E o que ele poderia fazer? Se Joseph era seu sócio, o dinheiro também era dele.

Estava perdido.

Tentou telefonar a Penny, mas esta recusou todas as suas ligações. Estava em Cancun, com seu novo namorado.

Ally não o atenderia. Certamente estava com Austin, recuperando o tempo perdido.

– O que eu posso fazer? – implorou à gerente, a ponto de chorar.

– O senhor pode realizar um boletim de ocorrência. Se o senhor me dá licença, vou chamar o próximo.

Lester sentiu uma forte dor de cabeça. Seria esse o preço pelo que fizera com Austin e Ally? Se fosse, Deus era justo. Importara-se mais com o dinheiro do que com o amor da vida. Agora, a vida lhe tirara ambos.

Meus pais se sentaram no sofá, enquanto Austin se colocava ao meu lado, segurando minhas mãos.

– Estamos namorando – contei, de uma vez.

– Já sabíamos, – respondeu mamãe – era óbvio.

Austin beijou minha testa, abraçando-me por trás.

– Sr. Lester, eu gostaria de conversar com você. O senhor me permite?

– Claro, claro – concordou, levantando-se.

– Aliás, acho que Allycia tem muito que contar para sua mãe, certo, Alls? – perguntei, observando seu rosto corar.

– Certo – murmurou, enterrando o rosto em meu pescoço, quando seus pais fizeram caras maliciosas – Você me paga, Moon.



POV Ally — 05 de março de 2014

Mamãe encarava-me curiosa. Possuía um sorriso malicioso no rosto, esperando respostas.

– Meu Deus, – cobri o rosto com as mãos – o que é?

Estava corando. Sentia minhas bochechas esquentarem.

– Como foi? – perguntou, sentando na cama ao meu lado.

– Depende. Como foi o quê? – fiz-me de desentendida.

– Você. Austin. Sexo.

Tá, agora eu corara de vez.

– Bom – respondi apenas.

– Bom? – perguntou.

– É, mãe, bom.

– Hm, — seu semblante ficou decepcionado – não acredito que você não vai me contar como foi.

Revirei os olhos, rendendo-me. Tirei as mãos no rosto e encarei a mulher, que fazia falsamente cara de deprimida.

– O que quer saber? – perguntei.

– Você vai me contar? – questionou, animando-se.

– Não vou contar nada. Você pergunta e eu respondo.

– Certo! – comemorou, segurando minhas mãos – Como foi?

– Ai, meu Deus, mãe! Eu já disse que foi bom.

– Tá, – reclamou – vocês usaram camisinha?

Minha bochecha ardeu.

– N-não, – gaguejei – mas eu tomei anticoncepcional a viagem toda – justifiquei-me.

Mamãe assentiu, mas não deixou de reforçar:

– Sempre use, Ally. Não importa se você toma pílula ou não.

Assenti, encarando o cobertor cor-de-rosa.

– Você foi ativa ou passiva? – perguntou, voltando a se animar.

– Ai, mãe, por favor, né... – resmunguei.

– Me conta! – pediu, gargalhando.

– Passiva – murmurei.

– Uau. Eu jurava que você comandaria, já que era a primeira vez de Austin.

– Tivemos outras oportunidades – brinquei, e logo percebi que ela começaria a perguntar sobre isso também.

– Quero saber de t-u-d-o-! – exigiu.

Cedi, contando a ela todas as nossas vezes, com todos – ou quase todos – os detalhes.

– Não acredito! Ele tem dedos habilidosos? – perguntou curiosa.

– Dedos e boca – respondi, já sem vergonha.

Penny sorriu pervertida.

– Seu pai também. Havia me esquecido de como ele era bom de cama.

Calma, o quê?

– Mãe, você e o papai transaram? – indaguei, um pouco alto demais, com nojo.

– Como você acha que você nasceu? – ironizou.

– Você entendeu o que eu quis dizer...

– Sim, nós transamos. Seu pai mudou, minha filha – mamãe suspirou apaixonada – Nós voltamos a namorar.

Abri a boca para dizer algo, mas nada saiu. Permaneci encarando minha mãe, incrédula. Isso era bem estranho. Quer dizer, ambos haviam se separado quando eu tinha seis anos e agora, depois de dez, estavam voltando? Uau. Será que sentimentos permanecem assim por tanto tempo?

– Eu o amo – mamãe admitiu.

Revirei os olhos, fazendo uma careta.

– Ei, o que foi? – perguntou.

– Essa coisa toda de amor não existe – grunhi, revoltada – Todos dizem “Ah, eu te amo, blá blá blá”. Nunca é verdadeiro. A pessoa sempre vai embora e te deixa cheia de expectativas.

– Você sofreu por amor, querida? – perguntou mamãe, preocupada – Você amava Dallas?

– Não, mãe, claro que não. O amor não existe, você não ouviu? Não o amava, porque esse sentimento não existe. Eu tinha uma queda por Dallas.

– Tava mais pra abismo – sussurrou.

– Não importa – tratei de acabar logo com a conversa – O amor é algo que só acontece em filmes e estórias. Não é real.

– O que Austin pensa disso? – minha mãe perguntou.

– Ele tem a mesma opinião. Não acredita no amor, acha que tudo não se passa de historinha que mães contam para crianças sobre príncipes e princesas.

– Nossa – respondeu Pen, seca – Isso acaba com o dia de qualquer um, credo! Um dia você vai se apaixonar desesperadamente e perceber que o amor existe sim.

– Que esse dia chegue, — ironizei – amém.

Mamãe revirou os olhos.

POV Austin

Lester e eu nos sentamos em sua sala. Ele parecia já ter uma ideia sobre o que eu falaria, o que deixaria a conversa bem mais fácil e rápida.

– O que quer, Austin? – foi direto ao ponto, curioso.

– Eu queria pedir ao senhor o quarto 06.

Lester sorriu. Abriu a segunda gaveta de sua escrivaninha e retirou um molho de chaves. Entregou-me, com um sorriso pervertido.

– Faça minha filha feliz, tudo bem, Austin?

Sorri.

– Eu farei, senhor. Obrigado.

– Por nada.

Levantei-me da cadeira e caminhei em direção à porta.

– Austin, espere um minuto – interrompeu Lester – O que acha de chamar seus pais para um jantar amanhã à noite? – sugeriu.

Meu coração bateu forte. Ally e Penny apareceram no mesmo momento, na porta.

– O jantar está a servir. Vamos? – Penny chamou.

(...)

– Sabe, eu estava pensando em chamarmos os pais de Austin para um jantar amanhã à noite.

Ally largou os talheres na mesa e abriu a boca. Penny também parou de comer.

– O que foi? – perguntou Lester – Disse algo de errado?

– Não, não – Penny desconversou – É só que os pais de Austin... Ahn...

– Eles estão na Noruega – Ally terminou a frase.

– Isso! – concluí – Eles estão na Noruega, comemorando a terceira lua de mel.

Lester sorriu, assentindo.

– Bom, deixemos para a próxima.

Notas finais
Comentem, viu? Obrigada, de nada.