Notas iniciais
Olá meus fantasmas. Esqueci de avisar pra vocês que eu iria viajar nessas férias hehehe, por isso demorei. Também porque esse foi um capítulo exigiu muito das minhas ideias, mas adorei escrevê-lo. E vai ter bastante música! Vocês nem imaginam o quanto eu suei pra achar. Na playlist de hoje, cada música é de um casal, elas estão na ordem que os pedidos acontecerem. Sem contar as que vão aparecer pelo capítulo. Espero que vocês se derretam que nem eu. Boa leitura.

Playlist:

Mr. Loverboy — Little Mix

Marry You — Bruno Mars

Sparks Fly — Taylor Swift

That's What Makes You Mine — Heffron Drive


2016.

Barbara

É a noite da estreia mundial de um filme que eu estou protagonizando. O filme que poderia me consolidar definitivamente na indústria do cinema, que poderia me garantir prestigio como nunca antes, que poderia até me apanhar um Oscar. Eu vinha aguardando esse dia há meses. Pedi que Logan fosse comigo, por que eu estaria pra explodir de tão nervosa no dia. E eu estou. Sim, eu estou quase fazendo xixi de tão nervosa.

– Tem certeza que esse vestido tá bom? — Perguntei mais uma vez antes de sair.

– Você está incrível, já disse. — E Logan respondeu pela milésima vez, beijando a ponta do meu nariz. Incrível estava ele, vestido casualmente chique. A minha vontade era de arrancar aquelas roupas dele, mas mantive a postura. Eu não queria ter que retocar aquela maquiagem e refazer aquele cabelo impecável.

Ao chegarmos lá, fomos recebidos por flashes e repórteres de programas de moda, sedentos em saber "quem" eu estava usando, ou seja, de qual estilista era o meu vestido deslumbrante. Passamos pelo tapete vermelho e Logan quis manter distância por um momento para que eu ganhasse flashes só pra mim. Seu olhar orgulhoso de "aquela é a minha garota" quase me desconcertou em pleno tapete vermelho. Depois ele voltou e batemos diversas fotos juntos com sua mão em volta da minha cintura, passando-me tranquilidade e confiança sem dizer uma palavra.

As pessoas vão gostar do filme. Vai ser sucesso mundial. Vai dar tudo certo.

– Espera aí, preciso fazer uma coisa. — E, inclinando-se sobre um joelho no chão enquanto segurava minha mão e olhava em meus olhos. Meu coração parou de bater por um segundo. Até que Logan soltou minha mão e amarrou seu cadarço do seu mocassim. Só percebi que eu estava prendendo minha respiração quando a soltei.

– Que susto, Logan! Achei que você ia...

– O que? — Perguntou, abrindo um sorriso faceiro. Todos no tapete vermelho pararam para nos olhar. — Achou que eu ia tirar uma caixinha vermelha do bolso... — Revelou então a caixinha que estava no bolso do interior do seu terno. O ar escapou dos meus pulmões. — Que eu ia dizer o quanto eu te amo e o quanto eu desejo passar cada minuto do resto da minha vida ao seu lado? E que depois disso te diria: — Quando a abriu, um anel prateado um pequeno diamante centralizado, refletiu e quase me deixou cega. — Barbara Haslow, quer casar comigo?

As palavras fugiram da minha boca, me deixando completamente sem voz. Eu não conseguia dizer nada com tamanho choque. Se eu falasse algo com certeza eu iria desabar em lágrimas. Por favor, não borra a maquiagem! Então balancei a cabeça positivamente o máximo de vezes possível com um sorriso que quase dava a volta no meu rosto de tão grande.

– Isso é um sim? — Indagou ele, sem acreditar.

– É óbvio que é! — Pronto, meus olhos ficaram marejados no mesmo instante. Chacoalhei minha mão trêmula na frente dos maus olhos para secar as lágrimas. As mãos de Logan tremiam também, foi difícil encaixar o anel no meu dedo. Por fim, ele se levantou e eu o beijei rapidamente para não borrar o batom, mas o abracei com todo o amor que havia em meu peito. Eu não tinha dúvida alguma de que era aquilo que eu queria. Por um momento esqueci o tapete vermelho, o filme, o mundo. Só existíamos nós dois, e o resto da vida pela frente.



Drianna

Este dia foi um grande tédio. Nada de sessão de fotos, passarelas ou qualquer coisa relacionada ao trabalho. Aproveitei meu dia de folga flutuando pelos canais da televisão com o controle remoto, pois choveu quase o dia inteiro então nem cogitei ir pra piscina. Não posso nem pensar em ficar doente. Jessica está em turnê e Barbara foi com o Logan pra estréia do filme dela. Só me restaram os outros três cães e Jo para me fazer companhia no sofá.

– Acho que nos entediamos o suficiente por um dia. Vamos sair! — Sugeriu de repente Kendall, já se levantando.

– Sim, pelo amor de Deus, vamos sair! — Carlos concordou levantando-se num salto também.

– E pra onde nós vamos? — Jo perguntou.

– Qualquer lugar que vocês sugerirem, eu topo. — Falei jogando minhas mãos pra cima.

– Se for pra sair em casal, obrigado, mas eu passo. Não quero acabar a noite abraçado com uma planta de novo. — Disse James birrento, cruzando os braços. Franzi o cenho, sem entender.

– Eu fui "Kendall, The Candle" por três anos e você mal aguenta seis meses. Parece que eu ganhei. — Kendall falou vitoriosamente colocando as mãos nos quadris.

– Eu não nasci para ser vela. — James disse apontando para si mesmo. — Aliás, já estou comprometido há tempo demais pra ser uma.

– Ok, ok. Fósforo então, que tal? — Kendall opinou, fazendo todos gargalharem. James rolou os olhos.

– Haha. Você se acha muito engraçado, né?

– Honestamente, sim. — Rimos de novo, deixando James ainda mais irritadinho. — Enfim, ideias?

– Hum... A gente podia ir ao parque de diversões do Santa Mônica Píer. — Carlos sugeriu, por fim. Foi a minha vez de pular do sofá.

– Sim, sim, sim! Melhor ideia! Vamos, por favor! — Implorei saltitando.

– Certo, vamos ao parque então! — Todos vibraram com a ideia, menos James. — Tem certeza de que não quer ir James? Ou está com medo de encontrar a planta lá e ela mexer com seu coração de novo? — Parece que eu fui a única que não entendi a piada, mas ri mesmo assim só para não parecer deslocada. James ignorou Kendall.

Deixamos ele pra lá e nos prontificamos pra sair, mas antes de chegar à porta, Kendall recuou.

– Esperem! Quase eu ia esquecendo o an... — Ele então parou no meio da palavra para se corrigir. — Minha carteira. Carteira de motorista. Ali no quarto, é rápido.

Demos ombros, sem entender, e o esperamos retornar. Kendall foi e voltou como uma bala, só depois disso enfim saímos.

Assim que eu pisei lá, surtei. Meu. Deus. Eu amo parque de diversões. Há quanto tempo eu não vou a um? Nem lembro mais! Eu estava pra explodir de animação e felicidade. Só Carlos pra ter essa ideia maravilhosa.

– Eu quero ir em todos. Os. Brinquedos. — Impus, olhando admirada para todos os cantos assim que entramos.

– E você vai! Vai em todos que tem direito. — Carlos disse, me abraçando pela cintura e me dando um beijo na bochecha.

– Você é incrível! — Exclamei, puxando seu rosto e o beijando com ternura. Oh, aquele beijo nunca perdia a magia. Eu estava mais feliz que qualquer criança daquele lugar, com certeza. — Casa comigo! — Opa. Aquela frase escapou da minha boca, juro. Talvez eu tenha sido impulsiva demais. Carlos ficou paralisado boquiaberto raciocinando se eu estava falando sério não. A princípio não... Mas, pensando bem, que mal tem? Eu amo Carlos mais que qualquer pessoa nesse mundo. É mais que justo nós passarmos o resto da vida juntos, não é?

– Que?! — Ele enfim falou quase um minuto depois.

– Casa comigo, Carlos! — Repeti, pulando de felicidade segurando seus ombros.

– Você, que há anos atrás nem queria namorar comigo, agora tá me pedindo em casamento?

– É pegar ou largar. — Dei o ultimato.

– Bem, fazer o que? É claro que eu aceito!

– Yey!

Carlos me beijou com um sorriso no rosto e me girou em seus braços.

– Agora precisamos de um anel de noivado. — Disse ele quando me pôs no chão.

– Pra que anel de noivado?

– Verdade, não precisamos.

– E quem precisa?

– Manés.

– Sim, manés.

Kendall

O estacionamento estava praticamente lotado. Carlos e Dria não se aguentaram de ansiedade e quiseram descer e ir logo na frente enquanto eu procurava uma vaga. Minha namorada ficou no carro para me fazer companhia pelo menos. Enfim, achamos uma vaga e fomos correndo para o parque. Quando chegamos lá, encontramos Dria e Carlos pulando de felicidade. Ainda era porque estávamos num parque de diversão? Quanta emoção, hein.

Assim que eles nos viram, vieram correndo até nós com sorrisos que davam a volta nos seus rostos.

– Vocês não vão acreditar — Exclamou Dria.

– O que aconteceu? — Perguntou Jo, estávamos ficando tontos porque eles não paravam de pular.

– Nós vamos nos casar!

Meu queixo caiu.

– Wow, parabéns! — Falei, abraçando os dois e Jo fez o mesmo em seguida, parabenizando-os também. — Mas você nem comprou um anel pra ela, cara.

– Ela que fez o pedido! Do nada! — Disse Carlos, com um sorriso gigante no rosto, olhando para Dria como se ela fosse a pessoa mais incrível desse mundo e a puxando para um beijo.

Fiquei bem desconcertado. Até Drianna me fez comer poeira.

Essa era pra ser a minha noite! Quer dizer, eu já sei que Logan também vai fazer o pedido à Barbara hoje, mas ele tá do outro lado da cidade, não aqui, roubando meu momento.

Ok, Kendall. Calma. Você está pensando como o James agora. Esfria a cabeça. Ainda posso fazer o pedido hoje. Eu estou guardando esse anel há meses, tentando encontrar o momento certo, e hoje finalmente tomei coragem. Sim, saber que Logan ia propor me encorajou a tomar uma atitude também. Portanto, de hoje não passa. Só tenho que pensar em como vou fazer isso.

– Pra comemorar esse momento, enrolados de salsicha pra gente por minha conta! — anunciou Carlos.

Dria, Jo e eu urramos e batemos palmas. Dirigimos-nos até a barraca para comprá-los. Depois, começamos a maratona de brinquedos. Eu pensei em pedir na roda gigante, mas parecia muito comum e eu não queria correr o risco do anel cair lá de cima. Também pensei em pedir naquele que brinquedo em que os bancos somente ficam girando em voltas rápido, mas não queria arriscar do anel sair voando. Porque quando fui dar a ideia para o pedido de Logan foi tão mais fácil, mas comigo parece que toda ideia é ruim?

Espremi um pouco meus miolos pra ver se vinha mais alguma coisa. Então, pensei em fazer o pedido no túnel do amor, não achei tão legal, mas não tive ideia melhor. Chega de desculpas, Kendall. Túnel do amor, aí vamos nós.

Porém, quando estávamos indo até ele, avistei uma cabine de fotos... E tive a ideia perfeita.

– Ei, que tal batermos umas fotos antes pra registrar esse dia? — Sugeri.

O casal de recém-noivados adoram a ideia e foram correndo até a cabine. Jo e eu esperamos do lado de fora enquanto eles se divertiam tirando fotos lá dentro.

– Tá tudo bem, Kendall? — Jo perguntou. Droga, deu pra notar que eu estou tão nervoso assim?

– Ahm... claro! Só tô com um pouco de frio. — Menti descaradamente. Curiosidade: depois que se passa 16 anos morando em Minnesota, qualquer outro lugar do mundo é verão eternamente.

– Deixa eu te esquentar, vem cá. — Com um sorriso meigo, ela abriu os braços e os envolveu em volta da minha cintura, aninhando sua cabeça no meu peito. Caramba, como eu amo essa mulher.

Quando Carlos e Dria saíram saltitando, era a vez de Jo e eu entrarmos. Respirei o mais fundo que pude de maneira discreta e fui logo atrás dela.

Eu teria que ser muito rápido. Sempre têm aqueles 5 segundos antes de bater cada foto, certo? Certo. Então, o funcionário anunciou que ia começar a contagem. Batemos a primeira foto normalmente, apenas sorrindo. Os cinco segundos seguintes foram para eu rapidamente por a mão no bolso e dele tirar a famosa caixinha. Era preta, simples, mas assim que Jo a viu, entendeu seu significado e seu queixo caiu.

– O que é isso, Kendall?

Ergui a caixinha, e o flash da segunda foto disparou. Minha mão até tremia de tanto nervosismo. Mais rápido, Kendall!

– Jo, q-quer casar comigo? — Perguntei enfim, enquanto abria a caixinha e revelava o anel de prata com um diamante reluzindo em cima.

Jo levou as mãos à boca. A terceira foto foi batida. E Jo começou a balançar a cabeça positivamente inúmeras vezes.

– Sim, mas é claro que sim!

Quase fiquei sem ar de tanta felicidade, meu coração estava pra explodir, eu juro! Jo agarrou meu rosto com as mãos e me beijou com urgência. O último flash disparou. Esse pedido não poderia ter sido melhor, e ainda ganhamos uma foto de recordação. Eu não poderia estar mais feliz por saber que Jo seria minha, e eu dela, até além da vida.

James

Era pra ser uma noite normal na minha vida. Apenas eu, jogando vídeo game e comendo torta, sozinho. Mas aí todos os casais que moram nessa casam resolveram sair namorando e retornar noivos. Todos. E nada foi combinado entre eles. Eu fiquei em total choque, feliz também, mas em choque. Confesso que me senti até um pouco de fora.

– Vocês tem certeza de que não planejaram isso? — Perguntou Barbara, olhando desconfiada para Kendall, Logan e Drianna. Com carinhas inocentes, balançaram a cabeça positivamente.

Então resolvi desabafar.

– Isso não está certo, todos vocês vão casar e só a Jessica e eu que ainda estamos namorando.

Todos me encararam intrigados.

– Você... Ao menos pretende casar com ela ou só ficou chateado porque está "excluído"? — Logan indagou.

Fiquei em silêncio. De repente todos os olhos naquele apartamento me pressionaram pra dizer a resposta certa.

– Os dois...? — Respondi com incerteza. Os olhos rolaram para mim. — Não me olhem assim. Eu amo a Jessica e está nos meus planos passar o resto da minha vida com ela, até anotei no meu bloquinho.

Tirei meu bloco de papel do bolso e exibi minhas metas. Logo abaixo de "lançar minha própria linha de bandanas", estava "casar com Jessica e passar o resto da vida com ela".

– Mas não posso mentir que estou me sentindo bem excluído. — Continuei. — Estou com quase certeza que vocês planejaram isso sim. — Acusei mandando olhares desconfiados à Dria, Logan e Kendall. Apontei dois dedos para os meus olhos e depois para eles, mostrando que eu estava de olho neles.

– Ok, James. Esquece isso. Porque não aproveita e faz o pedido quando ela voltar? — Jo sugeriu. Fiquei animado no mesmo segundo.

– É, boa ideia! — Aí lembrei que não tenho ideias. — Mas como eu peço?

– Joga nela um frisbee com a pergunta colada nele. — Disse Logan com sarcasmo.

– Haha. Muito engraçado. — Falei ironicamente. Se bem que... — Espera... Até que é uma boa ideia. — Todos então me encararam com olhares de reprovação e Kendall deu um tapa na própria testa. — O que foi?

– Não, nós vamos planejar tudo direitinho. E a Jessica vai dizer sim, meu amigo. — Kendall disse, passando a mão em volta do meu ombro e olhando para o infinito com convicção, como se já estivesse imaginando tudo. Boiei.

Jessica

A turnê finalmente acabou. Eu mal conseguia acreditar. Depois de seis meses fazendo shows por toda a América e Europa, eu só queria ir pro meu apartamento tomar um banho de banheira bem quente e demorar tanto nele que eu viraria uma ameixa seca de tão enrugada. E claro, eu estava morrendo de vontade de matar a saudade dos meus amigos e do meu namorado, principalmente.

Quando saí da sala de desembarque, avistei James me esperando com um sorriso e segurando um papel com “Jessica Bittencourt” rabiscado em letras de forma. Soltei leve riso. Só de vê-lo me vinha a sensação confortante de estar em casa. Qualquer lugar em que James estiver no mundo, lá é meu lar.

Deixei minhas malas com meus dois seguranças e corri até meu namorado. Nosso abraço tirou meus pés do chão. Caramba, como eu estava com saudade do perfume dele e da temperatura quente da sua pele.

– Quase morri de saudades, sabia? — Confessei assim que ele pôs no chão.

– Aposto que sim. — Respondeu convencido, e riu. Dei um tapa no seu peito. — Mas não mais do que eu.

Balancei a cabeça negativamente, sorrindo que nem uma boba. Não resisti e puxei seu queixo para beijá-lo. Disso sim eu estava com saudade.

– Vamos, seus seguranças estão me olhando com uma cara feia. — Disse James depois de interromper o beijo e olhando para trás de mim meio amedrontado.

– É a única cara que eles tem. — Falei, fazendo-o dar um leve riso.

Escoltados, começamos a caminhar. Ao passarmos pelo saguão, começou a tocar uma música começou a tocar bem alto. Então, um homem e uma mulher começaram a dançar no meio de todo mundo. Até que mais pessoas foram se juntando a eles. Dançavam e interpretavam a música de um cara que achou uma “líder de torcida”, uma garota que sempre anima ele e sempre está lá quando ele precisa. Porém, apareciam algumas garotas que queriam fazer ele traí-la, só que ele sempre as rejeitava.

Quando percebemos, havia no mínimo umas dez pessoas dançando sincronizadamente no meio do salão e nós paramos para entender o que estava acontecendo.

– Flashmob? — James indagou.

– É o que parece. — Respondi. — Vamos, não temos tempo pra assistir, o carro deve estar esperando lá fora.

– Vamos assistir, por favor! Nunca vi um flashmob ao vivo. Aposto que nem vai demorar. — Insistiu ele feito uma criança pidona, segurando-me pela mão para não me deixar ir.

– Ok... — Falei, rolando os olhos. James me agradeceu com um sorriso e um selinho.

Além de nós, todos do aeroporto pararam para ver. Eu também nunca havia visto um ao vivo, e até que é bem divertido. Pessoas “aleatórias” começaram a ser puxadas para a dança, mas com certeza elas faziam parte desde o começo por que não é possível que saibam toda a coreografia sem nunca ter ensaiado, e não era uma coreografia fácil.

Até que trocaram a música na metade por outra, reconheci na hora que era Nothin’ On You, do Bruno Mars.

– Desenterraram essa, né? — Comentei com James e ele assentiu, rindo. Essa música lembrava muito James, principalmente o dia em que ele a cantou para mim quando eu estava me sentindo insegura sobre a fidelidade dele. Wow... Nem parece que isso foi há quatro anos.

A música foi trocada na metade novamente. Eu conhecia essa, mas não conseguia lembrar o nome. Quando chegou no refrão, ficou óbvio que era I do, da Colbie Caillat.

– Ih, será que alguém vai ser pedida em casamento hoje? — Perguntei, seguida de uma risada. Quando olhei para James, ele deu um riso tenso.

Então tudo se encaixou. Aquelas músicas, todas tinham uma mensagem significativa pra mim. Até então eu nem havia percebido que havia Carlos estava próximo de nós filmando tudo.

– James... — Falei, olhando desconfiada para o meu namorado. Mas não consegui continuar, pois assim que o refrão acabou James foi puxado para o flashmob. E começou a dançar como se houvesse ensaiado por dias, e a cantar também, mas não dava pra escutá-lo direito.

Nunca entendi porque todas as mulheres colocam as mãos na boca quando vão ser pedidas em casamento, mas hoje entendi que isso é uma reação automática. Fiquei estática, esqueci como respirar e surtei por dentro, parecia que eu meu coração ia explodir no peito. Tudo aquilo era pra mim?! Eu estava realmente sem fôlego pro tanto de coisa que James havia preparado só pra me fazer "o" pedido. Até que ter um namorado exibicionista tem seu lado bom.

Na ultima vez que o refrão se repetiu, alguém jogou um buquê de rosas amarelas a James e ele as entregou pra mim. Tudo se acalmou e todos se abaixaram juntos, inclusive James que se ajoelhou de frente pra mim, mas somente cinco pessoas que eu conheço muito bem estavam segurando grandes cartazes com os dizeres virados permaneceram de pé.

Nunca achei que eu fosse suar tanto no ar condicionado. Assisti os cartazes virarem um de cada vez acompanhando a música.

– You make me wanna say I do.

O primeiro cartaz, de Barbara, dizia "JESSICA".

– I do.

O segundo, de Logan, dizia "WILL".

– I do.

O da Jo, "YOU".

– I do.

O de Kendall dizia "MARRY".

– I do.

E o quinto e último tinha um "ME?" escrito com bastante glitter, Dria segurava.

– I do... Love you. — E James quando a música acabou, colocou a mão no bolso da calça e de lá tirou uma caixinha preta, abrindo-a em seguida.

– Antes de você aparecer na minha vida, eu só pensava em mim e em me dar bem, agora é você quem rodeia meus pensamentos dia e noite. Você é a melhor pessoa que já entrou na minha vida, e por causa disso todos os dias eu tento ser o melhor de mim pra você. Só o que eu quero é que você me dê a chance de poder te fazer feliz pelo resto das nossas vidas. Jessica, quer casar comigo?

Meu choque era tanto que eu fiquei sem palavras por alguns segundos. Pareciam ter ficado perdidas no caminho. Todos permaneceram em silencio aguardando com expectativa. Eu já sentia o choro preso na garganta, então era melhor eu responder logo. Era uma resposta bem simples, afinal, é possível dizer não a um pedido desses?

– S-sim, sim, sim! — Enfim, respondi, assentindo com a cabeça inúmeras vezes. James, com as mãos tremendo, colocou o anel no meu dedo. Depois disso, se levantou e me tomou em seus braços, beijando-me enquanto me girava.

Pessoas que eu nem conhecia, em sua grande parte, gritavam, assobiavam e comemoravam. Barbara, Carlos, Dria, Logan, Kendall e Jo correram para nos dar um abraço em grupo. Nem preciso dizer que eu estava me desfazendo em lágrimas, né? Eu vou casar com James! Se me dissessem isso no dia em que eu o conheci, essa pessoa certamente ganharia uma bela gargalhada como resposta. Ainda bem que esse mundo dá muitas voltas. Não sou muito fã de surpresas, mas esse dia com certeza foi a melhor surpresa da minha vida. Eu não pensaria duas vezes em revivê-la de novo.

Mais tarde fomos a uma sorveteria, e só lá descobri que todos os meus amigos também estavam noivos, só faltava mesmo James e eu para completar o time. E que time! Juntos até no altar, quem diria?