American Movie

26 Don't be afraid.


Notas iniciais
Seguinte, amores: Esse capítulo é HOT. HOT mesmo. Se você não se sentir a vontade com esse tipo de conteúdo, não o leia. Não terá importância se você o pular, pois esse capítulo é inteiramente hot, sem nenhuma informação importante. A fanfic está na reta final! Vai até o capítulo 30! Obrigada a: SaahMaryLynch divademi22 JuuhLima Grande Keet Little Secret Nothing Is Impossible Bllu maria Lara Marie Devonne laura Jackson potter thaynarakarla Sleeping Beauty RossyPrincess Shaah Bah Lynch Steacy Alive Lynch Estou adorando os comentários! Continuem! Boa leitura, safadas. PS: capítulo inspirado em Cinquenta Tons de E.L. James.

– Sabe, eu estava pensando em chamarmos os pais de Austin para um jantar amanhã à noite.

Ally largou os talheres na mesa e abriu a boca. Penny também parou de comer.

– O que foi? – perguntou Lester – Disse algo de errado?

– Não, não – Penny desconversou – É só que os pais de Austin... Ahn...

– Eles estão na Noruega – Ally terminou a frase.

– Isso! – concluí – Eles estão na Noruega, comemorando a terceira lua de mel.

Lester sorriu, assentindo.

– Bom, deixemos para a próxima.


POV Austin — 05 de março de 2014

Eram aproximadamente 22h. Eu estava deitado na cama de Allycia. Minhas costas estavam encostadas na cabeceira da cama e minhas pernas relaxadas, soltas nos lençóis.

Allycia saiu do banheiro com uma toalha na cabeça e uma camisola branca, quase transparente. Retirou a toalha da cabeça e a estendeu na porta. Sentou entre minhas pernas e recostou suas costas em meu peito. Deitou a cabeça em meu ombro e virou o rosto para me beijar.

– Vai dormir aqui, né? – perguntou – Não acho que você possa voltar à escola.

– Vou sim.

Allycia assentiu e tocou meu rosto com carinho. Fechei os olhos, sentindo meu coração acelerar no peito.

– O que conversou com a sua mãe?

Suas bochechas ficaram rubras.

– Sobre nada – desconversou.

– Alls... – repreendi, curioso.

– Sobre nós.

Sorri, dando-lhe um selinho fraco.

– E você? Sobre o que conversou com o meu pai? – indagou.

– Pedi a ele o quarto 06.

Allycia abriu a boca, incrédula. Seu rosto parecia arder e eu sorri, apaixonado.

– Vamos para lá quando você quiser – murmurei.

Allycia ficou em silêncio por um momento. Encostou minha cabeça em meu ombro mais uma vez e respirou fundo.

– Sabe o que tem no quarto 06? – perguntou.

– É tipo o quarto vermelho da dor¹? – brinquei, fazendo-a rir um pouco.

– Não, não tem nada masoquista. Mas não é algo que todas as pessoas tenham em casa, sabe...

Ri mais uma vez.

Allycia se levantou e segurou minha mão, puxando-me por entre os corredores da casa.

Paramos em frente a porta do quarto e encaramos um ao outro. Assenti. Ally abriu a porta, respirando fundo.

O quarto possuía todas as paredes vermelhas e, por um momento, pensei no quarto vermelho da dor. A cama de centro era enorme. Seus lençóis, brancos e os travesseiros, de veludo vermelho. De um lado da cama havia uma janela enorme, com vista para o quintal do vizinho. Do outro lado, uma grande cômoda vermelha. Ao lado da cômoda, havia uma porta branca. Ao lado da janela, uma banheira de hidromassagem.

Allycia sorriu de canto, parecendo envergonhada. O clima ficou tenso, de repente. Allycia se aproximou de mim, entrelaçou uma de nossas mãos e com a outra, tocou o meu rosto.

– Vamos deixar acontecer, tá bom? – sussurrou – Vem.

Deitamo-nos na cama e nos encaramos por alguns segundos. Ally tocou seu lábio de leve nos meus e antes que eu pudesse aprofundar o beijo, ela nos separou.

– Quero mostrar-lhe algo.

Levantei-me da cama e sentei-me ao seu lado, próximos à cômoda. Esta possuía três gavetas e uma porta.

– Não quero que se assuste, tudo bem? Essas coisas não são minhas, são do meu pai.

Assenti, um pouco receoso. Allycia abriu a primeira gaveta. Diversas roupas femininas estavam ali.

– São fantasias – Allycia contou – Tem de médica, vampira, bruxa, faxineira, professora, estudante...

Eu estava sem palavras. Ally sorriu para mim, de canto, notando minha incerteza.

– São só fantasias, Austin – murmurou – Eu posso vestir alguma se você quiser.

Observei Allycia piscar três vezes, seguida e rapidamente. Ela ficava realmente linda daquele jeito. Meu corpo ardeu em desejo e luxúria.

– Eu gosto da de professora – murmurei, atordoado.

Ally assentiu, colocando o traje de professora sobre a cama.

– Vamos à segunda gaveta – falei, mas minhas voz soou estranha.

Allycia riu fraco. Abriu, então, a segunda gaveta.

– São os acessórios das fantasias – explicou – As algemas são da polícia; o espanador, da faxineira; essa régua, da professora...

Seu rosto ficou da mesma cor que a cômoda. Colocou a régua ao lado da fantasia e fechou a segunda gaveta, abrindo a terceira.

Essa era a pior, definitivamente. Havia brinquedos ali. Brinquedos eróticos.

– Ahn, não acho que vamos precisar de nada daqui... – sussurrou, desviando o olhar do meu – Só se você quiser.

Encarei a gaveta, observando e analisando cada objeto dali. Eu sabia a função de alguns, porém outros... não fazia nem ideia do que eram.

– O que é isso? – perguntei, tomando um objeto comprido com um botão e um pequeno furo na base.

Ally encarou a parede e disse baixinho:

– Vibrador masculino.

Entendi então para que o furo e o botão serviam. Guardei de volta na gaveta, nem um pouco interessado. É, definitivamente eu não teria coragem de usar nada daquilo com a Ally.

– Quer usar algo? – perguntou, olhando para mim.

– Não acho que conseguiria.

– Por que não? – indagou.

– Tenho medo de te machucar. Você é tão meiga e frágil.

Ally revirou os olhos, fechando a gaveta. Por alguns segundos, passou pela minha cabeça que talvez ela quisesse usar uma daquelas coisas. Mas essa ideia se dissipou quando ela soltou um suspiro aliviado.

Abriu a última coisa que faltava: a porta.

Prendi a respiração ao ver diversas marcas de lubrificantes, camisinhas e óleos corporais.

Allycia pegou um preservativo e um tubo de óleo corporal de maracujá.

– Pra que pegou isso? – perguntei, fechando a porta do pequeno armário.

– Vou te fazer uma massagem.

Engoli em seco, relembrando a mim mesmo que fui eu quem teve a ideia de usar o quarto.

– Vem cá – chamou Ally. Sua voz soou mais sedutora do que o normal.

Ficamos ambos em pé, um de frente para o outro. Allycia desabotoou minha blusa lentamente. Cada toque parecia demorar décadas. Os efeitos de suas mãos em meu corpo pareciam intermináveis. Eu estava tão quente que até mesmo o tecido da roupa queimava meu corpo.

Ally retirou minha blusa e beijou meu peito algumas vezes. Ajoelhou-se e abriu a braguilha do meu shorts jeans. O pesado tecido já não estava mais em meu corpo alguns segundos depois. Ally se afastou um pouco, apenas o suficiente para que pudesse me avaliar só de cueca, creio eu. A morena mordeu os lábios com tanta força, que pensei que os cortaria.

– Deite-se – pediu.

Obedeci-a.

– Você quer que eu me vista de professora, Austin? – perguntou, segurando a fantasia ao lado de seu corpo.

Meu corpo tremeu. Eu estava entrando em erupção. Aquela menina era... sexy demais. Se suas curvas já ficavam extremamente belas naquela camisola, imagina naquela minúscula fantasia...

– Você quer, Austin? – insistiu.

– Q-quero. Eu quero.

Ally sorriu.

– Tem algum problema se eu me trocar aqui na sua frente? – perguntou inocentemente.

"Lembre-se de que foi você que começou com esse jogo." repassei mentalmente.

– Não, não tem problema – respondi, colocando as mãos sobre a cueca, tentando esconder o volume que se formava ali.

Suas mãos tocaram a bainha da camisola, que deslizou lentamente pelo seu corpo.

– Vejamos... Um top preto e uma saia. Temos uma gravata também! – disse Ally, avaliando a fantasia.

Tirou o sutiã com a mesma lentidão de antes e agachou, retirando a calcinha. Arfei, sem nem ao menos tocá-la ou tocar-me.

Colocou o top preto e a gravata, sem pressa. Olhei para todo seu corpo. E que corpo! Allycia vestiu a saia, sem colocar a calcinha, e, em seguida, colocou um pouco de óleo nas mãos.

Sentou sobre o meu corpo. Sua intimidade tocando minha cueca. Deslizou algumas vezes a régua da fantasia pelo meu corpo, arrepiando-o. Depois, escorregou as mãos oleadas pelo meu peito e o acariciou, beijando todo meu abdômen.

– Quer uma massagem nas pernas, amor? – perguntou, beijando meu pescoço.

Pisquei demoradamente ao ouvir sua voz soar de maneira tão sensual.

– Aham – respondi apenas.

Ally virou-se, sentando mais uma vez sobre mim, porém, dessa vez, de costas para o meu rosto. Inclinou-se, alcançando minhas pernas com suas mãos. Ajeitou o corpo, ficando de quatro. E ela estava sem nada por baixo da saia... Meu Deus!

Fechei os olhos, controlando-me para não beijá-la ali, mas não resisti.

– Oh – murmurou surpresa e arqueou as costas.

Enquanto eu realizava meu trabalho, Ally cuidou de tirar minha cueca e espalhar óleo por todo meu membro, colocando uma camisinha ao fim.

– Hm – gemi baixo.

Ally afastou o quadril, descendo da cama. Deu alguns passos para trás, encostando-se na parede.

Isso era realmente erótico. Eu estava nu, totalmente excitado e aguardando por ela. Ally por sua vez, estava vestida como professora, passando as mãos pelo próprio corpo.

– Acho que como professora, meu dever é te ensinar algumas coisinhas – ciciou, voltando para cima de mim.

Não tive trabalho algum. Allycia decidiu que comandaria dessa vez. Inclinou-se para mim, deixando seus peitos roçarem nos meus. Mordeu o lóbulo de minha orelha e esfregou-se em mim.

Quando nos unimos, soltei um gemido grave devido a lentidão. Mas Ally se recusava a ir mais rápido, ainda que eu implorasse.

– Mais rápido, por favor, amor – rugi.

– Posso te contar um segredo? – perguntou em meu ouvido, exausta, ignorando meu pedido.

Parecia cansada, mas continuava subindo e descendo, sem me deixar ajudá-la.

– Meu pai mandou fazer esse quarto baseando-se no quarto vermelho da dor – murmurou e gemeu alto depois.

Não havia real motivo, mas essa informação me deixou ainda mais excitado.

– Meu Deus, Ally... Você é tão... gostosa – admiti, mordendo seu pescoço – Seja minha – pedi, arranhando suas costas.

– Sou sua, Austin – gemeu, apertando-se em torno de mim.

– Goza, bebê.

Como uma ordem, Ally desfaleceu-se sobre mim, cansada. Não deixou, porém, de continuar a se mover.

– Vamos, Austin – pediu.

– Estou quase – murmurei, arqueando as costas para ajudá-la com os movimentos.

Ally gemeu uma, duas, três vezes.

– Meu Deus... –chiou – Austin, eu... eu.

Ally teve outro orgasmo, dessa vez, levando-me junto. Nossos corpos se relaxaram, exaustos. Retirei o preservativo, dei um nó e joguei-o no lixo ao lado da cama. Deitei-me novamente. A morena abraçou-me, enlaçando meu pescoço com seus braços.

– Vou dormir, tudo bem? – avisou.

– Boa noite, bebê – desejei, beijando sua cabeça.

– Boa noite, amor – respondeu.

Notas finais
quarto vermelho da dor¹ - referência ao apelido dado por Anastácia sobre quarto de Christian Grey, de Cinquenta Tons de Cinza (E. L. James). Não me pertence. Se leu, comente, tá?