American Boy
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Assim como Blaine, Kurt se sentia mais do que satisfeito com o laço de amizade que havia formado com Blaine. Os dois estavam mais grudados do que Kurt e Rachel no ensino médio. Blaine sentia vontade de fazer absolutamente tudo com Kurt, e esses momentos eram sempre registrados com um: “Primeira vez indo à padaria com Kurt” e coisas do tipo. Kurt estava feliz por ter sido encontrado por Blaine, assim o castanho não sentia falta do seu passado, muito menos pensaria nele.
Era sexta-feira e o sinal do término da aula de História do Teatro de Kurt e Blaine havia batido. Enquanto alguns alunos saiam animados, Blaine esperava Kurt terminar de guardar o caderno e as apostilas.
– Essa foi uma aula bem... Intensa. – Disse Blaine em pé e segurando a alça da sua bolsa de ombro.
– Sim, alguns artistas fazem muitas loucuras para chegar ao topo. – Blaine concordou com a cabeça. – Eu quero que vejam meu talento, sabe? – Kurt havia levantado e os dois já caminhavam pelo corredor, se misturando entre os demais. – Eu não quero ter que recorrer a outras coisas... – Kurt abaixou a cabeça.
– Ei, você nuncavai precisar. – Disse o moreno procurando os olhos de Kurt. Kurt virou um pouco a cabeça, ainda abaixada e sorriu. – Você é talentoso demais e se precisar, irei te ajudar em qualquer lugar que eu estiver. – Blaine mostrou os dentes em um belo sorriso.
– Kurt! – Rachel parou na frente dos dois, logo depois olhou para Blaine dos pés a cabeça. – Q-quem é esse? – A judia perguntava para Kurt, mas os olhos eram vidrados em Blaine. O moreno estava tão sem jeito que não sabia se encarava a menina ou o chão.
– Finalmente! Rachel, Blaine. Blaine, Rachel. – Kurt fez as apresentações colocando a mão em frente do peito de quem era citado.
– Prazer, Rachel Berry. A futura maior estrela da Broadway. – Rachel estendeu a mão com uma convicção que poderia gerar a paz mundial.
– Blaine Anderson. Apenas mais um calouro. – Disse o moreno balançando a mão da morena e evitando ao máximo não levantar uma das sobrancelhas.
– Nem parece ser americano, seu sotaque é de quem vive aqui há anos. – Blaine sorriu praticamente fechando os olhos. O famoso “Sorriso Sínico”. – Enfim, agora já nos conhecemos. – Rachel agora se dirigia para Kurt. – Kurtie, Finn e eu não iremos ao Callbacks...
– Tudo bem. – Respondeu Kurt. Rachel juntou as sobrancelhas.
– Mas você odiava quando não íamos. – A morena colocou as duas mãos nos quadris.
– “Odiava”, ai está o ponto. Eu odiavair sozinho.Hoje terei Blaine e seus amigos. Não vou ficar sozinho, não vou ficar sendo forçado a ver você e Finn se beijando e estarei com outros gays. Então você pode ter certeza que dessa vez eu não vou odiar nada. – Completou o castanho.
Rachel tentou disfarçar o queixo que havia caído e os olhos que se arregalaram. A morena trocou olhares cerrados entre Kurt e Blaine.
– Está bem... – A garota saiu com os olhos cerrados sobre Blaine, que dessa vez, ergueu a sobrancelha.
– Ela é sempre assim? – Perguntou o moreno.
– Piora quando está muito focada em algo ou simplesmente de TPM. – Os dois riram de Rachel, que de longe esbarrou em um aluno. Os dois amigos voltaram a andar. – E então... Não terei que ficar sozinho hoje à noite, certo? Porque se eu ficar em casa depois de me gabar para cima de Rachel, vai ser melhor você pegar um voo antecipado para a América, porque irei te caçar até os confins do mundo.
– Uh, acho que irei furar, então. – Kurt soltou uma risada para não mostrar as bochechas coradas. – Mas não, nunca te deixarei ficar sozinho...
– Droga, Blaine! Você namora e fica me fazendo ficar embaraçado. –Pensava Kurt enquanto fingia falar com um aluno para esconder as bochechas.
– ...Nick, Jeff e eu estamos mais que confirmados. Eles adoraram o convite. – Disse o moreno, que no final encarou o chão. – Ah, não é certo, mas talvez eu receba uma visita muito especial, então talvez sejamos cinco.
– Ok... – Respondeu o castanho. – Troquei meu irmão com a namorada nariguda dele, para ver um cara que eu gosto com o namorado dele. Aplausos para mim, por favor, eu mereço.
O caminho até o estacionamento foi bem silencioso. Como Blaine fazia todos os dias, levou Kurt para casa. O caminho para a casa de Kurt também era bem silencioso, até que Kurt resolveu falar.
– Não sei se você irá cantar... Mas se vai, já escolheu a música?
– Não... Ainda estou em dúvidas em algumas... – Disse moreno batendo os polegares no volante enquanto dirigia.
– E quais são? Talvez eu possa ajudar. – Sugeriu o castanho.
– Ok, isso vai ser estranho, mas lá vai: “Somewhere Only We Know”, “Candles” ou “Silly Love Songs”. – Completou o moreno.
– São músicas bem românticas e bem significativas... – Falou Kurt. – Obvio, quem canta um rock pesado para o namorado? –E-eu não sei... Você realmente está em um dilema que só você poderá resolver. Mas, pense em qual das três é mais significativas pra você ou pra quem você vai cantar.
– Farei isso. Obrigado. – Falou o moreno tirando os olhos da rua por um segundo e sorrindo para Kurt.
– De nada. – Kurt agora direcionava seu olhar para a rua. – Fala para ele cantar “Come What May”, era mais fácil, Kurt. Você é um imbecil. E do jeito que ele falou, ele realmente vai cantarpara alguém. Fim de jogo. Encare essa amizade.
Depois de alguns quarteirões e faróis, Blaine parou em frente ao prédio de Kurt.
– Te pego às nove? – Perguntou o moreno com antebraço esticado em cima do volante e o outro flexionado em cima do encosto de cabeça.
– Claro. – Kurt recolheu sua bolsa. – Tchau. – Quando Kurt foi dar um abraço em Blaine, o moreno estava indo para beijar a bochecha de Kurt, mas quando viu que Kurt ia lhe abraçar, tentou abrir os braços, mas acabou abrindo tarde demais e causando uma confusão dentro do carro. – Espera. – Kurt segurou os bíceps de Blaine, que estavam prensados pela camisa de botão, com as mangas arregaçadas até os cotovelos; abaixou-os, colocou sua própria mão no lado esquerdo do rosto do moreno, onde sentiu uma leve barba de dois dias e beijou o a bochecha direita do homem. Blaine soube apenas tirar o braço de cima do volante, colocar a mão no ombro direito de Kurt, que era o da mão que estava na bochecha dele, fechar os olhos e apreciar os lábios do castanho.
Quando Kurt tirou os lábios, continuou com a mão em cima da bochecha. Blaine foi lentamente abrindo os olhos e dando de frente com os olhos azuis de Kurt. Os dois rapazes ficaram se encarando por um bom tempo e sentindo as respirações bem perto. Quando Kurt percebeu o que tinha acabado de fazer, arregalou os olhos e saiu do carro. Blaine sorriu para o menino entrando no prédio e deu partida dentro do carro.
Enquanto o castanho subia as escadas, ele gritava igual a um doido. Mas não eram gritos que doíam os ouvidos das outras pessoas, eram aqueles gritos mal dados e grossos, que doíam a garganta. Kurt deslizou a porta do apartamento com força, com as pernas abertas e a respiração pesada. Finn, que estava de folga, olhou por cima do sofá.
– Tudo bem, Kiddo? – Perguntou Finn preocupado o suficiente para nem pausar o jogo.
– Eu sou um imbecil, Finn! Uma mula! E pior, uma mula com cabeça! Às vezes consigo ser pior que você! – Kurt fechou a porta com as duas mãos e com força suficiente pra que ela batesse e abrisse de novo.
– Ei! – Finn trocou o lado que olhava, conforme Kurt atravessou a sala e entrou no seu quarto, fechando a porta. De lá de dentro, Finn escutou Kurt gritar. – Ainda bem que a TPM do Kurt e de Rachel são em tempos diferentes. Nunca que eu aguentaria isso ao dobro. – Finn voltou ao jogo. Kurt deu mais um grito, assustando o irmão.
[...]
Em cima da cama do castanho era uma bagunça tremenda. Eram calças, camisas, cardigãs, casacos, lenços, outros acessórios. A arara de Kurt estava praticamente toda na cama do castanho.
– Eu não tenho nada pra vestir! – Kurt estava enrolado da toalha. O castanho já tinha o topete pronto, toda a extensão da pele estava coberta por um creme de morango e por baixo da toalha, só tinha uma cueca box branca.
– Kurt, Finn e e- AH! – Rachel se assustou ao entrar no quarto e ver Kurt de toalha. Kurt tinha um braço cruzado em cima do peito e o outro estava com o cotovelo apoiado na mão do outro braço e a mão estava no queixo; o castanho apenas tirou os olhos da pilha de roupa e olhou para a amiga com os olhos fechados. – Você está pelado?
– Por favor, não haja como se nunca tivesse visto um pênis. E sei muito bem que verá um hoje mais tarde, por isso vai ficar em casa. – Kurt respondeu com um tom de uma flor. Rachel tirou as mãos dos olhos e encarou Kurt com a cara fechada.
– Sério que sou obrigada a escutar isso?
– Obrigada não, mas se não quer escutar coisas piores é só dar meia volta. – Kurt voltou a encarar a pilha, calculando todas as combinações possíveis.
– Ai meu Deus. Você está um doce hoje. – Kurt virou e deu o sorriso sínico para Rachel. – Enfim, sim, Finn e eu vamos sair para ter nosso momento. – Kurt riu do termo “nosso momento”. – Queria apenas avisar, mas vejo que você matou alguém e está escondendo o corpo. – Rachel se aproximou do amigo. – O que foi, Kurtie? – Rachel perguntou segurando o braço nu de Kurt.
– Detesto ter que admitir isso, mas é que... E-eu meio que quero impressionar Blaine e estar melhor que o namorado dele hoje à noite. – Disse Kurt voltando ao normal.
– Uh... Ok. Primeiro: Você já é melhor que qualquer namorado que Blaine tiver. Segundo: Você é Kurt Hummel, cadê sua autoconfiança? – Perguntou a morena.
– Eu sei disso. Só não sei que roupa escolher... – Kurt olhou novamente para a pilha, assim como Rachel. A morena começou a procurar alguma coisa dentro da pilha. – Rachel, o que diabos você pensa que está fazendo? – Perguntou Kurt.
– Eu não entendendo muito de moda-
– Notável. – Mesmo sendo cortada e insultada, Rachel continuou procurando.
– Mas eu sei quando algo fica bonito em você e sei como dar um primeiro passo. – Rachel estava indo mais fundo nas roupas. – Sei como você fica lindo de casaco... – A morena puxou uma peça bege do meio das demais. – E issofica lindo em você. – A morena deu um casaco do Marc Jacobs para Kurt, o que tinha os botões grandes de bronze. – Termine o look. – Rachel deu um beijo na bochecha de Kurt e saiu do quarto.
[...]
No final, Rachel havia dado a melhor ajuda possível. Kurt estava incrível com uma combinação que ele jamais imaginou: um casaco bege, uma camisa sem gola branca, um cachecol xadrez com marrom, um par de calças pretas e um tipo de bota masculina sem cadarço marrom-lama.
Quando o castanho estava terminando de passar o perfume em frente ao espelho, o telefone tocou. Kurt caminhou até a cômoda e viu que era Blaine. Kurt respirou fundo e atendeu.
– Alô? – Perguntou o castanho.
– Vem. Desce. Já estou aqui em baixo.– Kurt já conseguia imaginar Blaine na mesma posição de hoje cedo, quando o moreno havia parado para deixar Kurt em casa.
– Ok... – O castanho já tinha até recolhido as chaves e a carteira.
– Ok...-E assim o moreno desligou.
Kurt trancou a porta de madeira e foi para as escadas. Quando o castanho abriu os portões do prédio, bateu um vento forte, fazendo o castanho abaixar a cabeça e colocar as mãos nos bolsos. Kurt sentia que estava sendo observado enquanto atravessava a calçada. Como Blaine estaria com o namorado dele, Kurt deveria se sentar atrás, com Nick e Jeff. Assim que Kurt abriu a porta de trás, viu um loiro e outro moreno abraçados.
– Oi-
– Ei, ei. – Chamou Blaine do banco da frente e Kurt encarou o moreno, abaixando a cabeça para encarar ele dentro do carro. – Pode vir para frente. Eu te quero aqui... –Kurt encarou os amigos de Blaine que deram um sorriso. Kurt tirou a perna esquerda de dentro do carro, fechou a porta, abriu a do carona e se sentou no banco, logo depois fechando a porta. – Oi. – Blaine disse e deu um beijo na bochecha de Kurt. Ele estava exatamente com Kurt havia imaginado. – Você está lindo... E cheiroso. – Blaine sorriu e Kurt corou.
– Obrigado... – Kurt abaixou a cabeça. – Me arrumei para impressionar o namorado de Blaine e nem aqui ele está.
– Kurt, esse é meu melhor amigo, Nick. – Blaine apontou para o moreno no banco de trás e Kurt apertou a mão do mesmo cumprimentando-o. – E esse é o namorado dele, que também é meu amigo, Jeff. – Kurt repetiu o gesto com o loiro.
– Vocês são famosos. – Kurt disse, fazendo Blaine rir.
– É porque você não divide uma casa com Blaine. Ai você saberia o quão famoso é você. Antigamente era Katy Perry, hoje é Kurt Hummel. – Disse Jeff. Kurt corou muito forte e deu um sorriso sem graça.
– Bom, vamos parar de falar do Kurt e vamos para o Callbacks. Kurt? – Disse Blaine girando a chave e ligando o motor.
– Mais adiante da escola. – Falou o castanho, explicando por cima o caminho.
– Ok. – Falou Blaine saindo do acostamento.
– Ok... – Disse Kurt. O castanho adorava o barulho que fazia quando Blaine girava o volante e seu relógio mexia no pulso.
– Quem é a Hazel e quem é o Gus? – Perguntou Nick do banco de trás.
[...]
Quando chegaram, Kurt precisou arrumar a bota, mas acabou sendo surpreendido com Blaine abrindo a porta pra ele.
– Não precisava... – Kurt disse. O moreno deu os ombros e estendeu a mão. Kurt aceitou e saiu do carro.
Quando os quatro amigos entraram no bar, os novatos ficaram encantados, principalmente Blaine. Kurt escolheu a mesa mais isolada do bar. Nick se sentou abraçando os ombros de Jeff, de costas para a entrada, enquanto Blaine se sentou do lado de Kurt, de frente para a entrada.
– Isso daqui é muito legal. – Disse Nick olhando em volta, assim como todos. – Lugar legal, música boa, as comidas e bebidas parecem ser maravilhosas. – Disse ele enquanto via um garçom passar com uma bandeja. – E o principal... Gente bonita. – Jeff encarou o namorado com uma cara nada feliz. – Como fazemos para pegarmos as bebidas, Kurt?
– É só ir naquele balcão ali. – Kurt apontou para o bar.
– O que vão querer? – Perguntou Jeff se levantando com Nick. Kurt encarou Blaine.
– Cerv-
– Nada disso, você está dirigindo. Dois sucos de frutas vermelhas. – Falou o castanho e assim o casal foi fazer o pedido.
– Cuidando de mim? – Perguntou Blaine.
– Cuidando de nós. Afinal, serão em suas mãos que nossas vidas estarão quando formos embora, então prefiro continuar vivo. – Blaine gargalhou. – Eles parecem ser bastante divertidos. – Disse Kurt olhando para Nick que abraçava Jeff.
– Eles são demais, apenas são um pouco ciumentos, mas é só isso. – Disse Blaine olhando para os amigos. Kurt tomou coragem para perguntar o que iria perguntar.
– E seu outro convidado? Ele não quis vir? Barzinhos de faculdades não são a praia dele?– Perguntou Kurt dando uma risadinha no final.
– Não é isso... É que ele perdeu o voo... – Explicou Blaine cabisbaixo.
– Ei, não fica assim, ele vai te visitar... – Disse Kurt passando a mão nas costas do amigo.
– Eu queria que vocês se conhecessem hoje. – Blaine ainda estava com as costas curvadas.
– Entendo. – Respondeu Kurt. – Mas eu não quero conhecer ele. Nem hoje e nem nunca. –Pensava o castanho.
Quando Kurt olhou para cima, seus olhos caíram exatamente em cima da família Smythe. Sebastian estava lindo como sempre. Assim que o garoto dos olhos verdes viu Kurt, acenou levantando o copo. Kurt assentiu. Foi finalmente quando Sebastian foi falar com alguns amigos, que o castanho viu os pais de Sebastian abraçados. August estava distraído com alguém, enquanto Robert não parava de encarar Kurt. O homem somente parou quando o marido olhou para ele.
Blaine havia percebido que Kurt tinha parado com o afago e subiu o olhar, seguiu o olhar do amigo e viu o professor. Robert notou a presença de Blaine e fez o mesmo gesto que Sebastian havia feito para Kurt. Blaine respondeu também com um aceno. Só depois que Jeff e Nick voltaram com as bebidas, que Kurt parou de encarar a cena.
– Do que falam? – Perguntou Jeff colocando as bebidas de Kurt e Blaine em cima da mesa.
– Nada de demais. – Disse Blaine pegando o copo. – Eu proponho um brinde.
– A que? – Perguntou Kurt.
– Um brinde a uma noite que promete ser inesquecível.- Blaine assim disse e assim os copos foram juntados, formando o famoso “tim-tim”.
[...]
Depois de desenrolarem uma conversa boa, comerem e beberem diversas coisas e estar lá pras onze horas, Kurt se lembrou de um detalhe.
– Ei, escolheu uma música? – Se dirigiu ao moreno.
– Ah, verdade. Sim, acabei me decidindo. – Blaine olhou para o palco que estava atrás dele. – Será que posso ir lá agora?
– Claro, pode ir. – Disse Kurt.
Blaine se levantou e foi até o palco. Lá o moreno se sentou no piano e começou a teclar algumas teclas e aquecer a voz.
– Ah não. – Disse Jeff. – Essa música de novo?
– Ué, mas... Mas ele nem começou a tocar ainda. – Disse o castanho olhando para Blaine se concentrando.
– Em casa temos um piano, de tanto Blaine cantar e ensaiar essa música, acabamos decorando até o modo como ele testa o piano. – Completou Nick.
Kurt apenas virou a cadeira para ficar de frente para o palco e ver qual música Blaine havia escolhido.
– Hum... Olá, meu nome é Blaine Anderson, sou da América, faço intercambio na LU.– Blaine disse pelo microfone que estava do lado dele. – Bom, eu fiquei sabendo sobre esse lugar na segunda e desde então pensei em uma música que poderia cantar aqui. Mas eu pensei em ir além e cantar a música para alguém.E desde aquela segunda-feira, venho pensando em que música eu deveria cantar. Eu tinha algumas ideias, mas uma coisa hoje me fez mudar de ideia, na verdade foi um alguém. Então eu vou cantar essa música pra uma pessoa que encontrei e desde então, me sinto novo e diferente. Essa música faz com que eu me sinta vivo e me faz querer cada vez mais ficar com você. Essa música é pra você, Kurtie. Minha peça perdida. – Os aplausos e os primeiros acordes vieram.
– Meu Deus, Kurt. Sua situação está tão crítica que imaginou seu nome.
You think I'm pretty
Without any makeup on
You think I'm funny
When I tell the punchline wrong
I know you get me
So I let my walls come down, down
Blaine não estava cantando nenhuma das músicas que estava pensando hoje mais cedo. Enquanto Blaine cantava uma versão mais acústica da música, ele não tirava os olhos do castanho, assim como provavelmente metade do bar.
Before you met me
I was alright, but things
Were kinda heavy
You brought me to life
Now every February
You'll be my Valentine, Valentine
– Ok, eu escutei certo. Blaine Anderson está cantando “Teenage Dream” para mim. Blaine Anderson me chamou de “peça perdida”. E Blaine Anderson está flertando comigo! –Kurt estava uma pilha de nervos em sua mente, mas fora, Kurt Hummel estava corado, sorrindo e com as mãos, despercebidas, em cima do coração.
Let's go all the way tonight
No regrets, just love
We can dance, until we die
You and I, will be young forever
[…]
Let you put your hands on me
In my skin-tight jeans
Be your teenage dream tonight
Dentre todas as vezes que Kurt havia ido ao Callbacks, era a primeira vez que ele escutou tantos aplausos. Até mesmo quando Rachel havia cantando. Kurt aplaudia como se não tivesse fim. O castanho finalmente havia escutado a voz de Blaine, e era perfeita. Kurt nunca havia escutado uma voz que o fizesse querer escutar mais e mais, sem parar e sem fim. Blaine estava no caminho certo para seu futuro. E com certeza aquilo havia sido para Kurt e o castanho não estava se iludindo, principalmente porque desde que Blaine cantou o primeiro verso até e o ultimo, o moreno só olhou para Kurt e as vezes para as teclas.
Quando Blaine se levantou para agradecer, o moreno colocou a mão direita no peito. Kurt notou alguma coisa de diferente, até que estreitou os olhos.
– Espera, cadê a aliança dele? – Blaine não estava usando aliança. – Desde quando ele não está usando esse anel? Ele não estava usando hoje cedo?– Kurt pensou um pouco. – Meu Deus... Eu acabei com o relacionamento de Blaine. Blaine terminou com o namorado dele porque eu beijei ele hoje cedo; terminou com ele, escolheu outra música para cantar paramim, não está usando mais a aliança. Por isso o tal namorado “perdeu” o voo. Blaine terminou com o namorado dele por mim. –Kurt colocou a mão na frente da boca entre aberta e encarou o chão com os olhos arregalados. – Que merda eu fiz agora...
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