American Gurls

42 Honeymooners. - Part III



Cancún, México

Drianna

– Estamos em lua de mel! — Gritei correndo para dentro do quarto e de tanta felicidade eu pulei na cama. Enquanto eu continuava a saltitar em cima do colchão, Carlos acertava as contas com o maleiro, o cara que trouxe as nossas malas gigantes.

– Estamos de lua de mel! — Carlos exclamou de volta assim que fechou a porta e ficamos a sós. Ele correu até a cama, pulou e me agarrou, fazendo nós dois desabarmos deitados e rindo no colchão que por sinal era muito macio.

– Esse lugar é incrível, eu quero conhecer tudo! Não hoje, estou cansada do voo. Mas amanhã, pode escrever, vamos explorar tudo! Vai ser a melhor lua de mel da história de todas as luas de mel — Falei, virando-me para ficar de costas para cima, e apoiei os cotovelos no colchão e meu queixo nas minhas mãos para poder olhar melhor para Carlos, que por sinal estava de tirar o fôlego naquela roupa toda branca. Ele riu e se acomodou melhor entre os travesseiros.

– Então, o que Sra. Garcia gostaria de fazer hoje, sem ser explorar a cidade inteira?

Sra. Garcia. Soa melhor do que se imagina. Eu olhei para cima e torci a boca para tentar decidir.

– Ah, não sei... Nós poderíamos ir a piscina, ou ir a praia, ou poderíamos ficar aqui mesmo... — Falei, e mordi meu lábio inferior olhando para Carlos de uma maneira em que ele conseguisse entender minhas intenções.

– Aqui mesmo? Mas o que tem pra fazer aqui? Assistir televisão? Dria, mas você nem sabe falar espanhol, como vai entender o que tá passando? Ih, já vi que vou ter que virar seu tradutor, né?

Assistir tv? É sério que ele disse isso? Rolei os olhos. Eu sabia que meu namorado, quero dizer, marido era ingênuo, mas eu não pensei que era tanto assim.

– Carlos, você acha que os casais que estão em lua de mel ficam sozinhos num quarto pra assistir televisão? — Perguntei, incrédula.

– Não? — Ele parecia confuso. Só depois de enfim decifrar meu olhar de "óbvio que não" que ele começou a entender aonde eu queria chegar. — Oh. Eles não assistem televisão.

– Exatamente.

– B-bem, então... Vamos à piscina! — Ele se levantou num salto até a sua mala. Rolei para ficar deitada de barriga para cima e dei um longo suspiro.

Melhor lua de mel de todas.


Cinco dias depois.

Carlos

A lua de mel tem sido boa em alguns aspectos. Porém, em outro aspecto, tem sido um desastre. Eu sinto que estou numa grande enrascada. Estou nela desde que a gente chegou nesta cidade, pra ser sincero. Tudo porque Drianna está bem mais preparada para uma relação mais íntima do que eu. Eu percebi isso porque ontem mesmo, ela foi dormir com uma camisola bem pequena. Ah, e anteontem, ela me chamou para tomar banho com ela porque disse que assim economizávamos a água do planeta, e eu tive que ter que dizer a desculpa mais esfarrapada do mundo de que eu não me sentia sujo e acabei indo dormir sem tomar banho. Sei que se eu não tomar uma atitude, a coisa vai ficar feia pro meu lado. E pra falar a verdade, querer ter uma relação mais íntima com a minha esposa eu até quero, mas não tenho a mínima ideia de por onde começa ou termina a... safadeza. É nisso que dá ser virgem aos 24 anos. James, Logan e Kendall até me avacalharam por isso antes do casamento, e me disseram que eu estava proibido de pisar em solo americano enquanto eu ainda fosse virgem. Ê beleza.

Enquanto Dria estava tomando banho para daqui a pouco nós irmos ao luau na praia do Resort, decidi recorrer a ajuda de um profissional no assunto.

– Alô? — Falei quando finalmente James atendeu ao telefone.

– Carlos? Posso saber porque você tá me ligando no meio da sua lua de mel? O seu telefone deveria estar desligado.

– É-é que... Eu tô com um problema com a Dria.

– Problema? Que problema? Não vai me dizer que você broxou.

– Não, não. Na verdade não cheguei nem perto de... — Não precisei completar a frase.

– Você e a Drianna ainda não transaram? — A risada estridente de James fez meu ouvido doer.

– James, é sério. Eu estou nervoso. Tenho medo de na hora não saber direito o que fazer, e acabar fazendo alguma coisa errada e a Dria não gostar, sei lá.

Quando James enfim parou de rir e terminou de contar pra Jessica que riu também, ele disse:

– Carlitos, meu garoto, sexo não tem tanto mistério assim. Só mira no alvo e vai fundo! Ok, não é só isso, tem as preliminares e tem que se preocupar em satisfazer a garota, não apenas a si mesmo. Mas, o importante é que quando achar que chegou a hora, tenta relaxar um pouco e deixa rolar naturalmente.

– Carlos? Tá falando sozinho? — Dria perguntou de dentro do banheiro.

– Ahm, não amor, tô falando com o James no telefone. — Respondi a ela. — Valeu cara, mas tenho que desligar.

– De nada. E lembra o que te dissemos: Não volte pra cá sem antes consumar esse bendito casamento!

– Tá, tá. Tchau! — Desliguei quase ao mesmo tempo em que Drianna saiu do banheiro, já pronta para a festa. Meu Deus, a minha esposa é tão linda.

– O que James queria?

– A-ah, nada. Ele só queria saber se... Está indo tudo bem aqui por Cancún.

– Hum. — Ela não parecia ter acreditado muito, mas também não parecia afim de questionar. Dria tirou os óculos escuros em formato de coração que estavam pendurados no seu top e os colocou no rosto. — E aí, gostou? — Dria perguntou dando uma voltinha, fazendo o sua saia longa girar.

– Você está incrível como sempre. — Disse, levantando-me da cama com um sorriso idiota no rosto.

– Eu fico bem melhor vestida, não é? Roupa é um negócio maravilhoso pra esconder os defeitos.

Hã?

– H-hã?

– Tudo bem, Carlos, não precisa mais ficar me evitando toda vez que eu tento ir... Mais longe com você. Nem precisa ficar se fazendo de ingênuo. Eu já entendi que meu corpo é feio, que eu não fico nada bem de biquíni, nem de lingerie e muito menos nua. Não se preocupe, se um dia você tiver coragem de encarar o pedaço de osso com quem você se casou e transar comigo, eu prometo que vou desligar todas as luzes pra que você não tenha pesadelos durante a noite. — E assim ela cruzou os braços com uma cara séria e caminhou até a porta. Enfim a coisa ficou feia pro meu lado.

– Dria, espera. — Segurei o braço dela para que ela não saísse do quarto. — Pelo amor de Deus, isso não tem nada a ver com você.

– Então com o que tem a ver, Carlos? Porque eu não sei mais o que fazer pra que você sinta o mínimo de desejo por mim. — Dria arrancou minha mão do seu braço e me encarou com os olhos já marejados. Acho que eu me ferrei.

– Dria, é claro que eu sinto desejo por você! E fica cada vez mais difícil de controlar, porque a cada dia que passa você fica mais linda. O problema é que eu tenho medo de não conseguir ser bom o suficiente se chegarmos a... ter uma relação mais íntima. Eu sou muito inexperiente nisso, quero dizer, não tenho experiência alguma. E só o que eu quero é te fazer feliz, te satisfazer, mas se eu não conseguir, eu sinto que não serei um marido de verdade.

Após um momento de silêncio, Dria deu uma leve risada e limpou as lágrimas do seus olhos.

– Não acredito. Era por isso que você ficava me evitando? Seu idiota. Você já me faz feliz, isso te faz um marido de verdade. — Ela então agarrou meu rosto com as duas mãos e colou seus lábios nos meus. Foi um beijo rápido, nem deu tempo de eu por minhas mãos na cintura dela, pois logo ela estava olhando para mim ainda com um sorriso prestes a dar risada. — Eu entendi que você não está preparado, tá tudo bem, mas você bem que podia ter me falado, né? Eu fiquei preocupada achando que era alguma coisa comigo.

– Foi mal... Eu não te falei antes porque não é tão fácil pra eu tocar nesse assunto.

– É sim. E além do mais, eu sou sua esposa, a gente não pode esconder nada um do outro.

– Nem meus doces? — Falei de brincadeira demonstrando indignação, e Dria riu, me contagiando e me fazendo rir junto com ela.

– Nem seus doces. — Ela disse, puxando-me em seguida pela gola da camisa de botão e me beijando novamente, novamente durando tão rápido que eu nem pude reagir. — Vamos?

Drianna me puxou pela mão e nós fomos para a festa que estava acontecendo na praia particular do resort. Chegamos lá a tempo de admirar o sol se pondo. Tocava música eletrônica, havia bastante gente dançando, mas também haviam mesas dispostas pela areia para quem quisesse sentar. Tudo estava muito bem iluminado com postes de luz, que se ligavam uns aos outros por fios com pequenas lâmpadas coloridas. A música estava boa, as pessoas estavam animadas, mas a melhor coisa daquela festa era a bebida rosa e doce que garçonetes com vestidos floridos levavam em suas bandejas. Eu não sabia que bebida era aquela, mas tinha um gosto muito bom! De chiclete, eu acho. Dria também adorou tanto quanto eu. Porém, lá pelo terceiro copo, comecei a notar algo estranho, e decidi parar por ali. Eu estava ficando mais animado do que o normal, e estava um pouco tonto. Percebi que Dria também estava na mesma situação.

– Carlitoos, eu acho que estamos bêbados. — Drianna disse, se segurando nos meus ombros por estar um pouco tonta.

– Eu também acho! — E ao trocarmos olhares, nós começamos a rir muito. Mas comparados às outras pessoas, nós não estávamos tão bêbados assim. — Já chega de suco de chiclete pra gente, né? Minha cabeça já tá girando. — Então tirei o copo das mãos de Dria.

– Ah, mas eu gosto de suco de chiclete! — Ela esperneou. Dria ficava linda fazendo cara de emburrada. Eu pus os nossos copos de volta na bandeja da garçonete que estava passando, e Dria acabou se conformando.

Nós dançamos loucamente — já somos desparafusados naturalmente, imagine meio bêbados — até o efeito do álcool começar a passar. Mas voltamos a pirar quando começou a tocar música mexicana. Todos dançavam de maneira engraçada, foi muito divertido. Até que uma hora resolvi descansar um pouco sentado numa das cadeiras de bambu das mesas. Dria sentou-se comigo, fazendo questão de limpar o suor que brotou na minha testa apesar da noite fria.

– Cansei. — Falei num suspiro.

– Eu também. — Dria confessou. — Festejamos o suficiente por hoje.

– Quer voltar pro quarto?

– Acho melhor. Amanhã temos que acordar cedo pra irmos mergulhar com os golfinhos, né?

– Ah, é. Então — Levantei. — Vamos.

Caminhei com Drianna de mãos dadas pela areia em direção o resort, porém, sem querer ela acabou pisando na barra da sua saia longa. Se eu não a seguro ela teria caído de cara na areia.

– Essa saia longa é muito perigosa. — Falei rindo e ainda segurando Dria nos meus braços, ela ria também.

– É verdade.

– Já sei uma maneira de te levar em segurança para o quarto. — Falei, me inclinando para por um braço meu em volta das pernas dela e outro na cintura.

– Espera, Carlos, o que você vai — Quando a ergui nos meus braços, ela gargalhou. — O que você tá fazendo, me põe no chão, Carlitos!

– De jeito nenhum! — Pestanejei, e continuei a fazer o caminho rumo ao nosso quarto. Dria ria com os braços atracados em volta do meu ombro. Ela não era tão pesada assim, então não foi tanto trabalho caminhar metade de um resort e subir elevador com ela nos braços. Só tive que fazer esforço para colocar o cartão na porta do quarto, para passar com Dria pela porta sem que ela batesse a cabeça e para ligar as luzes do quarto para achar o caminho da cama. E ao chegar na cama, joguei minha esposa nela, que ria do meu cavalheirismo. Logo me atirei na cama também, agarrando a Drianna pela cintura e girando com ela pelo colchão. E após algumas boas risadas, eu parei, com o meu corpo disposto por cima do de Dria. Nós nos olhávamos ainda com o mesmo sorriso no rosto, mas as gargalhadas haviam cessado. Apenas meus olhos presos na imensidão verde dos olhos de Dria. Foi como se alguém tivesse pegado um fósforo e com ele acendido uma pequena chama dentro de mim. Talvez eu ainda estivesse sobre o mínimo efeito do álcool, ou talvez no fundo eu soubesse que essa era a hora e então a coragem havia acendido sua chama, e ela prometia se alastrar até virar um incêndio.

Lentamente, aproveitando o último contato visual com Dria antes de fechar os olhos, eu levei minha boca até a dela.

Drianna

Eu sentia que eu era a Katy Perry no clipe de Firework, com fogos de artifício explodindo no meu peito. Eu não consigo acreditar que realmente isso está acontecendo. Quero dizer, que isso está pra acontecer.

Carlos estava sendo calmo. Seu beijo não tinha pressa, parecia querer aproveitar cada segundo. Passamos um longo tempo beijando, mas eu não conseguia mais me segurar para ir em frente. Minhas mãos que acariciavam as costas largas dele procuravam pela barra da camisa que ele estava usando. Puxei-a para cima para tirá-la, e Carlos não pestanejou. Ai, meu Deus. Que moreno lindo. Já me subiu uma quentura só de olhar para aquele corpo esculpido por deuses. Logo após tirar sua camisa, Carlos esticou o braço em direção ao abajur da mesinha e o ligou, depois fez o mesmo com o abajur da outra mesinha. Eu não entendi porque ele fez isso, foi como se não bastasse a luz da luminária do teto.

– Porque ligou todas essas luzes?

– Porque sim. Eu quero todas as luzes acesas. — Ele disse, com determinação. Apenas fiz um "oh", sem saber o que dizer. Logo Carlos voltou a me beijar de novo.

Não sei se ele esperava uma iniciativa minha para começar a tirar a minha roupa ou se ele queria ir com bastante calma mesmo. Decidi esperar por uma iniciativa, mas acabei percebendo que se eu fosse esperar algo de Carlos eu passaria a noite me beijando com ele apenas sem a camisa. Peguei uma mão dele e a levei para a barra do meu top, indicando o que ele tinha que fazer. Logo ele entendeu e, sentando sobre os calcanhares, puxou meu top delicadamente para cima. Comecei a sentir me envergonhada, pois essa lingerie era duas vezes menor e mais transparente que a que usei outro dia. Na verdade ela é apenas um pedaço de renda que não cobre nada. Aliás, nada e o que estou usando é basicamente a mesma coisa. Carlos notou isso também, e conteve o riso mordendo o lábio inferior. Ele inclinou seu corpo para voltar a me beijar, mas não foi a minha boca. Ele começou pelo pescoço, dando leves beijos quentes e molhados na minha pele, enquanto isso senti suas mãos achando o caminho para as minhas costas para tentar achar a abertura do meu sutiã. Depois daquela minha pequena iniciativa, agora parecia que Carlos finalmente poderia liderar as coisas sozinho. Ele conseguiu abrir meu sutiã e teve que parar de beijar meu pescoço para que eu pudesse jogar peça de roupa para o outro lado do quarto.

Tentei não sentir tanta vergonha, tentei não me sentir insegura. Todas as luzes estão acesas, se algo estivesse incomodando Carlos eu conseguiria notar. Assim que os lábios de Carlos voltaram a encontrar a pele do meu pescoço, um de meus seios foi tomado por uma de suas mãos. Nunca fui muito fã dos meus seios pequenos, mas era incrível como cabiam perfeitamente nas mãos de Carlos. Sua mão era gentil, não usava a força. Então eu consegui acreditar que eu era desejada, que Carlos me queria, me amava do jeito que sou, com a mesma intensidade que eu. A cada beijo, a cada toque eu me sentia mais amada. Ele então começou a descer os beijos, e ele não se concentrou nos meus seios acho que por não saber muito o que fazer com eles ainda, apenas pousava com ternura seus lábios por todo o meu tronco. Tive arrepios insanos quando Carlos chegou na minha barriga. As mãos dele foram parar no elástico da saia, e ele a tirou até os pés e a colocou na ponta da cama. Quando ele sentou-se sobre os calcanhares novamente, me encarou dos pés a cabeça com um sorriso sem graça. Acho que ele não sabia direto como prosseguir e ficou esperando por um sinal para que pudesse continuar. Acabou que eu mesma me inclinei para abrir o sinto da calça. Ele ficou um pouco perplexo pela minha atitude, mas não me impediu. Após eu tirar o cinto, desabotoar o short jeans branco e abrir o zíper, o resto não era comigo. Carlos tirou o short e o pôs de lado, em seguida se atirou em cima de mim para voltar a beijar minha boca, fazendo-me soltar uma risada.

Os lábios de Carlos estavam quentes. Sentir o corpo quente dele em contato com o meu me fazia enlouquecer por dentro. Se não fossem pelas últimas peças íntimas que nos restavam, já teríamos começado isso. Minhas pernas prendiam Carlos colado em mim, e o melhor de tudo era que eu conseguia sentir uma elevação muito notável roçando sobre minha calcinha. Eu o queria tanto que arfava pedindo.

– Eu quero você. Agora. — Murmurei no ouvido dele. Carlos enfim entendeu o recado, afinal deixei mais do que claro, e senti suas mãos pararem nos meus quadris. Ele parou de me beijar para tirar minha última peça de lingerie.

O nervosismo era inevitável. Eu o vinha sentindo havia um tempo, mas procurei ignorá-lo no começo. No entanto, agora ele fazia meu coração querer explodir no peito. Eu quase conseguia ver o coração de Carlos batendo forte no peito de também, e quando tirou minha calcinha, me olhou um pouco hipnotizado, a ponto de esquecer por um instante que tinha que tirar a sua cueca. Ele teve que piscar algumas vezes para voltar à realidade. Não é a toa, afinal é a nossa primeira vez. Não sabemos direito o que está por vir. Quando ele tirou sua última peça de roupa, fechei as pernas por instinto, assustada. Era aquilo tudo que ia entrar em mim? Sério? Nem sei se isso era bom ou ruim, mas que eu fiquei com medo, eu fiquei.

Ele se aproximou das minhas pernas fechadas. Eu queria e não queria abri-las.

– Está pronta mesmo, Dria?

– É... Acho que sim. — Dei um riso nervoso. — E você?

– Mais ou menos. Ainda não sei como isso vai caber aí, mas... Se doer ou se você não estiver gostando, me fala, por favor.

– Tudo bem, Carlitos. Vai dar tudo certo. — Suspirei. — Eu não me imagino passando esse momento com ninguém que não seja você.

Carlos deu um sorriso mais aliviado e veio para ficar por cima de mim novamente quando eu afastei lentamente as minhas pernas. Passei meus braços em volta do pescoço de Carlos, e antes de me beijar, disse:

– Você é linda. — Só tive tempo de responder com um sorriso antes que seus lábios estivessem nos meus.

Nossos corpos se colaram mais, e eu senti um arrepio quando o membro ereto encostou em minha intimidade, mas ele não achava o caminho para entrar. Carlos usou uma mão como ajuda para introduzi-lo, e selou sua boca na minha para que meu grito de dor não acordasse o resort inteiro.

– Dria, é sério. Quando quiser que eu pare é só falar. — Ele disse após separar seus lábios dos meus. Ver ele todo preocupado comigo o deixava muito fofo.

– Só continua, Carlos. Só continua. — Pedi entre os dentes.

Já haviam me alertado sobre isso. A primeira vez, para a maioria das mulheres, dói e não é pouco. Mas eu não imaginava que fosse essa a dor que me rasgava a cada vez que Carlos "ia e vinha", por mais que ele estivesse fazendo isso o mais devagar possível. Minhas unhas tentavam não arrancar a pele de Carlos, minhas pernas tensas o prendiam em mim, e ao perceber minha expressão de 0 prazer, ele ia mais devagar ainda. Eu me agarrava ao pensamento de que a dor uma hora iria passar, e o prazer chegaria. Livrei Carlos das minhas unhas e decidi descontar a dor no colchão. Então, uma a uma, Carlos pegou minhas mãos e as segurou ao lado da minha cabeça com os dedos entrelaçados nos meus, enquanto alternava entre beijar minha boca e meu pescoço. Era nítido que ele estava se esforçando muito para me agradar. E esse fato compensava toda a dor do momento.

Aos poucos fui ficando mais relaxada, meus gemidos em sua boa parte já não eram mais de dor. Carlos, ao ver que não estava mais sendo tão doloroso assim, relaxou mais também. Agora ele ia mais fundo sem medo, e aumentou um pouco o ritmo. Eu pedia pra ele ir mais forte, e ele obedecia. A sensação começou a ser ótima, pra ser sincera. Agora eu entendo porque a Barbara e o Logan vivem como dois coelhos.

Eu apertava minhas mãos nas de Carlos, implorando para ele ir com cada vez mais força. Ele a todo momento me dizia em meio a respiração falha o quanto eu era linda. E eu mordia os lábios tentando conter os sons que saiam da minha boca. A parte boa das luzes ligadas, era que eu conseguia ver a verdadeira reação de Carlos, o que ele estava sentindo no momento.

Então, sem eu pedir, Carlos acelerou mais o ritmo e estocou mais forte dentro de mim. Minhas pernas se contorciam em volta do quadril dele, minhas mãos esmagavam os dedos dele, e os meus gemidos acabaram escapando da minha boca algumas vezes.

Trocamos de posição várias vezes. Parecia que não nos cansávamos nunca. Carlos estava me levando a loucura sem eu precisar pedir. Até que quando estava de quatro apoiando minhas mãos sobre a cabeceira, e Carlos por trás de mim segurando meus quadris com firmeza, veio a sensação do ápice. Foi uma sensação bizarra, mas maravilhosa. Como flutuar sobre uma nuvem de algodão doce. Um arrepio vindo de dentro para fora percorreu todo meu corpo. Perdi controle dos meus quadris, eles ficaram tensos e estremeceram. Arfei alto o nome de Carlos, de tanto prazer.

Meu corpo reagia diferente àquela corrente de prazer. Senti arrepios descontrolados, porque Carlos não parava de estocar seu membro em mim. Até que ele prendeu meu quadril contra o seu corpo e gemeu gravemente. Virei a cabeça para ver a expressão que ele tinha em seu rosto, era a mais gratificante do mundo. Fez valer toda a dor que eu senti no início.

Desabei de cansaço na cama. Seu corpo suado, quente e cansado também desabou sobre o meu. Tive que bater nas costas dele para que ele assim virasse para o outro lado da cama e eu pudesse recuperar o ar.

– Como me saí? — Perguntou ele, preocupado.

– Incrível. Você foi incrível, Carlitos. Mas na próxima, compraremos um pouco de lubrificante, ok?

Ele riu e me puxou pra perto. Deitei minha cabeça em seu peito e fiquei caminhando com os dedos pelo seu abdômen.

– Obrigada por fazer eu me sentir, além de sortuda, a mulher mais linda desse mundo.

– É porque você realmente é a mulher mais linda do mundo. Mais incrível, mais maravilhosa, mais tudo.

– Para com isso. — Envergonhada, deu um leve tapa na sua barriga.

– Mas é a verdade! — Ele disse, rindo. — Eu te amo, minha esposa. — Declarou, beijando o topo da minha cabeça.

Fechei os olhos, sorrindo tranquila.

– Eu te amo mais, meu marido.