American Movie

11 Sweet Insane Desire


Notas iniciais
Heeeeeeeeeeet, bitches! I'm baaaack ♥ Alguém ai já começou a ver a 4ª temporada??? OMG, SOOO PERFECT!!!! ♥♥♥ Ah, é, a fanfic... O capítulo já estava pronto há dias, mas eu precisei primeiro dar uma organizado nos reviews. Eu estava ficando até perdida! Obrigada a: - Ronny - CqC - Dreamy girl - lauralynchy - Letícia Merlo - safira cullen - Pequena Miss - Ary Lynch - Little Secret - Uma Direção - veronica lynch - Anna - Ana Clara Bem, esse é o meu capítulo favorito, e acho que vocês vão gostar, rs. Boa leitura ♥♥♥ PS: Tio Lester é Auslly Shipper, bitches! e.e

– Ainda não sei como você acha que ela não é boa de cama... Bom, acho que ela não deve ter feito com você tudo que fez comigo – dei um sorrisinho irônico e olhei para a menina extremamente vermelha ao meu lado – Quer esquecê-lo? – perguntei, apenas para ela, que assentiu – Eu posso te ajudar com isso.

Aproximei meu rosto do da menina. Rapidamente, seu semblante mudou de decepcionado, para surpreso.

Desviei meu olhar de seus olhos para o seus lábios. Allycia estava corada, muito corada. Nossos lábios a apenas dois centímetros de distância.

– Como? – perguntou, timidamente, fazendo-me sorrir.

POV Ally

Austin continuava me encarando. Seu rosto cada vez mais perto do meu. Ele iria me beijar?

– Com um ataque de cócegas! — gritou.

Suas mãos voaram para a minha barriga e eu, involuntariamente, comecei a rir.

Todos no refeitório nos encaravam. Alguns pareciam enojados, outros riam da minha desgraça. A única coisa que eu conseguia pensar era em como fazê-lo parar.

– Austin, para... — pedi.

Eu mal conseguia respirar. O loiro ainda me atacava e eu ria descontrolavelmente.

– Austin... — implorei.

Austin me deitou sobre o banco, e pendeu seu corpo sobre o meu.

– O que eu ganho com isso? — perguntou, convencido, sem tirar suas mãos da minha barriga.

– Qualquer coisa! — me rendi.

Austin sorriu e retirou suas mãos da minha barriga. Eu estava ofegante, minha barriga doía.

– Dallas está olhando. Ele parece bravo — avisou, sussurrando.

– Você pode beijar minha bochecha? — pedi, sentindo meu rosto queimar.

Austin inclinou-se mais sobre mim e depositou um casto e demorado beijo no canto de meus lábios.

Sorri, um pouco corada.

Austin estendeu a mão para ajudar-me a levantar. Murmurei um "obrigada" e continuei a comer, em silêncio.

POV Austin

Allycia e eu caminhamos juntos para o auditório onde teríamos aula de Teatro.

A professora de teatro se chama Jade. Ela é baixinha, um pouco gordinha e tem cabelo lisos e negros. Geralmente nos avalia com uma peça de Shakespeare ou de Bertolt Brecht.

– Bom dia, minhas lindas crianças! — exclamou a professora, animada. Qual é? Hoje é segunda! — Bem, hoje eu trago uma peça nova para vocês. Formem duplas, meninos com meninas!

Todos na sala começaram a reclamar. "Eu não sento com garotos" ou "Eu não tenho amigas garotas" eram as únicas coisas que se podia ouvir no teatro.

Olhei para a Allycia, fazendo um convite silencioso para ser minha dupla. Ela baixou a cabeça, um pouco corada, e caminhou até mim.

Após uns vinte minutos de muita baderna e confusão, a professora pediu que o garoto de cada dupla subisse ao palco e sorteasse um roteiro. Teríamos de ensaiar o roteiro, para o apresentarmos em sala depois. Além do já escrito, teríamos de tornar a peça engraçada, sem sair do esperado.

Peguei uns dos papeis, aleatoriamente. A peça se chamava "Sweet Insane Desire".

A professora logo nos dispensou. Allycia e seu saímos do teatro e começamos a caminhar pela escola, enquanto líamos o roteiro.

"- Oh, amada, com este doce canto das cotovias, por que ficas confinada neste vão tão inerte?

– Oh, doce desejo insano, não ves que não quero ver-te?

– Mas tão amada donzela, se te quero tanto e sou seu doce desejo insano, por que ainda estacas ai?

– Devo evadir-me do pecado, oh, desejo meu.

– Mas onde está o pecado que eu não o vejo, amada?

– Tu és meu pecado, doce desejo insano"

Allycia me encarou, arqueando uma sobrancelha.

– Como deixaremos isso engraçado?

– Eu não sei — suspirei.

Allycia folheou o roteiro. Seu rosto ficou pálido por um momento e eu me preocupei.

– Allycia? Está tudo bem?

Ela meneou a cabeça em negação, mostrando-me a letra de uma música em meio ao texto.

– Ah... Bem, ao menos é um dueto, você não cantará sozinha — tentei encorajá-la.

– Eu não consigo — disse, nervosa.

– Fique calma, Allycia — toquei seu ombro, delicadamente — Teremos tempo para ensaiar tudo isso. Podemos tentar, certo?

A menina assentiu, nervosa, e continuar a folhear o roteiro.

– Com você eu posso até tentar, mas eu não farei esse solo sozinha — disse apontando para um solo no final da peça.

Suspirei. Isso será complicado.

– Ally, você terá de fazer.

– Não. Faça você — retrucou, fechando o guia.

– Allycia, essa música é feminina demais! Eu não posso cantá-la.

– Austin — começou, pegando em minhas mãos — eu não consigo. Me desculpa desapontá-lo, mas eu não farei isso. Eu simplesmente não consigo.

Olhei para nossas mãos, um pouco tímido. Allycia as soltou rapidamente e murmurou um "desculpa".

Suspirei novamente.

– O que quer que eu faça? Que eu seja a garota? — revirei os olhos, ironizando.

Allycia abriu um sorriso enorme.

– É ISSO! Você fará o papel da garota e eu do garoto!

– Não! Não, não e não! De jeito nenhum eu vou usar um vestido rosa e um chapéu de princesa!

– Aus, por favor... — pediu, quase implorando. Eu ouvi direito? Ela me chamou de "Aus"? — Eu não consigo cantar na frente de ninguém! Já será um sacrifício fazer-me cantar com você, sozinha eu não conseguirei. E outra, a peça ficaria engraçada!

– Allycia, eu não farei isso — respondi, decidido.

– Austin... — implorou, com os olhos marejados.

Isso é ridículo! Toda vez que ela ameaçar chorar, eu cederei? Por que ela tem esse efeito sobre mim? Não importa o que seja, vê-la chorar me faz tão mal.

– Tudo bem...

Ela sorriu animada.

– Obrigada — gritou, se jogando sobre mim, em um abraço apertado — Obrigada, obrigada, obrigada!

Ela enterrou a cabeça em meu pescoço e eu a abracei de volta.

POV Ally

Acho que às vezes tudo que precisamos é um abraço de alguém que se importa com você.

Fiquei ali, no meio do corredor, abraçada ao Austin por uns três minutos. Apenas eu e ele.

Abri os meus olhos lentamente e vi, pelo canto do olho, Dallas ao nosso lado abraçado à Kira, da mesma maneira que Austin e eu.

Ambos se separaram ao mesmo tempo que nós.

Kira beijou a bochecha de Dallas, e me olhou convencida.

Um desafio.

Coloquei-me na ponta dos pés e beijei a bochecha de Austin, que me olhou sem entender.

Dallas olhou para mim com um sorriso convencido e deu um simples selinho em Kira. Droga.

Suspirei.

– Me beija.

– O quê? — perguntou Austin.

– Me beija — pedi novamente, olhando em seus olhos.

– Mas Allycia, eu...

– Por favor, é só um selinho — olhei para Dallas novamente. Austin seguiu meu olhar e pareceu entender.

Sua mão tocou delicadamente meu rosto. Austin acariciou minha bochecha e seu dedão tocou meus lábios. Por um momento, eu quase me esqueci de Dallas e Kira. Quase.

Seus lábios quentes roçaram nos meus, transformando-se depois em um simples selinho demorado.

Separamo-nos lentamente. Olhei novamente para Dallas e Kira, que se beijavam novamente. Dessa vez, de uma maneira muito mais selvagem. Austin os encarava também.

Respirei fundo.

– Vamos embora — eu murmurei, derrotada.

Virei de costas, com a intenção de seguir de volta para o quarto, mas Austin me puxou, colidindo seu corpo com o meu.

Sua boca tocou a minha novamente. Sua língua encostou em meu lábio inferior e eu abri um pouco mais a boca, permitindo que o loiro aprofundasse o beijo.

Deus, o que eu estou fazendo?

Austin entrelaçou sua língua na minha, beijando-me lentamente.

Ele havia mesmo beijado apenas uma vez? Deus, esse é o melhor beijo que eu já dei em toda a minha vida.

Apesar do fôlego ainda existir, separamo-nos. Afinal, tudo era apenas um desafio, não é mesmo?

Eu não podia aceitar esse fato.

– Dallas já foi — Austin sorriu.

Eu não podia!

Puxei o loiro pela cintura, tomando seus lábios com os meus mais uma vez. Austin levou suas mãos ao meu rosto e o segurou, correspondendo ao beijo.

Pedi passagem, temendo que o garoto me empurrasse e perguntasse que merda eu estava fazendo. Mas ao invés disso, a passagem foi cedida, sem relutância.

O beijo era calmo, lento e até mesmo romântico.

Soltei sua cintura, levando meus braços até seu pescoço. Austin, então, desceu suas mãos pelas laterais de meu corpo, parando em minha cintura, que foi puxada gentilmente contra seu corpo.

O beijo, que antes era sereno, agora passara a ser rápido, necessitado e cheio de desejo.

O garoto apertou minha cintura. Como resposta, puxei seus fios loiros e mordi seu lábio inferior.

Separamo-nos ofegantes. Céus, nem conseguíamos respirar!

Austin estava descabelado e com a boca inchada. Eu não deveria estar diferente.

O loiro tocou minha bochecha gentilmente, e roçou seu nariz ao meu.

– Por que me beijou, pequena? — perguntou, em um sussurro. Senti meu corpo todo estremecer, tanto com a proximidade, quanto ao meu novo "apelido".

– Só... esquece isso, tudo bem? — pedi, abraçando-o com força.

Eu não tinha mais como negar.

Austin Moon era meu doce desejo insano.

Notas finais
Hehehe, mereço reviews?? :3 ♥ Ah, é, o gif é de: http://33.media.tumblr.com/aa92d49684dae8fd4188eb170c6d973e/tumblr_nfkyevK1TW1t12ejqo4_500.gif