Notas iniciais
Olá. Não postei ontem porque meu dia foi mais corrido que de uma pessoa que trabalha. To meio "risos" com uma coisas que eu to vendo ai e isso só tá me dando mais ideia pra fics e tal. Dedico esse capítulo para a KlaineManic, que recomendou a fic. Vocês deveriam imitar o gesto de amor e caridade ♥ Nos gifs, Kurt é representado pela mulher e quando só tem uma pessoa no gif, são os dois juntos Boa leitura.

Kurt não sentia mais aquela vontade de frequentar a LU novamente. O castanho havia tirado um grande peso de suas costas, mas outro havia surgido e tinha nome e data de nascimento: Blaine Anderson. O casal não se falava desde a última “briga”. Eles não se falavam, porém se viram praticamente em todas as aulas em que tiveram na universidade.

Mas Kurt havia aprendido algo sobre seu namorado: que o moreno era mais cabeça dura do que ele pensava. Em uma das aulas, Kurt sentiu como se alguém tivesse lhe encarando e quando olhou para trás, reparou que era Blaine quase o queimando com os olhos, mas quando viu que Kurt olhava para ele, voltava a prestar atenção no professor.

Blaine não havia nem dado um telefonema ou uma mensagem, então Kurt concluía que o moreno estava muito bravo, mas pelo menos tinha a esperança que as coisas mudassem quando chegasse domingo.

Apenas em citar “domingo”, Kurt já ficava apreensivo. Ele além de estudar, ensaiava todos os dias na casa de Sebastian, que por sua vez, dava toda a atenção que Kurt precisava e ajudava a superar o silencio de Blaine. Mas quanto ao lado profissional, a coreografia estava perfeita. Os dois já haviam ensaiado de cor e salteado todos os passos, as vozes dos dois estavam incríveis, eles conseguiram recuperar a sincronia perfeita que um dia existiu na velha sala do Glee Club.

[...]

Ai meu Deus. – Pensava Kurt enquanto encarava o teto na manhã de domingo, dia vinte e três de dezembro, dia do Festival de Inverno. Dentro de poucos minutos o castanho deveria se levantar para começar o dia mais agitado e importante de todo o semestre.

– Bom dia, flor do dia. Literalmente. – Disse Rachel entrando dentro do quatro com uma bandeja de café da manhã e com Finn logo atrás, segurando duas canecas.

O castanho se sentou na cama e sorriu levemente para a cunhada e para o irmão. O casal sentou na cama do inglês e Rachel colocou a bandeja no colo de Kurt.

– Bom dia, irmãozinho. – Disse Finn ao entregar a caneca rosa de Rachel com a letra “R” e Finn continuou com uma azul com a letra “F”; coisa que Kurt teve que se concentrar para não ofender e acabar causando discórdia.

– Obrigado pessoal. – Kurt olhou para caneca verde em sua bandeja, e orou aos céus que ela não tivesse a inicial de seu nome. – Isso realmente vai servir para acalmar meus nervos. Antes de vocês entrarem eu estava... Enlouquecendo. – Confessou o castanho tomando um gole de seu café e tomando muito cuidado para não ver algo que não queria.

– Imaginei. – Soltou a judia. – Quando cantei pela primeira vez no Festival de Inverno foi a mesma coisa. – Terminou se gabando.

– O problema é que essa é minha segunda e eu não estou concorrendo a nada. – Disse Kurt tentando disfarçar a ironia bebendo o café. Rachel mal pode perceber.

– Enfim, já tem seu dia planejado? – Perguntou Finn.

– Bom, vou me arrumar aqui em casa, ensaiar no teatro, ver Blaine e por fim, me apresentar. Vai ser bem corrido, mas eu consigo. – Disse Kurt.

– Te preparei, ovos, bacon, torradas, tem algumas frutas e seu café. – Finn disse indicando as coisas dentro da bandeja. Kurt aproveitou e começou a comer as frutas que tinham, morango, mirtilo e outras. Finn sorriu sem mostrar os dentes para Kurt e começou a se levantar juntamente com Rachel. Kurt continuou comendo até que Rachel parou no meio do caminho.

– A propósito, gostou das canecas? – Perguntou a baixinha indicando a dela. Kurt ficou por um tempo pensando no que diria, por sua sorte, ele tinha um morango em sua boca, então como resposta usou os polegares.

Rachel saiu toda sorridente enquanto Kurt rolava os olhos.

[...]

– Cinco, seis, sete, oito. – Dizia um dos alunos de outros anos.

– Sinceramente eu não sei qual o pior: nós termos que cumprir horário aqui, sem nem fazer nada; não poder ensaiar ou ficar vendo os outros ensaiar. – Sebastian acabara de se sentar ao lado de Kurt. Os dois estavam em meio aos bancos do auditório da LU. Todos os alunos teriam que ficar lá até a noite, ensaiando; menos Kurt e Sebastian, para manter a surpresa.

– Ah, com certeza ter que fazer hora. – Kurt riu bem baixo. – Se eu pudesse estaria em casa, no meu quarto, na minha cama, dormindo e quando chegasse a hora de apresentar eu viria, porque ficar aqui vendo todo esse pessoal se apresentar me deixa mais nervoso e ansioso.

Os dois ficaram em silêncio e assistiram o próximo ensaio, que por sinal, era da aula de Robert, quem teria Blaine. Os alunos se posicionaram, assim como o namorado de Kurt. O castanho sentiu um orgulho tão grande do seu pequeno.

O moreno não tinha visto Kurt desde que havia chegado. Kurt chegou ás oito e Blaine ás dez. Blaine olhou para onde Kurt estava, o castanho mandou um sorriso e Blaine abaixou a cabeça e esperou a música começar. Kurt desfez o sorriso. Ele tinha dúvidas de que Blaine tivesse terminado com ele ou dando um tempo. Ao fim de “Counting Stars”, que não havia sido um solo de Blaine, todos aplaudiram, menos Kurt. O castanho não tirava os olhos de Blaine, mas o moreno olhava para os pés, conversava com um aluno, olhava para os holofotes, menos para Kurt, mas só de olhar a primeira fila, Blaine sabia que o namorado ainda o encarava.

Blaine e os outros alunos desceram do palco e foram para o camarim. Kurt se levantou e foi em direção as escadas.

– Kurt onde você vai? – Perguntou Sebastian. Kurt nem se preocupou em responder. – Kurt, não! – Gritou Sebastian, mas era tarde demais.

Kurt não estava bravo com Blaine, ele só queria uma explicação, porque aquela situação já estava ficando insuportável. Kurt desceu todos os degraus, atravessou o palco e abriu bruscamente as cortinas que davam acesso aos camarins. O castanho ficou olhando entre as salas, até que viu Blaine conversando com algumas pessoas. Kurt foi em direção ao namorado, mas quando o moreno reparou nele, começou a se afastar.

Kurt assim que viu Blaine saindo de fininho, o empurrou dentro de uma sala pequena, que por sorte estava vazia. O castanho trancou a porta atrás de si e cruzou os braços em frente a porta. Blaine parecia um cachorrinho encurralado, mas ainda não encarava os olhos de Kurt.

– Posso saber porque ainda continuamos assim? – Kurt tinha a cara tão fechada, que em menos de um minuto sua sobrancelha e lábios doíam de tão franzidos. Blaine continuou quieto. – Eu estou falando com você, Blaine. – Kurt respirou fundo e fechou os olhos. O moreno se manteve quieto. – Blaine! – Kurt bateu os pés e Blaine se assustou.

– Porque precisamos de um tempo. – Falou Blaine quase inaudível.

– O que? – Antes que Blaine pudesse dizer algo, Kurt o interrompeu. – Um tempo? Sem nem ao menos me comunicar? Blaine somos um casal, precisamos tomar decisões juntos e conversar sobre tudo. – Kurt se alterava. Blaine finalmente olhou nos olhos de Kurt, porém nada amigável.

– Oh, jura? E porque você não me disse sobre a droga do seu relacionamento com Sebastian? – Blaine jogou o lanche de alguém que estava em cima da mesa, no chão.

– Blaine, temos meses de namoro e te contar um coisa que eu tinha vergonha e nojo, não é fácil. Não é algo como: “Hey, bom dia. Sabia que meu ex-sogro praticamente abusava de mim?”; era algo que precisava de tempo. – Blaine colocou as mãos na cintura e a ponta da língua na bochecha. – E outra, você sabia que estávamos indo muito cedo, esses certos tipos de coisa com certeza iriam passar. Eu não sei tudo sobre seu passado, mas nem por isso eu te cobrei. – Blaine começou a entender um pouco do lado de Kurt, o moreno pensava em algo para falar. Kurt começou a se aproximar, mas Blaine estendeu o braço.

– Não, eu preciso colocar minha cabeça no lugar, se fizermos isso agora, nunca iremos por um ponto final nisso. – Disse Blaine.

– E quando vai ser isso? – Kurt estava agoniado.

– E-eu realmente não sei. — Kurt bateu as mãos na lateral das coxas e colocou o indicador e o polegar entre o nariz.

– Quer saber? Quando terminar de pensar se eu te mereço, me procure, porque eu realmente quero continuar com o que nós temos. – Kurt colocou a mão na maçaneta, mas se virou. — Qualquer que seja sua decisão, me conte e não se esqueça que enquanto nada está terminado, ainda sou seu namorado.

– Digo o mesmo sobre você e Sebastian. – Blaine retrucou.

O castanho abriu a porta pra dar de cara com metade do espetáculo escutando a discussão de casal. O casal quase deixou o queixo cair. Até Sebastian estava no meio.

– O que é? Vão assistir alguma coisa naquela droga de televisão. Bando de desocupado. – Kurt saiu no meio da multidão empurrando todo mundo e Sebastian foi atrás. Agora era Blaine o alvo de olhares.

– O que é, caralho? Vão ensaiar. – Blaine se segurou para não rir dos olhos arregalados e da correria.

[...]

Finalmente quando o sol já tinha se posto, centenas de pessoas estavam nos bancos do auditório, metade das salas haviam se apresentado, Kurt se encarava no espelho para seu momento.

Você consegue. Você não escolheu ser ator atoa. Você tem garra, você tem força de vontade. Você consegue, Kurt! Você subirá naquele palco, cantará e dançará como se fosse filho do sol e da lua, e seu brilho e beleza encantarão quem colocar os olhos sobre você. – O castanho tinha o queixo erguido, e tinha uma posição forte e ereta.

O rapaz já estava em sua camisa branca suja, cueca box preta e sapatilha. Ele estava incrível. Aquela posição de superioridade caia bem sobre ele, e as luzes do espelho só ajudavam. Kurt se acalmou no momento exato que Sebastian colocou sua cabeça dentro do camarim. O outro castanho vestia uma camisa preta, cueca box branca e a sapatilha.

– Achei que você gostaria de ver Blaine dançar... – Kurt apertou os lábios e assentiu freneticamente.

Os dois vestiram roupões para manter a surpresa do figurino, mesmo que fossem poucas roupas, e foram para o auditório. Kurt e Sebastian eram as estrelas da noite e quando eles saíram de trás das cortinas que ficavam do lado palco, não teve como eles não serem observados. O castanho mantinha a cabeça baixa o tempo todo e segurando o roupão e Sebastian o seguia.

O auditório é cortado em três. Três fileiras de cadeiras e duas escadas entre cada uma. Em frente a primeira fileira, há um bloqueio, onde Kurt e Sebastian se prendiam entre o bloqueio e a parede. Eles não conseguiam ver muito do palco, mas era o suficiente para ver Blaine. O castanho não conseguiu ficar sem sorrir ao ver o pequeno Blaine em cima do palco, com os holofotes sobre ele e a cara de sério.

Os alunos ficavam todos espalhados pelo palco, totalmente eretos, com a visão reta e todos estavam de preto. Kurt olhou para trás e encontrou seu pai, Carole, Finn, Rachel, Jeff e Nick na plateia.

A primeira parte seria cantada em acapella em um coro.

Lately, I've been, I've been losing sleep
Dreaming about that things we could be
But, baby, I've been, I've been praying hard
Said, no more counting dollars
We'll be counting stars, yeah, we'll be counting stars

No momento seguinte, a música entrou em uma batida mais forte e a dança começou.

[...]

Ao fim da apresentação, todos aplaudiram. A apresentação tinha ficado realmente boa, mas poderia ter sido melhor, os ensaios conseguiam ser melhores, mas todos pareceram gostar. Kurt e Sebastian foram correndo para de trás das cortinas, já que haviam visto o que queriam.

Quando Kurt abriu as cortinas e deu com Blaine descendo os degraus do palco, sua única reação foi abaixar a cabeça e seguir o fluxo que iam para os camarins. Blaine se perguntava o que havia debaixo daquele roupão.

[...]

Kurt se encontrava de um lado do palco e conseguia ver Sebastian do outro. Finalmente havia chegado o tão esperado momento da noite. Não que os alunos não fossem importantes, mas as pessoas queriam repetir a dose do ano passo e descobrir o que Kurt Hummel e Sebastian Smythe trariam para o público.

Agora com vocês, Kurt Hummel e Sebastian Smythe.

O homem saiu do palco e passou por Kurt desejando merda. Kurt nem respondeu, apenas subiu no palco e ficou no centro, sentindo os holofotes o cegarem. Foi um choque para a maioria Kurt novamente aparecer semi nu no palco.

Você consegue. – Kurt respirou fundo e a música foi solta.

Kurt:
Party girls don't get hurt
Can't feel anything, when will I learn
I push it down, push it down
I'm the one "for a good time call"
Phone's blowin' up
They're ringin' my doorbell
I feel the love, feel the love

Logo em seguida entrou Sebastian dentro do palco, como se estivesse caindo.

Sebastian e Kurt:
One, two, three, one, two, three, drink
One, two, three, one, two, three, drink

Sebastian agarrou o peito, ombro e pescoço de Kurt.

One, two, three, one, two, three, drink

Sebastian girou a sua própria cabeça e a de Kurt com a ajuda da mão no queixo do menor, quando os dois olharam para a plateia, tinham os olhos arregalados e um sorriso louco. Praticamente perturbados.

Throw 'em back, till I lose count
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night
Feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier

Os dois misturavam passos de ballet e ballet contemporâneo. Uma mistura que realmente misturava bem com as expressões dos olhos, do corpo, a escolha da roupa e principalmente da música. Quem não os conhecesse, diria que os dois realmente estavam sobre efeito de entorpecentes. Kurt arregalava tanto os olhos e sorria tão falsamente, que nem parecia ser ele mesmo.

And I'm holding on for dear life
Won't look down won't open my eyes
Keep my glass full until morning light
'Cause I'm just holding on for tonight
Help me, I'm holding on for dear life
Won't look down won't open my eyes
Keep my glass full until morning light
'Cause I'm just holding on for tonight
On for tonight
Sun is up, I'm a mess
Gotta get out now, gotta run from this
Here comes the shame, here comes the shame

A evolução dos dois havia sido cem por cento. Jeff, Nick, Carole e Finn não haviam visto a dança do ano passado, se impressionavam com Kurt. O castanho conseguia misturar o canto, dança e atuação; ele se tornava o personagem. Os movimentos eram tão precisos e rápidos, que eram indescritíveis.

One, two, three, one, two, three drink
One, two, three, one, two, three drink
One, two, three, one, two, three drink
Throw 'em back till I lose count

Todos estavam certos em escolher Kurt e Sebastian para o encerramento. Eles eram uma final e tanto. E se tivessem competido, os outros já poderiam ir embora.

I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night
Feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier

Kurt tinha uma elasticidade no corpo, que se completava perfeitamente com a força de Sebastian. A inteligência dos movimentos bem calculados e certos para não serem repetidos. Semanas e semanas haviam valido a pena. Um dos momentos mais incríveis, foi uma pirueta de Kurt, que girou cinco vezes seguidas em ponta, apesar de ousado, por ponta ser usado apenas por mulheres, aquilo havia sido incrível. Os sissones e assembles que eles davam juntos: sempre no mesmo momento, tanto para saltar quanto para pousar, a delicadeza do movimento e a altura, tudo da mesma forma. Uma sincronia perfeita.

And I'm holding on for dear life
Won't look down won't open my eyes
Keep my glass full until morning light
'Cause I'm just holding on for tonight
Help me, I'm holding on for dear life
Won't look down won't open my eyes
Keep my glass full until morning light
'Cause I'm just holding on for tonight

Sebastian ficou no meio do palco, de costas para Kurt. O castanho começou a voltar de onde havia vindo seu peito.

Kurt:
On for tonight
On for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
On for tonight
On for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight
'Cause I'm just holding on for tonight

Kurt olhou para a plateia e ficou em silencio. Os olhos do castanho se encontravam machados, como se ele tivesse chorado e borrado o lápis de olho. Kurt levantou os olhos, respirou fundo e correu para Sebastian, onde pulou sobre as costas do mais alto, cruzou as pernas no quadril do outro e o abraçou. Sebastian continuou da mesma forma, de costas para Kurt, apenas abraçou os braços do outro castanho.

On for tonight
On for tonight

[...]

Depois de serem aplaudidos por três minutos e de pé. Os meninos aguardaram para ver quem os professores haviam escolhido. Infelizmente a turma de Robert não havia ganhado. Kurt nem soube o que sentir quando viu a tristeza nos olhos do namorado, apenas abaixou a cabeça.

Todos foram para o camarim. Ficou uma correria e uma muvuca. Kurt só colocou uma calça, sapatos e recolheu sua bolsa para poder sair logo do camarim. Kurt foi correndo direto para a família, que ainda estavam em seus lugares.

– Kurtie, você é.... – Finn tentava dizer algo, mas nada saia.

– Eu sei, eu sei. Eu sou incrível, talentoso, maravilhoso, estupendo-

– Kurt, pare de se auto bajular, não vão sobrar elogios para mim. – Soltou Burt fazendo todos gargalharem e Kurt corar. – Filho, eu tenho tanto orgulho de você... – Burt foi até Kurt e o abraçou fortemente.

– Kurt, o que foi aquilo, homem? Você é demais! Eu sei que te assisti ano passado, mas você conseguiu ficar anos luz melhor. Você e Sebastian chocaram todos com sua arte. E desde quando você faz ponta? – As vezes Rachel surpreendia por falar tão rápido e não se enrolar.

– Quando eu quero, eu consigo. – Kurt sorriu.

– Kurt, eu entendo bem pouco de ballet, mas aquele sissone com Sebastian foi... Woah. – Disse Carole. Finn e Burt levantaram os dedos. – O movimento que ele fez abertura no ar.

Pode-se um coro indicando compreensão. Kurt sentiu falta de algumas pessoas.

– Onde estão Nick e Jeff? – Perguntou olhando em volta.

– Blaine passou aqui e eles foram embora. E pediu para lhe dizer que você nunca esteve tão impecável. – Respondeu Rachel. Kurt achou aquilo estranho, porque tinha quase certeza que havia sido o primeiro a sair do camarim.

– Enfim, ainda são dez horas, vamos a algum lugar para comemorar. – Disse Burt.

– Pai, eu preferia comemorar em casa. Estou nesse auditório desde as oito, preciso do meu apartamento. – Pediu Kurt.

O velho homem assentiu e todos começaram a se retirar. Dali até o apartamento, Kurt foi conferindo seu telefone para qualquer ligação ou mensagem de Blaine, mas nada aconteceu. Todos conversavam animadamente sobre o espetáculo, as danças, os figurinos e sobre Kurt e Sebastian, mas o castanho se mantinha em silencio.

Kurt ficou um pouco com a sua família, mas não sentia muita vontade de curtir seu sucesso, então quando o relógio indicava meia noite o castanho anunciou que estaria dormindo por estar cansado, mas mal eles sabiam que era pela ausência de Blaine.

O rapaz deu graças aos céus por sua cama estar desarrumada. Ele ficou apenas de cuecas e se jogou debaixo dos cobertores, logo caindo no sono.

[...]

Na manhã seguinte, era véspera de Natal e Kurt acordou com a neve batendo em sua janela. Kurt olhou em volta e se lembrou da noite passada, onde tinha sido a grande estrela da noite. Kurt sorriu por lembrar dos elogios, mas também se lembrou que alguém não estava lá e esse mesmo alguém não tinha dado sinais de vida até o momento que o castanho foi para a cama. Kurt resolveu que ligaria para Blaine, mas pelo telefone de casa, para não correr o risco de ser ignorado.

O inglês digitou os números e esperou o telefone chamar. Logo, foi atendido por Jeff.

– Jeff falando. – Respondeu o loiro do outro lado da linha.

– Jeff, eu gostaria de conversar com Blaine. – Kurt pediu. O telefone do outro lado ficou mudo. – Jeff?

– O-oi? – Respondeu.

– Você consegue me ouvir? E-eu posso falar com Blaine?

– É que Blaine não está mais em casa... – Nesse momento o loiro fechava um dos olhos e coçava a cabeça.

– O-onde ele foi? – O telefone novamente ficou mudo. – Jeff...

– Olha Kurt, Blaine pediu para eu não te dizer nada, mas foi você que ligou, então tecnicamente você perguntou, eu não te disse.

– Para não me dizer o que? – Kurt sentiu o estomago começar a gelar e as mãos vacilando.

– Blaine está voltando para os Estados Unidos.

Notas finais
Músicas: Counting Stars - http://letras.mus.br/one-republic/counting-stars/traducao.html Chandelier - http://letras.mus.br/sia/chandelier/traducao.html Espero que tenham gostado. Recomendem e deixem seu reviews. Próximo capítulo será o ultimo e terá a pequena participação da sinopse da minha nova fic.