Notas iniciais
Olá. Não escrevi semana passada por motivos: jogo do Brazel e eu realmente estava com preguiça de escrever (ainda estou). Boa leitura.

Kurt se sentia sozinho novamente, mas não sozinho fisicamente igual ele se encontrava agora, mas dentro dele, como se não tivesse com quem contar nesse momento de angustia; como se dias de seu sombrio passado houvessem voltado. O castanho andava olhando para os pés e conseguia ver a branca neve caindo. Kurt não via pra onde estava indo, afinal se deixou levar com os pensamentos que o rondavam, mas teve que levantar a cabeça, já que as pernas doíam. Ele devia ter andando muito. Por estar nevando, demorou para reconhecer a rua, mas depois de algum tempo, o inglês reconheceu.

Kurt tomou caminho para a casa de onde ele estava perto. Ele devia ter andado por longas horas; porque de ônibus, como era do costume o castanho vir para esse lado da cidade, levava uma hora e meia de viagem, imagine andando; não era atoa que as pernas do castanho estavam doendo. Depois de uma quadra de distância, Kurt parou em frente à um prédio azul, que antigamente havia sido muito frequentado pelo castanho. Ele olhou por um momento, coisa que não fez nas ultimas vezes que veio e sentiu uma nostalgia imensa.

O castanho chamou o dono da casa da rua. Alguns segundos depois, o rapaz olhou pela fresta da cortina e voltou para dentro da casa. Depois de esperar na ponta das escadas, enquanto brincava com os pés, uma figura pouco mais alta que Kurt, também de pele clara e cabelos castanhos, dos olhos verdes e apenas com as calças de um pijama, apareceu ofegante na porta. Kurt levantou a cabeça, para mostrar à Sebastian, seu semblante abalado. Kurt tentou não deixar suas emoções aflorarem vendo o garoto sem camisa. Sebastian correu para o ex e o abraçou, tentando aquece-lo; apesar de Sebastian estar sem camisa e Kurt de casaco. O mais alto guiou Kurt para dentro do prédio.

Os dois subiram as escadas de mãos dadas, Kurt mirava os degraus e Sebastian se controlava para não fazer nenhuma pergunta indiscreta de supetão antes de Kurt se instalar. Por sorte de Kurt, Sebastian morava no primeiro andar, então eles não precisaram subir as escadas por muito tempo.

Com a porta do apartamento que havia sido deixada aberta, os dois entraram no lugar. Kurt entrou e continuou de cabeça baixa, Sebastian fechou a porta e foi de encontro ao castanho. Sebastian guiou Kurt até o sofá e sentaram, juntando as mãos. Os olhos verdes tentavam procurar os azuis de Kurt, mas pelo o que Sebastian conhecia de Kurt, o rapaz estava um tanto abalado demais para se comunicar com tanta facilidade, então aguardou, mesmo que aquilo o deixasse uma pilha. Quando Kurt levantou o olhar para o mais alto, ele abraçou Sebastian e deixou algumas lagrimas caírem, mas Kurt não soluçava, ou se deixava tremer, apenas deixava as lágrimas rolarem junto ao abraço do ex.

Depois de uns bons dez minutos, Kurt se afastou limpando o rosto e respirando fundo. Sebastian voltou a acariciar as mãos de Kurt.

– Pelo menos dessa vez eu não molhei sua camisa. — Kurt ignorou o fato de que o corpo de Sebastian havia mudado. Sebastian deu um sorriso com o canto da boca. — Desculpa estar te incomodando uma hora dessas...

– Não tem com o que se preocupar, Kurt. Já passamos por muitas coisas juntos, somos amigos e você me ligar de noite, não tem problema algum. — Para Sebastian, Kurt poderia ligar a hora que ele quisesse, mas negaria essa verdade até a morte. — Há alguma coisa errada, não é? — Sebastian agora alisava as costas de Kurt.

– N-não, quer dizer, mais ou menos. — Kurt tomou mais ar nos pulmões. — Blaine e eu tivemos, o que pode se dizer como uma briga... E-eu não sai da casa dele nas melhores das condições, então meus pés me trouxeram para cá. — Sebastian não sabia se ficava triste ou feliz, então chacoalhou a cabeça para se livrar dos pensamentos.

– Mas o que foi que aconteceu? — Perguntou Sebastian atenciosamente. Kurt olhou para ele por alguns momentos para que ele imaginasse algo, mas Sebastian as vezes era mais lento do que realmente era. Um dos motivos de Kurt se encantar por ele no passado.

– Bom, Blaine andava bravo por conta dos nossos ensaios nos finais de semana... — Kurt pisava em ovos para contar as coisas sem mistura-las. — Quando eu tinha que vir para cá, eu e ele estávamos ocupados, já que mal tínhamos tempo para conversar, então isso foi irritando ele... — Sebastian esperou por mais, porque havia mais. — E até hoje ele não sabia que eu estava vindo ensaiar com você, então quando ele descobriu que era com você com quem passava meus finais de semana, ele acabou me "pressionando" para contar sobre o nosso, até então, desconhecido relacionamento.

Sebastian engasgou um pouco e precisou de um tempo para pensar.

– Então deixa eu ver se eu entendi: — Kurt sabia que depois dessa frase nunca vinha coisa boa. — Seu namorado não sabia de nosso passado até hoje? — Kurt concordou. — Caraca Kurt, tudo bem que você terminou comigo sem nenhuma razão, mas fingir que nosso relacionamento não existiu é péssimo. — Sebastian se levantou do lado do castanho. — Achei que pelo o que passamos, eu teria um lugar especial; afinal, fomos o primeiro de tudo um do outro.

– Seb... Você ainda tem uma parte especial dentro de mim, sempre terá e esse é o problema. — Sebastian que tinha as costas para Kurt, encarou o castanho.

– Onde você está querendo chegar? — Perguntou o mais alto com as mãos nas cinturas. Kurt tomou folego para a próxima bomba que daria nessa noite.

– Sebastian, eu não disse sobre nós para Blaine, porque o nosso passado ainda mexe de uma forma descomunal comigo. — Sebastian estava começando a amolecer diante as palavras do castanho. — Mas a minha decisão de terminar com você, não foi apenas pelo o que nós dois tínhamos... Na verdade, não foi nem por mim, nem por você... Foi por outra pessoa.

Notas finais
OPA. Enfim, minha decisão de deixar esse curto, é porque ele iria ficar enorme e o outro ficará menos complicado com apenas a Parte2 do segredo do Kurt, por esse fato, talvez eu atualize antes.