American Gurls
26 I Wanna Change.
Notas iniciais
E mais uma coisa: Eu gostaria de dizer que estou feliz e triste ao mesmo tempo. MUITO feliz porque eu ganhei a melhor leitora do mundo, a BTRusherever! Ai te amo gata, e obrigada por ter a paciência de comentar em todos os meus capítulos dessa temporada ♥ Mas, estou triste porque somente 4 leitores comentaram no capítulo passado. Quatro. E eu tenho quase trinta leitores no total. Isso machuca o meu coração de escritora, sabiam? Genteee eu não mordo não, não precisa ter medo de mim. Sou super simpática e amável ♥
Aqui está o link da roupa da Camille e da Barbara: http://americangurls.tumblr.com/post/57651483355/disfarce-de-camille-e-barbara
É isso, espero mesmo que vocês gostem desse capítulo que até agora está me dando dor de cabeça.
Boa leitura, xoxo!
Camille
Já sei como por meu plano em ação e, pra ser sincera, pode ser bem complicado, mas eu estou disposta a tentar qualquer coisa. Assim que eu tiver uma chance, eu o colocarei em prática. E se tudo der certo, ninguém vai mais me impedir de alcançar meus objetivos.
O dia da primeira consulta de pré-natal da Barbara chegou, e como o combinado, eu a acompanhei, deixando Jessica super enciumada. Haha. Neste dia eu estava liberada das gravações, e Barbara pediu para sair mais cedo porque tinha “apenas uma consulta rotineira, mas que não poderia ser adiada”. Tive que fazer Barbara a se disfarçar para não sermos reconhecidas num consultório de um obstetra. Eu estava bem perua, já Bárbara estava mais pro estilo retrô, e por fim, uma boa maquiagem com bastante delineador que mudasse toda a feição dela ajudou bastante. Em minha opinião, ela estava irreconhecível. E ainda bem que a recepcionista que teve que olhar os documentos da Barbara era uma velha inútil que não devia nem ter televisão em casa. Contudo, não poderíamos mentir para o médico, então Barbara o fez jurar de pés juntos que nem ele ou nenhum funcionário que acabasse nos reconhecendo por acaso naquele consultório contaria o segredo da gravidez Barbara. Enfim, ela fez alguns exames chatos, e após sermos informados de que Barbara está grávida de sete semanas – pouco mais de um mês – e já termos marcado a data para voltar ao consultório, voltamos para Palm Woods. Subi com Barbara para o apartamento dela, e Logan não estava lá. Todos deviam estar reunidos no 2J como em todos os fins de tarde. Troquei todo aquele disfarce pelas minhas roupas normais, e depois eu disse à Barbara que a encontraria lá no 2J, porque eu não estava afim de esperá-la tomar banho. Ao sair no corredor, quase dei de cara com Logan, e vi a oportunidade de bem ali na minha frente.
Logan
Era só o que me faltava. Fazia tempo que eu não esbarrava sozinho com Camille por aí, eu sabia que o dia estava bom demais pra ser verdade…
- Oi, Logan. – Camille disse com um sorriso tímido, o que eu não esperava. Aí tem coisa.
- Oi. A Barbara tá aí? – Perguntei sendo bem direto pra não ficar de muito papo com essa garota.
- Aham. Ela tá no banho. – E assim que ela respondeu, eu continuei a fazer o meu caminho para o 2H. – Ahm, Logan. – Camille me chamou. Eu parei rapidamente a uma distância segura dela, apenas para olhá-la.
- O que é?
- E-eu… Quero conversar com você. – Ela disse dando dois passos na minha direção.
- Lamento, mas eu não quero. – Falei, continuando meu caminho. Eu tentava não me sentir mal por tratar Camille com tanta indiferença, afinal, é esse o tipo de tratamento que uma duas-caras como ela merece. No entanto meus passos foram interrompidos pela a mão delicada de Camille que segurou meu braço.
- Logan, me escuta. – Ela pediu, quero dizer, quase implorou.
- Não. Dá licença. – Falei, livrando o meu braço das garras dela. – Por que eu te escutaria?
- Por que... É um assunto sério. De verdade. Eu… Eu… Estou tentando mudar, melhorar. Mas pra isso preciso que você me ajude.
Eu não pude evitar a gargalhada.
- Peraí, deixa eu ver se entendi. Você, Camille Roberts, quer mudar e quer que eu te ajude? Eu? E porque sou eu que tenho que te ajudar? – Indaguei ainda não conseguindo conter o riso.
- Porque você é o único que conhece esse meu lado… ruim. E se você não consegue acreditar que eu posso mudar… Então eu também não consigo.
- Essa é a piada mais engraçada que eu já ouvi. Desde quando você resolveu ser boazinha?
Camille revirou os olhos.
- Eu sabia que você não iria me levar a sério. Nem sei onde eu tava com a cabeça quando decidi pedir sua ajuda. – Ela falou, demonstrando frustração.
- Oh, coitadinha! Acho que você esqueceu que não me engana mais. Mas, me conta, aonde você pretendia chegar com isso, Camille? Só por curiosidade. Por que se você achou que eu iria cair nessa, você se enganou feio.
- É sério! Eu quero ser uma pessoa melhor, Logan! Porque é tão difícil de você acreditar nisso?
- Não sei se você notou, mas eu não sou idiota! Eu sei muito bem qual é o seu plano, e ele não vai funcionar!
- Ai, por Deus! – Camille se recostou contra a parede e pressionou as duas mãos no rosto. Ela estava… chorando? De verdade? Confirmei quando ela abaixou as mãos e me encarou com os olhos marejados e percebi seu rosto adquirir uma coloração avermelhada. Ela voltou a se aproximar de mim. – Por favor, Logan. Eu estou te pedindo uma última vez. Acredita em mim. Eu quero mudar. Eu não aguento mais essa… Essa sensação horrível dentro de mim. – Ela disse arranhando o próprio peito. – A sensação de que eu tenho ninguém, que ninguém que se importa comigo de verdade. E-eu não aguento mais toda essa farsa, toda essa atuação desnecessária a troco de nada. Eu não aguento mais viver numa grande peça de teatro! – A voz dela exalava desespero puro. – Eu não tenho mais nada, Logan. Nada. Tudo que eu tenho é ódio em mim, e tenho até ódio de todo esse ódio! – Ela riu tragicamente em meio ao pranto. – Eu queria ter algo real pelo menos uma vez na vida. E-eu sei que eu nunca vou te ter, Logan, eu já aceitei isso. Mas eu queria que nós voltássemos a ser amigos. Isso significaria muito pra mim. Ter sua amizade verdadeira significa que eu posso sim melhorar. Que eu posso voltar ser aquela mesma Camille de antes. Aquela Camille sonhadora que chegou aqui em Los Angeles há alguns anos. Tudo que eu preciso é que você acredite em mim.
Eu fiquei sem palavras diante daquele discurso. Eu não sabia o que fazer. Camille poderia estar dizendo uma mentira enorme, mas… Como ela aprendeu a mentir tão bem? Tudo que ela disse parecia ser tão legítimo, verdadeiro, mas mesmo assim não havia me convencido totalmente. Eu aprendi com Camille que as aparências enganam. Mas e se ela estivesse dizendo mesmo a verdade? E se ela quisesse mesmo mudar? Era meu dever apóia-la, afinal é insuportável ter que aturar a Camille má.
Cruzei os braços, intrigado. Olhei para um lado, para o outro, mordi o lábio inferior e por último olhei para Camille com desconfiança.
- Eu não sei se consigo acreditar em você, porque você perdeu minha confiança há muito tempo. E se tudo isso é algum dos seus planos pra tentar me enganar pra me separar da Barbara?
- Logan, fala sério. – Ela novamente revirou os olhos encharcados de lágrimas. – Com a Barbara grávida de um filho seu, eu nunca conseguiria te tirar dela nem se eu tentasse muito. Você a ama, eu já entendi isso muito bem, por isso eu nunca mais tentei nada com você. E além do mais, se eu quisesse ferrar a Barbara eu já teria ligado para algum dos meus amigos jornalistas e contado tudo que eu sei sobre a gravidez dela. Mas eu não fiz nada disso. Muito pelo contrário. Eu ainda guardo o segredo dela como prometi, eu sempre a aparo quando ela tem enjôo no estúdio, e até acabei de voltar disfarçada de uma consulta médica com ela. E não, Logan – Ela falou como se estivesse respondendo aos meus pensamentos. – Não é só pra manter as aparências. É tudo mais verdadeiro do que você imagina.
Oh. Eu não esperava que isso acontecesse… mas Camille conseguiu me convencer um pouco com seu discurso. Após um tempo refletindo em silêncio, e sem muita certeza ainda, decidi dar uma “chance” à Camille. Entre aspas porque eu a continuaria desconfiando dela, mas tentaria ser menos rude daqui em diante.
- Ok. Eu acho que acredito um pouco em você. Eu… vou te dar essa chance.
- É sério? – O sorriso que surgiu em seu rosto mal cabia nele.
- É, mas eu ainda estou de olho em você. – Eu adverti com seriedade.
- Você não vai se decepcionar mais comigo, Logie! – Garantiu a felicidade em pessoa. – Ai, posso te dar um abraço?
- Ah, Camille, abraço não, é sério, não – Não adiantou pestanejar. Camille me deu um abraço forte, mas eu não tive coragem de retribuí-lo. Eu a empurrei delicadamente, e em seguida ela se despediu com vários “obrigados” e ainda com o enorme sorriso no rosto.
Assim que ela foi para o 2J, a consciência me deu uma balançada. Ai, Deus, pra quê eu fui fazer isso? Nem eu sei. Minha cabeça está uma confusão agora. Só sei que ainda estou com um pé atrás com essa história de mudança. Eu não conseguia tirar da cabeça a ideia de que ela poderia estar aprontando alguma coisa, eu só não conseguia imaginar o quê.
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