American Movie
20 Our First Time
Notas iniciais
– Acho que estou com sono... Posso dormir em seu ombro? — pedi.
– Oh, pequena, é claro que sim.
Deitei minha cabeça em seu ombro, enterrando meu rosto em seu peito. Seus dedos se entrelaçaram aos meus e eu senti que poderia viver ali, com ele, naquele ônibus, para sempre.
– Austin?
– Sim?
– Eu posso te beijar?
E ele sorriu, beijando minha cabeça. Desejou-me um "boa noite" rapidamente e apagou nossa luz.
É, eu poderia viver ali, com ele, naquele ônibus, para sempre.
POV Ally — 28 de fevereiro de 2014 — 2h34min
Acordei ouvindo Austin chamar pelo meu nome. Abri os olhos, com dificuldade, e levantei a cabeça. Havia um pouco de baba minha escorrendo pelo meu queixo. Urgh, que nojo.
– O que é, Aus? — murmurei.
– Chegamos.
Soltei um muxoxo. Saímos do ônibus, pegamos nossas malas e andamos dois quarterões, até chegarmos em um pequeno Hotel. Hotel Pinewood.
– Estamos em Pinewood? — questionei.
– Acertou.
Entramos no lugar. Pareia bem confortável. Havia algumas poltronas no salão principal, uma televisão e algumas revistas em uma mesinha de centro.
– Está tudo certo. Nosso quarto é o 12.
Segui Austin até o nosso quarto. Abrimos a porta e nos deparamos com um quarto pequeno, mas perfeito para mim. A decoração era toda branca e dourada. Havia uma cama, não tão grande, com lençóis brancos, um tapete e um criado-mudo, além de uma porta, provavelmente o banheiro.
– É bom o suficiente para você? — perguntou Austin, apreensivo, enquanto colocava as malas em um cantinho.
– Não fale desse jeito — murmurei, magoada — Eu não sou fútil, Austin. Esse quarto está perfeito para mim.
Ele sorriu, sem mostrar os dentes.
– Acho melhor dormirmos. Tem um lugar bem legal que eu quero te mostrar mais tarde.
POV Austin — 28 de fevereiro de 2014 — 10h40min
O meu celular vibrou no bolso da calça. Era o meu despertador. Ainda de olhos fechados, o retirei do bolso. Meus olhos doeram um pouco, mas os abri por completo mesmo assim.
– Allycia... Allycia...
– Hm... — ela se remexeu — Bom dia, Aus.
Sorri, retirando uma mecha de cabelo de seu rosto.
– Bom dia. Vamos. Tenho um lugar incrível para te mostrar! — repeti.
(…)
Fomos andando. Não era muito longe, então Allycia decidiu que seria divertido caminhar.
Ela estava linda, como sempre. Usava uma saia vermelha e rodada, um pouco acima do joelho, uma blusinha branca, um cardigã vermelho e sapatilhas, também vermelhas. Em seu cabelo, havia um lacinho branco.
Eu usava uma calça jeans, uma blusa branca e uma camisa xadrez azul por cima. E claro, meus velhos tênis celeste.
Sua mão roçou na minha. Não a segurei. Eu estava realmente nervoso naquele dia, mas por quê? Acho que porque estávamos literalmente sozinhos.
Sua mão roçou na minha novamente. Parecia que ela estava até mesmo fazendo de propósito, para que eu a segurasse.
Mais uma vez, então a segurei. Allycia sorriu e entrelaçou nossos dedos. Meu coração batia forte, muito forte, como na primeira vez em que fizemos isso.
Chegamos. Allycia me encarou maravilhada.
– Que lugar é esse?
– Esse é o Silver Blue Lake — respondi, sorrindo — Gostou?
O lago a nossa frente era praticamente cristalino. As nuvens estavam refletidas nele. Era realmente o lugar perfeito para sentar em um banco e trocar alguns beijos.
– Podemos nos sentar naquele banco? — pediu, com suas pupilas dilatadas pela produção de serotonina, o "hormônio da felicidade".
Corei, mesmo sem motivo, apenas pelo meu pensamento anterior em relação aos bancos.
– Claro. Vamos.
Sentamo-nos no banco. Allycia deitou a cabeça em meu ombro e eu passei meu braço ao redor de seu ombro.
– Você venceu.
Eu sorri.
– Sim, não nos beijamos ontem após a aposta...
– O que vai querer como prêmio? — perguntou, entediada.
– O que você acha? — interroguei, sorrindo maliciosamente.
– Não sei... — ela riu — Com essa cara maliciosa tantas coisas se passam pela minha mente...
Toquei seus lábios com os meus, com carinho. Sua mão percorreu minha nuca e puxou meus fios loiros.
É possível gostar de uma pessoa, em tão pouco tempo?
Porque, se for, eu realmente estou gostando da Allycia.
– Podemos voltar para o hotel? — perguntou, passando a mão pelos meus ombros.
Assenti, sem desgrudar nossos lábios.
(...)
Abri a porta, afobado. Joguei Allycia na cama, com um pouco de força. Ela riu.
– Allycia, você me deixa louco — admiti, enquanto trancava a porta e tirava meus sapatos.
– Posso te pedir uma coisa? — perguntou, mordendo o lábio.
– Claro.
Ela sorriu, tímida. Tirei minha camiseta xadrez, ficando apenas com a blusa branca e a calça.
– Deixa quieto, estou com vergonha — seu rosto estava realmente corado. Subi em cima dela, deixando-a presa.
– Diga-me — pedi, mordendo o lóbulo da sua orelha.
Ela ficou alguns segundos em silêncio, mas disse:
– Eu fico realmente excitada quando você me chama de Ally...
Parei de mordiscar sua orelha e encarei seu rosto. Ela havia mesmo me dito que eu a deixava excitada?
– Não fique me olhando! Ah, meu Deus! Que vergonha! — ela cobriu o rosto com as mãos e eu sorri, apaixonadamente.
– Não precisa ter vergonha de mim, Ally.
Ela suspirou, mordendo o lábio.
– Por favor, Austin, diga que fará amor comigo.
Meu corpo entrou em combustão. Allycia... Você é tão... quente. Retirei minha blusa e seu cardigã. Ally tocou meu peito lentamente. Fechei os olhos, maravilhado com a sensação. Seus dedos desceram para o meu abdômen e ela suspirou.
Beijei seu pescoço algumas vezes, até a sua clavícula. Nunca havia tocado uma mulher dessa forma antes. Nem mesmo sabia se estava fazendo o certo. Mas o certo não pareceu importante, quando Ally soltou um gemido baixo.
Toquei a barra da sua blusa e beijei a ponta de seu nariz. Ally sorriu, levantando os braços. Retirei, então, o tecido branco. Seu sutiã também era branco, rendado, e antes de soltá-lo, pensei em como Allycia Marie Dawson deveria ser bonita apenas em roupas íntimas.
Toquei sua coxa, levantando um pouco sua saia. Dedilhei um pouco mais para cima, mas Ally me parou.
– Você poderá fazer isso após retirar sua calça.
Livrei-me daquele tecido pesado rapidamente e me coloquei sobre ela novamente. Agora sim. Toquei o interior de suas coxas. Sua pele era tão macia... Senti vergonha de tocá-la lá, mesmo sabendo que o faria, em alguns minutos.
Retirei sua saia. Sim, eu estava certo: Allycia Marie Dawson era mesmo perfeita em suas roupas íntimas.
Sua calcinha fazia conjunto com o sutiã. Brancos e delicados, como sua pele.
Beijei sua barriga, que não aparentava ter nenhum traço de gordura. Suas pernas torneadas e seu corpo cheio de curvas ficavam ainda mais evidentes quando ela estava seminua.
Beijei seu seio esquerdo. Não me pergunte de onde tirei coragem para tal ato, mas após senti-la arqueando as costas, conforme eu o beijava e lambia, continuei. Retirei seu sutiã, para facilitar o acesso.
Não acredito que estou fazendo isso.
Ally tocou meu membro por cima da box e apertou, com um pouco de força.
– Oh — deixei escapar e ela sorriu.
Se ela havia me tocado, eu precisava tocá-la também. Era como um pedido. Ou um aviso: "Toque-me".
Escorreguei minha mão por todo seu corpo e deslizei meu dedo indicador até a metade de sua calcinha.
– Mais uma vez — pediu, de olhos fechados.
Repeti o gesto anterior, dessa vez, do umbigo até o fim.
– Hm.
Lambi sua barriga. Isso era normal durante o sexo, não era? Eu realmente não sabia, mas senti vontade de fazê-lo.
Lentamente, arrastei sua calcinha para baixo. Senti vergonha, claro que senti.
Não acredito que estou mesmo a ponto de transar com Ally.
Retirei minha cueca também, um pouco tímido. Ally sorriu para mim e riu um pouco ao notar minha vergonha.
– Fique tranquilo, Austin. Não estou aqui te julgando — ela riu mais um pouco.
Respirei fundo, concentrando-me em não desapontá-la.
– Ally, você tem certeza?
Ela riu novamente. Oh, Ally, o que é tão engraçado?
– Austin, essa é a sua primeira vez, lembra? Sou eu quem deveria estar fazendo essa pergunta!
– Mas você disse que não teve sua primeira vez como gostaria, então... então eu pensei que... que essa poderia ser... a nossa primeira vez.
Ally sorriu, parecendo encantada.
– Vá em frente, Austin.
E eu continuei. Ally não gritou, nem apertou minha mão com força, mas fechou os olhos e mordeu o lábio. Comecei a movimentar-me, devagar.
– Vá mais rápido, por favor — pediu, com a voz trêmula.
– Eu quero ser calmo. Estamos fazendo amor, Ally...
– Você não acredita no amor, Austin — ela riu — Oh, de novo.
Continuei movimentando-me lentamente, porém acelerei um pouco.
– Mais — implorou.
– Eu quero ir devagar... — repeti, cerrando os dentes. Oh, eu estava quente.
– Aus... — sua voz saiu estridente e então acelerei.
Estávamos rápidos agora. Uou!
– Ally... — murmurei, sentindo meu corpo tremer
– Aguente mais um pouco, Austin — pediu — Eu estou quase...
Mantive meu ritmo, enquanto a encarava. Seus olhos reviravam, sua respiração estava ofegante e algumas gotas de suor escorriam pela sua testa. Acho que sei porque Dallas se tornou um maníaco por sexo quando namorava com ela.
– Oh... — ela gritou e, em seguida, relaxou, sorrindo.
Ela havia chegado ao clímax. Essa foi a deixa para que eu me deixasse levar também. Cai sobre o seu corpo, cansado. Estávamos suados e nus. O contato de nossas peles poderia parecer nojento, mas isso não passou pela minha cabeça no momento.
Ally começou a acariciar meu cabelo e eu enterrei minha cabeça em seus fios castanhos.
– Até que você não foi nada mal, garanhão — brincou, arranhando minhas costas.
– Melhor que o Dallas? — necessitei perguntar.
Ela suspirou, deixando um sorriso escapar.
– Dallas só me fez chegar ao clímax uma vez.
– Sério? — perguntei, surpreso, pois eu a fizera chegar lá e essa era a minha primeira vez.
– Aham. Essa foi a segunda vez. E foi o melhor sexo da minha vida.
Sorri.
E não por ter tido minha primeira vez.
Mas por ter dado a ela uma vez inesquecível.
Eu definitivamente estou gostando da Ally...
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