Notas iniciais
Oi! Voltei minhas leitoras lindas! Bem, pelo menos eu não demorei como na ultima vez. Estou recuperando minha criatividade aos poucos, não se preocupem. Acho que a partir desse ponto da história, as coisas vão começar a ir mais rápido, por que tudo que acontece daqui em diante são coisas que eu já havia planejado antes. Bem, tenham uma boa leitura!
Xoxo!

Enquanto isso, em Hollywood...



Gustavo

Essa semana estava sendo um completo inferno.

Eu simplesmente odeio quando Arthur Griffin, o “poderoso”, já chega com essa de "Não pude deixar de notar que eu preciso de mais dinheiro!" – pensamento com voz de deboche. Eu pensei que ele tinha parado com isso! Mas, aparentemente, eu estava enganado. Agora, eu tenho até sexta-feira – isso mesmo, sexta-feira! – da semana que vem para apresentar um futuro artista consideravelmente talentoso para Griffin. Acho que ele pensa que isso é mamão com açúcar! Será que Griffin nunca está satisfeito? Ele já tem o Big Time Rush como máquina de fazer dinheiro – muito dinheiro, aliás! –, pra que ele quer mais uma? E será que tem como ficar mais rico do que ele já é?!

Infelizmente ordens são ordens, mas está sendo impossível achar uma pessoa que tenha "A chama" dentro de si. Kelly e eu tivemos que marcar audições relâmpago em Los Angeles, alugar um teatro para as audições, e divulgar o máximo que podíamos. E de repente todas as pessoas dessa cidade pareceram ser estupidamente ridículas. Após três dias de audições eu estava com vontade de queimar aquele teatro abaixo. Com todas as pessoas dentro.

Hoje de manhã, eu estava no meu escritório na Rocque Records, reanalisando a ficha de alguns candidatos antes de picotá-las na minha nova picotadora de papel. Então, Kelly entrou eufórica na minha sala.

- Por um acaso não sabe bater?! – Perguntei enquanto picotava uma ficha. Adoro essa picotadora.

- Desculpe, Gustavo, mas você tem que ver uma coisa. – Kelly me entregou um bolo de fotos impressas. Fiquei preocupado no começo, mas depois vi que eram só fotos de James beijando uma garota morena e andando com ela de mãos dadas por aí. Urgh. – Está em todos os sites de fofoca, e daqui a pouco vai estar nas revistas.

- James com uma garota, que novidade tem nisso? – Falei sem dar importância. – Se você não notou, eu tenho mais com que me preocupar! – O fato de James ser muito mulherengo até me incomodava no começo, mas agora não mais, porque as fãs dele estão tão acostumadas quanto eu. E se as fãs não ligam, eu não ligo.

- Por um acaso você reparou aonde ele está nessas fotos?

- Não. – Continuei passando as fotos só por passar, sem olhar para a minha assistente inexplicavelmente preocupada. – Kelly, eu não estou nem aí. Não reparei se ele está em Palm Springs, na Sunset, no Cristo Redentor... No Cristo Redentor?! – Levantei-me no mesmo instante, fazendo minha barriga bater na mesa. Voltei a passar as fotos rapidamente, e notei que ele não estava em na praia de Palm Springs ou muito menos caminhando pela Sunset nas outras fotos. – Que diabos o James está fazendo no Rio de Janeiro?!

- Era isso que eu estava tentando te dizer! E eu não sei o que ele está fazendo lá. Os sites estão dizendo que ele foi pra lá sozinho "só pra encontrar com a amada", pois os outros garotos ainda estão aqui em L.A.

- Por um acaso ele ficou maluco?! Liga pra esse cão agora!

Kelly pegou o seu telefone imediatamente, e eu passei minhas duas mãos no rosto, respirando fundo para tentar não explodir.

Era só o que me faltava!



James

Como não é novidade pra ninguém, eu não sei ver garota chorando. Então quando Jessi desabou em lágrimas, a única coisa que eu consegui fazer foi abraçá-la. Era o máximo que eu poderia fazer. Afinal, eu não sei como é a dor que ela está sentindo agora, eu nem imagino como seja. Mas maneira como ela cantava a música com tanto sentimento... Então, o máximo que eu podia fazer como melhor amigo e quase-namorado é confortá-la, estar aqui para o que ela precisar.

Porém meu telefone começou a tocar, estragando tudo mais ainda.

- N-não vai atender? – Jessica me perguntou, afastando o rosto da minha camisa para me olhar nos olhos.

- Não. – Eu disse, firme.

- James, não precisa fazer isso, ok? – Ela se desvencilhou completamente dos meus braços, e eu xinguei mentalmente quem quer que estivesse me ligando. – Atende o telefone.

- Ok... – Eu tirei o celular do bolso e atendi a chamada quase nos últimos toques. Nem olhei quem era na tela. – Alô?

- Quem. Te deu. Permissão. De ir. Para. O. Rio de Janeiro?! – Quase fiquei surdo e recuei com o grito. E meu coração praticamente parou quando identifiquei de quem era o grito.

Agora fudeu.

- G-gustavo? O-oi! C-como você está? – Sinto que eu não devia ter perguntado.

- Bem, vamos ver... Não te interessa! James, escuta bem o eu vou te dizer! Ou você entra no próximo avião pra Los Angeles agora, ou eu vou aí e...

De repente a voz de Gustavo foi cortada do telefone, dando lugar a uma voz feminina relativamente mais calma.

- James, o Gustavo quer te matar. – Informou-me Kelly.

- Me diz uma coisa que eu não sei!

- É sério, pra que você foi se meter pro Rio de Janeiro? Você sabia que até aí os paparazzi estão na sua cola?

- Estão, é? Oh... – Então foi assim que ele descobriu? Menos mal, pois eu já estava achando que alguém lá de Palm Woods havia aberto a boca pra ele.

- Você tem que voltar pra cá imediatamente, ok?

Ok? Estaria tudo ok se Jessica não estivesse enxugando suas lágrimas na minha frente. Eu não podia simplesmente ir embora agora, Jessi precisa de mim aqui. E eu preciso dela.

- M-mas eu não vou. Eu não vou embora.

- O quê?! – Kelly surtou, mas ela não teve tempo de falar mais nada porque eu desliguei o celular.

- Você não vai o quê, James? – Jessica perguntou. Eu sei que ela ouvira toda a conversa, mas ela não parecia acreditar no final.

- Eu não vou embora daqui.

- Ficou maluco? Você não pode ficar aqui pra sempre! Amanhã meu pai chega de viagem, sabia? E o que a gente vai dizer pra ele?

Ela tinha razão, eu não podia ficar aqui. E de repente, eu tive uma ideia. Era maluca, mas podia funcionar. Havia outro jeito.

- Então eu não vou sem você.

- O quê? – Agora este "o quê" de Jessi não foi indignado, e sim foi para dar tempo para ela raciocinar. – Não, não. Eu não posso ir com você.

- E porque não?

- P-por vários motivos, James! Eu tenho minha família aqui, quero dizer, só os meus pais porque o resto mora em outro estado. Mas eu também tenho a escola, o vestibular...

- Jessica! Sabe o que mais você tem? Talento. – Os olhos castanhos dela brilharam. – Sua voz é maravilhosa, é angelical, e você canta com tanta emoção... Jessi, o seu talento vale ouro. Qualquer produtor musical ficaria louco pra te contratar. Até o Gustavo.

Nem eu acreditava que eu havia tido aquela ideia. Fazer Jessica ser contratada por Gustavo, para ela ir morar comigo em Palm Woods... Eu sou um gênio, Logan que se cuide. Jessica ficou sem palavras diante da minha ideia por um momento, só depois ela disse:

- Não... Gustavo nunca me contrataria.

- E como você sabe? – Questionei, e ela ficou sem respostas novamente.

- E-eu não sei, James... Isso é uma ideia maluca, nunca daria certo. – Mesmo sendo uma ideia maluca, o olhar de Jessica me dizia que ela adorava aquela ideia, mas estava com medo. Talvez medo de não dar certo mesmo.

- Mas e se desse certo? O Gustavo precisa de alguém talentoso agora, e você tem um talento enorme! Ele seria um idiota se não te contratasse depois de te ouvir cantar.

- Mas esse é o problema, James! Como ele vai me ouvir, me contratar, se eu estou aqui desse lado do continente?

- Você nunca ouviu falar de tecnologia? Gravamos um vídeo, mandamos para ele e pronto! Tudo resolvido.

Jessica paralisou mais uma vez, depois respirou fundo, passando suas duas mãos no rosto. A indecisão, a confusão e o receio estavam estampados na cara dela.

- Meus pais nunca permitiriam... Além do mais, e ainda estou no ensino médio, tenho que fazer vestibular, passar na faculdade e seguir minha vida aqui.

- Mas é isso que você quer, Jessi? Você quer mesmo fazer faculdade? Ou você prefere cantar pelo mundo a fora e fazer sucesso? – Dessa vez eu toquei num ponto delicado da conversa. O futuro de Jessica. Agora ela estava claramente dividida entre o que ela queria fazer, e o que os pais dela queriam que ela fizesse.

- Ok, ok. – Ela se rendeu a escolha certa, e eu comemorei com um enorme sorriso que nem cabia na minha boca, que gritava por dentro “Yey!”. – Porém, não podemos nos esquecer do mais importante: Como vamos convencer meus pais?

- Bem, isso vai ser mais difícil do que eu pensei, mas impossível não vai ser. Pra te ter comigo sou capaz de qualquer coisa.

Jessica

Por Deus, que ideia maluca... Nem consigo imaginar. Eu, morando em Los Angeles, virando uma cantora. Parece até mais algum daqueles meus sonhos bobos. Mas é o meu sonho bobo, e agora com essa oportunidade de torná-lo realidade... Eu não posso deixá-lo escapar. Meus pais nunca permitiriam, mas eu consigo lidar com eles. primeiro tenho que esperar meu pai chegar, sei que ele não vai ficar muito feliz ao ver James, mas eu tenho que tentar. Ai, e eu preciso falar logo com eles, senão a situação só vai piorar para James. Gustavo vai ficar ainda mais furioso por que James não vai querer voltar sem mim, e eu tenho até medo de ele vir até o Rio de Janeiro só para buscar James pela orelha.

- Certo. Eu prometo que tento convencer os meus pais, mas primeiro você tem que falar com Gustavo sobre isso. Temos que convencê-lo que vale a pena assistir o meu video e em seguida, fazê-lo querer me contratar. – Eu disse a James, que deu uma pequena risada quase caçoando.

- Isso não será difícil.

Notas finais
POR FAVOR, não esqueçam de comentar!