American Gurls
5 That's Enough!
Notas iniciais
Playlist:
Accidentally in Love – Counting Crows
Just Tonight – The Pretty Reckless
Jessica
Desde que meus pais viajaram há uns dias para algum-lugar-da-europa pra comemorar o aniversário de 20 anos de casamento – não me pergunte como eles vão comemorar –, meu horário de dormir anda meio conturbado. Tipo ontem à noite, comecei a conversar com o James pelo skype e prosseguimos a madrugada inteeeira. Quando olhei no relógio, já eram cinco da manhã! Resumindo, fui dormir parecendo um zumbi e acordei agora, quatro da tarde com o som de alerta de mensagem de Diego do meu celular. Merda de sono leve.
“Mais tarde tô passando aí e levando um filme pra gente assistir juntinhos ;) Bjs”
Ótimo, meu plano de dormir até a próxima década foi por água abaixo. Maldito seja meu namorado. Maldito seja o meu melhor amigo também, que me fez ficar acordada. Ah, sorte a dele que ele mora bem longe... Sorte a dele. E ainda levei um século pra conseguir me sentar na cama, afinal eu sentia como se tivesse um peso de uma tonelada em cima de mim que me obrigasse ficar na cama. Vida de preguiçoso é foda.
Sabe de uma coisa? Às vezes me assusto com o que eu e James no tornamos nesses últimos meses de “aproximação”. É, somos melhores amigos. Mas não somos daqueles fofulentos e melequentos, e sim daqueles que se xingam, se avacalham e mesmo assim sabem o quanto significa pro outro. É bem confuso, pois estamos tão longe e tão perto ao mesmo tempo... E eu sei que eu posso confiar no James, apesar de todos os defeitos dele, eu sei que eu posso contar com ele. Pra qualquer coisa. Ele já até sabe da minha paixão pela música, e eu tentei dar umas aulas de violão pra ele. James é um péssimo aluno. Mas um ótimo amigo. De vez em quando é um tremendo babaca e me dá vontade de atravessar a tela só pra bagunçar aquele cabelinho dele!...
E essa é a parte ruim da amizade virtual. É verdadeira, é incrível, mas é limitada... Ás vezes eu nem me toco que estou falando com um computador. É frustrante saber que o seu limite é esse, é aquela ligação, é esse videochat e você não pode fazer mais que isso. É frustrante, mas vale a pena né. Pois apesar de não estar em carne e osso aqui, eu sei que ele vai estar do meu lado, mesmo que ele more lá do outro lado do continente. Pois ele é verdadeiro.
– ELEVATE A LITTLE HIGHER, LET’S THROW A PARTY IN THE SKY AND CELEBRATE!
– Taquepariu! – Gritei de susto dando um salto da cama. Susto causado pelo meu celular, óbvio. Catei ele pelo meio dos lençóis ainda sentindo o meu coração na garganta. – O que é?! — Exaltei ao atender, nem me dando ao trabalho de ver quem era.
– H-hey, eu não sei o que você disse significa, mas se está estressada não desconta em mim. Se quiser eu ligo mais tarde, depois que você se acalmar e ai você me conta o que aconteceu…
– Ah, oi James, eu não sabia que era você. E eu não estou estressada. – Ouvi sua risada no outro lado da linha.
– Tem certeza Senhorita Eu Me Irrito Por Tudo?
– Vai se ferrar, moleque. Acho que descarreguei a energia do susto em você. Foi mal, mas me lembra de trocar a porcaria desse toque do celular. A sua música quase me fez ter um ataque no coração. – O ouvi rir mais uma vez. – Vou colocar covergirl, pronto. É mais calma e não tenho risco de morrer de susto.
– Porque não põe worldwide?
– Hm… – Pensei por um momento. Até que era uma boa opção. –Gostei.
– Sabia que ia gostar... E então, o que está fazendo?
– Eu estava dormindo né, esqueceu que passei a noite em claro por sua causa? Agora eu devo estar com olheiras enormes.
– Own, tadinha. – Ironizou.
– Own, babaca. Porque me ligou?
– E eu preciso de um motivo pra ligar pra minha querida amiga?
– Para de viadagem e fala sério. – Ri.
– Ah sei lá. – Riu fraquinho. – Eu não tenho nada pra fazer. – Não sei por que, mas eu não caí nessa. Porém o sono que pairava sobre mim não me permitia questionar.
– E aí, vai sair com quem hoje?
– Ah… Com ninguém.
Congela. Para tudo!
– O que?! – Fingi um engasgo. – Pleno final de semana e James Diamond não tem um encontro?! É o apocalipse!
– Para de graça. – Riu. – Eu só não estou com clima pra sair e pronto.
– Hum... Isso está muito estranho. Vai, me conta, o que está acontecendo?
– Não é nada Jessica, esquece. – Suspirou. Ah, aí tem coisa.
– Quem é ela?
– E-ela quem? – Se fez de desentendido, mas esse garoto não me engana.
– Não me enrola, James. Me diz logo quem é a garota que fez você suspirar.
– Que garota? Ficou louca de vez, foi?
– Ah, não vai mesmo me falar? Logo pra mim você vai esconder isso, logo eu que sempre conto tudo pra você? É ótimo saber que você não confia em mim, viu? Adeus. – Disse, puuura chantagem e uma pitada de atuação.
– Espera! – Bufou, derrotado. E eu deixei escapar um leve sorriso vitorioso. Palmas pra mim. – É, eu estou gostando de alguém.
– AAAHH eu sabia! Finalmente hein, agora vê se para com uma só. – Eu ri, mas fiquei sem resposta. – Ei, você está muito quieto. Qual é o problema?
– É que… Ela tem namorado. Um namorado que não merece um pingo do amor dela.
– Poxa… Que chato, hein? Mas olha, se você realmente gosta dela, não desiste não.
– Pode deixar, eu não vou. – Eu sei que eu não posso ver o rosto dele, mas posso apostar que ele sorriu. De repente eu ouvi uma voz familiar gritar um “o que” bem audível do outro lado da linha e James fez “sh” para essa pessoa.
– Aquela era a Barbara?
– Era, e ela mandou dizer que está com saudade.
– Own... Essa linda. Também estou morrendo de saudades dela, e de vocês também.
– Também sentimos sua falta, Jessi... – E ficou em silêncio. Esse garoto tá muito estranho.
– Eita, essa garota te afetou mesmo, não foi? Está todo quieto e pensativo... – Comentei rindo um pouco e ele riu comigo.
– Você nem imagina... Mas e aí, tem alguma novidade? – Mudou de assunto descaradamente.
– James, a gente se falou ontem. A única coisa que eu fiz de lá pra cá foi dormir. E levar um susto. – Disse e nós rimos bastante.
Eu simplesmente adoro conversar com o James, é tipo um anti-stress. O engraçado é que durante aquela uma semana em Los Angeles, toda vez que a gente conversava, acabava em briga. E agora a gente passa horas a fio no telefone ou no computador e, pra mim, é a melhor parte do meu dia. Se dependesse de mim eu ficaria conversando até anoitecer com ele novamente.
James
Após uns minutos de conversa – um pouco mais do tempo da partida de video game de Kendall e Barbara –, eu mal havia desligado o telefone, e já sentia falta de escutar a voz de Jessica. Queria ligar pra ela de novo o mais depressa possível, passar horas escutando as histórias malucas do dia dela, ouvi-la reclamar da escola, desabafar sobre o seu relacionamento, sei lá... Eu só queria ouvir a voz dela de novo. Isso me acalma. Mas agora não posso. Por quê? Urgh. Porque o Diego chegou. O cara mais babaca e sortudo da face da terra. Só pelo fato de poder vê-la todos os dias, ouvir a risada dela, poder tocá-la, beijá-la, por poder fazer tudo que eu queria fazer se não morasse em aqui em Narnia. E o pior é que ele não merece o amor dela, ele não dá o valor certo. Tá aí as duas coisas que eu mais odeio no mundo: A distância e esse tal de Diego.
Tentei dispersar meus pensamentos assistindo televisão, mas aí Barbara veio com um interrogatório de “quem fez a musica que o Carlos estava cantando?”. No começo o plano de manter tudo em segredo estava funcionando, mas então Barbara partiu pra ameaça e o cagão do Carlos ficou com medo e contou. Após Kendall e eu darmos uma bela bronca nele, vi minha amiga ruiva indo pro quarto dizendo que não aguentava mais ficar sem o Logan.
Eu sinceramente não entendo esses dois. Tem tudo pra dar certo e ficam aí brigando feito crianças. E somos nós, os amigos bonzinhos, quem pagamos o pato. A gente tenta ajudar, mas só leva patada. Eles deviam aproveitar por ter um ao outro. Já a pessoa que gosto, mora do outro lado do continente e ainda por cima tem namorado. É complicado né.
Não ache que foi fácil pra eu admitir que eu realmente gosto da Jessica, ok? Afinal de contas, as garotas que se derretem por mim, não o contrario. No começo eu pensei que eu estava só confuso, mas depois que Jessi foi embora, comecei a pensar que eu estava ficando completamente maluco. Eu não conseguia tirar ela da cabeça, então comecei a sair com duas ou até três garotas diferentes por final de semana. No entanto a situação só piorava, porque nenhuma delas se comparava a Jessica. Até que, depois de muito os meus amigos me encherem o saco, resolvi finalmente aceitar a ideia de que eu – eu! – tenho uma paixão platônica. Ainda sinto náuseas ao pensar nisso.
Meu estado emocional só foi melhorar quando curei a doença com seu próprio mal. Peguei o numero de Jessica com a Barbara e um belo dia, respirei fundo e apertei o Call. Foi meio estranho no inicio, mas conforme o tempo foi passando, nossas ligações ficaram cada vez mais longas e constantes e a conta de telefone cada vez mais cara. Então ela me passou seu endereço do skype e eu criei uma conta lá só pra falar com ela. Até que o remédio parou de fazer efeito, e quando me toquei, eu já estava viciado no seu rosto, na sua voz, em tudo dela.
No momento me vejo preso numa zona de amizade, o que já é ruim o bastante, mas a vida sempre arranja um jeito de piorar as coisas. É uma zona de amizade virtual. Não saio mais direito só pra ficar falando com Jessica por seja lá qual for o meio de comunicação, e confesso que se eu pudesse já teria comprado minha passagem pro Brasil há muito tempo.
Ah... Só pode ser um castigo pra mim, é isso. Agora eu só quero saber o que eu fiz pra merecer essa situação. Logo eu, James Diamond, que posso ter as garotas que quiser e quando quiser, fico babando por uma garota comprometida e que ainda por cima mora em outro país. Vê se pode?
Jessica
(...) Depois de uns cinco ou dez minutos, ouço a campainha tocar. Deve ser o Diego, afinal, quem mais seria?
– Ih, James, o Diego chegou. Mais tarde a gente se fala ok?
– A-ah. Tchau. Se cuida.
– Tchau. – Desligo.
Passei as mãos no rosto e bufei. Nem preciso comentar que notei o tom de voz de James quando falei no Diego. James nunca me disse, mas está na cara que não gosta dele. Toda vez que brigamos, ele me diz que eu já devia ter largado ele, que ele não é o cara certo pra mim, que ele só vai me magoar e etc. Às vezes até acho que ele tem razão, mas é difícil pra mim terminar com o Diego. Eu gosto dele... E acho que ele não aceitaria o término muito bem.
A campainha toca de novo, impaciente. Sai do quarto andando com pressa, arrumando o cabelo e ainda tropecei em alguns degraus da escada. Só eu sei quanto Diego odeia esperar.
– Oi amor... – Ele disse quando eu abri a porta e me deu um beijo rápido. – Demorou hein? – Comentou já entrando.
– É que eu tava no telefone... – Expliquei fechando a porta.
– Por isso que só dava caixa postal. Tava falando com quem?
– Ah, com o meu amigo, aquele de Los Angeles.
– Aquele James? De novo?
– Ué, e o que é que tem?
– Eu não gosto de você sendo muito amiguinha desse cara. É famosinho, pinta de gostosão, só tá querendo de conquistar.
– Olha, o James não é assim. – Parei pra pensar por um momento. – Tá, ele é assim. Mas ele é um grande amigo meu, só isso. Aliás, como é que ele iria querer alguma coisa comigo se eu moro aqui e ele nos Estados Unidos?
– Não sei, pergunta pra ele. – Falou e virou as costas indo em direção a sala. Bufei, passando a mão no cabelo novamente. Ô menino ciumento. De todas as garotas que o James pode ter, porque ele ia querer logo eu? A mais difícil? Às vezes o Diego exagera demais, viu.
– Quem filme a gente vai assistir?
– “Millenium, os homens que não amavam mulheres”. Me disseram que é bom. – Ele disse colocando o DVD no aparelho de DVD.
– Me disseram que é filme de mulherzinha. – Brinquei me jogando no sofá.
– Trouxe especialmente pra você então.
– Ah, mas eu ainda não sou mulher oficialmente.
– Nem parece. – Ele disse e deu play com o controle, vindo se deitar no sofá junto comigo. Ele se acomodou por trás de mim e passou o braço pela minha cintura, distribuindo beijos pelo meu pescoço. De vez em quando eu esquecia que Diego já tem 20 anos, e vai fazer 21 no fim do ano. E eu mal acabei de fazer 17. – É uma mulherona, minha mulherona.
– Há. Há. Há. Eu, mulherona?
– É sim.
– Tá, chega de mentir que já vai começar.
O filme era bem misterioso, daqueles que você tem que prestar atenção em todos os detalhes e se você perder alguma coisa, não entende nada depois. Tinha umas partes agonizantes e outras mais leves e excitantes, resumindo, tinha de tudo um pouco e confesso que gostei bastante. Sem contar que a atriz que faz a personagem principal interpreta muito bem.
Mas parecia que Diego não estava ligando muito pro filme. Sorte a minha que aprendi a trabalhar direito minha concentração nas aulas de teatro, pois ele ficava mordendo meu pescoço e de vez em quando dando alguns chupões que com toda a certeza deixariam marcas visíveis na minha pele morena. Até então eu estava conseguindo ignorá-lo e me focar no filme, mas no momento que ele deslizou sua mão levemente da minha cintura para minha coxa, foi a gota d'água.
– Para Diego! – Briguei dando um tapa em sua mão. – Vê se presta atenção no filme!
– É difícil, com você usando esse pijaminha... Eu pensei que você estava gostando.
– Quem vai gostar vão ser os meus pais quando virem essas marcas no meu pescoço.
– Até eles voltarem já vão ter sumido, relaxa bebê... – Ele disse e mordeu de leve minha orelha, me provocando arrepios.
– Ah chega, Diego. – Levantei irritada. – Não dá pra assistir filme com você. – Fui até o aparelho de DVD e apertei o stop, tirando o DVD de dentro e colocando o na capa. Quando me virei para sofá, Diego continuava deitado com um sorriso sapeca em seu rosto. – Tá rindo porque?
– Você fica muito sexy quando tá irritada.
– Há. Há. Engraçadinho. Toma. – Joguei a embalagem de DVD de locadora em cima dele. – Agora tchau, tá na hora de ir.
– O que? Mas eu quero ficar mais um pouco com você... – Ele disse com voz mansa e se levantou.
– Não, não tem mais nada pra você fazer aqui. Vai pra casa, amanha a gente se vê. – Falei cruzando os braços indicando a porta da frente com a cabeça, enquanto Diego se aproximava ainda com a mesma cara de menino travesso.
– É claro que tenho o que fazer... – Disse pondo os braços em volta da minha cintura e grudando meu corpo no dele. – Afinal, a gente tá sozinho, com a casa toda pra nós. – Sussurrou em meu ouvido, mordiscando o lóbulo da minha orelha em seguida, me dando mais arrepios. Acho que estou caindo em tentação...
– Diego... Aonde quer chegar com tudo isso?
– Sh-sh. – Pousou o dedo indicador em meus lábios. – Deixa eu te mostrar. – E beijou-me sem demora, me seduzindo com facilidade e tornando-me totalmente domável a partir daí. Sua língua explorava cada canto da minha boca intensamente, prendendo-me contra si com força, me deixando sem escapatória. Aos poucos me rendi ao seu calor, e o meu coração batia tão forte que parecia que ia explodir no peito. Então começou a andar comigo, mas eu estava tão fora de mim que nem me toquei pra onde estava me levando. Até que sentir ele me deitar no sofá, ficando por cima de mim e intensificando o beijo. Sentia-o me dominar, sentia seu corpo pedindo mais de mim.
De repente levei uma chacoalhada do medo, dizendo “O que você pensa que está fazendo menina?!”. Aonde Diego queria chegar com isso? Bem, agora está bem mais claro.
– Diego, chega. Para! – Ordenei empurrando seu corpo de cima do meu. Levantei do sofá ainda meio assustada.
– Mas o que-
– A-a gente não pode fazer isso. Não aqui, não agora... – Sai da sala com pressa e fui direto pra cozinha, pegar um copo d’água. O nervosismo tomava conta de mim, e eu mal conseguia segurar o copo sem que minha mão tremesse. Por deus, o que nós íamos fazer?
– O que é que tá acontecendo Jessica. – A voz de Diego preencheu a cozinha de repente, me dando um susto que me fez cuspir um pouco da água. Pus o copo na pia e passei a mão no cabelo.
– A gente não pode, o que meus pais vão pensar?! Eu só tenho 17, e você 20... Isso é quase pedofilia!
– Está me chamando de pedófilo? – Perguntou incrédulo.
– Não! Não é isso... Ai meu deus. É que eu... Não quero, não quero fazer isso e pronto.
– Você não confia em mim? — perguntou aproximando-se, e eu dei um passo pra trás.
– Não, Diego, eu confio em você...
– Então porque tá recuando? Tá com medo de mim? É, tá na cara que você não confia em mim.
– A gente namora há sete meses, é claro que eu confio em você.
– Pronto, falou tudo! A gente tá namorando a sete meses, e nunca fizemos nada! Só quero que você prove que confia em mim. – Ele agarrou minha cintura com força, me impedindo de fugir. – Faz amor comigo. – Pediu colando sua testa na minha, e senti meu coração falhar por um momento. Que porra de pedido é esse? – Eu preciso de você. – Então seus lábios se grudaram nos meus contra minha vontade.
– Para! Eu não tô pronta pra isso. – Disse empurrando minhas mãos contra o seu peito.
– Por favor, Jessica...
– Diego, não! – Utilizei todas as forças que tinha para empurrá-lo. – Eu NÃO VOU TRANSAR COM VOCÊ!
– Ah é? E por quê?!
– Porque eu não tô pronta, já disse!
– Me dá um bom motivo pra não estar pronta depois de mais de SETE meses. – Cheque-mate. E agora, o que eu digo? Que eu realmente não confio nele, ou que eu não… – Você não me ama, é isso? Ah, tá na cara! Você ama mais aquele babaca famosinho metido a galã do que eu!
– O que? Ficou maluco, foi?
– Não se faz de sonsa! Aposto que se esse cara entrasse agora nessa cozinha, você não ia pensar duas vezes antes de dar pra ele!
Basta.
Cheguei ao meu limite! Eu não conseguia mais segurar minha fúria, uma carga pesada de adrenalina percorria em minhas veias, então involuntariamente minha mão voou em direção a Diego, chocando-se contra o seu rosto sonoramente com uma força que até eu mesma desconhecia.
– Me respeita! Eu não sou sua vagabunda, ouviu?!
Ele parou por um segundo com sua mão no local em que bati, e, pela sua expressão, parecia estar tentando assimilar os fatos e por um momento pensei que ele fosse embora daqui. Quem me dera estivesse certa.
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