Ame no Aki Koro Ni

34 Capítulo 34 - Incidente de Sonozaki


6º Dia – 11:00 — Ferro Velho

Tomisaki: Merda... Eu devia mesmo estar fazendo isso?

Voltando para o sexto dia, após Tomisaki assassinar Donavan, ele voltara até sua suposta casa, para verificar oque havia na caixa misteriosa.

Tomisaki: Não, é isso que eu devo fazer!

O rapaz então pega um pedaço de ferro qualquer no chão, e consegue quebrar o cadeado, e quando se depara com que havia dentro da caixa, era nada mais do que uma garotinha. Ruby.

Tomisaki: Deus.. o-o

Ela parecia completamente fraca e desnutrida, suas roupas estavam sujas, e ela possuía vários ferimentos pelo corpo.

Tomisaki: O que esses monstros fizeram? Ei, se acalme, não precisa mais chorar, está tudo bem.

Ruby: O senhor.. o senhor vai me bater de novo? *chorando*

Tomisaki: Não... eu faço parte dos bonzinhos ^^ Venha, vamos pra casa.

Tomisaki pega a garota no colo, e caminha novamente até sua casa. Estava com medo do que viria a acontecer pela frente, mas sabia que o que tinha feito, era um ato heróico.

6º Dia — 11:22 – Casa de Tomisaki

Tomisaki colocara Ruby em uma cama, dava-lhe algumas coisas pra comer, e tratava seus ferimentos. A garota ainda não falava muito, apenas chorava, tremia feito vara bamba, estava em choque, afinal, não imaginava pelo que ela tinha passado, mas coisas boas, com certeza não eram.

Tomisaki: Ei, vamos, você precisa comer, a comida daqui não deve ser tão boa quanto da sua mãe, mas garanto que dá pra engolir ;D

Ruby: O-obrigada Oji-San ‘u’

Tomisaki: Sua mãe, ela está no hotel, não é?

Ruby: MAMA! TENHO QUE ENCONTRAR A MAMA.

Tomisaki: Ei, você se lembra o que aconteceu? Você sabe porque aquele homem te pegou?

Ruby: A MAMA está em perigo Ç_Ç, preciso ajudar, ei moço!

Tomisaki: Você sabe que aquelas pessoas no hotel estão passando por momentos difíceis, não é? Talvez sua mãe não tenha como sair..

Ruby: *chorando* vão matar a mama ç_ç, moço, chama a polícia, por favor!

Tomisaki: *Mas eles tinham um celular em mão, porque não o fizeram? Será que..*

Ruby: AH, OJI-SAN! Eu lembro, agora eu lembro!

Tomisaki: Você sabe o que está acontecendo? ‘-‘

Ruby: Os homens maus... eles...

1 de Setembro de 2010 — 11:31 — Praça de Furukawa

Era uma sexta-feira qualquer, Ruby como sempre, estava voltando do colégio. Como ele se localizava perto de sua casa, Hina a havia acostumado á deixá-la vir sozinha, afinal, Furukawa era uma cidade pacata, até o ponto de vista dela. Ruby como sempre, todos os dias, parava em uma praça para alimentar as pombas, era uma rotina para a menina. Até que nesse dia, um rapaz se aproxima dela, e lhe mostra uma foto. Uma foto na qual apareciam Hina, juntamente de Ruby.

Rapaz: Ora ora. Que coincidência te encontrar por aqui ^^

Ruby ficara com medo, sua mãe havia lhe avisado para nunca falar com estranhos, apesar da aparência do rapaz não ser nada ameaçadora.

Ruby: Eto.. não posso falar com estranhos ><

Rapaz: Mas olhe só, as mães ainda ensinam isso á seus filhos? É um tanto inútil... Sabe, queria ter uma conversinha com você.

Ruby: Eu.. preciso ir pra casa! *Corre*

Rapaz: Ei, eu disse que quero lhe propor algo. Se correr, acho que a Hina-San ficará muito triste...

Ruby: *Para* O que... o que tem a mama? ‘-‘

Rapaz: Veja essa foto. Vocês duas parecem tão felizes. Como uma família comum!

A garota ficará com medo ao ver a foto que o rapaz mostrara. Não sabia o que ele queria.

Ruby: O senhor por acaso gosta da mama? D: Fique sabendo que ela não ama ninguém a não ser meu papa!

Rapaz: Seu papa? Mas ele não já está morto?

Ruby: Meu... papa ele... vai voltar um dia, ele prometeu...

Rapaz: Você ama muito sua mãe, não é mesmo? (:

Ruby: Mama é tudo pra mim!

Rapaz: Então, faria tudo pra ela não se machucar?

7º Dia – Sala de Entrada – Hotel Rota 23 – 21:45

Sahishi: VAMOS, eu disse pra confessar logo!

A tensão ainda predominara no hotel. Sahishi e Jonathan apontavam suas armas para as pessoas restantes de lá. Jin, Josh, Tamada, Yuu, Howard, Takehito e Ketaro. Parecia que a qualquer momento, o inferno havia de se amenizar. Estava na hora da revelação final.

Ketaro: Da pra explicar porra, o que é tudo isso D:

Sahishi: Eu sei que um de vocês é o assassino, é um fato.

Jin: E onde estão as provas?

Jonathan: SAH!

Sahishi olha atentamente para Jonathan.

Jonathan: Vamos subir ‘-‘. Daremos a prova final, e então não precisaremos fazê-lo confessar.

Sahishi: O que? Como?

Jonathan: Deixa comigo ;)

Takehito: Ei cara, já que não tem bomba, vamos todos saiiir, por favor, por que ta fazendo isso? ;_;

Ketaro: SAHISHI-KUN, precisamos ir embora!

Jonathan: MERDA, IR EMBORA, E DEIXAR ESSE CANALHA SE SAFAR DE TUDO QUE FEZ? VOCÊ É POLICIAL, TENHA O MÍNIMO DE SENSO DE JUSTIÇA. SE QUISER PROTEGER A TODOS, E VINGAR AS PESSOAS QUE MORRERAM AQUI, ENTÃO NÃO DEIXE QUE NINGUÉM SAÍA, OUVIU?

Jonathan gritara com tudo que tinha, parecia bastante nervoso, e sincero. Seu pedido havia conseguido convencer Ketaro.

Ketaro: Sah, você...

Sahishi: Trabalhamos juntos desde o começo, Ketaro-San. Confie em mim =]

Ketaro: Certo. Então, até que eles desçam, não vou deixar ninguém sair daqui.

Tamada: Mas que merda é essa?!

Josh: Ele está certo. Alguém daqui é o culpado. Sua lá Sah, e descubra.

Ketaro: *O Notebook!*

Sahishi e Jonathan novamente sobem até o quarto onde se encontrava o notebook. Deixava as coisas lá embaixo nas mãos de Ketaro, deviam ser rápidos, os pingos de chuva lá fora estavam ficando novamente mais grossos.

Os dois pegam com Howard a lista de nomes das pessoas no hotel. E então, começam uma busca pelo Google.

Eles procuram por todos os nomes das pessoas ali, até achar uma conexão, algo que dê motivos para todo massacre ter acontecido.

Sahishi: Ei..Jonathan ‘-‘

Jonathan: Haha, mas que merda é essa?

Incidente de Sonozaki

Os dois haviam encontrado algo um tanto suspeito. Yuu Hashinada, Jun Nokawa, Sousaki Ishinodra (Pai de Priscila), Morisato Sanin (marido de Masato), Hie Moriya (pai de Ketaro), e Kureda Yokatana (marido de Michiyo), ambos, trabalham no mesmo local, á 4 anos atrás. A fábrica Sonasaki. A fábrica de constituía na fabricação de mercúrio, era como uma usina, umas das principais forças da cidade, e até o incidente de 4 anos atrás, ela fora fechada. O incidente de Sonazaki ficou mundialmente famoso, devido á um erro de 8 trabalhadores no dia 23 de maio de 2006, houve um vasamento, todos tiveram que evacuar o lugar, desesperados, os 8 trabalhadores correram sem olhar para trás, Morisato tirava as pessoas para fora, e então fechava o portão principal da sala onde ocorreu o vasamento. Só que por um erro, eles deixaram 3 funcionários ainda lá dentro. Yoshi Tohru, Jyn Kanazawa e Maria Utakanada. Esses 3, estava fazendo no dia uma vistoria em algumas máquinas, e os trabalhadores do setor não sabiam, ou não se lembravam que eles ainda estavam lá. O fogo começara a se espalhar por toda parte, se não fosse apagado de imediato, uma grande explosão poderia acontecer, levando a cidade á ruínas. Os bombeiros chegam, e com muito esforço, conseguem apagar o fogo. Os trabalhadores que conseguiram fugir, estavam em choque, longe do lugar. Fizeram vários exames para ver se estavam infectados pela substância tóxica, mas nada havia de errado. Até que, reunidos na sala do hospital, os 8 vêem na TV sobre o incidente.

“Os 8 trabalhadores ainda serão interrogados pela polícia para que possam ser descobertas as causas do incêndio, mas tudo indica que fui um erro na parte deles ao não fecharem corretamente uma das válvulas, o que ocasionou ao vazamento de mercúrio, e assim, ao incêndio minutos depois. Graças á ação imediata dos bombeiros, o fogo pode ser contido, mas a todo momento, os riscos de explosão eram eminentes, se caso ocorresse, danos maiores seriam causados em toda a cidade. 3 engenheiros de obra que estavam monitorando o local daquele dia, ficaram presos na parte debaixo, e morreram queimados. A polícia investiga ainda a causa das mortes, mas tudo indica, que eles ficaram trancados sem ter como saírem”

Yuu: Não...

Morisato: O quê?

Kureda: Você.. você disse que estava certo de que não havia mais ninguém lá dentro!

Yuu: MERDA... o que FIZEMOS?

Jun: Matamos 3 pessoas ‘-‘

Naquele momento, todos estavam com medo, e transtornados pelas mortes. Morisato de sentia o mais culpado, a polícia logo viria interrogá-los, e obviamente, seria ditos como culpados.

Maeda Honda: Não podem nos culpar! Estavamos correndo para nos salvarmos... não daria tempo para eles saírem, estavam na parte de baixo!

Jun: Quer dizer que você viu os 3 lá? MALDITO!

Akuto Yasa: Maldito? Todos nós sabíamos dos 3 lá... não tem dessa.

Yuu: Ei, vamos pra cadeia agora? D:

Morisato: É claro que não ‘-‘

Sousaki: Mas isso foi homicídio doloso (?)

Kureda: E por que precisaríamos dizer a verdade? Se todos disséssemos... que não vimos os 3 por lá, então, ninguém poderá ser culpado.

Yuu: E ISSO é certo? X-X

Morisato: Você é só um garoto. Quer ir preso com essa idade?

Yuu: Bem...

Maeda: Não tem jeito, vamos todos a polícia, e ninguém viu os 3 por lá, entenderam?

As 8 pessoas então vão até a polícia, e dão seu relato. Quatro dias depois, em um julgamento, eles são absolvidos, e dados como inocentes no incidente e na morte dos engenheiros. Desde então, essas pessoas foram despedidas, e a fábrica Sonozaki foi fechada.

Jonathan e Sahishi então já pensam no mais óbvio. Procuram os nomes das pessoas que morreram, e ao digitarem Maria Utakanada, algo lhes surpreende.

Sahishi: Então é isso? o_o

Jonathan: Entendo ‘-‘

“Maria Utakanada, uma das vítimas do incidente na usina Sonozaki em 2006. A engenheria estava fazendo uma vistoria para melhora das máquinas no dia, e relatos da polícia apontam que ela foi morta antes mesmo do incêndio por inalar muito o produto. Seu noivo e seus pais foram indenizados, e receberam 100.000 da usina, que depois de uma semana do incidente, fechou suas portas. No enterro, a comoção tomou conta das pessoas, Josh Sumaeda, seu noivo, não agüentou, e acabou retirando ela do caixão, enquanto abraçava-a fortemente. A cena comoveu a todos no velório e causou forte repercursão”

Após lerem a notícia, os dois rapazes ouvem tiros na parte debaixo. Era o começo do encerramento da peça macabra que fora trilhada por sangue e dor.

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Próximo Capítulo – Abre-se a Cortina Enferrujada