Notas iniciais
Olá. Desculpa pelo capítulo passado, é que eu estava drogado pelo sono e minha criatividade só trabalha sã e por conta da rainha Giovana, me lembrou que deveria haver uma reação do Blaine com a aliança. Mais uma coisa, quando o NYAH estava com problemas, foi meu aniversário, me desejem "Feliz Aniversário" nos comentários. Obrigado (: Boa leitura

Kurt e Blaine já se conheciam há três meses, mas parecia que era desde sempre. Os dois sabiam as manias de cada um; o que o outro gostava ou não. Uma vez, Blaine conseguiu adivinhar que Kurt era alérgico a nozes, mesmo sem o castanho ter dito uma palavra sobre aquilo. Blaine apenas disse que havia percebido que o inglês sempre recusava algo com o grão por instinto, então, ele entendeu.

Mas uma das coisas que Kurt jamais imaginaria como seria a reação de Blaine, foi quando o moreno descobriu que Kurt estava usando a aliança de namoro. Foi no mesmo dia em que Kurt conversou Alicia e Wall. O castanho tentava de toda forma mostrar para Blaine que finalmente estava com a aliança, mas o moreno não se tocou. Quando Kurt parou de tentar, foi quando o moreno caiu na real.

Flashback

Kurt continuava na casa de Blaine, estava assistindo televisão deitado no sofá. Em algum momento Blaine surgiu da cozinha com uma vasilha com massa-de-bolo, um avental e uma colher de pau.

– Wow! Eu estou namorando um saco de farinha ou ...? – Kurt se referia ao fato de Blaine estar todo coberto de farinha: bochechas, cabelo, roupa, braços.

– Não amola e prova isso. – Blaine se sentou no braço do sofá e ofereceu a colher para o castanho.

Kurt se ajeitou no sofá, pegou a colher de pau e provou o creme rosa. Quando o castanho abriu os olhos, viu que o namorado tinha os olhos vidrados nele.

– Blaine, por favor, é apenas uma colher, não vai dizer que você imaginou-

– S-su-u... – Dizia Blaine ainda estático.

– Perdão? – Kurt se tornava confuso.

– Vo-você...

– Blaine, se isso for um efeito colateral desse seu bolo, e que logo menos vai me atingir também, você não-

Você está usando a aliança! –Blaine apontou para a mão de Kurt e caiu para trás. O inglês notou que a mão na qual pegou a colher, era a mão que estava a aliança e com a luz da televisão, o metal brilhou mais, o que chamou a atenção do namorado.

– Blaine, agora? Tentei te mostrar isso o dia todo! – Respondeu o castanho tentando enxergar o namorado que estava caído no chão. – Blaine? — Kurt foi de joelhos até a ponta do sofá e olhou para o chão. Blaine havia deixado a massa-do-bolo cair sobre a seu avental e melado todo o chão. Quando Blaine viu que Kurt estava o encarando do sofá, tratou de avançar sobre o menino e beija-lo. – Blaine, saí. Isso é nojen—Kurt mal poderia falar, estava quase sendo sufocado.

– Kurt... Você é o... Melhor. – Dizia Blaine beijando toda a extensão do rosto do castanho. Kurt colocou brutalmente as mãos nos ombros de Blaine e parou o moreno.

– Blaine, olha o que você está fazendo, nos sujando e sujando todo o sofá, sem contar o chão. – Disse o castanho. Blaine cerrou os olhos para o namorado.

– Ou você para de se importar com essas coisas e me deixa continuar ou eu te faço arrancar essa aliança, já, já! – Blaine pareceu totalmente autoritário. Kurt ficou quieto. – Ótimo. Agora vem aqui. – Blaine voltou atacar o Kurt.

Flashback

Era uma segunda feira chuvosa e de algum modo, que nem mesmo ele sabia, Blaine não estava se sentindo bem. Não era como algo físico que precisaria de remédios e sim um pressentimento. Logo cedo, quando acordou com o tal sentimento, ligou para os pais e para o irmão para saber se eles estavam bem e eles afirmaram que sim. Ao desligar o telefone, o americano ainda sentia a sensação, foi quando percebeu que não havia ligado para o namorado. Blaine discou rapidamente o número. Na primeira tentativa ninguém atendeu. O moreno já levantou da cama e começou a vestir as calças. Na segunda, depois de vários toques, o telefonema foi atendido. Blaine parou de vestir a calça e se jogou na cama.

– Kurt? Está tudo bem? Porque a demora? – Blaine estava um pouco esbaforido.

Bom dia pra você também! Sim, está tudo bem... Apenas uma dor de cabeça boba, mas deve ser fome. E eu estava tomando banho, daqui a pouco temos que ir para a escola Blaine, se lembra? E afinal, por que tantas perguntas?

– Bom, eu acordei sentindo algo estranho, como se algo não estivesse no lugar, então decidi ligar para minha família e para você. – Blaine colocou a mão na testa e respirou fundo.

Foi o que eu te disse, apenas uma dor de cabeça. Mas creio que essa sensação de que algo esteja fora do lugar, se dê ao fato de que não nos vimos desde sexta...- Kurt conseguiu ouvir o sorriso de Blaine se abrir pelo o outro lado da linha.

– Talvez seja isso mesmo... – Disse o moreno sorrindo. – Bom, vou tomar banho e passar aí para podermos ir ao “Bonjour, Oliver” e irmos para a escola. Tudo bem para o senhor? – Questionou Blaine.

– Mas com toda a certeza, meu querido namorado. – Os dois riram. – Bom, te vejo daqui a pouco. Beijo, tchau. – Antes mesmo que Blaine pudesse responder, Kurt havia desligado o telefone.

Depois de ter aquele momento onde você viaja por conta do sono por alguns bons minutos, Blaine concluiu que Kurt deveria estar certo. Era apenas saudade do namorado. Blaine estava tentando se enganar. Tentando.

[...]

Blaine e Kurt estavam dentro do carro indo para a escola. As ruas estavam cheias de carros por conta da chuva, então Blaine resolveu pegar um caminho calmo e pouco conhecido, que conheceu ao se perder quando chegou a Londres. Como era uma rua calma e não precisaria trocar de marcha tão cedo, Blaine pegou uma das mãos do namorado.

– Aquela sensação passou? – Perguntou Kurt, examinando as feições do rapaz, enquanto pingos caiam sobre o para-brisa. Blaine assentiu com a cabeça. Kurt não ficou muito convencido com a resposta, mas deixou passar, aquilo parecia estar afetando o castanho.

O carro chegou ao estacionamento da escola, parou na vaga de sempre e o casal saiu para mais uma semana na LU. Blaine abriu um guarda-chuva e foi até o outro lado do carro para guardar o namorado. Eles pegaram suas coisas, Blaine ligou o alarme do carro, os dois entrelaçaram as mãos e foram em direção ao prédio. No caminho, Kurt olhou para o que seria o limite do lugar e viu Sebastian, olhando para ele. Rapidamente o castanho encarou o chão. Kurt fingiu que não viu Sebastian, Blaine fingiu que não viu Kurt olhando para o Sebastian e Sebastian não fingiu nada, pois continuou olhando para o casal. Kurt foi com sua mão direta até o braço de Blaine e o abraçou, colocando a cabeça no ombro do rapaz. Blaine olhou por cima da cabeça de Kurt e viu que Sebastian havia colocado o capuz da blusa e as mãos nos bolsos. Novamente a sensação estranha.

Como era Dezembro e obviamente o Natal se aproximava, todos os corredores estavam decorados com a data, e alguns alunos insistiam em vestir vermelho, verde e branco, coisa que deixava Kurt e seu sexto sentindo para a moda, totalmente irritados. Enquanto Blaine fechava o guarda-chuva, Kurt se secava.

– Com licença. – Disse Sebastian atrás de Kurt e com a cabeça baixa. Kurt e Blaine deixaram de bloquear a porta da entrada. Kurt ficou encarando as costas do menino com um aperto no peito.

O casal voltou a caminhar e foi direto para a primeira aula, que não era de ninguém mais do que Robert. Os dois entraram na sala de dança, alguns alunos haviam fechado as cortinas por conta do frio e da chuva. Kurt e Blaine foram para o canto da sala, mudaram suas roupas, para roupas de moletom, já que estava frio. Depois de se trocarem, o casal começou a se alongar. Blaine começou a notar que Kurt estava quieto demais.

– Kurt, está tudo bem? – Perguntou enquanto alongava a perna direita. Kurt continuou olhando para um ponto no chão da sala. – Kurt? – Nada. – Kurt? – Blaine colocou a mão no ombro do namorado.

– Ahn? O que foi, Blaine? – Perguntou o rapaz saindo de seus devaneios.

– Nada. – Blaine já havia entendido e ficou com uma ponta de raiva, então voltaram a se alongarem. Depois de alguns minutos, todos puderam ouvir uma voz que vinha da porta da sala.

– Bom dia, alunos. O senhor Thompson gostaria de lhes dizer algumas palavras. – Robert entrou na sala acompanhado do diretor Thompson, tomando a atenção de todos os alunos.

– Bom dia. — A sala inteira respondeu o cumprimento. – Bom, venho lhes dizer que como estamos no inverno, novamente haverá um Festival de Inverno. – Alguns alunos ficaram contentes, outros nem tanto. O homem de cabelos grisalhos começou a andar pela sala entre os alunos. – Para os que não sabem, o Festival de Inverno é onde celebramos a elegância da época juntamente com a graça em ser um ator, dançarino, musicista e outros. – O homem voltou para o lado de Robert. – Ano passado...

Droga! – Kurt fechou os olhos e abaixou a cabeça.

– Os alunos, Sebastian Smithe... – O homem estendeu a mão para o rapaz que se colocou ao seu lado. – E Kurt Hummel... – Fez a mesma coisa com Kurt. Kurt sabia que não poderia se negar ao seu diretor, então hesitante foi até ele e ficou ao seu lado. – Ganharam em primeiro lugar com a sua dança. – Kurt pedia aos céus que não tivesse que dançar com Sebastian novamente. – E este ano quero aquilo novamente. Por isso... – Blaine sentiu aquela sensação mais uma vez. – Kurt e Sebastian irão dançar novamente juntos.

O que? – Responderam os dois jovens em total espanto. Robert sorriu torto atrás dos três e o diretor tentou disfarçar o espanto.

– Eles serão a apresentação final e isso lhes custará metade da nota final. – Kurt nunca odiou tanto uma pessoa como aquele homem, ele seria praticamente obrigado a fazer. – Bom, montem seus grupos, se a sala quiser dançar junta, podem ficar a vontade, mas Smithe e Hummel não entram em nenhum grupo e dançam sozinhos. Deixem os nomes dos grupos ou solos com o professor, que ao final do dia eu irei anotar. Diferente dos dois, a tarefa dos outros alunos valem posições e notas diferentes. Bom dia e boa sorte. – E assim o homem se retirou da sala.

Kurt ficou imóvel e não tirava os olhos do chão. Robert puxou os dois para o canto da sala. Kurt lentamente olhou para o namorado. Blaine era capaz de por a sala abaixo em dois minutos, mas só Kurt conseguia saber disso, porque só ele sabia ler os olhos do namorado, porque seu exterior era tão chocado como o de Kurt.

Tudo estava em câmera lenta para o moreno. Ele viu os dois alunos e o professor conversando no canto da sala, piscou lentamente quando foi puxado para uma roda de amigos animados, quando abriu os olhos depois de piscar, olhou para trás e viu apenas Kurt e Robert no canto e Kurt fazia movimentos brutos com os braços como alguém explodindo de raiva, Blaine se voltou a roda e assentiu sobre uma coisa que não conseguiu nem prestar atenção, quando olhou para o namorado novamente, Kurt estava sozinho no mesmo canto, de cabeça baixa e parecia estar chorando. Blaine se sentia drogado, queria correr até Kurt, mas não conseguia, ele estava em um estado de choque e lentidão.

A sensação da manhã tinha vindo a ser revelada. Era com certeza aquilo.

Notas finais
#TretaIsComing. O segredo está cada vez mais próximo... See you latter.