Notas iniciais
"Hello everyone, today it's a great day and you know why... Because everyday it's a great day!" Eu sei que era pra ter sido ontem, mas ontem ficou uma bosta e só consegui concluir hoje. (Dê uma nota de 0 a 10 à esse capítulo) Essa fic tá acabando, se puderem favoritar e recomendar, ficarei feliz sabe? PS: Só terá esse e mais dois. Depois que acabar essa fic, talvez Rory continue com o diário dele, ou farei uma nova; tudo vai depender dele. A capa é nova, digam o que acharam.

Sebastian acordou logo cedo com o barulho do alarme que despertava para o castanho ir para a escola. Por vários fatores e um deles sendo Kurt dormindo tranquilamente sobre ele, Sebastian resolveu que faltaria e assim como Kurt.

Quando Sebastian voltou a se acomodar ao lado de Kurt, se lembrou de tudo o que já havia passado nessa vida com o castanho. Dos altos e baixos quando os dois namoravam, da alegria que foi quando os dois conseguiram ingressar para a LU, da felicidade, possivelmente falsa e momentânea, de quando os dois ganharam o troféu no Festival de Inverno.

Sebastian não pode evitar de acariciar o rosto de Kurt. Aquilo era como se ele voltasse para sua antiga casa, quando tinha seis anos. Kurt lhe trazia paz e a tranquilidade antiga. Trazia nostalgia. Sebastian respirou fundo e deitou novamente sentindo o aroma do pescoço de Kurt. Mergulhou no mundo onde a forte luz alaranjada invadia a sala, o barulho de transito já começava, o frio da velha Londres e o calor de Kurt, se misturavam com o grande sorriso do rapaz.

Quando eram quase onze horas da manhã, Kurt abriu um dos olhos e sentiu a forte luz das grandes janelas do apartamento de Sebastian o atormentarem. Kurt nem precisava se lembrar da onde estava, ele conseguia se lembrar da noite de ontem. O castanho olhou para o relógio e viu que havia perdido o horário da escola, por sorte ele não era de faltar muito, então não teria problemas.

Kurt conseguia ouvir os carros, as pessoas, mas também conseguia escutar o barulho de algo sendo frito vindo de dentro da cozinha e concluiu que Sebastian também havia ficado em casa. Kurt deu graças aos céus por Sebastian também ter seu próprio apartamento. O castanho jogou as pernas para fora do sofá e de meias foi até a cozinha.

– Bom-dia-quase-tarde. — Disse Kurt com a bochecha na curva da parede. Sebastian olhou para trás e mandou um sorriso aberto.

– Bom dia. — Sebastian cumprimentou Kurt e voltou para algo que pareciam ser ovos. Kurt sentou na bancada da cozinha, que por sua vez, era bem pequena, diferente da sala. — Resolvi te dar um dia de folga e te preparar um café.

Você resolveu me dar um dia de folga? — Sebastian sorriu e entregou uma caneca com café para Kurt. Kurt tomou um gole. — Jesus, era disso que eu precisava: café puro, amargo e ruim. Um típico café de Sebastian Smythe. — Kurt tomou mais um gole da bebida.

Sebastian não se aguentou e deu risada.

– O mais engraçado é que mesmo sendo ruim, você sempre bebe tudo. — Disse apontando a espátula para Kurt.

– Eu sei! Aí que está o ponto! Você e seu café precisam ser estudados. Porque não é toda coisa ruim que é boa ao mesmo tempo. — Sebastian não se virou para Kurt não pensar como malícia da parte dele.

– Pronto. Temos ovos, bacon e pães. — Sebastian colocou o prato em cima da bancada, pegou sua própria caneca, deu a volta e se sentou ao lado de Kurt. — Um brinde ao melhor café do mundo.

– Um brinde ao cara mais exibido do mundo. — Os dois ergueram a caneca e brindaram.

– Sabe o que eu acho? — Disse Sebastian depois de beber o café. — Talvez meu café não seja ruim e sim, terrivelmente bom.

Kurt parou para pensar um pouco e olhou para Sebastian em seguida com um olhar de "Como nunca pensei nisso antes?". Sebastian apenas levantou a caneca e mostrou seu sorriso torto mais carismático e convencido possível.

[...]

Pareciam realmente os velhos tempos, Sebastian e Kurt ficaram o dia inteiro arrumando a casa, dançando, comendo, cantando, conversando, assistindo filmes, pulando, desfilando e brincando. Aproveitando totalmente o espaço da casa de Sebastian. Mas se alguém perguntasse se eles haviam ensaiado para o Festival, a resposta seria não.

O modo como Kurt e Sebastian se faziam bem era incrível. A forma como as coisas aconteciam tão naturalmente entre eles, e mesmo separados como namorados, eles ainda mantinham aquela relação de melhores amigos.

– Kurt, me lembre de nunca mais fazer isso. — Sebastian respirava ofegante. O rapaz deitou no chão da sala. Kurt fez o mesmo.

– Eu havia me esquecido o quão ruim é fazer esse tipo de coisa. — Disse Kurt, se referindo ao jogo de "Pigue-Pega". Depois de alguns minutos respirando fundo, Kurt voltou a olhar no seu relógio. — Meu Deus, preciso ir embora antes que seja sete horas! Bas, eu preciso ir. — Sebastian pensou um pouco e logo assentiu lentamente.

– Kurt, há algo que eu preciso falar com você antes que você se vá...

Kurt ficou meio confuso mas concordou e se sentou no chão.

[...]

Depois de conversar com Sebastian e afirmar milhões e milhões de vezes que não precisava de uma carona, Kurt voltou para casa com as mãos nos bolsos e pensando em seu fim de semana e sua segunda feira. Enquanto caminhava pelas ruas gélidas de Londres, pensou como em três dias sua vida havia virado uma total confusão. Kurt foi guiado por seus pensamentos até que chegou ao seu ponto final e notou que alguns carros conhecidos. Kurt só não bateu na própria testa porque ficaria muito marcada e não ajudaria nada quando ele subisse para seu apartamento e tentasse explicar. Kurt podia se considerar parcialmente desaparecido.

Graças aos céus eu não sai da casa de Blaine há quarenta e oito horas.– Pensou Kurt. O rapaz limpou os pensamentos e caminhou para porta de entrada do prédio.

O castanho subiu as escadas refazendo tudo o que havia feito nos últimos dias, para que todas as desculpas que o castanho inventasse, não fossem confusas ou erradas. O inglês suspirou, deslizou a porta do apartamento e entrou. Quando fechou e se virou, notou que sete pessoas, até mais do que esperava, o encarava. O castanho não teve reação a não ser ficar encarando o demais.

– Kurt, por onde você se meteu? — Rachel foi direto segurando os braços do amigo e o chacoalhando. — Blaine te ligou ontem a noite, mas você ainda não tinha chegado e isso era às quatro da manhã. Ficamos preocupados. Onde você se meteu? Porque não atendeu nossas ligações? — Questionava a baixinha sem parar.

– Woah, vamos com calma, papai. — Ironizou o castanho tirando o cachecol e colocando no cabide perto da porta. Rachel revirou os olhos e Burt se levantou do sofá.

– Rachel não é seu pai, mas eu sou. — Disse o velho homem. Kurt sentiu que realmente tinha entrado numa fria. — Posso saber porque não atendeu as nossa ligações? Kurt, devo ter te ligado umas cem vezes, e sei que não estou exagerando ou jogando um número qualquer. — Burt agora se portava como um pai autoritário que pouco usou com Kurt.

– Aconteceu um problema com o meu celular... — Kurt olhou para Blaine.

O moreno parecia ter se abalado de verdade. Ele encarava Kurt com um olhar perturbador, tinha os olhos vermelhos de quem havia chorado, olheiras de quem não havia dormindo. Kurt juntou algumas peças e concluiu que Blaine o procurou por todos os lugares, provavelmente achando que deveria ter feito a pior coisa do mundo.

– Afinal de contas, onde você estava, meu filho? — Perguntou Carole examinando o rosto do rapaz. Kurt novamente olhou para Blaine. O moreno mordia tanto os lábios, que foi capaz de deixa-los mais vermelhos do que já são e descascados. Kurt se afastou da madrasta e tirou o casaco.

– E-eu... — Kurt pensou na primeira coisa que veio na sua mente. — E-eu fui assaltado. É-é, f-foi isso. Eu fui assaltado e fui na delegacia fazer um boletim de ocorrência. — Kurt não encarou ninguém enquanto disse as palavras, mas três pessoas sabiam que ele estava mentindo: Finn, Burt e Blaine; mas se mantiveram quietos. Blaine passava as mãos pelos cabelos, pela barba, pelos olhos, não conseguindo engolir nada daquilo.

– E o motivo de não ir à universidade foi...? — Perguntou Finn. O mais alto parecia ter lido a mente de Blaine, mas Burt lia a de Kurt.

– O motivo não importa, o que importa é ele estar bem. — Disse Burt se sentando, respirando fundo e fechando os olhos. Aquilo não havia convencido Finn, que ainda se questionava e não tirava os olhos de Kurt, que por sua vez, nem seria louco de olhar para o irmão.

Depois que um silencio se instalou na sala, Blaine se levantou em suas pernas tremulas e foi até o namorado. Todos assistiam enquanto o moreno abria os braços para o castanho e Kurt repetiu o movimento. Blaine passou os braços envolta do pescoço de Kurt e o castanho segurou a cintura de Blaine.

O moreno chorou silenciosamente no ombro do namorado. Sentindo todo o alívio possível, por ter certeza que não fez a maior burrada da vida dele. Kurt e todos os outros souberam que Blaine estava chorando quando as costas do moreno tremeram. Jeff e Nick se entreolharam.

[...]

Depois que Jeff, Nick, Burt e Carole foram embora, Kurt foi para seu quarto com Blaine. Enquanto Kurt arrumava sua arara com as roupas da semana, Blaine ficava sentando na cama brincando com os dedos. Enquanto Kurt dobrava algumas calças, olhou para o namorado que não parecia muito bem.

– Parece cansado. — Disse Kurt, o olhando.

– Não consegui dormir direito... Quer dizer, eu não dormi essa noite. — O moreno não tirou os olhos das mãos. — Fiquei dirigindo a noite toda tentando te encontrar... — Kurt só não gritou "Eu sabia", porque ficaria estranho. O silencio entre os dois se instalou por mais alguns minutos. — Eu prometo de comprar um celular novo.

– Tudo bem. — Kurt respondeu silenciosamente e chacoalhando a cabeça. Mais alguns minutos se passaram.

– Onde... O-onde você esteve a noite toda? — Agora Blaine olhava para Kurt. Mas o Kurt não o olhava nos olhos.

– E-eu já disse, na delegacia. — Mentiu enquanto ficava de costas para Blaine e fingia arrumar algumas coisas em um blazer.

– Então responde sem gaguejar, olhando nos meus olhos e dizendo a verdade. — Disse Blaine firmemente. — Porque como acabei de dizer, eu te procurei. Hospitais e delegacias foram alguns dos lugares por onde eu passei, e você não estava em nenhum deles.

Kurt sabia que tinha sido pego, então soltou os braços do lado do corpo e se virou lentamente para o americano. Blaine já tinha os olhos marejados. Mas também já tinha a resposta de sua pergunta.

– E-eu... — Kurt mal tinha voz para responder qualquer coisa que fosse.

– Você estava com Sebastian. É bem claro. Quando eu estava naquele carro, eu não sabia se chorava por não te achar e ficar com poucas opções do seu paradeiro ou se era por minha duvidas que você estava com Sebastian só aumentavam. Elas só pioraram quando fui para escola na esperança de que estivesse lá, mas nem você e nem ele estavam na escola. — Kurt suspirou e Blaine fungou abaixando a cabeça. — Kurt... E-eu juro por Deus que eu não sou ciumento, mas não encaro muitas noticias com tanta facilidade e saber sobre o seu passado é uma delas. — O castanho negava com a cabeça e tinha um olhar melancólico, aquele que suplicava para que alguém parasse com qualquer coisa que estivesse fazendo. Quase um alerta que um choro viria. — Foi um baque saber tudo aquilo tudo de uma vez. Me arrependo das coisas que eu fiz e te peço desculpas. Percebi que a pessoa por quem, parte me causava angustia, era quem te consolava. — Kurt se mantinha em silêncio. — Há alguma coisa que você possa me dizer? — Kurt negou com a cabeça. — Diz, eu sei que tem. Por favor, só diz de uma vez... — Kurt colocou a mão na boca e começou a chorar.

– Nós... — Blaine fechou os olhos. — Nós nos beijamos. — Kurt prendeu a respiração, ficou nas pontas dos pés e se afastou, para qualquer que fosse os movimentos de Blaine.

Blaine não fez nada, apenas ficou chorando. Ele ficou aliviado por não ter acontecido coisa pior, mas mesmo assim não era uma coisa que não o abalasse. Kurt tinha medo que ele explodisse a qualquer momento, mas ficou surpreso quando Blaine apenas respirou fundo e se levantou.

– E-eu... — A voz de Blaine nunca pareceu tão diferente da normal. — E-eu vou para a minha casa. Preciso de boas horas de sono. Talvez milhares. Não sei se irei para LU amanhã. — Ele não olhava nos olhos de Kurt.

– Blaine, não... — Kurt correu para o namorado colocando a mão no peito do mesmo. — Você não pode... — Mas Blaine realmente estava falando sério. Ele precisava dormir, e como seriam muitas horas, provavelmente não acordaria cedo para ir à escola no dia seguinte; mas Kurt sequer se deu conta disso, ele apenas pensou no pior.

– Não se preocupe... — O moreno passou por Kurt. — Não tentarei nada contra mim. Por não querer que sua noite seja como a minha noite passada e não saber se vale a pena. — Blaine abriu a cortina, que separava o quarto de Kurt da sal e foi embora.

Kurt sabia que gritar para ele voltar e chorar não era a melhor opção, principalmente sabendo que Rachel e Finn se envolveriam; mas ele talvez se sentisse melhor se Blaine tivesse ficado furioso.

Notas finais
"- Então responde sem gaguejar, olhando nos meus olhos e dizendo a verdade. - Disse Blaine firmemente. - Porque como acabei de dizer, eu te procurei. Hospitais e delegacias foram alguns dos lugares por onde eu passei, e você não estava em nenhum deles." - EU SEI, EU SEI!!!