Notas iniciais
Oi leitores lindos! Desculpem pela demora, mas é que semana passada foi o meu espetáculo (vida de atriz de teatro não é fácil viu) e eu fiquei em cartaz por 4 dias seguidos, tinha que chegar cedo pra ensaiar, tive prova... Vish, semana passada deu pra fazer tudo menos entrar no computador direito pra escrever. Então, aqui está esse capítulo, e confesso que ele é muito forte. Espero que não me matem hihi. E não vai ter música, só pra dar um draminha a mais. Leiam na dor do silêncio muahaha. Boa leitura, e não esqueça de deixar uma review dizendo o que achou quando acabar de ler :) Xoxo!



A expressão de Diego mudou repentinamente. Aparentava furioso. E o ódio em sua feição me fez recuar um passo. Eu nunca o tinha visto desse jeito – e olha que já o vi bastante bravo, mas não a esse ponto –, então senti medo. Medo dele, medo do que aconteceria a seguir.

– Sua vadia! – E em um segundo, um tapa sonoro foi desferido contra minha face. Tão forte que meu destino era o chão, ainda esbarrando meu quadril contra a mesa antes de chocar-me no piso gelado. Senti um baque na minha cabeça no chão, e de repente o mundo pareceu girar.

Foi tudo tão rápido, tão assustador… Só o que sei agora é que Diego me bateu. Sentia uma dor em meu peito. Como se em vez de um tapa, eu tivesse levado uma facada no coração. Meus olhos ardiam, minha garganta doía, agonizava, e foi então que senti algo escorrendo pelo meu rosto. Passei a mão na minha face e senti a umidade das lagrimas. Estou chorando. De verdade. Era como se… Todas as minhas angustias estivessem sendo postas pra fora em estado liquido. O pior é que eu fazia uns barulhos estranhos com a garganta, eram como pequenos soluços. Eu não acredito que estou chorando mesmo!

– Chora. Pois agora você vai aprender a NUNCA levantar a mão pra mim, sua puta.

Tentei criar forças pra me levantar, eu queria revidar o fazendo engolir aquelas palavras da pior maneira possível, mas quando eu apenas tentei me erguer, senti um forte puxão no meu cabelo. Comecei a gritar. Quanto mais eu gritava e chorava, com menos piedade ele puxava e ia me arrastando pelo chão.

– O que você andou comendo hein?!

Além de me agredir, ainda me chama de gorda?

– Se você não me largar eu vou chamar a policia! – Gritei e senti outro tapa no alto da minha cabeça que me fez ficar ainda mais tonta.

– CHAMA. – Ele veio pra minha frente, sem largar o meu cabelo, e ficou com seu rosto bem próximo do meu. – Chama a policia, sua vagabunda. – Sussurrou ameaçadoramente segurando meu queixo com força, tentei virar a cara, mas ele me obrigava a olhar em seus olhos. Parecia estar se divertindo ao ver lagrimando sem parar. – Mas antes, eu vou fazer com você o que eu queria fazer a muito tempo. Eu me aguentei por sete meses Jessica… Eu te respeitei por longos sete meses. E o que você faz em troca? Me da um tapa! Agora você vai pagar. Se eu não tiver o que eu quero por bem, eu vou pegar por mal.

– V-você é um monstro. Um louco! – Eu sabia que ia sofrer as consequencias do meu ato. Mas mesmo assim, juntei toda saliva que pude em minha boca e cuspi em seu rosto.

JESSICA! – Ele automaticamente fechou os olhos quando meu cuspe atingiu sua cara, parando por um segundo para limpar seu rosto com as mãos. Foi justamente o tempo que precisei pra tentar fugir. Com o coração na boca eu recuei e me levantei o mais rápido que pude, saindo correndo em direção as escadas. O desespero gritava mais alto dentro de mim. Ao chegar na sala, olhei de soslaio para trás, checando se Diego estaria vindo atrás de mim. E estava, furiosamente. Corri subindo os degraus, soltando alguns gritos agoniados. Isso parecia mais um filme de terror. Entrei no meu quarto e ouvi as pisadas fortes de Diego chegando mais perto, então me apressei a fechar e trancar a porta. Entretanto não fui rápida o suficiente.

Antes que eu pudesse trancar, Diego abriu a porta com brutalidade, me fazendo recuar de medo. Ele me fuzilou com o olhar por um tempo e logo tratou de ele mesmo trancar a porta.

Ótimo plano, Jessica! Corra pro seu quarto e se tranque com um maluco! Palmas pra mim!

Diego agora tinha um sorriso malicioso e assustador no rosto. Eu olhava pra todos os cantos, procurando por onde fugir. Só me restava uma saída... Mas acho que me jogar da janela e morrer não era a melhor opção. Eu tentava manter a calma e a respiração ritmada, mas o desespero de ficar presa ali à mercê de um cara que eu achava que conhecia bem era de... Perder a cabeça.

– Vamos fazer um trato. – Sugeriu, mas eu não confiava naquela carinha.

– Fica longe de mim. – Falei com os dentes trincados.

– Calma aê... Me deixa falar. – Fiquei em silêncio. Ele aproveitou a chance e se aproximou um passo de mim, eu até tentei recuar, mas cheguei ao meu limite ao esbarrar a mesa de estudo. Eu estava encurralada. – Se você me pedir desculpas, eu prometo não fazer nem metade do que eu estou planejando fazer com você. – Disse ele com uma voz ameaçadora.

Reagi com indignação de imediato. Ele só pode estar brincando né? Depois que ele me agrediu e me xingou, me tratou como um lixo, quer que eu peça desculpas?!

Isso nunca.

– Eu quero que você se foda.

Ele respirou fundo.

– Jessica, vai ser melhor pra você. Pede. Desculpas.

– Você pode fazer o que quiser comigo, mas eu nunca vou me rebaixar a ponto de te pedir perdão. Nunca. E pensando bem, o James tinha razão. Eu devia ter terminado com você enquanto pude. Mas eu fui burra, e ai continuei namorando com você. Por pena. Eu tinha pena de te ver sozinho, sabia? E sinceramente Diego, no fundo, eu nunca te amei. Eu só pensei que te amava. Mas agora, com toda a certeza, eu te odeio mais do que tudo. Eu não sei nem como eu pude um dia gostar de você! Você é um monstro, Diego. Eu te odeio!

– Eu avisei… Sua putinha de merda!

Suas mãos agarraram no meu pescoço sem dó nem piedade, bloqueando a passagem do ar. A sensação de não poder respirar era agonizante, mas eu não podia fazer nada. Eu não conseguia gritar. Com a boca aberta pra puxar o ar que não vinha, eu só tentava arrancar as mãos dele de mim, sem sucesso. Aos poucos, fui perdendo as forças, eu não conseguia mais lutar. Quando senti que tudo em minha volta estava ficando turvo, fui praticamente jogada na cama, e meu pescoço foi libertado. O ar entrou correndo, queimando tudo pelo caminho até dos meus pulmões. Enquanto eu tentava desesperadamente normalizar minha respiração, Diego se pos rapidamente em cima de mim, de uma forma que prendia meus braços com força. Assim que pude, comecei a espernear e gritar novamente.

Um tapa, muito mais forte que o primeiro, foi desferido contra meu rosto novamente. As lagrimas caiam com força, e eu gritei ainda mais.

– Para de gritar, porra! – Ordenou, dando outro tapa no outro lado do meu rosto. Cortei o grito, agora eu só soluçava. Percebi que quanto mais eu tentasse me rebelar, mais eu iria sofrer. Aquela luta já estava perdida pra mim. Eu estava derrotada.

Diego abriu um sorriso malicioso e tirou suas mãos que prendiam meus braços de mim e as levou até minha camisa, as segurando firmemente na altura da gola e em seguida as rasgando como se fossem feitas de papel. E lá se foi minha roupa de dormir favorita. Como eu estava de pijama, eu não estava usando sutiã, e o constrangimento me fez chorar mais ainda. Então aquelas mãos nojentas agarraram meus seios, brincando com eles. Eu tentava empurrá-lo de cima de mim com agonia, porém como punição, ele mordeu o bico do meu sei direito.

Após me estapear por ter gritado tão alto de dor, senti sua mão correr pela minha barriga, adentrando meu shortinho e indo por baixo da minha calcinha. Um arrepio tenebroso percorreu meu corpo e foi quando, sem aviso prévio, dois dedos foram completamente introduzidos em mim, impiedosamente. Parei de respirar por um segundo. Meu hímen foi rompido imediatamente, e quando recuperei o ar, o grito de dor foi inevitável.

– PARA DIEGO! PARA, POR FAVOR, EU TE IMPLORO, PELO AMOR DE DEUS. I-ISSO DOI MUITO! PARA, POR FAVOR! – Eu implorava em meio ao choro, arranhando o colchão com as minhas unhas.

– Você teve sua chance de se redimir! Agora aguenta. Ninguém mandou ainda ser virgem aos 17 anos.

A dor era insuportável. Mesmo após ele tirar seus dedos de dentro de mim, eu ainda a sentia. Sentia também algo escorrendo entre minhas pernas. Pelo cheiro, descobri que era sangue. Então as minhas lágrimas começaram a trazer também frustração. Não foi assim que imaginei a minha primeira vez. Imaginei-me junto da pessoa que amo, com ele sendo cuidadoso e carinhoso comigo, fazendo sentir-me amada. Feliz.

Mas, diferente do que muita gente acredita a vida não é um conto de fadas. Ela não é como nos filmes. As pessoas sofrem, e poucas são as que acabam com final feliz. Afinal, nosso príncipe encantado não vai esbarrar com a gente na próxima esquina com um buque de rosas na mão.

Como fui tão burra? Como eu pude acreditar que Diego nunca faria nenhum mal pra mim? Ah, e agora? Agora eu quero gritar, revidar todos os tapas, cuspir na cara de Diego de novo e chamar a policia. Entretanto, não posso, pois estou aqui, trancada num quarto com esse maluco que durante quase oito meses ousei chamar de “namorado”.

Fechei os olhos pra não ver o que vinha depois. Eu já sabia o que ele iria fazer, eu só não queria ver. Prefiro fingir que tudo isso não passa de um pesadelo. Pode parecer meio idiota, mas rezo pra que tudo isso seja só um terrível pesadelo. É só o que eu quero.