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2 O Cap I


Notas iniciais
Hey Galerê, td certo? E lá vamos nós com o primeiro CAP dessa estória. Qualquer explicação que eu achar necessária, estará lá nas notas final, okay? Pois bem, fiquem com: O CAP I!

A chuva não havia dado trégua desde que saímos do 1º Batalhão. Nada naquela situação me agradava, e, mesmo que houvessem inúmeros argumentos contra, não haviam mais forças em mim para relutar ou bater o pé, fazendo valer o meu ponto de vista.

As nuvens estavam assustadoramente escuras e, não me surpreendeu o pulo que duas crianças ao meu lado deram, quando um clarão cortou o céu precedendo o estrondoso trovão. Elas apertaram-se uma contra a outra, num abraço reconfortante, o mais velho afagou o cabelo do mais novo, tentando ajustá-lo ao seu corpo magricela, sentado nas poltronas azuis daquela sala de embarque lotada.

Curiosamente, muitos decidiram viajar naquela manhã chuvosa. Algumas dúzias de pessoas adentravam pelas portas automáticas envoltas em grossas camadas de roupas encharcadas, os casacos grossos ensopados, a pasta executiva sobre a cabeça tentando, inutilmente, proteger-se do temporal eminente.

A manhã não poderia estar menos convidativa. Cada gota de chuva que escorria pelas vidraças, só aumentava a minha certeza, de que estava caminhando para a beira de um precipício, sem expectativas de retorno.
Remexi-me desconfortavelmente, puxando a mochila militar mais para perto das pernas. Minhas mãos suavam, mesmo que já houvesse me conformado com meu destino, na minha opinião, cruel em demasia. Vasculhei a sala de embarque com angústia à procura de meu irmão.

Tudo não passava de um terrível déjà vu. A chuva, a insegurança, o medo. Tudo fazia-me lembrar os reais motivos pelos quais fugira, e de que fugira. A lembrança do que deixei para trás a dez anos, assombrava -me. E eu estava correndo exatamente para a direção oposta. De encontro a ela.

Esquadrinhei novamente o salão, desta vez com incômodo desespero. Estou prestes a deixar para trás toda uma vida perfeita, e uma carreira de sucesso, mesmo que injusta e temporariamente — assim espero — interrompida. Segurei a alça da mochila aplicando mais força.

Meu maior desejo, no momento, era ter empacotado qualquer tipo de coragem e força que adquiri no 1º Batalhão. Queria que minha patente e toda a experiência militar me valessem de algo aqui fora; anseio por segurança, menor que fosse. Contudo, toda ela estava guardada dentro dos muros de pedra, ao quais me isolei. Agora, me sentia completamente exposta ao mundo real.

Sentei-me em uma daquelas poltronas azuis, e puxei a mochila pesada para depositá-la sobre as pernas. A frieza de minhas mãos e o nervosismo, faziam-me recordar da sensação que me acometera quando atirei em um homem pela primeira vez. Frenesi.

Encarei o hall de entrada, vendo meu irmão adentrar sacudindo os cabelos negros. Ele caminhou até o balcão de informações, recostando-se sobre o mesmo, e iniciou uma conversa, muito persuasivamente, com uma das atendentes.

— Os voos estão atrasados. Mas, pelas informações que obtive, o próximo avião sairá daqui dez minutos. Garanti que embarcaremos nele! — informou sentando-se ao meu lado, ainda com as passagens em mãos, analisando-as distraidamente, enquanto sacudia a cabeça, tentando livrar-se da água de chuva.

— Os cães tendem a fazer o mesmo, quando querem se livrar das pulgas! — ele levantou uma das sobrancelhas questionador, sorrindo sem graça, ainda com sua atenção voltada para os papeis.

Aproveitei-me de sua distração para observá-lo melhor. No calor do momento, ao vê-lo adentrar a sala do General, não o fiz como deveria. Tantos anos nos separaram. Sete, mais precisamente.

Sua fisionomia não estava muito diferente de quando éramos mais novos. William sempre fora alto, contradizendo todo o resto da família Nakayama. O nariz quebrado ainda estava torto, a pele bronzeada, as sobrancelhas espessas e negras sobre as quais eu sempre o zombava. Havia, também, mantido o corpo atlético, provavelmente para o trabalho que fazia, não saberia dizer. E, mesmo que a cicatriz sob a sobrancelha esquerda ainda estivesse ali, falhando-a, ele havia mudado. O resquício de barba, que insistia em manter na juventude, não estavam mais em seu rosto, agora religiosamente barbeado. Sua expressão estava cansada, e eu sabia que não era pela viagem, e sim pelo estresse do ofício.

— O que tanto observa, Sabine? — senti seus orbes âmbar sobre os meus verdes. “Uau, âmbar? Ele deve gabar-se em demasia por eles!” Vocês me diriam e, sim meus caros, era um martírio infindável ver as garotas derretidas por um par de olhos caramelados, por assim dizer!

— Nunca imaginei que os anos pudessem mudar tanto uma pessoa! — confidenciei. Era assustador constatar que, aquele à minha frente, poderia não ser o irmão mais velho ao qual eu estava acostumada. — Acho que não sei mais quem você é, ou quem se tornou!

Recordei-me com certo pesar, das incontáveis vezes em que William soube o que se passava comigo, apenas por me olhar nos olhos, exatamente como o fazia neste momento. Contudo, parecia-me que muito havia mudado, desde então. Não tínhamos mais essa conexão.

— Se tivesse aberto minhas cartas, e correspondido, muito provavelmente teríamos pulado esse visível desconforto! — acusou. Sim, eu sabia que ele me enviava cartas, seja lá onde eu estivesse. Contudo, recusei-me a me conectar ao mundo exterior.

— Ambos sabemos o motivo, Billy! — fitei-o mais séria. Aquele assunto fazia meu sangue ferver. Tudo havia se passado a muito tempo, mas não fora a tempo o suficiente para me fazer esquecer. Não para curar-me. Menos ainda, cicatrizar.

— Não seja infantil, Sabine. Eu não enfiaria os Dixon goela abaixo. Eu respeitei a tua vontade, ocultei-os de todas as cartas, se lhe interessa saber! — ele cuspiu com certa raiva na voz.

E lá estava o motivo pelo qual ocultei-me todos esses anos. A mera menção, à família fazia-me querer recuar, voltar para o 1º Batalhão e implorar para que me deixassem ficar por lá o resto da minha vida. Senti meus músculos tencionar-se, respirei fundo, concentrando-me em não me deixar afogar pelo medo.

— Ainda posso convencê-lo a me deixar ficar em Nova York? Ou Long Beach, quem sabe? — tentei. Era completamente injusto que eu tivesse sido posta sobe sua guarda, como uma criança incapaz.

— Pode tentar. Entretanto, ambos sabemos que não posso deixar a ilha. Há pendências e responsabilidades as quais devo retornar. — ele fitou-me com uma expressão incerta. Chuto pena, se não perdi o dom de ler suas feições. — Sinto muito Sabine, porém, não é como se ainda pudesse ficar sozinha, sem que algo de desagradável aconteça!

— O Major Carter exagerou em seus relatórios! Veja, destruir a carreira de alguém descaradamente como fez, não é algo honrado a se fazer! — acusei apontando meu dedo indicador para enfatizar meu ponto.

— Percebe o que diz? O Major Carter foi como um pai para nós, durante todos estes anos. E mais, ouso dizer que poderia tê-la adotado, considerando a extensão da tua estadia na tropa. — ele conversava em um tom moderado, mesmo eu notando um fio de indignação em sua voz. — Ele, mais do que ninguém, viu em que você estava se transformando, e, quão perigosa tornou-se para si mesma. Não o acuse de se importar com você, Sabine! Porque, nisso sim, não há honra!

— Não fale dessa maneira, William. Não é como se eu fosse explodir o acampamento! — a essa altura eu não conseguia mais esconder meu desapontamento. — De qualquer forma, o General não podia ter sido radical e decretado meu afastamento forçado. Ele se deixou persuadir, e poderia perfeitamente ter apenas me deixado cuidar da artilharia. Talvez limpar e inspecionar os projéteis, sei lá. — dei de ombros.

— Não seja intransigente. Acha mesmo que com tua instabilidade, seria seguro deixar que cuidasse de uma sala cheia de artilharia pesada? Sejamos francos, Sabine Nakayama, enquanto estiver quebrada, não há como servir! — ele suspirou pesado.

Evidentemente, minha indignação não se amenizou, mesmo depois da conversa com William. Muito pelo contrário, eu estava tomada pelo descontentamento e sentimento de derrota. Dez anos servindo ao exército americano, não eram como dez dias em uma colônia de férias. Eu havia, literalmente, dado o sangue pelo país, e por homens que, se quer, mereciam. E, o que me deram em troca? Um atestado de “estresse pós-traumático”. Não me pergunte de onde tiraram essa ideia. Eu não me sentia “traumatizada”, já havia visto e presenciado muitas coisas ao longo dos anos e, acreditem, nenhuma delas me afetou!

— Amanhã é 22 de Julho! — informou meu irmão, como quem estivesse comentando sobre o tempo. Porém, não era assim tão simples. Senti minha perna direita começar a balançar inconscientemente, numa visível demonstração de ansiedade.

— O que tem? — dei de ombros tentando não transparecer nervosismo. Contudo, ambos sabíamos que a data era, em partes, significativa.
Veja, os anos na escola militar, ou servindo ao exército, não me trouxeram — aparentemente e em minha opinião — trauma algum. Entretanto, o mesmo não posso dizer dos anos antecessores a estes. 22 de Julho não somente era o aniversário de Nichollas Dixon, como também o dia em que Samantha Jones morreu. E o que eu tenho haver com isso? Simples, eu estava no carro que a matou!

— Aniversário do Collin, recorda-se? — admito que ele estava fazendo um belo trabalho sondando o terreno daquela forma. Era inteligente, ele saberia como me sinto a respeito da data, sem que mencionasse o acidente.

— É claro. Certamente a reputação tranquila de Two Harbors será denegrida novamente. Até vejo, a praia completamente tomada pelos festeiros. Aposto que os Dixon não deixarão passar essa oportunidade! — ouvi-o rir pelo nariz. O nome dos filhos mais velhos dos Dixon estavam estampados em uma extensa lista na delegacia da cidade, por desordem e, infelizmente, também por coisas nem tão banais.

— Não se faz dezenove anos todos os dias, Sabine!

— Como é, o pirralho já é maior de idade? — confesso que a informação me pegou de surpresa. Era justamente para não obter notícias sobre aquela família em particular, que eu evitava todas as cartas de Willie, largando-as intocadas dentro do malão.

— Ficou interessada de repente, curioso! — zombou meu irmão. Eu poderia tê-lo socado, não fosse a primeira vez que o vira agir como antigamente. Tão descontraído.

— Não enche, Billy. Sabe muito bem que um assunto leva a outro. Além disso, sabemos que não me oponho aos outros Dixon. Tenho curiosidade a respeito de como estão, só não tenho interesse em saber sobre a vida de Marlon. — um frio subiu pela espinha apenas à menção do nome. Só Deus sabe o que sua presença fará aos meus nervos!

— Acredita mesmo que voltando, não o encontrará nas ruas, no supermercado, nas festas...? — começou em tom professoral. Eu odiava aquele tom.

— Aquele psicólogo, suspeitosamente sádico, tinha que me colocar sob sua responsabilidade, e me obrigar a voltar àquele lugar, não? — reclamei suficientemente alto para que ele interrompesse seu discurso moralista.

— Além de mim, quem mais poderia responsabilizar-se por você, nossos pais?

— Nem brinca com uma coisa dessas! — ele riu sarcástico. — Ainda assim, poderiam ter considerado o vovô!

— Vejamos, um deles é veterano de guerra, o que apenas pioraria a tua condição. E, o outro, é quase centenário e não poderia cuidar de alguém instável! — ele fingiu ponderar. Ou eu estou muito louca, ou ele estava mesmo curtindo com a minha cara.

— Oji-san não é centenário! — defendi. — Ele deve ter lá seus noventa anos. Contudo, me seria melhor do que enfrentar tudo o que está por vir! — deixei claro o meu descontentamento. — Eu faria Oji-san vir do Japão, e voltaria ouvindo-o resmungar as quatorze horas de viagem, se isso me fizesse não ter que voltar àquela ilha!

— Como sabe que Oji-san está no Japão? — inquiriu desconfiado. Dei de ombros, não iria abrir a boca e me auto incriminar. — Leu as cartas de Oji-san, mas não as minhas? Estou profundamente descontente, Sabine!

— Vê? Eu estaria completamente sadia e sã em um mês, se tivessem ligado para Oji-san, ao invés do meu irmão ressentido! Que bem me faria um ambiente hostil? — retruquei persuasiva.

— Conforme-se Bine, eu sou a tua melhor opção. — ele voltou sua atenção para os papéis em suas mãos, e eu bufei inconformada.

O sol estava se pondo quando nós, finalmente, pousamos em Long Beach. Os tons de laranja misturavam-se com o vermelho e o roxo que o empurravam para o fim do mundo. William foi conversar com o dono de um navio pesqueiro, tentando negociar uma carona até a Ilha de Santa Catalina, e, eu me peguei observando o mar com atenção. Tenho que admitir, senti saudades do clima, do sol morno do fim da tarde, das areias brancas das praias e do som do mar.

O navio pesqueiro ia levar duas horas para dar a volta e atracar na costa da pequena Ilha. Aproveitei a deixa para estudá-la melhor. A título de curiosidade, devo dizer que a Ilha nunca fora explorada com a finalidade de ser moradia para nenhum ser humano, entretanto, com os anos, as famílias mais ricas de Long Beach começaram a comprar lotes em Two Harbors e instalar-se permanentemente em suas terras.

Todavia, havia algo que eu nunca entenderia, e isto era: como uma família desafortunada como os Dixon haviam comprado a casa vizinha à minha. Veja, uma família de sete pessoas, que mal conseguia manter-se todos os meses, com cinco crianças para alimentar, vestir e educar, não sobreviveria aos padrões de Catalina. É claro que eu poderia ter perguntado a qualquer um deles, principalmente Maximilliam, meu melhor amigo, porém, eram assuntos delicados a se tratar e, no fim das contas, isso tudo não passava de mera curiosidade.

Fitei a praia, conforme aproximávamos da costa. As ruas da cidade continuavam as mesmas, a areia branca invadia grande parte do deque das casas que ficavam mais à frente da praia, as lojas de conveniência ainda tinham as mesmas lembranças turísticas e as garagens de barcos ainda guardavam os mesmos modelos de iates, lanchas e jet-skis. Nada mudara, embora tudo estivesse diferente agora. Ao menos para mim.

Para meu completo azar e falta de humor, a casa dos Dixon, foi uma das primeiras que avistei, quando atracamos no cais. Os coqueiros e palmeiras que emolduravam os lados da casa, pareciam ainda maiores do que me recordava, a porta de vidro dos fundos, dava para um deque que ia de encontro a praia, e mesmo disfarçando e a contragosto, eu podia vislumbrar algumas silhuetas brincando com as luzes do lado de dentro.

Willie jogou uma boa quantia na mão do capitão do barco pesqueiro, e virou-se para mim apreensivo. Eu não podia culpá-lo, o “psicólogo” do Batalhão o havia prevenido a respeito de emoções muito fortes ou “situações traumáticas”.

Comecei a andar na frente, muito ciente de sua presença logo em meu encalço. Não poderia dizer se por medo, ou proteção. Ainda assim, a ideia de tirar o curativo e expor a ferida para que se cicatrizasse, parecia-me muito mais atrativa, agora que estava a poucos passos da casa dos Dixon.
Masoquismo? Bem, talvez o psicólogo, e o Major Carter, estivessem certos de fato, a respeito da minha sanidade e estabilidade mental.

— Se eu entrar...- comecei receosa. Minhas mãos voltaram a suar frio, como no aeroporto. Engoli seco. — Se eu entrar, pretende me acompanhar? — continuei com a voz falha.

— E quem mais a impediria de fazer besteira? — ele riu. Pelo visto pisar na Ilha havia ativado o botão sarcástico dele. Ótimo!

— Certo. Pela porta da frente então. Menos invasivo, quero dizer. — arrisquei. Will assentiu, me seguindo pelas laterais da residência.

Meus olhos correram curiosos para minha antiga casa. Os tijolos, antes amarelos, agora estavam cobertos por uma tinta verde, totalmente cafona. Algumas mudas de flores silvestres haviam sido plantadas ao pé da janela da sala de jantar, porém, eu sabia que não durariam, pois, minha mãe havia tentado obter a mesma proeza há muitos anos. Cessei minhas especulações, quando William subiu os degraus que davam para a varanda de entrada dos antigos vizinhos, mas, meus pés pareciam não querer colaborar. Paralisei no primeiro.

— Quer desistir? — ele virou-se preocupado, esperando minha reação. Eu poderia tê-lo dito que desistir não estava no meu dicionário, entretanto, apenas balancei a cabeça, me recompondo.

— Vá na frente. — ordenei. Ele pareceu pensar. — Preciso analisar o terreno, Billy. Cautela ainda é meu segundo nome. — justifiquei convencendo-o.
Meu irmão deu duas batidas na porta e, por mais que fossem leves, alguma agitação pode ser ouvida do lado de dentro da casa. Uma silhueta feminina apareceu na janela de vidro da porta e meu coração traíra, acelerou. A Sra. Dixon abriu a porta, colocando o corpo magro para fora.

A julgar pela expressão em seu rosto enrugado, estava surpresa e incrivelmente feliz. Os olhos azuis fitavam William com calma, como se a qualquer momento ele pudesse sumir no ar. Os braços finos voaram para o pescoço dele e seus lábios estalaram ao encontrar seu rosto. Pois bem, vejo que nada mudou no quesito bajulação!

Para mim, a Sra. Dixon não parecia ter envelhecido muito, sua expressão materna ainda estava lá, estampada em sua face branca, os cabelos loiros escorriam em cascatas pelos ombros cobertos por um casaco florido. Cruzes, ela ainda gostava disso?

— Willie querido, que surpresa agradável! — ela ainda o abraçava, sem notar a minha presença. Ainda bem, pois, eu estava fixada no degrau abaixo. — Cogitei que, muito provável estaria catastroficamente ocupado com as eleições. Não esperávamos que aparecesse tão cedo! — eleições, eu ouvi bem?

— É um prazer revê-la senhora Dixon! — Will segurou as mãos da matriarca apertando-as carinhosamente.

— Senhora Dixon...? — ela repetiu lenta e confusa. E inclinou-se para abraçá-lo mais uma vez, antes de seus olhos recaírem sobre mim, estática a sua frente.

— Você? — sussurrou. Senti um incomodo ainda maior quando seus olhos fundos encararam-me de volta. Estranhamente meu corpo se enrijeceu, e minha mão doeu quando apertei o corrimão com mais força.

Aqueles olhos eram deveras parecidos com os de Marlon e, certamente, era aquela constatação que fazia-me tremer ainda mais. Era como se pudesse enxergar a minha alma e me desarmar por inteira. Era como tê-lo, me encarando novamente. Se a mãe me deixou arredia e temerosa, o que me causaria o filho?

Notas finais
Eai? Vocês gostaram da Sabine? E o que me dizem do Billy, hãn? Para começo de conversa, antes de tudo, quero de forma alguma menosprezar o estado mental da Sabine. Essa, é apenas a forma como ela mesma enxerga sua própria psiquê. E há todo um trabalho a ser feito ainda, então... Calma lá!!! E para quem quiser saber, sim, Sabine e William têm um avô (oji-san) Japonês por parte de pai, daí vem o sobrenome Nakayama! Mais sobre a árvore genealógica dos irmãos será abordado nos CAP seguintes, então, aguardem mais um pouquinho, sim? Billy e Bine não se viam há sete anos, dá pra imaginar, não ter contato com tua irmã(o) durante sete fucking anos! E mais, por escolha dela! O que acham que há nesse tal de Marlon pra fazer a Sabine ter tanto medo de reencontrá-lo? É certo que estavam juntos no acidente, porém, tem caroço nesse angu, não tem, não? Me digam vocês!! A título de curiosidade, a tal da Ilha de Santa Catalina, existe de fato, e faz parte do estado da Califórnia. Contudo, para fins literários, ela foi modificada. Então, digamos que ela foi usada para inspiração! Billy é dois anos e meio mais velho que Sabine. Quem arrisca chutar qual a profissão atual de Billy? huum? Alguém? Espero que tenham gostado desse começo. Nos vemos no próximo CAP. E não esqueçam de deixar-me saber o que estão achando!!! Kissus!