American Boy
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Kurt e Blaine haviam trocado contatos e agora se mantinham quase vinte e quatro horas por dia, apesar de terem se passado dois dias depois que os dois haviam se conhecido. Os garotos se davam bem, e Kurt realmente gostava dele, mas tinha medo que isso aumentasse e acabasse com uma amizade.
Era quarta-feira de manhã e Kurt teria os dois períodos com Blaine. O inglês já estava de banho tomado, porém se encontrava com uma toalha enrolada na cintura quando recebeu uma mensagem de Blaine. O castanho desbloqueou o celular e conferiu a mensagem.
“Bom dia, melhor novo-amigo-de-faculdade-que-todos-os-calouros-deveriam-ter. Sou um cara de sorte por ter você, Kurt.”
Kurt tentava processar se realmente havia recebido aquela mensagem e se aquilo era uma cantada. O castanho começou a andar de um lado para o outro para pensar numa resposta que pudesse chegar ao nível da mensagem de Blaine. Depois de pensar em milhares de opções, Kurt acabou se lembrando de que Blaine tinha um namorado e se tivesse alguém com quem esse cara deveria brigar, seria somente com Blaine, porque Kurt não teria culpa nenhuma.
“Bom dia, Blaine. E obrigado (x”
Kurt havia conseguido calar Blaine, porque o moreno não mandara mais nada. O castanho suspirou e voltou a se arrumar. Kurt colocou um par de botas pretas, assim como as calças e a camisa, vestiu um casaco branco que ia até o joelho, no qual ficou de castigo de tão alto que foi o preço, e envolveu o pescoço com um lenço azul-turquesa para combinar com a cor dos olhos. O garoto se perfumou, pegou a bolsa com tudo que iria precisar para a aula de canto e dança.
– Bom dia, monstrinhos. – Disse Kurt ao adentrar na cozinha, deixando a bolsa em cima da bancada e sentou com Rachel, esperando Finn fazer os ovos.
– Bom dia, irmãozinho. – Disse Finn sem tirar os olhos da frigideira.
Rachel havia começado a falar com o castanho, quando o celular do mesmo vibrou novamente e resolveu conferir, não ouvindo o que Rachel dizia.
“Em cinco minutos chego em sua casa. Sim, vou te levar à escola. ;)”
– Kurt?! – Chama Rachel enquanto o castanho continuava olhando para o celular sem saber o que dizer e sem o que pensar. – Kurt! – Rachel gritou chamando a atenção até de Finn.
– Aahn... Oi! Oi? Espera... É. Oi? – Kurt perguntou olhando confuso para Rachel. Finn voltou aos ovos e encarou isso como mais um dia normal. – Diga, Rachel. – Disse Kurt colocando uma mão na bochecha e o cotovelo no balcão. Agora Rachel tinha toda a atenção do castanho. Ou quase.
– Como eu estava dizendo... Como foram seus dois primeiros dias? Como você sabe, não tive muito tempo para ficar dentro de casa, porque estou atrás de testes e mal nos vemos na escola. Me conte como foi. Algum gatinho? Alguma vadia que merece conhecer a Santana e seu estilo Lima Heights?
– Ah... – Kurt ficou de frente, olhando para as costas do irmão que ainda continuava cozinhando. – Foram legais... Eu acho. — Kurt não sabia o que responder ao certo. – Conheci Blaine, um calouro. Ele é bem legal... – Kurt viu o olhar de Rachel. – Sem esse olhar! Ele namora. Tem aliança e tudo mais, mas eu não quis entrar em detalhes sobre isso com ele, afinal era o primeiro dia. E não precisamos da Santana e seus métodos de tortura — Kurt encarou as costas do irmão e fechou um dos olhos para o que iria dizer. – E... Estou tendo aula com a família Smythe
Finn praticamente jogou a espátula em cima da frigideira, causando que a mesma pulasse em cima da boca do fogão. O ex-jogador se virou e apontou o dedo para o rosto do irmão, enquanto a outra mão estava na cintura.
– Se aquele velho aparecer com aquela proposta absurda de novo... Kurt... E-eu não sei do que sou capaz de fazer com ele. – Finn tinha os olhos vermelhos.
Na hora que Kurt ia falar alguma coisa, seu celular tocou e o nome “Blaine” apareceu na tela. Obviamente o castanho se tocou que haviam se passado os cinco minutos e que Blaine estava na frente do prédio.
– Tenho que ir, Blaine vai me levar hoje... Tchau, Rach. Tchau, maninho, não fique preocupado comigo. – Disse o castanho recolhendo a bolsa, guardando o celular e correndo para a porta, evitando quaisquer comentários a mais.
– Espera! – Gritaram Rachel e Finn.
– Tchau! – Kurt falou do outro lado da porta. Não era que o castanho estivesse explodindo para ver Blaine, ele só não queria ver as juras de ódio do irmão, ele sabia se cuidar.
– Viado! – Chamou Rachel.
– Ei! Ele não está aqui, mas eu estou! – Repreendeu o garoto. – Mais respeito com os irmãos alheios.
– Eu apenas quero saber, porque esse tal Blaine veio buscar ele e sabe onde nós moramos, sendo que seu irmãozinho nos diz que não é nada, e que esse cara até namora. Preciso saber de coisas, Finn. – Falou Rachel com as duas mãos no balcão encarando o namorado.
– Você saberia que Kurt saiu com ele ontem e que Blaine deixou Kurt aqui em casa, se passasse mais tempo em casa.– No fundo Finn estava se queixando da ausência da morena. – E sobre Blaine namorar, já não é comigo...
– O que eu ando perdendo, meu Deus? – Disse a morena com o antebraço em cima do encosto da cadeira e olhando para a porta, onde Kurt acabara de sair.
– Que cheiro... Meus ovos! –O garoto foi tentar salvar o café da manhã. Por sorte ainda estavam salvos.
– O que têm eles?! – Rachel virou bruscamente para o namorado. A morena achava que havia perdido mais alguma coisa.
– Rachel... Não são esses, querida... – Finn virou apenas da cintura pra cima e encarou a morena com uma sobrancelha levantada.
– Ah... – A garota estava com as bochechas coradas. – Em outros tempos ele teria entendido errado. Droga!
[...]
– Sua carruagem está à sua espera, senhor. – Disse o moreno fazendo reverencia com a porta do carro aberta.
Blaine não simplesmente poderia morar na rua mais conhecida de toda Londres, ele tinha que ter, provavelmente, o melhor carro da cidade.
– Se você me disser que roubou esse carro, eu vou ficar mais tranquilo do que se me disser que foi seu pai quem lhe deu isso. – Falou o castanho encarando de boca aberta a Land Rover preta de Blaine. Mesmo morando em Londres desde que nasceu, Kurt não tinha um carro tão potente igual ao de Blaine, que iria ficar apenas alguns meses. Kurt nem tinha um carro pra ser sincero.
– Eu sei, eu sei. – Dizia Blaine enquanto Kurt entrava no carro. Assim que Kurt se sentou no banco do passageiro, a porta se fechou e viu Blaine atravessar o carro e abrir a porta do motorista. – Mas meu pai é cismado com essas coisas. – Disse o moreno dando os ombros e descansando o antebraço direito em cima do volante e encarou o castanho. – Eu estou morrendo de fome. Vamos tomar café? – Perguntou o moreno.
– Como ontem fui proibido de pagar a conta do jantar, hoje eu pago o café da manhã. Temos um trato? – O castanho estendeu a mão. Blaine ficou olhando fixamente para ela.
– Sabe Kurt... Não é porque minha casa é na rua mais conhecida ou meu carro é caro, que eu vou deixar de aceitar comida de graça. Temos um trato. – O moreno apertou a mão de Kurt. – Algum local bom?
Kurt ficou pensando quando viu o irmão e a amiga saindo pelas portas do prédio. Kurt sorriu para o casal que se abraçavam tentando fugir do frio.
– Conhece o “Bonjour, Oliver”? – Perguntou o castanho desviando o olhar do casal na ultima palavra e encarou Blaine com um sorriso sacana.
– Vamos de “Bonjour, Oliver” então. – Disse o moreno colocando o cinto e ligando a ignição. Kurt continuava sorrindo.
[...]
O carro seguiu por volta do pequeno café, que por menor que fosse, tinha drive-thru. O moreno entrou no estacionamento, circulou por de trás do café e seguiu para o lado esquerdo do café e estacionou em frente a cabine.
– Sou Finn Hudson, qual seu pedido? – Como Kurt havia previsto. Mandar Blaine por um caminho mais longo, assim Finn chegaria primeiro ao café.
– Obrigado pernas de um metro e meio.– Pensou o castanho enquanto Finn virou para o carro. O ex-jogador não conseguia ver o rosto do irmão e Kurt duvidada que o mesmo havia reparado na roupa dele.
– Um latte médio, duas rosquinhas de morango e duas de chocolate. Kurt? – Finn parou de anotar na máquina dos pedidos e olhou para dentro do carro.
– Oi, Zé Ruela. – Disse Kurt se abaixando para ver o irmão.
– Kurt? O que você está fazendo aqui? E... E quem é esse? – Finn dava umas olhadas para trás para ver se o gerente se aproximava.
– Eu mesmo. Comprando café...? O Blaine, oras. Quem mais poderia ser? – Blaine encarou Kurt, enquanto o castanho encarava o irmão.
– Vo-vocês se conhecem? – Perguntou Blaine.
– O bocó de avental ai, é meu irmão. Diga “oi”, Finn. – Respondeu ao amigo e depois falou com Finn.
– ... Oi, prazer... Eu acho. – Disse Finn. – Já volto com os pedidos. – Então o moreno sumiu dentro do café.
– Ei! Hm... Finn! O café de Kurt. – Mas o moreno já estava lá dentro.
– Ele sabe. – Respondeu Kurt dando uma piscada involuntária.
– Você é mal. – Disse o moreno
– Nem vem, o projeto de jogador de basquete ai, não é dos mais amáveis. – Disse Kurt.
– Quatro rosquinhas e dois cafés. Vinte e cinco reais. – Disse Finn entregando a caixinha com as rosquinhas e os cafés. Kurt pegou a bolsa, e de dentro da carteira tirou o dinheiro.
– Tchau Finn, foi um prazer. – Disse Blaine acelerando o carro sem dar direito do mais alto responder.
– Achei que tínhamos um trato. – Kurt encarava Blaine em meio aos fios de cabelo que caiam sobre os olhos do castanho, ainda paralisado e com a cabeça inclinada.
– Regra número um: Não faça tratos com desconhecidos. – Blaine dizia enquanto girava o volante, dobrando a rua.
– Depois de nos conhecermos, depois de me falar onde mora, depois de me levar para jantar e ainda pagar minha comida, depois de saber onde eu moro, depois de levar de carro para escola, você quer me dizer que depois de tudo isso, não posso fazer tratos com um desconhecido, que no caso é você? – Perguntou Kurt com os olhos semicerrados e tomando um gole do seu café. Kurt pensou em mencionar o banho, mas achou melhor não.
– Sim. – Blaine tirou por um segundo os olhos do transito e sorriu para Kurt.
– Imbecil. – Kurt sorriu para o copo. Quando o castanho olhou melhor para o copo e leu o que Finn havia escrito. – Olha isso. – Kurt mostrou o copo com os dizeres: “Bocózinho”. Blaine riu – Eu disse que ele não era dos mais amáveis.
– Bom, o meu ele foi mais direto. – Blaine apontou com a cabeça para o copo. Kurt ficou vermelho no exato momento que leu. Por sorte não cuspiu o café no para-brisa.
“Cunhadinho.”
– Eu vou te matar quando chegar em casa, Finn. – Pensava Kurt.
[...]
Os dois haviam chego na hora para escola. O primeiro período havia passado rápido. Sebastian estava quieto hoje e o senhor Smythe não havia dito nada no final da aula.
– Boa aula. – Disse Sebastian dando um beijo casto e demorado na bochecha de Kurt. Aquilo foi uma surpresa para o castanho, que preferiu não demonstrar. Blaine apenas assistia tudo em silêncio. Kurt deu um sorriso sem mostrar os dentes e apertou os olhos, aquilo poderia ter sido julgado como um sorriso falso.
Como os dois ainda teriam a próxima aula juntos, aproveitaram para ir para os chuveiros.
– Bom, você já conheceu Finn e logo vai conhecer Rachel. Nada mais justo do que eu conhecer o quase-famoso casal, Nick e Jeff. – Disse Kurt enquanto caminhava com Blaine pelo corredor.
– Concordo totalmente. Eu poderia levar eles para o Callbacks? – Perguntou o moreno. Kurt concordou com a cabeça e mais uma vez se arrependeu da resposta logo depois.
–Seu mongo, irão pensar que é um encontro de casais... Se Blaine não levar o namorado dele, porque você vai se tornar o castiçal da noite. Animal!– Kurt se xingava em pensamento enquanto andava pelos corredores.
[...]
Depois de tomarem banho, onde Kurt nunca ficou tão constrangido em ser desastrado e derrubar o sabonete três vezes seguidas. Os dois também almoçaram e estavam se dirigindo para a sala de canto.
– Chegamos. – Disse Kurt indicando a sala onde havia alguns alunos. Os dois se sentaram e esperaram o professor do segundo período de quarta-feira chegar.
– Estou cada vez mais maravilhado com essa Universidade. Isso daqui é enorme. – Blaine olhava para o teto e para a acústica da sala.
– Você não viu a sala circular ainda. Ela é a coisa mais incrível disso aqui. – Disse Kurt também olhando para o teto.
– A coisa mais incrível desse lugar é você. – Kurt desceu o olhar e viu Blaine lhe encarando. Kurt não soube o que dizer, nem fazer, o garoto não havia nem corado, só encarava Blaine.
– Bom dia, alunos. – Disse o professor entrando na sala. Kurt agora estava com todas as atenções para o homem, enquanto Blaine não tirou os olhos de Kurt. – Sou August Smythe. – Alguns alunos no fundo da sala gritaram para o professor. O homem apenas sorriu e fez um sinal de “menos” com as duas mãos para os alunos. – Bom, vejo que sou um pouco conhecido aqui. – O homem sorriu e então viu Kurt na primeira fileira, junto a um rapaz. O Smythe sorriu e balançou a cabeça para Kurt, que retribuiu o aceno que substituía um “oi”.
– Kurt... Esse é o-
– Sim, o outro pai de Sebastian. O melhor professor de todos e o terceiro homem que mais admiro depois do meu pai e Finn. – Kurt não tirava os olhos do professor. Blaine achou aquilo meio estranho, mas resolveu ficar quieto.
– Quero ouvir a voz de vocês. Então vamos começar. – O homem foi até sua mesa que ficava no canto direito da sala e se sentou sobre a mesa, pegando alguns papeis com os nomes dos alunos. – Provavelmente não vamos escutar todas as vozes hoje, mas vamos tentar... – O homem conferiu a folha. – Ótimo, o aluno que mais admiro...
–Nem lembrava que Sebastian estava nessa aula. – Sussurrou Blaine para Kurt. Kurt ainda não tirava os olhos do professor, assim como o homem não tirava os olhos de Kurt.
– Kurt Hummel, venha nos acalmar com sua voz.
Kurt suspirou, se levantou, caminhou até a banda e sussurrou a música e voltou para o meio da sala encarando os cinquenta alunos que ali tinha.
– Quem não me conhece, meu nome é Kurt Hummel. Quem me conhece é o mesmo nome, ele não muda. – Kurt tirou sua tensão dos ombros quando ganhou gargalhadas da sala. – Sou do segundo ano e hoje vou cantar “Being Alive”.
Blaine sorriu ao saber da escolha. Os primeiros acordes invadiram a grande sala e Kurt fechou os olhos, se concentrando nas suas dores para canta-la.
Someone to hold you too close.
Someone to hurt you too deep.
Someone to sit in your chair
To ruin your sleep.
Blaine havia visto como era linda a voz de Kurt, mas o moreno agora via que o castanho conseguia mudar o tom de voz conforme a música que ele cantava. Nessa música Kurt soava mais grave, mas mesmo assim angelical.
Someone to need you too much
Someone to know you too well
Someone to pull you up short
To put you through hell
Kurt definitivamente era a coisa favorita de Blaine na LU e August estava certo: Kurt era realmente uma pessoa a ser admirada. Mas não por algumas pessoas, pelo mundo. O mundo precisava conhecer Kurt Hummel.
[...]
Being Alive.
Kurt sustentou a ultima nota como ninguém. A sala explodiu em aplausos ao pequeno menino com um poder vocal tão forte que expandia para fora de si. Blaine aplaudia tão freneticamente, sendo capaz de quebrar os braços.
Kurt abriu os olhos, revelando o azul-aquarelado por conta de algumas lágrimas que haviam se formado.
– Maravilhoso, Kurt. Pode se sentar, por favor. – Falou o professor atrás de Kurt. Assim o castanho fez. Blaine pensou em dizer algo, mas Kurt estava tão perdido em seus pensamentos que Blaine resolveu ficar em silêncio.
[...]
Até o final da aula Kurt já havia voltado ao normal e conversava com Blaine sobre os colegas de classe e suas apresentações. Blaine ainda não havia se apresentado, então Kurt ficara mais curioso para saber como era a voz do moreno.
– Obrigado, Tobby. – Disse August agradecendo ao aluno e tomando o centro da sala. – Bom pessoal, por hoje foi isso. Sexta-feira vai ser nossa próxima aula, então vejo vocês até lá. — Kurt e Blaine pegaram as bolsas e se dirigiram para a porta. – Kurt, preciso de um minuto do seu tempo, por favor. – Disse o professor antes que o aluno sumisse no meio dos outros.
– Blaine... Me espera lá fora, por favor. Isso não vai demorar. – Disse Kurt ao moreno, que estranhou, mas foi. Kurt se aproximou da mesa do professor. – O que o senhor deseja, senhor Smythe? – Perguntou Kurt de cabeça baixa.
– Kurt... — O homem fez um barulho com a língua seguido de um suspiro. – Você não precisa fazer isso, tudo bem? Não apague seus dois últimos anos. Sebastian, Robert e eu gostamos muito de você... Eu te disse como as coisas ficaram depois daquele inverno. Kurt... Só... Por favor... Dá uma chance. Talvez você tenha se enganado, talvez aquele amor ainda esteja em você. – Disse o professor se aproximando do aluno.
Kurt respirou fundo e deixou a lágrima rolar pela bochecha corada.
– Eu fiz a minha decisão e ela não vai voltar atrás. O que aconteceu dezembro passado, não tem mais volta. – Kurt olhou os olhos verdes do professor, de quem Sebastian herdou, sussurrou um “com licença” e saiu, deixando o professor arrasado para trás.
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