Ame no Aki Koro Ni
35 35 - Abre-se a cortina enferrujada. Parte I
7º Dia – Estrada Rota 23 – 21:40
Já distante do hotel, as garotas respiravam aliviadas, o pesadelo finalmente tinha chegado ao fim. Mas não para os rapazes do hotel.
Melissa: Alya, temos que chamar a polícia!
Hina: Vamos até o orelhão do posto mais próximo.
Lena: Priscila está muito machucada, ela precisa descansar D:
Alya: Não... eu não posso!
Melissa: Alya-Chan.
Alya: NÃO POSSO DEIXAR O SAHISHI SOZINHO LÁ!
A garota, meio a forte chuva que caía, soltava um estrondante grito, e já se decidira.
Alya: Eu vou voltar ‘-‘
Melissa: Alya-Chan, precisa confiar no Sahishi, eles vão achar o culpado e sair dessa. Não tem mais bomba...
Kugimiya: Já sabemos do que o assassino é capaz.
Alya não dizia nenhuma palavra, apenas caminhava rapidamente rumo ao hotel.
Melissa: ALYA-CHAN!
Alya: Eu vou trazer o Sah de volta ^^ Cuide do resto, Mel. *sorriso doce*
Melissa: *M-mel? ._.*
Alya corria desesperadamente, iria tirar seu amado dali, mesmo se fosse para matar todos no lugar. Até que, chegando na entrada do hotel, um forte relâmpago clareia todo lugar, e atrás de Alya, surgia inesperadamente, quem ela menos esperava.
Hideki: Se ficar tanto tempo assim não chuva, vai pegar um resfriado, Alya-Chan ^3^
A garota olhava para trás, e ao olhar nos olhos de Hideki, não sabia mais o que pensar. Sua expressão era fria, enquanto o rapaz sorria, e segurava uma arma.
Hideki: Está tão surpreso comigo?
Alya: Você.. Hide-Kun, não é verdade! Me diz que não!
Hideki: Sim... Alya-Chan, infelizmente, é a pura verdade. Mesmo eu querendo que não fosse.
Alya: Por que... POR QUEEEEEEEEE?
Hideki: Não preciso lhe responder agora, acho que o jogo já acabou. Boa noite.
Hideki golpeava fortemente a cabeça da garota com sua arma, desmaiando-a.
6º Dia – Casa de Tomisaki – 11-29
Tomisaki: E então Ruby-Chan, como era esse rapaz que lhe parou na rua? E o que ele disse?
Ruby: Eu.. eu to com medo de dizer Ç_Ç, Mama vai morrer se contar.
Tomisaki: Não se preocupe. Vamos salvar a sua mãe, e eu já disse, sou uma pessoa boa, não precisa temer, guardarei segredo.
Ruby: B-bom, se é assim...
Ruby continuara contando tudo que havia acontecido.
1 de Setembro de 2010 – Praça de Furukawa
Rapaz: Então, se ama tanto sua mama, faria tudo, não é?
Ruby: O-o que o senhor quer dizer? .-.
Rapaz: Preciso que me faça um favorzinho, querida.
Ruby: E o que é? D:
Rapaz: No dia 9, terça-feira que vem, preciso que peça pra sua mama jantar na casa da Michiyo-San, a conhece?
Ruby: A Michiyo Oba-San! Claro =P
Rapaz: Então, poderia fazer isso? ^^
Ruby: Bem, é só isso? o3o Eu adoro a comida da Michiyo-San *-*
Rapaz: Hehe, que bom que vai cooperar.
Ruby: Entendi! O senhor está namorando a Michiyo-San e quer pedi-la em casamento, mas quer que mama pergunte pra ela se gosta do senhor?
Rapaz: AHH, siim siim ^^’, é isso mesmo! *Mas que panaca*’
E não fale pra ela isso, apenas diga que quer ir jantar lá, ok?
Ruby: Hihi, tudo bem moço x3 Mas... qual é o seu nome? ‘O’
Rapaz: Me chame de Josh, Josh Sumaeda ;) Foi um prazer falar com você, Ruby-Chan.
Tomisaki: E então...
Ruby: Então como pedido do moço, no dia que ele falo, pedi pra mama ir pra casa da Michi-San até que paramos no hotel por causa da chuva.
Tomisaki: E esse Josh, você o viu no hotel?
Ruby: Ele... ele.. Ç_Ç
Tomisaki: *Maldição*
30 de Janeiro de 2009
Era mais um dia como os outros no colégio Hanazawa de Furukawa. Primavera, um período onde o Japão ficara mais colorido, e também, uma época onde os colegiais floresciam o amor da juventude. Mas para Hideki, não havia sentido algum se apaixonar, estava bem sozinho, apesar de ser um rapaz extrovertido, nunca procurou ter um relacionamento sério, via nas garotas ao seu redor, a mesmice de sempre, queria algo diferente, algo que não podia ser encontrado por ali.
Sahishi: Qualé cara, acorda, ou vai querer passar a noite na escola? ÒÕ
Sahishi dava um forte tapa nas costas de Hideki, que dormia tranquilamente em sua carteira, fora mais um dia cansativo, onde as aulas de geometria pareciam nunca acabar.
Hideki: Ah, foda-se.
Sahishi: Ei, o que ta havendo hein? -3- Tá muito depressivo esses dias..
Alya: Já sei! *Cochicha no ouvido de Sahishi* A mãe dele deve ter pego a coleção de hentais que ele guardava embaixo da cama ‘u’
Sahishi: *Mas porque diabos seria isso? D:*’
Hideki: Eu posso ouvir o que vocês estão falando e-e
Sahishi: Cara, você por acaso não devolveu o livro que pegou segunda-feira?
Hideki: PORRA! Que horas são?
Alya: Er..18:10. A biblioteca fecha em 15 minutos, ainda dá tempo ^^
Hideki: Então acho que vou dormir mais um pouco — w — *se joga na carteira*
Sahishi: Esses jovens de hoje em dia ÒO, só querem saber de jogar RPG’s e ver animes. Você precisa de algo mais emocionante, algo que te motive.
Alya: Ou seja, aula de religião =P
Sahishi: Eu iria dizer namorada DDDD: q
Hideki: Há, namorar dá muito trabalho, além do mais, não gosto de ficar preso á nada. Então...
Sahishi: Tu vai mudar de idéia um dia, anote.
Alya: Sahishi, vamos indo, não quero perder o episódio 12 de Shakugan no Shana ><
Hideki: Eu eu sou o otaku ¬¬
Sahishi: Cara, vê se não se atrasa ok!
Alya: Até mais Hide-Kun.
Os dois jovens saem da sala de aula. Hideki permanecia por lá, apreciando os raios do pôr-do-sol baterem na janela e propagarem um tom dourado que preenchia a classe toda. Era uma visão magnífica, mas, sozinho não havia sentido. Apesar da primavera, estava tão frio por ali, era o que Hideki pensava. Nenhum barulho pelos corredores, a não ser das pessoas descendo as escadas do outro lado. A solidão infiltrava-se no peito do rapaz, e por um instante, ele pensava nas palavras de seu amigo.
Hideki: Namorada, hein... tsc, que besteira. Melhor eu ir devolver esse livro antes que dê merda.
Hideki então caminhara com passos lentos até a biblioteca da escola, que ficara dois corredores de sua sala. Chegando na mesma, parecia vazia, algumas luzes já estavam apagadas, ao virar uma prateleira de livros, em sua frente, havia uma garota, seu cabelo era tão liso que desconfiava se ela não usava chapinha. Perguntou-se o que ela fazia por lá, apesar de ser um tanto baixa, era muito atraente, o que fascinava Hideki por alguns segundos. O garoto fica parado olhando para a jovem, até que a mesma, que estava colocando de volta dois livros na prateleira, observa, se vira para o garoto, e o questionara
Louise: Ah... você me conhece? D:
O jovem percebia que estava parado olhando para a menina, depois de cair a ficha, ele ficara totalmente envergonhado, e sem ter o que dizer.
Hideki: D-desculpe, é que eu... eu vim aqui devolver o livro e...
Louise: Entendo =], você não achou a bibliotecária, mas, eu também não ^^’
Hideki: *Ela é um pouco estranha .-.*
Louise: Eu me mudei esse ano pra escola, então não conheço muitas coisas daqui...
Hideki: Bem, é uma escola bem grande mesmo, então é difícil que você tenha visto todos os lugares. Eu acho que vou deixar o livro aqui mesmo...não tenho culpa que não tem ninguém e3e
Louise: Você não parece um rapaz que gosta muito de ler ;x hihihi
Hideki: Olha, então é uma garota sincera hein. Mas você está certa, fui forçado a ler isso, mas não agüentei 20 páginas. Já você, parece gostar de ler.
Louise: Também está errado, alguns livros daqui também leio mais por obrigação ^^
Hideki: Somos peões usados pelos professores, haha. Ei, gostaria que eu te mostrasse a escola?
Louise: Er.. não tem problema pra você?
Hideki: Em casa não tenho nada pra fazer, depois daqui acho que vou pra lan-house ou pra alguma lanchonete.
Louise: Entendo, não é tão caseiro x3. Então aceito seu convite =]
Naquele momento, Hideki, do garoto triste e sem motivação, parecia estar animado. Havia algo na garota que lhe acendia a chama dentro de seu peito, mas não queria se iludir, no dia seguinte, provavelmente não iria mais conversar com a mesma, era sempre assim. Mas de qualquer forma, o rapaz queria aproveitar esse momento. Eles caminhavam conversando, enquanto Hideki se passava por um agente de Turismo, mostrando cada canto do colégio. Estava tudo muito vazio, apenas os dois e os faxineiros permaneciam no local, isso de alguma forma excitava Hideki, mas via que a garota não era desse tipo, e mesmo se fosse, não iria fazer nada. Ela trocava alguns olhares com o rapaz, o que o deixava envergonhado, mesmo não sendo desse tipo. Depois de alguns minutos, eles finalmente acabavam de ver todos os lugares, o jovem se sentia um pouco triste por isso, estava adorando a companhia da menina, mas toda tarde de primavera tinha seu fim.
Louise: Nossa, realmente é uma escola grande, mas, foi um tour bem divertido x3
Hideki: Hehe, eu digo o mesmo, pode contar comigo pra te mostrar qualquer lugar x)
Louise: Obrigada..então acho que já vou indo, meu pai deve estar preocupado já!
Hideki: Bem, então, até mais.
Louise: E não vai me dizer nem o seu nome, é? =P
Hideki: Olha, estamos conversando por esse tempo, e eu nem disse meu nome, como sou idiota ^^’
Louise: A culpa é minha de não se apresentar também oras. De qualquer forma, me chamou Louise, muito prazer =]
Hideki: É um belo nome...
Louise: Não vai me dizer o seu? X3
O coração do garoto começara a bater rapidamente. Enfrente o colégio, o sol acabara de se por totalmente, apenas riscos laranjas se propagavam pelo céu, enquanto a noite chegava lentamente. Hideki olhava nos olhos de Louise, e naquele momento, queria que tudo aquilo fosse mentira, ele poderia estar dormindo ainda na sala de aula, e tudo que passou por aqueles minutos, não foi nada mais do que um sonho. Mas era tarde... já era tarde pra poder sonhar. Hideki havia sido pego pelo que mais temia, pelo amor. Tentou negar pra si mesmo, mas estava apaixonado pela menina. Sentia vontade de agarrá-la, mas era cedo para uma maior aproximação. Mas estava certo, a desejava demais, só de ouvir a sua voz, seu corpo se estremecia, não tinha como escapar de tal sentimento. Certamente, iria se declarar.
Louise: Oie...? Tá vivo?
Hideki: AH, ER... me desculpe D: estava pensando em algumas coisas e... Eu me chamo Hideki, já que você falou seu primeiro nome, também vou querer que me chame assim ;)
Louise: Me lembrarei, Hideki-Kun! Foi muito divertido. Até segunda.
A garota acenara, e saía correndo pelo portão da escola. Naquele dia, corações começariam a ser partidos.
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