Notas iniciais
Voltei. O NYAH tava de brincadeira e vocês perderam duas semanas de AB :I Enfim, o capítulo de hoje tá bem fraco porque eu to com um bloqueio criativo, mas é bem significativo. Boa leitura.

Depois daquela noite, as coisas com o Kurt e Blaine pareciam estar mais fáceis e simples. Kurt estava totalmente desencanado e nem se perguntava mais se era certo isso que estava tendo e fazendo com o Blaine, ele agora apenas ia. Blaine era radiante como nunca, como as noites haviam ficado mais animadas, acabava sorrindo vinte e quatro horas por dia

Em uma das noites que Kurt dormiu na casa de Blaine, e o castanho não estava se sentindo muito bem e resolveu ir dormir mais cedo com o namorado. No meio da noite, Blaine acordou com Kurt chorando em seu peito.

– Kurt? – Blaine acordou no meio da noite com o namorado derramando lágrimas e tremendo em cima dele. – Kurtie, o que aconteceu? Está se sentindo bem? – Blaine sentou na cama e sentou Kurt junto.

O castanho abraçou a cintura de Blaine e começou a chorar. O moreno já estava ficando mal por não saber o que fazer. Mil coisas corriam pela cabeça de Blaine, uma delas era o fato de alguém possivelmente ter ligado para Kurt, ter dado uma má notícia e por insensibilidade, o moreno não ter acordado. Depois de uma hora, Kurt foi se acalmando, mas não foi de uma vez, foi quando a poeira começou a baixar lentamente. Blaine então resolveu cantar.

No one's gonna hurt you, no one's gonna dare
Others can desert you
Not to worry, whistle, I'll be there!
Demons'll charm you with a smile, for a while
But in time
Nothing can harm you
Not while I'm around

Depois de três horas que Blaine havia acordado, onde passou as três apenas beijando o topo da cabeça do namorado, acariciando o braço do rapaz e cantando músicas, Kurt finalmente sessou por completo.

– Podemos conversar agora? – Blaine dizia as palavras lentamente e suavemente. Kurt piscou os olhos e concordou com a cabeça. – O que você tem, querido? – Blaine tentava ver os olhos de Kurt, mas o castanho ainda tinha a maçã do rosto no peito do namorado. Kurt respirou fundo e respondeu de um minuto.

– Hoje é o aniversário da morte da minha mãe. – Kurt tomou folego para continuar. — Faz muito tempo e dizem que com o tempo a dor vai diminuindo, mas a dor ainda é mesma de quando eu tinha oito anos, afinal ela era minha mãe. – Disse o castanho olhando para a escuridão do quarto focando em um ponto que não enxergava.

Blaine não fazia a mínima ideia do que poderia dizer para o próprio namorado. Ele já havia notado que Kurt falava muito do pai e nada sobre a mãe, mas não pensou que fosse algo como isso. Blaine nunca havia perdido ninguém próximo o suficiente para se colocar no lugar de Kurt, tentava se imaginar sem mãe, mas era difícil.

– K-kurt e-eu não...

– Não tem com o que se preocupar Blaine. Achei que poderia ficar com você já que poderia me distrair, mas deveria ter ficado em casa...

– Acho que fez a coisa certa. Venha, vou te colocar para dormir. – Blaine trouxe o namorado para mais perto de si até que o castanho dormisse. Conforme a noite ia avançando, Blaine pensava sobre como poderia ajudar Kurt. Depois de quase cair no sono, Blaine teve uma ideia que poderia ter sido considerada brilhante e que no dia seguinte iria ser colocada em prática.

[...]

Na manhã seguinte, Kurt acordou se sentindo um pouco indisposto e triste. O castanho procurou Blaine para onde pudesse se aconchegar, mas o moreno não estava mais na cama. Kurt sentou na cama com apenas um dos olhos abertos e olhou em volta para saber se o moreno estava pelo menos no quarto, mas nem isso. Kurt preguiçosamente tirou as cobertas de cima de si, foi para a ponta da cama, calçou seus chinelos e foi atrás do namorado.

Nick e Jeff mais uma vez não estavam em casa, então Kurt desceu as escadas apenas de cuecas e uma camisa de Blaine que de tão grande ia nos joelhos do castanho. Kurt desceu as escadas e olhou para sua direita não vendo ninguém na sala de jantar, depois olhou para a esquerda para dar de cara com duas pessoas no Skype o olhando com sorrisos enormes.

Aaaaah! – Gritou Kurt, descendo mais a blusa. Ele estava online com aquela roupa.

– Bom dia! – Disse as duas pessoas no computador e Blaine que havia saído de trás da parede da sala com duas canecas. – Kurt, quero lhe apresentar: Wall Anderson e Alicia Anderson, mais conhecidos como senhor e senhora Anderson, mas com um apelido de “pai” e “mãe”, dito por mim e meu irmão Cooper.

Kurt não sabia o que dizer, ele estava praticamente congelado. Ele finalmente estava conhecendo os pais de Blaine e ao mesmo tempo sem roupas. O castanho foi rapidamente para o quarto de Blaine, vestiu a calça e desceu correndo como se fosse o Flash e ninguém tivesse notado.

– B-bom dia. – Disse ele ao ver que eles estavam no mesmo lugar. Kurt foi lentamente para a direção de Blaine, que deu um beijo na bochecha do rapaz e entregou a caneca. Os dois se sentaram no sofá e Blaine virou a o computador para eles.

De primeira impressão Kurt havia achado os pais de Blaine bem convidativos. Alegres, bonitos, animados. Blaine se parecia bastante com a mãe, os cabelos, os olhos, o tom moreno da pele. Já o senhor Anderson era um daqueles senhores carismáticos que sempre sorriem, carecas e gordinhos, quase se parecia com o próprio Burt.

– Pai, mãe, esse é o Kurt. – Apresentou Blaine olhando para o namorado. Kurt não se aguentava de vergonha.

– Olá, garoto. – Disse Wall.

– Oi, Kurt. Blaine fala muito sobre você...

– O-olá. E-ele fala? – Kurt estava realmente com vergonha.

– Ei, não precisa gaguejar. Não vamos te apedrejar ou alguma coisa do tipo, até porque estamos nos comunicando por um computador. Encare isso como uma coisa engraçada, tudo bem Kurt? – Encorajou Wall. Com aquilo, Kurt estava mais relaxado e poderia descontrair mais.

– Sim, senhor Anderson. – Kurt sorriu para a câmera.

– E outra coisa: Wall. Senhor está no céu. – O velho sorriu, mostrando algumas rugas.

– Ok. – Disse Kurt.

– Kurt, nos fale sobre você. Eu disse a pouco tempo que meu filho fala sobre você, mas não são coisas que contam para sabermos sobre você. – Pediu a americana.

– Bom... Meu nome é Kurt Hummel, tenho vinte anos, moro em Londres desde sempre, faço Artes Cénicas na LU, que foi onde eu conheci Blaine. – Kurt olhou para o namorado com os olhos totalmente apaixonados.

[...]

Depois de horas e horas de conversas, onde os dois casais conversaram sobre Kurt, o namoro dos dois rapazes. Alicia também havia mostrado milhares de fotos de Blaine quando criança. O castanho havia tomado aquilo como uma vingança pela surpresa que havia tomado. Wall falou bastante sobre Blaine na infância e se interessou pelos planos de vida e objetivos de Kurt para o futuro.

– Meninos, precisamos ir, temos um jantar na casa da Mary. – Disse Alicia.

– A vizinha que não gosta de Blaine ou a irmã de Wall? – Perguntou Kurt, provando que não havia se esquecido de nada.

– Wow! Sua memória é muito boa, garoto. – Os três americanos e o inglês riram. – Mas não, é a Mary da empresa. – Blaine fez um barulho esquisito com a boca e rolou os olhos. – Blaine, não haja assim, ela só era um pouco pirada para ter um namorado e não entendia que ela não fazia seu tipo.

– Nem a Mary, nem a Elise, muito menos a Belle. Só o Kurtie. – Blaine deu um selinho no namorado e o abraçou.

– Ok, ok. Realmente precisamos ir. Tchau meninos. – Quando a mulher estava quase saindo, resolveu dizer algo. – E Kurt?

– Sim? – Disse Kurt com a mão direita no peito de Blaine e pronto para escutar atentamente as próximas palavras da mulher.

– Bem vindo a família.

Só deu tempo de Kurt ver ela e o marido sorrirem e depois a tela desligou. Kurt novamente havia ficado congelado, mas dessa vez era por emoção, não por vergonha.

– E esses foram os cumprimentos da família Anderson para você. – Disse Blaine chamando a atenção do namorado. – Eu sei que não irei preencher o buraco que há dentro do seu peito, mas estou te dizendo que estou te dando outra família. – Blaine segurou as mãos de Kurt. – Uma que também irá te amar, te aceitar e te proteger. Meus pais realmente gostaram de você assim como eu, e esperamos que possamos trazer um pouco de alegria e amor familiar para você e eu te prometo te levar para a América nas férias, para que você possa ir na casa de praia do tio Tomas, onde eu quebrei a perna, ir na casa da vovó para poder provar o doce de cereja.

Blaine ia listar mais coisas sobre as histórias que sua mãe havia contado para Kurt e o castanho havia ficado curioso, mas foi interrompido por um beijo quente e apaixonado de Kurt.

– Você tem razão, sua família não vai preencher a falta que eu sinto da minha mãe, mas meu coração acaba de ficar mais cheio e não há nada que me alegraria mais do que fazer todas essas coisas com você, querido. – Kurt abraçou o pescoço do namorado. – Blaine Anderson, o demônio da rua 14, eu sou louco por você.

Notas finais
Ficou mega curto e mega sem sal, mas o próximo vai pegar fogo. #TretaIsComing See you later. BYEEEEEEEEEEEEEEEEEEE