Amazona

1 O Prólogo


Notas iniciais
Hey Galerê, td certo? Pois bem, eu já havia postado essa estória aqui, porém, todavia, entretanto... ela não estava como eu queria, por isso, resolvi reescrevê-la em primeira pessoa e modificar alguns pormenores Espero que gostem! Segue-se: O PRÓLOGO!

O som das sirenes emergenciais feria meus ouvidos, à medida que o socorro avançava apressado em nossa direção. Tudo o que eu conseguia sentir era a rigidez dos meus músculos cobertos pela adrenalina.

Ouvi o gemido lamurioso do jovem corpo imóvel sob minhas mãos. Obriguei-o a permanecer deitado, com um empurrão um bocado bruto. Outro resmungo sôfrego.

Olhei em volta, à procura de algo que pudesse me auxiliar a estancar o sangue que jorrava das pernas do infeliz. Nada. O pátio de carros estava envolto em fumaça, e alguns pontos de incêndio. O asfalto marcado pelas marcas de pneus.

O porcheazul estava estacionado à alguns quilômetros das grades do portão enferrujado, por onde havia passado derrubando-o. Os pneus furados, o para brisa desfragmentado, os cacos de vidro espalhados por todo o solo, o capô completamente amassado.

Uma quantidade considerável de sangue fazia rastros, de dentro do automóvel em chamas, até o local afastado, para onde arrastei o corpo do motorista. E, agora, o líquido rubro acumulava-se debaixo do tronco deste.

Fitei-o amargurada. Seus olhos estavam fechados apertadamente, dando-o uma expressão distorcida, diferente do habitual sarcasmo e perversão. Havia dor, pesar, medo, sofrimento. As dores poderiam vir de qualquer lugar, das pernas fragmentadas em muitas partes, ou das mãos em carne viva que apertavam o smokingironicamente caro.

Ele estava perdendo uma quantidade assustadora de sangue. Espero que o socorro chegue antes que algo irreversível aconteça! Rasguei um pedaço qualquer do meu próprio vestido, apertando-o contra os membros inferiores, quando o rapaz começou a resmungar de dor.

Finalmente, as sirenes estavam mais altas, e as luzes vermelhas começaram a manchar o asfalto, misturando-se ao sangue. A ambulância parou a uma distância segura do carro flamejante. Os paramédicos começaram a descer, e afastar-me do jovem. Faziam um trabalho rápido e habilidoso, em imobilizá-lo, estancar o sangue, achar uma veia e administrar algum sedativo.

Os níveis de adrenalina começaram a se normalizar em meu corpo, e, somente aí, é que permiti que meus olhos se voltassem para o outro corpo, deitado sem vida do outro lado da pista, próximo ao cemitério de carros descascados.

Senti uma mão invisível adentrar meu tórax, e esmagar meu coração com exagerada força. Um bolo se formou na minha garganta, um grito contido. Meu estômago revirou-se, o ar fez-se escasso. Meus olhos arderam, e a visão tornou-se embaçada. Não é real. Isso não pode ser real!

Aquele corpo, que outrora esbanjava vida, estava apenas descansando. Sim, é isso! Daqui alguns minutos, vou vê-lo levantar-se e zombar do meu vestido rasgado, amarrado a perna ensanguentada do outro. Vai me dizer que está tudo bem, que foi sem intenção. Apenas um acidente, Sabine. Não se preocupe. Vai levantar-se, sair de lá. Vai rir, desculpar-se pela brincadeira de mal gosto. Ficará tudo bem. Não é real. É tudo um terrível e infortunado engano!

Notas finais
E então, digam-me, o que acharam desse prólogo? Eu sei, eu sei, não há muito o que dizer sobre prólogos, certo? Pois bem, então prometam comentar no CAP I, okay? Até lá, kissus!