American Gurls
23 Be Positive.
Notas iniciais
No dia seguinte...
Barbara
Logan e eu chegamos finalmente a uma decisão. Vamos ficar com o bebê. É, decidimos, porque ontem Logan chegou a cogitar a idéia... Absurda. Uma ideia macabra e terrível na minha concepção, mas infelizmente, tentadora. A nossa conversa da noite passada ainda rondava pela minha cabeça.
Flashback on
– O que vamos fazer agora, Logan? – Perguntei num fiapo de voz, após Logan criar coragem para olhar para o teste de gravidez positivo.
– E-eu… Eu não faço ideia. – Ele então tornou a olhar para mim, com seus olhos pequenos e negros completamente assustados. Ficamos em um silêncio agonizante por certo tempo, enquanto nos encarávamos, tentando de alguma maneira achar uma saída. Mas não havia saída. Nós vamos ser pais e ponto.
– Barbara, você... quer ter esse bebê?
– Nesse momento da minha vida, não, mas agora é tarde de mais. Não há mais nada que a gente possa fazer. – Minha voz soou completamente morta e vazia.
– Na verdade… Há uma coisa. – Logan desviou o olhar para o teste de gravidez que ainda segurava em suas mãos no seu colo.
– O quê? – Perguntei com uma curiosidade extrema. Qualquer ideia seria considerada agora, eu estava em desespero. – No que está pensando, Logan? Em adoção?
– Não, claro que não. Provavelmente isso só pioraria nossos problemas.
Pensando bem, é verdade. De uma forma ou de outra todos veriam que eu estava grávida, e ao entregar meu filho pra adoção, haveria quem dissesse que eu estaria apenas me livrando da minha criança.
– Então o que é?
Logan mordeu o lábio inferior, medindo sua resposta antes de me dá-la.
– Você abortaria?
Minhas sobrancelhas foram quase ao teto, e o meu queixo, pro chão. Logan realmente sugeriu isso? Meu Deus, ele deve estar bem mais desesperado que eu. Um aborto? Ele quer que eu faça um aborto?
– Você quer que eu mate essa criança que não tem culpa de nada?
– Eu sabia que você não iria concordar… Esquece.
– Você acabou de me perguntar se eu mataria um bebê inocente, Logan! Mas é claro que não.
– Eu sei! – É, sua feição exalava desespero. – E eu sei que é loucura, mas para pra pensar no quanto a nossa vida vai virar de cabeça pra baixo só por causa dessa criança que a gente nem conhece. Pensa um pouco em você. Pensa em nós dois. Pensa na nossa vida, e no inferno que ela vai virar. Vale mesmo a pena ficar com essa criança, que nem tem consciência do mundo ainda, cientes de todo o caos que ela vai nos trazer?
– Eu não sei, Logan. Eu não sei se vale a pena. Só sei que nós erramos, e nós vamos arcar com as consequências. Não é justo fazer esse bebê pagar pela estupidez que nós dois cometemos. Eu não vou abortar. Essa criança vai nascer, e nós vamos cuidar dela. Estamos juntos nessa.
Logan olhou para mim contrariado, mas enfim acabou concordando. Ele sabia que nada ia me fazer mudar de ideia.
– Tudo bem. – Ele pousou sua mão por cima da minha. – Estamos juntos nessa.
Flashback off
Ok, eu não concordei com Logan porque o bebê não pode pagar com a vida dele por um erro que ele nem cometeu. A culpa não é dele, é minha e de Logan. Não podemos simplesmente nos livrar dos nossos problemas. Já que fomos “grandinhos” suficiente para fazê-lo, teremos maturidade suficiente para criá-lo. Todavia, eu estou morrendo de medo… E se eu não for uma boa mãe? E se eu mal souber como segurar uma criança no colo? Ai Deus, eu sou tão jovem… Pra quê eu fui engravidar justo agora, no auge da minha vida? Para completar, eu ainda tinha que arrumar um jeito de contar para a minha família. Acho que quando eu for visitá-los nas férias é menos pior. Eu odeio imaginar a reação deles quando souberem, mas vou ter que encarar. Tive pesadelos com isso durante a noite.
Como hoje é segunda, passarei o dia todo no estúdio gravando. Mas eu não tinha animação para nada, estava com sono e cansada, pois passei quase a noite toda em claro nos braços de Logan, que também não conseguia pregar os olhos. Quando deu o intervalo para o almoço, a primeira coisa que Lewis me disse foi pra eu tomar um café bem forte pra ver se me acordava, e apesar de eu não ser muito fã de café, resolvi seguir o conselho dele. Enquanto eu enchia o copo de plástico na cafeteira da mesa de aperitivos do set, Camille veio até mim.
– Não vai almoçar? Guardei um lugar pra você.
– Não.
– Wow. Você está péssima. – Camille não deixou de notar minha morbidez. Acho que ela pensou que eu responderia alguma coisa à ela, talvez uma explicação ou algo do tipo, mas eu permaneci calada. Vendo que eu não tinha nada a dizer, ela tomou iniciativa: – O que aconteceu? – Perguntou, parecendo preocupada. E por mais que eu quisesse desabafar isso com alguém, eu não podia. Eu não queria que ninguém soubesse disso enquanto eu ainda pudesse esconder minha barriga.
– Nada. – Falei, levando o café quente à minha boca, e assoprando bastante antes de beber. Ao observar pelo canto do olho, percebi que Camille não estava nada convencida.
– Barbara… Estou preocupada. Você está parecendo um zumbi hoje. Nem maquiagem esconde essas olheiras! Você sabe que pode me contar qualquer coisa.
Suspirei olhando para dentro do copo com café. Guardar aquele peso nas minhas costas, ou melhor, na minha barriga, era uma sensação péssima. Eu só queria desabafar com alguém que não fosse o pai do meu filho. E, aliás, Camille é uma das minhas melhores amigas. Ela nunca contaria a ninguém. Pelo menos eu espero. Enfim, decidi confiar este segredo de estado à ela. Tomei o resto café antes de dizer:
– Vamos pro meu camarim.
Camille concordou e me acompanhou pelo estúdio até o corredor de camarins, onde o com o meu nome era o primeiro. Nós entramos e eu pedi para que ela se sentasse no sofá. Eu me certifiquei de que a porta estava bem fechada, e fui me sentar ao lado de Camille.
– Sim, agora me fala o que aconteceu. – Ela falou com objetividade. Passei as mãos no rosto. Como eu vou contar isso? Se já é difícil falar pra minha amiga, imagine quando eu tiver que contar à minha família.
– Camille… Você tem que me prometer que não vai contar pra ninguém. Nunca. Isso é muito sério.
– Ai, assim você me assusta, Barbara. Eu prometo, você tem minha palavra. – Ela mostrou-me as mãos sem nenhum dos dedos cruzados e depois beijou os mindinhos. Eu respirei fundo, juntei minhas mãos e fiquei olhando pra baixo. Então soltei a bomba.
– Estou grávida.
Um silêncio ensurdecedor pairou naquele camarim. Eu criei coragem para olhar para o rosto de Camille. Seu queixo havia caído. Claro, era óbvio que ela iria ficar em choque.
– Ai. Meu. Deus. Mas… Como?
– Acho que você sabe bem como.
– Não… Quero dizer, claro que eu sei, mas… Vocês não usaram camisinha? E eu achei que você tomava pílulas, não tomava? Uma vez você me disse que tomava.
– É, só que elas não funcionaram, não sei como. Estou até pensando em ir à farmácia aonde eu as comprei para reclamar.
– Não, acho que você não precisa fazer isso. Essas pílulas não são muito eficazes mesmo.
– Bem, não era o que dizia na embalagem.
– Às vezes os fabricantes exageram só pra vender. – Ela explicou, olhando para mim com certeza em suas palavras. De repente me veio uma vontade terrível de chorar. – E o Logan já sabe?
– Foi ele quem comprou o teste de gravidez. – Contei, voltando a olhar para baixo para que Camille não percebesse quando meus olhos começassem a encharcar.
– Oh. Mas qual foi a reação dele quando soube?
– Ele parecia bem perplexo, e desesperado também. Chegou até a citar aborto.
– Você não vai fazer isso, né? – Camille perguntou horrorizada. – É muito perigoso, sem falar na coitada da criança.
– Não, não. Vamos criar ela, não sei como, mas vamos. – Então eu já estava chorando, e Camille percebeu isso quando eu comecei a fungar. Ela me abraçou numa forma de me consolar. – O que é que eu vou fazer, Camille? A minha vida está arruinada. – Eu falei, em prantos. Ela então me afastou e me segurou pelos ombros, encarando bem dentro dos meus olhos.
– Sabe o que você vai fazer? Você vai marcar uma consulta no médico assim que puder, e se for preciso eu vou à todas as consultas com você. Você vai se cuidar e se alimentar bem até esse bebê nascer. E você vai ser uma ótima mãe, eu tenho certeza.
Eu não sabia se sorria agradecida ou se chorava mais ainda. Escolhi a segunda opção. Eu já tinha chorado bastante na madrugada de ontem pra hoje, aninhada em Logan enquanto ambos de nós não conseguíamos dormir. Mas eu queria chorar até secar. Só tentei me acalmar quando bateram na porta e eu ouvi a voz de Yuki lá de fora dizer “5 minutos”. Camille me prometeu novamente que não contaria à ninguém, e que estaria do meu lado sempre que eu precisasse. Agradeci muito pelo apoio, e decidi que por enquanto ninguém além dela saberia. Já desabafei o suficiente, ninguém mais precisa saber. Enquanto eu puder esconder essa gravidez, eu esconderei.
Quarta-feira. Lá se foram dois dias voando. Dois dias de inquietação, dois sem conseguir dormir, dois dias imaginando um ser vivo crescendo dentro do meu ventre. Se dois dias já foram tão torturantes, imagine nove meses.
Apesar de morarmos juntos agora, Logan e eu pouco nos falamos, mas quando falamos, evitamos tocar no assunto da gravidez. Não temos muito o que dizer um ao outro. O máximo que Logan faz é me perguntar se estou me sentindo bem e se preciso de alguma coisa. Sinto que ele está muito preocupado comigo, mas a expressão que ele tem no rosto é tão… Não sei dizer o que é. Parece ser uma mistura de medo e susto, mas que ao mesmo tempo tenta me passar segurança. Logan sabe que eu só preciso de um tempo até a minha ficha cair completamente. Acho que nem a ficha dele caiu ainda.
Como sempre, eu cheguei muito tarde e exausta do estúdio, e só o que eu queria agora era chegar no meu apartamento, tomar uma ducha quente e me encolher na cama, ah e, quem sabe, conseguir dormir. Porém para a minha surpresa, ao entrar no meu apartamento, vi que todas as luzes estavam apagadas, e o lugar iluminava-se por várias velas espalhadas por todos os cantos. O apartamento inteiro cheirava à incenso. Na mesa de centro da sala, um jantar chique até demais estava posto sobre ela. E no meu sofá, um Logan de sorriso envergonhado olhava para mim. Ele se levantou para vir até mim, e foi quando eu notei o quão bem vestido ele estava.
– Oi, amor. – Cumprimentou-me com um beijo rápido. – Você teve um longo dia no estúdio, deve estar cansada. – Ele disse, tirando a minha bolsa do meu ombro. – Porque não toma um banho, e depois vem jantar comigo?
– Pra quê tudo isso? – Perguntei, dando um sorriso bobo, admirada.
– Bem… Eu decidi fazer alguma coisa para animar você, porque desde domingo você anda muito abatida, e eu não gosto de te ver desse jeito. Aliás, de acordo com o que eu pesquisei, o seu estado de espírito influencia na saúde do bebê.
– Oh. E você preparou tudo isso… Sozinho?
– O jantar eu pedi pelo telefone, mas o resto foi por conta própria. – Logan contou, fazendo-me rir fraquinho.
– Você é incrível. – Eu o puxei pela gola e o beijei calmamente. Em seguida, me retirei para tomar um banho. Haviam velas no meu banheiro também, além de um incenso com cheiro de pêssego.
Não tive pressa no banho. Ensaboei cada canto do meu corpo e massageei o shampoo no meu couro cabeludo com preguiça. Por fim deixando-me dominar pela água morna, que relaxou meus músculos tensos. Coloquei um dos meus vestidos, que já começaram a ficar apertados no meu busto, e passei o meu perfume que Logan amava. Voltei para a sala e encontrei Logan me esperando no sofá. Sentei-me ao lado dele, e o assisti fazer o meu prato. Apesar de ir contra a minha vontade, Logan insistiu em me dar a comida na boca. Ele disse que assim já ia treinando para o futuro. Mas revezávamos, uma vez eu levava o garfo até a boca dele, outra ele fazia isso em mim. Sinceramente, foi um jantar bem divertido. Logan conseguiu me animar.
– E agora, a sobremesa! – Ele disse, recolhendo os pratos sujos e indo para a cozinha. Tudo que eu consegui pensar foi em como o meu namorado é perfeito. Com certeza Logan é o cara certo para ser pai do meu filho. Aliás, sempre que eu pensava no futuro, eu só conseguia imaginar Logan ao meu lado, construindo uma família comigo. Porém eu nunca imaginei que esse futuro estaria tão próximo. Enquanto eu limpava minha boca com um lenço, Logan chegou com duas taças de vidro na mão que dava pra ver o conteúdo colorido e gelatinoso dentro.
– Gelatina! Que chique. – Ironizei, rindo quando ele me entregou a taça. Ele riu também e se sentou ao meu lado de novo. Porém, quando eu comecei a comer a gelatina de framboesa, Logan resolveu que era hora de entrarmos num assunto delicado.
– Sabe, Barbara. Apesar daquela ideia absurda que eu sugeri no domingo, eu até queria te pedir desculpas, eu só estava...
– Desesperado.
– É. – Ele franziu os lábios e olhou para o chão por um segundo, provavelmente sentindo vergonha de si mesmo. – Enfim... Hoje, como não tive nada pra fazer, eu passei o dia pensando que… Eu sei que as coisas vão ser bem difíceis daqui pra frente. Principalmente quando não der mais pra esconder essa barriga. – Ele disse olhando fixamente para a minha barriga antes de suspirar. – Mas eu achei melhor que nós dois começássemos a pensar mais positivo. Por exemplo, em vez de dizer “Oh, vamos ter um bebê” – Falou com uma voz e expressão triste bem forçada que me fez rir internamente. – Poderíamos começar a dizer “Oh! Vamos ter um bebê!” – Agora ele parecia consideravelmente mais feliz. Eu me permiti rir um pouco de verdade dessa vez. – Além do mais, eu sempre quis ter uma família com você. Não tão cedo assim, mas… Imagina só. O nosso filho ou filha, dizendo suas primeiras palavras, dando os primeiros passos, nos chamando de papai e mamãe… Eu não estou dizendo que vai ser fácil criar uma criança, só estou dizendo que pode ser… Gratificante. Pode valer a pena. O que acha?
Eu realmente tentei a pensar na gravidez como uma coisa boa. Foi difícil. Eu não conseguia ficar feliz ao imaginar um ser humano crescendo dentro de mim, detonando com o meu corpo e com a minha vida ao mesmo tempo. Eu não consigo ficar feliz com isso de maneira alguma. Não sei se eu devo ter algum bloqueio mental, porque sempre ouvi dizer que as mulheres ficam mais radiantes quando estão grávidas, mas eu estou qualquer coisa menos radiante com essa gravidez. Eu não consigo amar esse filho, e eu me sinto mal por isso. Eu bem que queria amá-lo, mas não consigo. Vai ser um desafio pensar positivo, e olhando nos olhos de Logan, vi que já estava sendo um desafio e tanto para ele.
– Eu não sei… Acho que posso tentar.
– E você vai conseguir. Nós vamos conseguir.
Dei um leve sorriso, e em seguida me inclinei para beijá-lo em forma de gratidão por ele ser a melhor pessoa do mundo para me apoiar neste momento. Depois, voltamos a comer a nossa sobremesa que Logan disse ter feito sozinho.
– Você já pensou no nome? – Ele perguntou quando eu coloquei minha taça vazia ao lado da dele sobre a mesa.
– Nome? Eu não nem sei o sexo da criança, Logan.
– É, mas você não tem nenhum nome mente? – Ele parecia estar bem curioso. Com certeza ele sim já tinha nomes em mente. Não vou nem ficar surpresa se for nomes de físicos famosos.
– Não. Você já?
– Hum… Sabe, se fosse um garoto, o que acha de Albert?
Arqueei as sobrancelhas.
– Albert? – Fingi estar incrédula.
– É! Ou… Isaac, ou Charles, ou...
– Eu gosto de Charlie. – Cortei logo a onda de nomes de físicos que viria.
– Mas eu disse Charles.
– Mas eu gosto de Charlie. – Sim, eu estava fazendo de propósito. Eu sabia que Logan iria ficar irritadinho. Ele revirou os olhos.
– Tá. Pode ser o apelido dele.
Eu tive que rir, nem que fosse só um pouco.
– E se for uma garota? Já pensou? – Perguntei, com um pequeno sorriso.
– Uma garota? Não… Mas que tal… Hortense?
– É, para uma garota, é bonito. – Eu ri e Logan fingiu estar ofendido. – Eu gosto de Hope, e Faith.
– Hum. Nomes bem espirituais. Bom, se forem gêmeas, você pode por os dois, que tal?
Meu estômago embrulhou.
– Logan… Eu mal quero uma, imagine duas.
– Ah, me desculpe. – Ele disse pousando sua mão em cima da minha. – É melhor deixar esse assunto dos nomes pra depois, né?
– É melhor.
Logan então foi limpar a mesa, enquanto isso eu liguei a televisão para distrair o minha mente do pesadelo de ter gêmeos. Assim que ele terminou tudo, se juntou à mim. Decidi contar a ele que Camille sabia.
– Vou marcar uma consulta no médico pra semana que vem. – Avisei.
– Ah. Quer que eu vá com você?
– Não, não precisa. Camille vai comigo.
– Camille? Mas porque ela vai com você? – Só foi preciso um olhar para Logan confirmar sua suspeita. – Ela sabe?! – Então ele engasgou-se com sua própria saliva. Depois que se recuperou, ele questionou-me: – Porque contou à ela?!
– Porque ela é uma das minhas melhores amigas, Logan. Eu precisava desabafar com alguém.
– Mas e a Jessica e a Drianna?
– Não sei se você notou que a Dria tá viajando, e eu até queria falar à Jessica, mas eu mal a vejo agora e ela ainda arrancaria minha cabeça fora quando soubesse. Além do mais, Camille me prometeu que não contaria a ninguém.
– M-mas… Mas não era pra você ter falado. Nós combinamos que manteríamos isso em segredo.
– Até parece que você ainda não falou pro Kendall. – Presumi, afinal não tem uma coisa sequer que Logan não conte a ele. E pela cara que Logan fez, eu acertei. Meu namorado é muito previsível.
– Ok, mas mesmo assim. Kendall é meu melhor amigo, eu confio nele. Eu não confio na Camille.
– Mas eu confio nela. Que saco, chega de implicância com ela!
– Ok, ok. Me desculpe… É que James disse uma vez pra nunca confiar nas ex’s.
– E você ainda ouve os conselhos dele?
– Os sobre namoradas, sim. Ele é o mestre. – Logan falou de forma convincente. Fala sério.
– Ah, que bom. – Falei com sarcasmo. – Eu vou dormir, estou cansada. – Levantei e fui pro quarto, arrancando meu vestido e vestindo a minha camisola, rastejei para a cama logo em seguida.
Ai, quanta agonia no peito. Eu até gostaria de me consolar pensando que esse é um daqueles problemas que vai passar. Mas não vai. Ele me seguirá pelo resto da vida. Pouco depois Logan entrou no quarto, e eu enfiei minha cabeça dentro do lençol para que ele não visse que eu já estava chorando. Então ele veio para a cama se deitar e me abraçou por trás, tirando o lençol da minha cabeça para poder acariciar o meu cabelo vagarosamente. Por mais uma noite fui dormir assim, chorando amparada pelos braços do pai do meu bebê.
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