American Gurls
40 Honeymooners. - Part I
Notas iniciais
Playlist:
Feel It (feat Rich Homie Quan & Lloyd) — Jacquees
Berlim, Alemanha.
Jo
– Espera, espera! — Kendall exaltou antes que eu pudesse abrir a porta para entrar no nosso quarto no hotel, suite presidencial. Kendall não estava economizando um centavo com o nosso casamento. A viagem de avião pareceu ser a mais longa possível, já era noite quando chegamos.
– O que foi? — Perguntei preocupada.
– Tenho que te carregar para dentro.
Dei uma risada aliviada.
– Não precisa, amor.
– Mas eu insisto.
Acabei cedendo, afinal não adiantaria de nada recusar. Kendall então me carregou da forma mais desengonçada possível, passando pela sala de grandes janelas até chegar ao quarto que também possuía grandes janelas. Andou mais um metro me colocou no chão. Nos filmes essas coisas são mais românticas.
– Caramba, o que você anda comendo? — Perguntou ele, fingindo limpar o suor da testa. Apesar de fazer cara de indignada por ouvir aquilo, eu sabia que era brincadeira e dei risada, mas dando também um tapa no peito de Kendall, que riu também. Em seguida ele segurou meu rosto e encostou seus lábios nos meus delicadamente. — Estou tão feliz de estar aqui com você.
– Eu também, meu amor.
Logo as malas chegaram, e nós as acomodamos na frente do armário para somente amanhã desarrumá-las, pois ambos de nós estávamos cansados demais para isso. Eu só queria tomar um banho e ir dormir. Mas, eu possuía um dever de recém-casada que eu deveria cumprir: consumar o casamento. Eu não via mais a importância em consumá-lo, afinal Kendall e eu já havíamos quebrado a promessa de "sexo só depois do casamento" há muito tempo. Para ser mais exata, foi meses depois de Kendall e eu voltarmos a namorar quando eu retornei a Palm Woods. Mas mesmo assim, deveres são deveres, não é?
Antes de tudo, eu ainda queria tomar um banho, afinal eu não queria fazer amor com meu marido comigo fedendo desse jeito. O banheiro era enorme, proporcional a essa incrível suíte. À minha esquerda estava a bancada de mármore da pia, à direita havia o vaso sanitário e ao lado dele um box fechado de vidro com o chuveiro. Ao fundo havia uns degraus que davam em uma banheira redonda, com uma janela atrás dela. Liguei a torneira da banheira para que ela fosse enchendo. Enquanto isso, eu comecei a tirar o vestido que eu usava. Bem, eu tentei, mas houve um pequeno problema. Eu não conseguia terminar de puxar o zíper da costa do vestido, parecia emperrado. Clamei o nome de Kendall por ajuda.
– O que foi? — Perguntou ele, abrindo uma brechinha da porta. — Uau, esse banheiro é incrível!
– É, eu sei. Me ajuda a abrir o vestido, eu acho que ele emperrou.
Kendall veio até onde eu estava, parada antes do primeiro dos três degraus, mas aí eu andei até a bancada para apoiar as mãos enquanto Kendall tentava abrir o vestido. Ele pestanejou com o zíper por alguns minutos, mas não teve sucesso, se ele fizesse mais força, quebraria o zíper.
– Acho que você vai ter que tirar o vestido por cima. — Kendall disse.
– Mas não dá pra tirar por cima! — Eu já estava desesperada só em pensar em ter que cortar esse vestido lindo para conseguir tirá-lo.
– Dá sim, eu te ajudo.
Kendall pediu para que eu levantasse os braços para que ele tentasse puxar o vestido pra cima. O problema era que da cintura pra cima o vestido era colado ao corpo, o resto dele era soltinho. E após muito sofrimento por que o vestido apertou os meus ombros dolorosamente, Kendall deu um último puxão e como num parto, fui parida para fora do vestido.
– Ai, finalmente! — Falei, debruçando-me sobre a pia com cansaço, enquanto Kendall ofegava tentando recuperar suas forças com o meu vestido na mão. Eu o olhei pelo o espelho e dei um sorriso. — Valeu pela ajuda.
Kendall ia dizer um "de nada", até ele reparar o que eu estava usando de roupa de baixo e ficar meio boquiaberto. Pelo espelho dava pra ver nitidamente os olhos dele na minha bunda. Envergonhada por estar usando peças íntimas tão pequenas e transparentes, tentei me justificar.
– Ahm... — Virei-me de frente com um sorriso sem graça e me escorei na bancada. — Foram as madrinhas que compraram.
– E já consigo imaginar qual madrinha escolheu essa pra você. — Kendall comentou rindo, mas sem conseguir tiras os olhos do meu corpo.
– Você gostou? — Perguntei, sentindo meu rosto em chamas de tanta vergonha.
– Se eu gostei? Bem, eu sinceramente acho que você ficaria muito melhor sem essa lingerie.
– Ha ha. — Forcei o riso e cruzei os braços. Kendall riu e ao se aproximar, pôs suas mãos em volta da minha cintura e disse:
– Lembre-me de agradecer àquela ruiva quando voltarmos.
– Ok. — Falei, mordendo meu lábio inferior para conter o sorriso quando a boca de Kendall se aproximava lentamente, até encontrarmos nossos lábios.
Kendall me beijava da mesma maneira gentil de sempre, apesar de ir aprofundando o beijo a cada segundo. Ele segurava firme meu corpo contra o dele, abraçando-me com carinho. Minhas mãos se entrelaçavam entre os fios dourados em sua cabeça. Com o tempo as mãos de Kendall se sentiam mais a vontade de explorar todo o meu corpo, até chegarem no fecho do sutiã, e eu logo fiquei sem ele. Mas eu estava em desvantagem, então tratei logo de tirar a camisa de Kendall. Enquanto as mãos dele acariciavam carinhosamente meus seios não muito avantajados, tive uma ideia que faria as coisas muito mais divertidas.
Então meu lábios migraram dos lábios macios de Kendall por uma trilha de beijos até chegar à orelha dele, onde eu mordi o lóbulo antes de sussurrar:
– Que tal a gente... tomar um banho? — Percebi que a minha voz fez o corpo inteiro dele se arrepiar. Nem acredito que eu consegui ser sexy.
– Acho uma ótima ideia. — Sussurrou no meu ouvido em resposta. Aos poucos minha vergonha ia embora pelos tubos de ventilação.
Empurrei Kendall para afastá-lo de mim com um sorriso doce, e fui andando e direção à banheira. Enquanto ele tirava sua calça, eu tirei a minha última peça de roupa e mergulhei na água morna, esperando Kendall vir se juntar a mim. Logo ele veio com um sorriso de uma criança que acabara de ganhar um doce. Ele entrou na água devagar, checando a temperatura. Quando já estava completamente dentro, ele mergulhou a cabeça na água, só para depois me provocar jogando seus cabelos molhados para trás. Ele veio para perto de mim com um sorriso sugestivo. Eu comecei a beijá-lo com calma, mas tal calma logo foi embora quando ele começou a acariciar meus seios. Passei uma perna por cima dele e sentei em seu colo, encaixando o membro ereto na minha intimidade. Kendall arfava, jogando a cabeça para trás enquanto eu pulava não muito rápido em cima dele. Sua boca tomou um de meus seios e suas mãos foram para o meu bumbum, auxiliando seu membro a ir mais fundo em mim. Eu puxava o cabelo de Kendall enquanto os gemidos escapavam dos meus lábios. Kendall chegou ao ápice antes de mim, mas não desanimei, pois ele nunca desiste de me satisfazer.
Sentei fora da banheira, apenas com as pernas para dentro e Kendall as afastou.
Eu não sei como ele fazia isso apenas com a língua, de vez em quando alternando com movimentos giratórios com os dedos. Parecia que Kendall possuía um mapa de mim com todos os meus pontos fracos. Ele sabia exatamente o que fazer pra me dar prazer sem eu ao menos precisar dizer uma palavra. Logo atingi o êxtase. Foi tão bom que todo o meu corpo estremeceu em regozijo.
Kendall ergueu-se com um sorriso satisfeito. Segurei-o pelo rosto com as duas mãos e o acariciei, admirando o verde dos seus olhos.
– Às vezes nem consigo acreditar no quão incrível você é.
– Você é a mulher mais incrível do mundo, por isso merece o melhor. — Ele respondeu, com formalidade em sua voz.
– Bobo. — Falei, dando um leve riso. Em seguida, nos beijamos com paixão, a mesma de sempre e que nunca se apagou durante todos esses anos.
Eu sempre sentia as borboletas dançando no meu estômago toda vez que eu me lembrava de que eu me casei com meu melhor amigo, o amor da minha vida e meu amante. Eu não poderia pedir por alguém mais perfeito pra mim como Kendall é. Até porque, esse alguém não existe.
Honolulu, Hawaii.
Barbara
Após uma longa viagem de avião, Logan e eu saímos do aeroporto em Honolulu em grande estilo. Nós alugamos um jipe antecipadamente e pedimos para que fosse enfeitado com latinhas, fitas, tudo que um veículo de recém-casados merece. Não quis contratar motorista algum, fiz questão de dirigir. Fomos escutando Beatles no último volume e cantando com toda a força dos nossos pulmões até chegarmos à casa que alugamos para nossa lua de mel.
Toda de madeira e vidro, de frente para a praia, a casa era incrível. Jogamos nossas malas em qualquer canto e corremos para o nosso cômodo preferido. O quarto.
Mas antes de qualquer coisa, fui ao banheiro e tirei aquele vestido de noiva enorme e coloquei uma lingerie de renda preta, minúscula e com direito à cinta liga. Quando saí, Logan que ainda nem tinha trocado de roupa ficou boquiaberto ao me ver. Ele sempre fica.
– Acho que me casei com Afrodite.
– Quem é essa? Olha, garanto que eu sou bem melhor. — Brinquei, e fui me aproximando lentamente dele.
– Tem razão. Você é a minha deusa da beleza, do amor e do sexo. Minha Vênus.
– Certo. Chega de papo furado e deixa eu tirar essas suas roupas.
Logan riu e me deu permissão. Calmamente, tirei cada peça de roupa do seu corpo. Quando cheguei na calça, me agachei para tirá-la, já pensando no presente que queria dar a Logan, mas que ele sempre recusou. Eu cruzei os dedos mentalmente para que ele deixasse pelo menos na nossa lua de mel.
– Daqui eu posso tirar sozinho. — Ele falou se afastando.
– Qual é, Logan. Deixa de frescura. Oral não tem nada demais. — Tentei agarrá-lo pela barra da calça, mas não deu certo.
– Tem sim. Tem muitos germes na sua boca e na minha genitália que não precisam entrar em contato.
– Fala sério, Logan! A gente já compartilhou tanto germe nessa vida, você não vai morrer por causa disso.
– Amor da minha vida, a gente já teve essa conversa. Não insiste.
– Então tá. Você é quem sabe. Mas eu não transo com você enquanto você não parar com essa chatice.
Voltei ao banheiro, peguei um roupão no armário da pia e me vesti. Saí do quarto sem olhar pra cara de Logan.
– Barbara...
Bati a porta.
Desci as escadas bufando de raiva e fui para a sala assistir televisão. Que lua de mel incrível. Eu, de lingerie, assistindo televisão com raiva do meu marido, que é provavelmente o único homem da terra que se recusa a receber ou fazer um oral.
– Pelo amor de Deus, Barbara, estamos em lua de mel. Vai mesmo me dar um gelo? — Sua voz ecoou do alto da escada.
– Justamente! Estamos em lua de mel e você continua sendo um chato. Liga pra todos os nossos amigos, todos eles já fizeram isso alguma vez na vida e estão todos vivos.
– A questão não é isso... — Ele começou a falar após descer a escada. Tampei meus ouvidos com os dedos para não ouvir seu discurso. Eu ainda conseguia ouvi-lo, mas assim ele notava que eu não estava nem aí. — Você tá parecendo uma criança. Nós transamos desde o começo do nosso namoro e nunca precisamos fazer isso. Porque agora?
– Balela! — Apontei, levantando do sofá. — Eu sempre pedia, mas você nunca deixava. Depois de um tempo eu só cansei de insistir. Como você acha que eu me sinto por nunca ter recebido um oralzinho sequer? Você só pensa em si mesmo! — Vi Logan revirar os olhos. Era a hora certa de usar a psicologia reversa. — E se eu sou criança, você é um careta.
– Eu? Careta?!
– Sim! O maior careta de todos!
Logan olhou para mim indignado, boquiaberto.
Objetivo alcançado. Subestimar Logan sempre é eficaz.
– Ah é? Pois eu vou te mostrar como eu não sou careta.
– Duvido. — O desafiei.
Mordi o lábio para conter o sorriso ao ver Logan vindo em minha direção quase saindo fogo pelas narinas. Ele atacou minha boca, sedento. Ri de satisfação quando ele colou seu corpo ao meu com voracidade, arrancando meu roupão sem o mínimo de cautela em seguida. Então, me empurrou no sófa para que eu deitasse. Fiquei assistindo de camarote Logan tirar apressadamente o resto das suas roupas, ficando apenas de cueca, sem nem se importar que as paredes da sala eram de vidro. Realmente, ele não era um careta.
Selvagem, ele se pôs sobre mim novamente. Seus beijos estavam quentes, sua boca tinha sede. Só não tanto quanto a minha tinha.
Empurrei Logan sem aviso prévio. Segurei sua cueca box pela barra e a trouxe para baixo.
– Você vai se arrepender de nunca termos feito isso antes.
Apesar do olhar tenso, ele não disse uma palavra.
Inicialmente, tracei uma trilha de beijos molhados desde o pescoço de Logan, passando pelo tórax, demorando um pouco no abdômen — o que provocou arrepios profundos nele, que para mim foram um regozijo —, indo para a virilha e chegando ao seu membro. Minha língua trabalhou carinhosamente por toda a extensão ereta, para somente em seguida abocanhá-lo. Ver a expressão de revirar os olhos de prazer em Logan foi mais que satisfatório. Ele tentou reprimir os gemidos no começo, mas não conseguiu.
– O-oh, caramba. Isso é bom.
Ri mentalmente, afinal não dava pra rir com a boca ocupada.
Logan cravou as unhas no sofá e soltou um gemido alto ao chegar ao orgasmo. Não me importei em engolir, afinal, era isso ou manchar o sofá de uma casa que nem era nossa. O que deixou Logan bem chocado, mas ele não comentou nada. Que dia para ser um careta.
– E então? — Perguntei com um sorriso malicioso, mesmo já sabendo a resposta.
– Você estava certa, estou arrependido.
– Eu já sabia. — Dei uma modesta risada. Ele subiu sua cueca e começou a beijar meu pescoço.
– Bem, agora nada mais justo do que a gente ir pro quarto e...
– Transarmos? Não, não. Eu mereço minha vez também.
– Mas-
– Nada de mas.
– Tá... — Disse, convencido.
Levantei, casualmente fiz um pequeno streeptease só para animá-lo novamente. Mas antes que ele fizesse a menção de tocar em mim, saltitei para a cozinha.
– Vem cá.
Logan atendeu ao meu chamado como um cachorrinho atrás da dona. Tomei um impulso e pulei sentada na bancada. Prendi Logan em volta das minhas pernas e mordi o lóbulo de sua orelha.
– Desce. — Ordenei. E assim foi feito.
Senti um arrepio maravilhoso quando a língua quente de Logan encostou em minha parte íntima. De início, tive que instruí-lo para quais lugares ir com ela, pois ele ainda estava perdido, mas depois ele tomou jeito. Aquilo era incrível. Eu contorcia-me de tanto prazer. Ao chegar ao meu ápice, puxei os cabelos negros de Logan em descontrole enquanto a sensação percorria cada ponto do meu corpo. Logan se levantou e abriu um sorriso ao me ver sem fôlego.
– Fui bem assim?
– Ainda há o que melhorar, mas pra uma primeira vez, você foi muito bem. — Disse, mordendo os lábios. — E você está vivo!
– Haha. — Ele riu debochado.
– E já que você superou essa barreira e sobreviveu, merece uma recompensa. — Falei, descendo da bancada. — Mas você vai ter que me pegar primeiro.
Saí correndo o mais rápido possível, deixando Logan comendo poeira atrás de mim. Com certeza essa seria uma lua de mel bem divertida.
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