Amarras do Passado

12 You Give Me Something - James Morrison


Notas iniciais
Olá pessoas, esse capítulo acabou de sair do meu forno de ideias kkkk É sério, eu acabei de escrevê-lo, por isso, perdoem os erros de português, hoje a noite eu vou revisá-lo, não posso agora pois tenho que me arrumar para a faculdade ^^ Espero que vocês gostem, eu amei escrevê-lo... Enjoy (=

Passado

Peeta

"...'Cause you give me something, That makes me scared, alright
This could be nothing, But I'm willing to give it a try
Please give me something
'Cause someday I might know my heart..."

James Morrison

***

Peeta sempre achou que sentir borboletas no estômago era coisa que somente uma mulher podia sentir. Ele não queria ser machista, apenas não entendia essa sensação estranha. Por certo, isso era loucura de sentimentalistas.

Que era algo irreal.

Ele não podia estar mais errado.

Agora mesmo ele sentia um milhão dessas pequenas borboletas se agitarem em seu estômago, batendo as suas pequenas asas invisíveis ao ver Katniss se aproximar do lugar onde ele estava sentado na aula de Haymitch.

Ele sempre guardava um lugar para ela ao seu lado, um ritual que ambos faziam desde o início do semestre letivo e que agora tinha um significado totalmente diferente.

Agora que Katniss e ele tinham começado a suas ficadas clandestinas, tudo entre eles estava mais vivo, mais intenso.

A amizade não enfraqueceu ou desapareceu, como ele achou que aconteceria. Muito pelo contrário. Tudo estava mais vivo agora, mais vibrante e bonito.

— Bom dia. — Disse ela ao se sentar na cadeira ao meu lado.

— Bom dia. — Respondo depois de colocar uma mecha de seu cabelo escuro atrás de sua orelha esquerda.

Katniss me olha e sorri timidamente.

Não pode deixar de sentir uma grande satisfação ao olhar para ela. Meu peito se enche de sentimento. E eu nunca pensei que um sentimento tão grande pudesse ser condensado para caber dentro do meu peito. É como se o meu coração se inchasse de luz.

Eu não sei o que há em Katniss para que eu me sinta assim.

Se não estivéssemos em uma sala de aula lotada eu a beijaria neste exato momento.

Logo, Haymitch entra na sala de aula e começa o seu discurso rabugento sobre os dias sombrios e a queda da primeira tentativa de revolução em Panem, para trazer de vez a democracia, um tempo que antecedeu os Jogos Vorazes.

Katniss está concentrada na aula, sua mão é rápida ao fazer anotações em um caderno.

Acho incrível o poder de concentração dela, pois no momento mal consigo ouvir o que Haymitch fala. A única coisa em que consigo pensar é em Katniss sentada tão próxima, e como eu quero sentir os seus lábios nos meus.

Ela, sem perceber, tenta o meu pouco juízo ao me lançar olhares ocasionais. Eu sei que ela não faz de propósito e essa é a melhor parte.

Ou a pior parte.

Não sei o que pensar. Só sei que não deveria pensar nela dessa forma.

Enquanto a aula prossegue, eu levo os meus pensamentos as lembranças do dia anterior. Quando eu a levei para um passeio pela Capital, nós dois fomos em vários lugares. Apenas eu e ela.

Claro que eu tive que ir buscá-la no dormitório estudantil. Praticamente sequestrá-la, pois ela não queria ir, queria passar o dia todo com a cara nos livros, estudando sem parar. E depois ir para o centro de treinamento, passar horas treinando a sua mira já perfeita.

Eu não deixei, de jeito nenhum. Principalmente depois do nosso último encontro na padaria da minha família.

Tive a brilhante ideia de levar comigo, pães de queijo e chocolate quente, então não ficou tão difícil convencê-la.

Começamos o nosso passeio por uma caminhada no parque, depois fomos ao Museu da Liberdade, que estava apresentando relatos da história dos Jogos Vorazes.

Katniss e eu passamos horas discutindo o que levaria cidadãos comuns a sequer cogitar, uma arena cheia de crianças se matando, como entretenimento. E como as pessoas podem ficar doentes pelo poder de governar.

Isso é uma das coisas que eu mais gosto em Katniss, a sua capacidade de poder conversar sobre qualquer assunto. Fico encantado ao observar como a mente dela trabalha de maneira perspicaz e astuta.

Dá para entender porque Haymitch, que é um dos professores mais exigentes que eu conheço, gosta tanto dela. Ao ponto de se tornar mentor da sua bolsa de estudos aqui na Capital.

Eu e ela podemos passar horas conversando e em contra partida, podemos passar o mesmo período de tempo em total silêncio, e isso não me deixa desconfortável.

Estar com ela é uma constante contradição.

Depois de visitarmos o Museu, eu a levei para conhecer uma feira típica dos distritos, que fica localizada perto dos bairros mais pobres aqui na Capital, um local cheio de artesanato e culinária de todos os lugares de Panem.

A meu ver, um ótimo lugar para se passear aqui na Capital, principalmente pela variedade na culinária. Eu adoro conhecer a comida típica dos outros distritos.

Tenho uma completa paixão pelo peixe assado em nozes e folhas de louro, enrolados em folhas de banana, do Distrito Quatro. E pela torta de maçã com canela e pêssegos do Distrito Onze.

É claro que faço com que ela prove essas delícias e Katniss não me decepciona ao provar todos os pratos que eu ofereci, e aceitar cada uma das minhas sugestões.

Ela é tão diferente de Glimmer. Eu lembro de trazer a minha namorada aqui, uma vez. E ela não demorou dez minutos para querer ir embora.

Glimmer odiou tudo.

Odiou as pessoas mais simples, o cheiro das especiárias no ar, a festa na rua, as barracas de artesanato.

Na época eu fiquei bem chateado com ela. Depois entendi que esse era o seu jeito, e se eu quisesse estar ao seu lado eu teria que entendê-la e aceitá-la.

Agora, ao ver o entusiasmo quase inocente de Katniss, a respeito de tudo ao seu redor. E ver seus olhos brilhando de expectativa a cada nova barraca, a cada novo distrito, eu pude entender o que faltava em meu relacionamento com a Glimmer.

Com minha namorada eu nunca tive um compromisso muito grande de fazê-la feliz. Já com Katniss, as coisas são bem diferentes, eu quero vê-la sorrir o tempo todo, e principalmente, eu quero ser a pessoa que levou um sorriso aos seus lábios.

Passamos a tarde toda com os nossos dedos entrelaçados, e não faço a miníma ideia de quem pegou primeiro na mão de quem, mas agora que eu tenho seus dedos entre os meus, não pretendo soltá-la.

Katniss não parece estar incomodada e isso é o que importa.

Nós dois entramos em nostalgia ao chegar nas barracas referentes ao Distrito Doze. Ela parece estar muito à vontade aqui entre os nossos compatriotas de distrito.

Quando, em uma barraca próxima, um senhor barbudo começa a tocar uma valsa em seu violino velho, uma antiga canção típica de nosso distrito, eu não pude resistir e a puxei para o centro da feira, bem próximo desse músico, e inicio uma dança com ela.

Faço alguns passos que eu nunca pude esquecer, coisa que aprendi quando criança, nas quadrilhas de escola do Distrito Doze.

Eu nunca vi Katniss tão vermelha e constrangida, por sermos o centro das atenções, pela duração de uma música. Mas ela, ainda assim dançou comigo.

Quando terminamos a nossa dança desengonçada, os olhos dela brilhavam de diversão.

E eu não pude resistir nem mais um momento.

Busquei seus lábios com os meus e nos beijamos de forma apaixonada. Só nos separamos quando ouvimos uma salva de palmas ao nosso redor.

Como nós dois devíamos estar parecendo para as pessoas ao nosso redor? Como um casal apaixonado?

Katniss e eu fomos embora da feira logo depois, nossos corações disparados no peito. Eu me sentia explodir de felicidade.

Eu a beijei quantas vezes quis, e ela permitiu isso, nunca tentou me parar ou impedir. Ao contrário, sempre respondeu com ardor e carinho.

Eu estou caindo por Katniss Everdeen, estou ficando loucamente apaixonado por ela.

E isso me enche de medo.

Essa sensação de não estar no controle dos meus sentimentos, do meu corpo, da minha mente.

Já faz mais de uma semana que eu não me encontro com Glimmer. As vezes nos falamos por telefone, mas pensar nela me enche de culpa, ela é outra fonte de apreensão que eu não posso controlar.

Eu sei que estou errado em traí-la dessa forma. Minha namorada pode ter vários defeitos, mas ela não é o tipo de garota infiel.

Entretanto, não posso pensar em Glimmer, não quando estou com Katniss.

Por algum motivo as duas não coexistem pacificamente no mesmo pensamento.

De repente me assusto quando as luzes em volta de onde estou, são apagadas. O que me obriga a sair dos meus devaneios e voltar a realidade.

— O que está acontecendo? — Pergunto em voz baixa ao aproximar o meu corpo de Katniss.

— Haymitch vai passar o filme do Tratado de Traição, o primeiro que iniciava os Jogos Vorazes. — Explica Katniss em um sussurro.

Ela aproveita que as luzes estão apagadas para encostar a lateral de seu corpo no meu e deitar a cabeça no meu ombro.

É nessas horas que eu agradeço por termos escolhidos lugares no fundo, nas últimas fileiras da classe, assim ficava difícil para alguém nos bisbilhotar.

Aproveita a liberdade que ela está me oferecendo e pego a sua mão na minha, logo entrelaço os nossos dedos.

Um filme começa a ser passado em um projetor grande na sala de aula.

— Katniss. — A chamo em seu ouvido. — Eu quero te beijar.

Ela deixa um risinho curto escapar e me olha divertida.

— Agora?- Pergunta em voz baixa ao levantar a cabeça de meu ombro e me encarar.

Nossos rostos estão cobertos pela escuridão da sala. A pouca luz do filme é a única que nos ilumina.

— Sim. — Respondo ao passar minha mão livre em seu rosto. — Agora. Me beija.

— Não. — Diz ela olhando em volta. Mas a atenção dos alunos esta toda voltada para o filme. — Depois.

— Eu quero agora. — Insisto ao sussurrar em seu pescoço, permito que meus lábios passem por sua pele macia.

Respirando profundamente, posso garantir que sou tarado no perfume dos cabelos de Katniss.

E é com contentamento que eu a sinto estremecer com o meu contato. É instintivo, mas eu sei que ela quer isso tanto quanto eu.

— Eu estou com saudade de seus lábios, do seu beijo, do seu cheiro. — Continuo a sussurrar em sua orelha. Os dedos de sua mão apertam os meus.

— Peeta, nós nos encontramos ontem, eu passei o dia todo com você. — Katniss tenta argumentar e novamente eu a sinto estremecer quando eu beijo o seu pescoço.

— Eu sei, tive que aguentar quinze horas longe de você. E agora estou morrendo de saudade. — Insisto com mais fervor. — Vamos Katniss, só um beijo, um pequeno.

Me surpreendo quando ela se aproxima e deixa que seus lábios encostem nos meus, um beijo muito rápido.

— Pronto. — Respondeu em um sussurro.

— Agora eu quero um grande. — Peço me arriscando. — Um beijo grande, enorme, molhado.

Ela apenas ri, mas posso notar os seus olhos queimando nos meus.

Katniss se afasta, e ao soltar a minha mão, começa a guardar o seu material dentro de sua mochila. Quando tem tudo guardado ela se vira para mim.

— Me encontre daqui a dez minutos no banheiro em manutenção no quarto piso. — Sussurra de forma marota, seus lábios grudados na minha orelha. — É um banheiro feminino com uma faixa amarela na porta.

Em seguida, ela se levanta discretamente e deixa a sala de aula.

Estou me sentindo levitar, eu até me sinto tonto pela descarga de adrenalina que é disparada na minha corrente sanguínea.

O que posso dizer é que são os dez minutos mais longos da minha vida.

Depois tenho que me segurar para não sair correndo pelos corredores da universidade. Não posso esperar o elevador, ele vai demorar demais, por isso vou direto pelas escadas, o bom é que as aulas ainda estão rolando por isso não encontro ninguém pelos corredores.

Encontrar o banheiro em manutenção não foi problema algum, a porta não estava trancada, então foi só dar um empurrão nela e entrar.

As luzes estão acessas, e ao dar a volta em algumas cabines lacradas, eu encontro Katniss sentada em um balcão de pedra.

Nossos olhos se encontram e ela sorri.

Vou para onde ela está e deixo que a minha mochila caia ao lado da dela no chão poeirento. Não demoro nada a me lançar sobre ela, faço com que ela abra as pernas e me encaixo no meio delas.

Katniss parece constrangida no começo, mas não me nega isso.

Essa posição é muito boa, porque posso sentir o corpo dela colado ao meu.

Eu a beijo de forma voraz, e me delicio com os seus lábios. Abraço as suas curvas e não posso deixar de me excitar com ela.

Katniss retribui tudo, no começo de forma mais tímida, sendo mais contida. Depois a voracidade de seu beijo se compara a minha própria e sei que nossos desejos estão em sincronia.

Eu evito tocá-la nos lugares que realmente quero, pois sei que é um grande passo que talvez ela não esteja preparada para dar. Estamos ficando a pouco tempo e, a meu ver, ela não é o tipo de garota que permite esse tipo de liberdade para qualquer um. Por isso, tenho que me contentar apenas com o formato de seus seios ao estarem encostados no meu peito.

E apenas isso já é uma tentação fora do comum. Mas, minha vontade mesmo é encher a minhas mãos com seus seios, abrir o zíper da sua calça jeans e deslizar minha mão pela sua umidade, fazer com que ela chegue a um orgasmo em meus braços.

— Era isso o que você queria? — Me pergunta ela, quando fazemos uma pausa para recuperar o fôlego.

— Sim. — Respondo sorrindo bobamente. — Era isso mesmo. Os seus lábios são tão doces Katniss, tão gostosos de beijar. — A elogio enquanto passo a mão em seu cabelo, que hoje estão soltos em suas costas.

—Ah, Peeta. — Suspira ela e volta a me beijar.

Sinto as mãos dela se aventurando por minhas costas. Entrando por debaixo da minha camiseta. É uma surpresa agradável quando ela crava as suas unhas pequenas na base da minha espinha.

Imediatamente sou atravessado por uma corrente elétrica de prazer. É uma das melhores sensações que eu já tive.

Solto os seus lábios e a encaro.

— Isso é bom, Katniss. — Digo a ela. — Faz novamente.

Ela repete o gesto e eu tenho que trincar os meus dentes para não gemer alto. Sinto o meu corpo queimar por ela.

Volto a atacar os seus lábios, estamos ambos acalorados e ofegantes.

Quero você. Penso ao encará-la. Quero tanto você.

Somos surpreendidos pelo sinal de intervalo das aulas. Perdemos totalmente a noção do tempo aqui.

— Acho melhor nós voltarmos agora. — Fala Katniss ao tirar suas mãos de debaixo da minha camiseta.

— Vamos matar o resto das aulas. — Eu sugiro.

— Eu não posso, Peeta. — Responde ela ao acariciar o meu rosto, acho a coisa mais linda do mundo o seu rosto corado. — Eu sou bolsista. Não posso faltar assim.

Eu sei, mas a única coisa em que consigo pensar e nas suas coxas em volta do meu quadril, suas curvas nas minhas mãos e em como eu não quero me afastar dela, não quero soltá-la.

Estou caindo por Katniss Everdeen, estou caindo muito rápido. E eu não quero parar.

Notas finais
Peeta, delícia. Eu te quero! Eu tenho até pena da Katniss, ela não tem como resistir à Peeta Mellark falando sacanagem no ouvido dela. A mulher não é de ferro não, minha gente. kkkk Próximo na sexta, até lá!