American Boy
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Há duas semanas, havia acontecido alguma coisa que nenhum dos dois meninos sabia explicar como havia começado, apenas começou. Kurt e Blaine estavam oficialmente e publicamente namorando.
A história dos dois como um legítimo casal havia oficialmente começando quando Kurt enlouqueceu em uma quarta feira à tarde.
Flashback
– Eu acabado de me dar conta que estou tendo um caso com um americano, que eu conheci há três semanas, sei pouca coisa sobre ele. Isso faz de mim um desesperado? E se ele não for de confiança? Isso é loucura. Quem faz isso com um desconhecido? Se fossemos amigos, entenderia, mas ele veio pra Londres há menos de um mês. – Kurt estava encarando a TV fixamente enquanto não parava de tagarelar.
– Uhn, Kurt? Eu ainda estou aqui... – Respondeu Blaine ao lado de Kurt, segurando um balde de pipoca e com um das sobrancelhas levantadas.
– N-não me leve a mal, Blaine, mas é que essa coisa de estarmos indo muito rápido está me atormentando de novo. – Kurt olhou para o moreno com medo de ter falado uma besteira muito grande, porque besteira ele havia falado. – Estamos muito íntimos, mas mal nos conhecemos, isso é estranho. – Blaine respirou fundo e colocou o balde em cima da mesa de centro e segurou as mãos do inglês.
– Kurtie, eu não faço ideia de como foram seus outros relacionamentos, e nem me importa muito em saber, mas eu sei que nenhum dos meus foi assim, com você está sendo tudo diferente. Sabe quanto tempo eu demorei até dormir com meu ultimo namorado? Seis meses. – Disse Blaine.
– Exatamente, eu me sinto como se eu estivesse sendo... Fácil. – O castanho parecia que estava em um conflito interno.
– Kurt, você não está sendo fácil, é que as coisas para nós dois está rolando com uma serenidade tão boa, que você acaba criando essas coisas e perguntas na sua mente, que você já sabe o motivo e as respostas. – Kurt parou para pensar um pouco. — Querido, nós nos gostamos, isso é mais do que um fato, você mesmo já entendeu isso. – Kurt estava se acalmando. – Sim, é muito cedo, mas vamos aproveitar isso que tem dentro de nós que está nos unindo cada vez mais.
Kurt sorriu para as palavras de Blaine e selou os lábios com o moreno.
– Você é o melhor. – Disse Kurt. Blaine deu os ombros e sorriu.
– Mas eu quero te dizer uma coisa... – Kurt aguardou Blaine escolher as palavras. – E-eu quero que isso que nós temos, fique mais sério e tenhamos um nome fixo. – Kurt já estava ficando nervoso igual antes, mas por um novo motivo. – Nós saímos, nos damos bem, fazemos coisas de casais como: Piqueniques, dormimos algumas noites juntos, tomamos café juntos, mas eu sinto que isso não é certo, digo, não oficializar isso, que não é certo. – Kurt iria dizer algo, mas foi cortado. – Pense assim, que vimos como seriamos como um casal, e funcionou. Nós nos gostamos, gostamos da companhia um do outro, não vejo porque não podemos oficializar isso para eu poder te chamar de namorado logo. – Falou Blaine. Kurt corou, mas ainda continuou pensativo. – O que me diz? Quer namorar comigo? – Perguntou o moreno.
– E-eu imagino que deva ter uma aliança no seu bolso. – Blaine corou e foi colocando a mão no bolso, retirou a caixinha, abriu e mostrou as alianças de prata para Kurt. – Ai meu Deus... – Kurt se levantou e se afastou de Blaine. O castanho andava para os lados e colocando as mãos nas têmporas. – O-olha, vamos fazer o seguinte: Eu aceito.
Blaine pulou do sofá com um sorriso enorme e correu para beijar Kurt. O moreno atacou a boca de Kurt, tirando do castanho um beijo de tirar o folego e tudo que poderia ter. Depois Blaine continuou dando selinhos por todo o rosto de Kurt, prometendo que o castanho não iria se arrepender. – Blaine. Blaine. Blaine. – Chamava Kurt em meio aos beijos de Blaine. – Blaine! – Nem mesmo o grito de Kurt, tirou o sorriso do rosto de Blaine. – Mas eu quero você saiba de uma coisa.
– Qualquer coisa. – Disse Blaine ainda extasiado com os beijos.
– Não vou usar a aliança... – Kurt fechou um dos olhos.
– Ué, por quê? Nossos dedos são da mesma largura, creio que não ficará apertado. – O moreno estava confuso e com as sobrancelhas juntas.
– É que... Usar alianças é muito sério pra mim... – Blaine tinha as duas mãos os braços cruzados e a boca semiaberta. Kurt enlouquecia quando ele fazia isso. — Quando eu tiver certeza sobre o que estou fazendo com o nosso relacionamento, dali pra frente, usarei minha aliança com o maior orgulho, mas enquanto eu estou pisando em ovos por tudo ser rápido demais, vou guarda-la e esperar. Tudo bem? – Blaine pensou um pouco e sentou no sofá.
– Ah, está bem, mas é que eu realmente queria que a usasse. – Disse Blaine com as mãos sob as duas coxas, que estavam separadas.
– Mas eu irei, só não hoje... Nem amanhã. – Sussurrou o castanho olhando tordo para o canto. Blaine limpou seus pensamentos.
– Tudo bem, use quando achar melhor, relacionamentos são a base disso. Segurança e confiança. Mas eu... – Blaine colocou a sua aliança com o nome de Kurt gravado dentro no próprio dedo. –... Vou usar a minha. – Blaine sorriu e beijou o namorado. Kurt havia passado para a coxa de Blaine para aprofundar os beijos. Blaine quebrou um dos beijos e olhou para Kurt. – Você não me acha louco ou idiota, né? Como se fosse aquele tipo de idiota burro, ou louco, mas não um louco doentio. – Perguntou Blaine confuso.
– Um pouquinho. – Os dois sorriram. – Mas acima de tudo, você é o cara mais fofo desse planeta. – Blaine sorriu e se aproximou de Kurt para beija-lo.
Flashback
Depois das duas semanas, o casal ainda agia normalmente, era como se antes eles já fossem namorados, mas ao invés de chamar de “coisa”, eles agora chamam de namoro e se chamam de namorados.
Não que essa fosse a verdadeira intenção de Blaine ao oficializar o namoro, mas ele sentia que deveria saber quando teria sua primeira relação sexual com Kurt. Afinal, ele não era mais virgem e vontade sempre vinha, mas tinha medo, já que Kurt achava que o relacionamento deles era rápido demais, imagine sexo com menos de um mês.
Era sábado e Blaine preparava modos para perguntar ao namorado quando eles teriam o primeiro ato íntimo. Eram por volta de três da tarde e os dois estavam sozinhos na casa de Blaine, como fazia frio, os dois estavam na sala, em um colchão, assando marshmallows na lareira e completamente sozinhos. Depois que os marshmallows dos dois estavam devidamente assados, eles foram para trás para acomodarem as costas no sofá e manter as pernas esticadas sobre o colchão de casal que foi colocado não chão por Blaine. Kurt deu uma mordida no seu e Blaine ficou observando.
– Bom? – Perguntou o moreno mordendo o próprio marshmallow.
– Bom, quando me chamou para dormir na sua casa, achei que teríamos vinho e chocolate, mas marshmallow está bom. – O castanho brincava com a comida na ponta do pálido, enquanto ria. Blaine tomou aquilo como uma indireta. Ele tinha aquelas coisas em sua casa, mas resolveu esperar. Kurt sorriu ao olhar para o namorado e Blaine ficou pensativo.
– Kurt... – O castanho olhou para ele. – E-eu queria te perguntar uma coisa, mas não me leve a mal e não pensem que estou resumindo ou fazendo nosso namoro apenas sobre isso. – Disse o moreno se virando para poder ficar de frente para Kurt.
– Blaine, pode me contar, somos namorados agora. – Kurt segurou o maxilar de Blaine e sorriu.
– Ok. Ahn... Q-quando... Quando que nós v-vamos... Você sabe... – Blaine tentava explicar com as mãos. Kurt cerrou os olhos tentando compreender o que Blaine estava tentando dizer com as mãos, até que a ficha caiu.
– WOW! E-e-eu... É-é... E-eu não... Oh, wow Blaine... E-eu diria que... – Kurt se levantou de supetão meio desconjuntado, chegando a vacilar e tropeçar para trás.
– V-viu? Era esse tipo de coisa que e-eu queria evitar. – Blaine tentou chegar perto de Kurt, mas parecia que o castanho estava se afastando. Aquilo estava virando uma confusão
– Ahn... I-isso foi apenas uma pergunta, nada de demais. – Kurt cruzou os braços, mas logo descruzou para não aparentar seu evidente nervosismo.
– E-então responda...
– F-foi uma pergunta, na qual eu não sei responder. – Kurt olhou para o pulso, onde não havia nada. — O-olha a hora! B-blaine, e-eu preciso ir pra casa agora. Tchau. – Kurt foi saindo pela porta da frente correndo.
– Kurt! – Gritou o moreno, mas Kurt já havia passado pelo portão branco. Blaine sabia que ir atrás de Kurt poderia piorar, então deixou o castanho ir embora sozinho, mesmo que ele ainda estivesse de pijamas.
[...]
– Ai meu Deus. Ai meu Deus. – Kurt entrou ofegante dentro do apartamento. Seus pensamentos iam e viam a mil por hora. Kurt não sabia em qual dos pensamentos deveria se concentrar. – Blaine quer... T-transar, co-comigo? – Kurt dizia em voz alta.
– Deu pra falar sozinho agora, Kurt? – Disse Rachel entrando na sala. O castanho dobrou os joelhos e jogou as mãos na frente do rosto como se fosse se defender de uma fera, mas era apenas um dos efeitos do susto.
– Rachel! Que susto que você me deu. – Kurt voltou a andar de um lado pro outro, sacudindo as mãos como se houvesse as queimado.
– Não sabia que tinha voltado de madrugada e por que nesse estado louco? – Rachel foi até a cafeteira pegar mais um pouco do liquido que tomava. Kurt olhou para baixo e se deparou com um moletom de Blaine, suas calças e seus pés descalços e sujos. – Espera um pouco ai... Você veio assim da casa do Blaine? Andando? – Rachel colocou a caneca em cima do balcão e encarou o amigo com um rosto que era uma mistura de quem iria se vingar de estava com raiva. Kurt mordendo os lábios teve uma ideia.
– Finn, está em casa? – Perguntou Kurt.
– Não mude d-
– Finn, está em casa? – Kurt aumentou o tom de voz.
– Não... – Respondeu Rachel em um sussurro de confusão. O castanho pegou o braço da Berry e a levou até seu quarto, onde a garota sentou na cama arrumada e ele ficou de um lado pro outro na ponta da cama. – Dá pra você me contar o que diabos há com você hoje? E por que chegou tão cedo e sozinho da casa do Blaine? – Perguntou Rachel se estressando.
– Blaine quer transar. – Kurt respondeu de uma vez. Rachel podia jurar que o café que havia acabado de descer pela sua garganta poderia voltar, só para ser cuspido.
– É o que?! – Gritou a morena.
– Blaine quer transar. Ele me perguntou sobre o que eu achava. Rachel, eu estou com medo. Eu mal o conheço. – Rachel rolou os olhos e bufou para mais uma daquelas conversas de insegurança do castanho. Do modo que ele falava, parecia que Blaine era um cara que conheceu Kurt há algumas horas e já queria casar com Kurt. – Isso é sério, Rachel. Eu tenho medo de que Blaine seja um doido ou apenas um aproveitador.
– Kurt, o cara faz de tudo pra ficar com você, te leva na casa dele, chamou um amigo que mora em outro estado para te conhecer, te comprou um anel de namoro, te perguntou o que você pensava sobre vocês fazerem sexo e você está achando que ele é um aproveitador? Não cansa meus ouvidos, Kurt. – Soltou Rachel.
– Mas a opção “doido” ainda está valendo. – Disse Kurt se sentando na cama na frente da amiga.
– Concordo que ele pode até ser meio pancada, mas nada que seja capaz de fazer um cara vir de outro país para apenas abusar de outros.
– Exatamente! Vai que-
– Kurt, cala essa sua boca. – Kurt saiu dos devaneios e encarou a amiga, totalmente chocado. – Blaine apenas te fez uma pergunta, se você respondesse que daqui a vinte dias, ele esperaria. Três meses, ele esperaria. Cem anos, ele esperaria. – Kurt pensou sobre isso. – Kurt, Blaine gosta de você, vocês são um casal, Blaine fez certo em querer ter essa discussão com você e não com um dos amigos dele.
– Você está certa. – Admitiu Kurt. – Mas que merda que eu fiz. – Kurt colocou as palmas das mãos no rosto.
– Agora eu vou te fazer essa pergunta: Você quer fazer sexo com Blaine, Kurt? – Mandou a Berry. Kurt ficou sem graça em responder, mas mesmo assim pensou.
– É que faz tanto tempo... Que voltei a ter aquele friozinho na barriga só de pensar em ficar intimo de alguém novamente. – Sorriu Kurt.
– Ah, foram só nove meses, é como se você estivesse grávido. – Rachel gargalhou, mas Kurt continuou sério. – O que foi, Kurt?
– É que... E-eu não transei com Adam... Meu primeiro namorado ainda é meu primeiro e único, ou seja, tem mais de nove meses. – Confessou Kurt com um suspiro e arqueando as costas.
– Wow. – Exclamou Rachel olhando para a parede com as duas sobrancelhas levantadas. Depois de limpar os pensamentos, Rachel voltou a perguntar. – Mas você quer voltar a fazer essas coisas com Blaine?
– E-eu quero, mas eu só sinto que devo esperar para um dia que estiver preparado e relaxado para voltar a ter relações. – Kurt brincava com a barra da blusa.
– Então por que não disse isso ao seu namorado ao invés de vir correndo para casa por conta de uma perguntar boba? – Rachel cruzou os braços.
– Credo, Rachel! Como você é dada. – Kurt sacudiu a cabeça. – De qualquer modo, reconheço meu erro, só não sei como arrumar... – Kurt abaixou a cabeça.
– Ligue para seu namorado e peça para ele vir te buscar para vocês poderem conversar. – Sugeriu a amiga com a mão nas costas do amigo.
– Me empresta seu celular. Eu deixei o meu na casa dele. – Pediu Kurt ainda com a cabeça baixa, assim como a voz. Rachel se levantou, buscou o celular e trouxe para o amigo. Kurt discou o número de Blaine e esperou o moreno atender.
– Alô? Rachel? É o Kurt? Ele está bem? Ele saiu correndo daqui de casa, nem deu tempo de-
– Sou eu. – Kurt escutou o suspirou aliviado de Blaine e podia jurar que a mão do moreno estava na testa e os olhos fechados. — Eu preciso conversar com você, mas não pelo telefone e nem no carro. Eu quero ir para sua casa.
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