Amarras do Passado

26 Undisclosed Desires - Muse


Notas iniciais
Olá pessoas, tudo bem? O capítulo de hoje é muito quente então eu aconselho a ter um copo de água fria perto para se refrescar, ou um leque para se abanar hehehe Eu senti falta de algumas pessoas nos comentários do capítulo anterior, o que aconteceu? Vocês não gostaram do capítulo? Enfim, enjoy!

Passado

Peeta

"...I know you've suffered But I don't want you to hide
It's cold and loveless I won't let you be denied
Soothing
I'll make you feel pure
Trust me
You can be sure..."

***

– O que diabos deu nele? — Pergunto para Cato ao apontar discretamente para onde Thresh estava conversando alguns caras do seu curso.

– Ele ainda não te contou? — Perguntou Cato ao rir abertamente. — Eu acho que ele ainda não teve tempo, já que não sabe da sua paixão platônica pela Everdeen.

– Katniss? A que ela tem a ver com isso? — Agora estou mais curioso que nunca.

– Ele vai levá-la para um Motel hoje a noite. — Me respondeu Cato ao sorrir de forma sacana.

– Motel? — Quase grito a pergunta. — Como assim Motel? O que eles vão fazer lá?

Tudo bem, eu sei o que um casal faz em um Motel e essa foi uma pergunta estúpida, mas eu não pude segurá-la em meus lábios. E agora estou com raiva ao perceber que Cato não consegue controlar uma risada.

– O que um casal faz em um Motel, Peeta? — Seu rosto esta vermelho de tanto rir, eu quero socá-lo no rosto para fazê-lo parar de agir como um idiota e responder as minhas perguntas. — Não me diga que você perdeu todas as aulas de educação sexual no colégio? Eu sabia que você ficava jogando xadrez com a Glimmer, quando vocês se trancam naquele quarto.

– Eu estou falando sério Cato. Eu sei o que pessoas fazem em um Motel, eu apenas não consigo entender... — Sem conseguir me contar acabo por enrolar todas as palavras que eu tentava falar. -...quer dizer, eles estão saindo a pouco tempo...isso não pode ser sério...Katniss não pode permitir...

Com rapidez eu calo a minha boca antes que eu acabe dizendo algo que irei me arrepender mais tarde. Um segredo que é apenas meu e dela.

Ao poucos o meu estupor vai se transformando em raiva, e essa é uma raiva que eu já venho nutrindo à algum tempo. Que vem crescendo desde o momento em que eu vi Katniss beijando Thresh pela primeira vez. Algo que eu escondi até mesmo dela. E que agora ameaça de romper como a barragem de uma represa, e com sua força destrutiva vai devastar tudo o que encontra pelo caminho.

Naquele noite no bar, no aniversário de Glimmer, eu mal pude me conter quando o vi com as mãos nela, quando eu o vi a beijando. Thresh chegou muito perto de ter o rosto arrebentado por mim. Me segurei por um milagre, e Finnick me tirou de perto de todos quando viu que eu estava prestes a ir atrás dos dois para acabar com aquele teatrinho de uma vez.

Agora, essa notícia apenas alimenta um monstro que estava adormecido dentro de mim.

Katniss iria mesmo transar com Thresh? Será que eles já estavam transando à algum tempo e ela me escondeu isso? Penso com raiva. Impossível. Katniss, minha Katniss não é uma vadia dissimulada.

Faz apenas duas noites que nós fizemos as pazes em meu apartamento, a mulher que estava comigo naquela cama e que me deu orgasmos de explodir o cérebro, não pode estar tramando algo tão sujo assim, apenas para se vingar.

Eu sempre achei que esse relacionamento dela com Thresh era uma forma de me atingir, de me deixar irritado.

Será que ela estava apaixonada por ele?

– Eles podem estar saindo a pouco tempo, mas isso nunca impediu ninguém de dar uma fodida ocasional, sendo um casal ou não. — Cato me tira abruptamente de meus pensamentos com esse comentário, mal sabe ele que esta apenas alimentando o monstro ciumento dentro de mim. — Ei, conquistador. Eu sei que você sente alguma coisa pela miss carranca. Mas, está na hora de seguir em frente, Katniss esta saindo com Thresh agora, com seu amigo. Lembra dele? Lembra que ele é o seu amigo?

Balanço a minha cabeça afirmativamente, não confio em abrir minha boca para dizer nada. Então não abro os meus lábios, ou posso gritar para a Universidade inteira que sou eu que durma com Katniss Everdeen.

–Bom, muito bom. Agora que você se lembra que ele é seu amigo, está na hora de deixar essa paixonite de lado, e permitir que as coisas aconteçam como tem que acontecer. — Diz Cato com seu semblante sério. — Você está saindo com Glimmer e Thresh está saindo com Katniss...

– Deixa eu te perguntar uma coisa, Cato. — Começo a dizer, entretanto eu tento conter ao máximo a raiva que borbulha em minha voz. — Você que fala tanto em Clove, é que agora é namorado dela. Que vive dizendo que ela é a mulher da sua vida e etc. Se Clove estivesse saindo com Thresh, você deixaria de correr atrás dela? Você permitira que ele colocasse as mãos nela?

Nesse momento vejo que Cato me olha de modo muito sério. Posso até ver uma veia pequena começando a saltar em sua têmpora, ao imaginar o que eu disse.

– Isso nunca iria acontecer, Peeta. Pois Clove esta saindo comigo e não com ele. Ela é minha garota, e ninguém mexe com o que é meu. — Sua resposta é seca e forte, cortante como uma navalha. Posso dizer que poucas vezes eu o vi ficar nervoso dessa forma. — Agora, Katniss não é sua garota...

Não posso suportar ouvir mais nada dele, e nesse momento que apenas dou as costas para ele e saiu de perto, minhas pernas me levam para longe muito rapidamente.

Cato esta errado, muito errado. Katniss é sim a minha garota. Sou eu que a beijo, sou eu que a abraço, ela me entregou a sua virgindade e frequentemente transamos. O que eu quero dizer é que desde o dia em que ela se entregou naquele escritório, eu tenho estado mais em seus braços do que nos braços de Glimmer.

O máximo que eu já fiz com a minha namorada, desde o dia em que tenho Katniss em minha cama é a beijar. O único sexo que tenho é com Katniss. E antes disso, acho que dormir uma ou duas vezes com Glimmer, o prazer que sinto com ela é bom, mas nem um pouco maravilhoso comparado ao que eu tenho com Katniss.

Sem nem perceber eu estou a procura da minha amiga pelos corredores do campus da Universidade. Cego de ciúmes decido tirar essa história de Motel a limpo agora mesmo. Como em um sonho eu noto que várias pessoas me olham de forma estranha, enquanto outras apenas saem do meu caminho ao me verem passar com um maniaco pelos corredores.

Não estou parecido como um maniaco, talvez um caçador a caça de sua presa. E eu encontro o meu cordeirinho no corredor de terceiro andar. Ela esta lindamente distraída lendo um livro quando eu a abordo.

– Nós precisamos conversar. — Digo ao pegá-la pela mão e puxá-la pelo corredor, vejo que muitos alunos nos olham curiosos e eu não posso me importar com nada nesse momento.

Sinto uma raiva crescente em meu peito, um ciúme muito forte se apossa do meu corpo, e minhas veias começam a bombear esse veneno pelos meus vasos sanguíneos. Um veneno muito perigoso, ódio puro.

Katniss me segue sem dizer nada, entretanto eu posso ver em seus olhos cinzentos, sempre tão expressivos e que não mentem uma mistura crescente de sentimentos estampados na tempestade de seu olhar. Eu vejo ali surpresa, desconfiança e curiosidade.

Depois de andar por alguns corredores eu encontro uma sala vazia, e entro com Katniss. Fecho a porta atrás de nós dois e giro a tranca para não sermos surpreendidos e interrompidos por nenhum curioso chato.

Solto a sua mão e a encaro. Meus olhos queimam em sua figura esbelta. Hoje ela esta com o cabelo solto.

Katniss se afasta de onde estou parado e caminha até uma carteira enquanto lentamente coloca uma mecha de seu cabelo escuro atrás da orelha, e depois de colocar sua mochila e o livro que estava lendo em cima da mesa ela se senta em uma cadeira próxima. Seu rosto agora é uma máscara sem expressão.

– O que deu em você? — Ela me pergunta com sua voz melodiosa cheia de confusão.

–O que deu em mim? — Cuspo a pergunta para ela, meus punhos de fecham com força ao mesmo tempo que tenho vontade de gritar de frustração. — O que deu em você?

– Eu não estou entendendo. — Diz ela mantendo uma voz calma. — Você percebe que acaba de me arrastar por metade do terceiro andar, e com várias pessoas olhando?

– Foda-se quem estava olhando! — Afirmo com raiva. — Como você pode aceitar ir para um Motel com Thresh?

Os olhos de Katniss se abrem e suas sobrancelhas se arqueiam com a surpresa pelo o que eu disse. Tudo dura apenas um breve momento, por que depois ela sorri abertamente. Seus olhos se enchem de diversão.

– Então, quer dizer que esse é o lugar especial que ele prometeu me levar hoje? — Sua pergunta tem um leve ar de retórica, enquanto um risinho suave escapa de seus lábios. — Um Motel? Jura? Peeta, eu não sabia de nada. Mas, fico agradecida por você me contar...

– Isso não tem graça, Katniss. — Rosno para ela, e não consigo entender como ela consegue rir disso. — Ele está espalhando isso para a Turma toda.

– Ele não deveria dizer essas coisas para a Turma, já que o nosso relacionamento é privado...

– É só isso que você tem para me dizer? — Pergunto de forma sarcástica ao dar um passo na direção de onde ela esta sentada.

Para meu completo desespero ela não esta me dizendo nada do que eu esperava que ela dissesse. Nada do tipo: "Oh, Peeta querido, ele está mentindo, nós não vamos transar." ou ainda, " Eu não permitiria que ele me tocasse dessa forma, é só você que eu quero...".

– O que você quer que eu diga? — Pergunta Katniss sem sorrir dessa vez, seus olhos passam a queimar com uma ameaça contida. E se eu fosse um cara esperto, eu manteria a minha boca fechada, mas se tratando de Katniss eu não sou nada esperto.

– O que eu quero que você diga? Que tal que você não vai transar com ele. — Respondo imediatamente, e tive que me controlar muito para acabar não gritando as palavras.

Para a minha surpresa Katniss dá um tapa na mesa na mesa em sua frente, o som forte ecoa pela sala vazia e ela me encara com raiva.

– O que eu faço em meu relacionamento com Thresh diz respeito apenas a ele a e mim. — Acho que nunca ouvi a sua voz mais fria do que agora, ela se levanta da mesa e se aproxima do lugar onde eu estou parado. — Escute bem, Peeta Mellark. Eu nunca me meti em seu relacionamento com a Glimmer, eu nunca interrompi o seu namoro, nunca pedi nada para você, nunca disse o que você tinha que fazer com ela. Então, você não tem o direito de se meter nos meus assuntos.

– Eu tenho todo o direito. — Retruco para ela, meus pensamentos estão uma bagunça gigantesca de sentimentos. — Não quero que você durma com ele...

– Não tem não. — Grita ela de forma colérica. Seu rosto se enche de uma cor vermelha. — Que tipo de direito você acha que tem? Você não é meu namorado, eu não te devo nenhuma explicação. Você dorme com a Glimmer sempre que não esta comigo e eu nunca o impedi disso. O que você acha que eu sinto sabendo que você me usa para sexo, e que anda de mãos dadas com ela pela Universidade? Você me mantém como a porcaria de um segredo sujo, e eu já estou farta disso.

– Você não é um segredo sujo. — Digo para ela, de repente não posso suportar pensar que ela acha que o que eu sinto por ela é tão pouco. — Você sabe que minha mãe...

– Eu sei muito bem que você faz tudo o que sua mãe pede. — Me interrompe ela ainda colérica. — Eu sei que você não vai terminar com uma garota rica para ficar com um coitada da costura.

Costura. Eu sei o que isso significa, esse é o lugar mais pobre do Distrito Doze, ainda me lembro dos meus tempos de menino que muitos comerciantes do centro desse Distrito tem preconceitos com os nascidos da Costura. E não gosto nada que ela se menospreza assim.

– Mas, deixa eu te dizer uma coisa Peeta. — Continuou ela em seu discurso, quando Katniss diz o meu nome ela praticamente o cospe com raiva. — Você pode ter vergonha de se envolver com uma garota da Costura. Mas, o Thresh não tem, ele não se importa de onde eu vim, ou que eu não tenho nada na vida. E eu não tenho vergonha, tampouco.

– Eu não tenho vergonha , Katniss. De onde você tirou isso? — Pergunto inquieto ao olhá-la surpreso. — Você sabe que eu não tenho.

– Eu sei? — Pergunta ela sem demora, e eu quase me parto em dois ao ver a dor em seus olhos cinzentos. — Como eu poderia saber disso se é a Glimmer que você chama de namorada?

Ficamos em silêncio por pouco tempo, apenas um olhando para o outro. Não tenho como argumentar depois disso.

– Escute. — Começa ela novamente, sua voz muito mais controlada do que antes, ainda assim eu posso notar a dor levemente escondida no seu timbre. — Como eu disse, eu nunca interferi em seu namoro com aquela garota, e nunca te pedi nada. Então, não interfira no meu.

Katniss se afasta de onde estou parado e rapidamente pega a sua mochila que estava em cima da carteira na frente da sala. No mesmo instante ela me dá as costas para sair da sala de aula. E já esta destrancando a porta quando eu consigo sair do meu estupor e imediatamente corro até ela e seguro em seu braço, impedindo-a de sair.

– Vocês já transam, Katniss? — Não consigo controlar os meus lábios, eu apenas sei que tenho que saber disso, tenho que saber se ela já se entregou para ele. Sei que estou sendo um babaca, mas não posso me parar.

Depois de alguns instantes esperando uma resposta, Katniss se virá e me olha de forma triste e ressentida.

– Não, nós apenas nos beijamos. — Responde, e eu não duvido que seja verdade. No mesmo momento eu sinto o meu peito aliviar. — Você é o único que já me fodeu, Peeta. Satisfeito de saber?

E sem mais nada, ela puxa o seu braço do meu aperto e vai embora. Eu vergonhosamente apenas permito que ela se vá. Porque suas últimas palavras são como um soco forte no meu estômago.

Fico estarrecido ao descobrir que ela realmente acha que eu penso muito pouco a seu respeito. E que eu a uso de forma muito suja.

Que nós dois fodemos.

Apoio as minhas costas em uma parede fria e passo as mãos pelo meu rosto.

O que eu vou fazer agora? Pergunto em pensamento. Minha mente esta cheia de aflição.

Katniss está certa em muitas coisas, a forma como eu a venho tratando é horrível. E eu tenho que me envergonhar disso. Ela merece muito mais do que apenas algumas transas ocasionais e um relacionamento secreto.

E mesmo que eu já tenha decidido terminar com a Glimmer, por que eu ainda não fiz isso? Não concretizei meu plano? Porque Katniss estava saindo com Thresh? Bobagem, à duas noites atrás ela estava na minha cama gemendo entregue em meus braços enquanto eu estava profundamente dentro da sua boceta.

E não. Eu não tenho vergonha dela, nunca tive e nunca terei. Eu sinceramente não me importo se ela veio da Costura, que ela não tenha muito dinheiro, ou que não tenha uma família ao seu lado.

Eu sei que Katniss não nasceu para ser amante de ninguém, ela nasceu para ser o mundo todo de um homem. O meu mundo todo.

E eu fui um filho da puta por não perceber que em todo esse tempo juntos eu a estava magoando miseravelmente, e a tratando de forma desrespeitosa. Ela pode nunca ter pedido para eu terminar com a Glimmer, mas a partir do momento que eu estou dormindo com ela, eu tinha o dever e tinha que ter a decência de resolver toda essa situação com a minha namorada.

O pior de tudo é que eu achava que ela estava saindo com Thresh apenas para me chatear, para me irritar. Eu achava que ela estava saindo com ele por passatempo. Que grande criança imatura eu fui.

Katniss, estava apenas usando o seu direito de procurar em outro o que não encontrava em mim. E meu rosto arde de vergonha por isso.

Imediatamente eu saio em disparada pelo corredor. Estou praticamente correndo atrás dela, atrás de alcançá-la. Não tenho que pensar muito para saber onde encontrá-la. Nervosa do jeito que estava, Katniss só pode ter ido para um lugar aqui na Universidade. O centro de treinamento para arco e flecha é o lugar ideal para descarregar toda a sua irritação.

Por isso vou direto para lá.

As aulas já começaram, o que deixa os corredores quase desertos. Melhor para mim, que não tenho que me explicar para ninguém. Chegar até o centro de treinamento especifico de Katniss leva alguns minutos, mas sou recompensado ao entrar no local e logo localizar o objeto do meu desejo a distância. Ela esta concentradíssima praticando a sua mira já perfeita.

Ela deve ter escutado a aproximação de meus passos, pois lança um olhar sob o seu ombro e sem expressar nenhum comentário volta a praticar a sua atividade. A expressão em seu rosto me mostra que ela não esta disposta a ouvir nenhuma conversa banal. O que é ótimo já que eu também não estou aqui para brincadeira.

Me sento na arquibancada vazia, no lugar que costumo sentar quando a estou esperando em um dia comum, mas hoje não é um dia comum. Hoje é o dia em que tudo vai mudar. Portando, durante a hora seguinte eu apenas a observo enquanto decido o meu futuro.

Deixar que as coisas chegassem a esse ponto foi um tremendo erro da minha parte. Há algum tempo, eu já sei que Katniss significa muito para mim. E foi um erro deixá-la no escuro sobre os meus planos, sobre os meus sentimentos. Foi um erro permitir que ela se envolvesse com Thresh. Foi um erro eu ter continuado com Glimmer. Não posso mais errar, não com ela.

Quando Katniss termina de descarregar sua raiva em uma sessão de treinamento cruel e árdua. Ela recolhe as flechas que utilizou e guarda todo o equipamento em seu devido lugar, depois sem olhar para onde eu estou ela me dá as costas e entra no vestiário feminino.

Decido segui-la e selar de vez o meu destino.

Eu desço a escadaria da arquibancada com pressa e logo sigo para o vestiário. Ao entrar no ambiente eu tranco a porta com as trancas de emergência, ou seja as trancas de metal no canto superior e inferior. Depois passo por vários armários de ferro e chego a área dos chuveiros. Esse vestiário não é grande, o que é perfeito para o que eu tenho em mente.

– O que você quer agora, Peeta? — Pergunta Katniss mais a frente, ela esta com seus braços cruzados acima dos seios cheios. — Estou certa que nós já falamos tudo o que importava...

Avanço sobre ela com pressa e não permito que ela termine a sua frase. Apenas a puxo para os meus braços e a tomo em um beijo faminto.

Não fico surpreso por Katniss me permitir beijá-la e retribuir. Ela é minha garota. Então logo o nosso beijo esta cheio de ardor e urgência, nossas línguas dançam em um duelo sensual, meus braços apertam o seu corpo curvilíneo no meu, enquanto as minhas mãos vão até as suas nádegas roliças, aperto com força a sua carne macia e faço com que a sua pélvis encoste na minha. Para que ela saiba o quanto me deixa excitado.

Katniss geme em meus lábios e é com prazer que sinto as suas mãos por debaixo da minha camiseta, suas pequenas unhas arranham as minhas costas, o que me deixa com muito tesão.

Nós nos despimos rapidamente entre um beijo e outro, não existe mais uma necessidade de continuar a conversar. Não quando ela faz o meu sangue queimar da forma que está queimando, tão rápido e tão desesperado.

Com autoridade eu a puxo para uma área do vestiário onde estão as pias e os grandes espelhos grudados na parede.

Faço com que ela se sente em uma das pias e me meto entre as suas pernas. Continuamos a nos beijar apaixonadamente, eu amo o gosto dos lábios de Katniss, amo o formato deles ao estarem pressionados nos meus. E amo ainda mais quando Katniss obedece a todos os meus comandos silenciosos, suas pernas estão em volta do meu quadril, e meu pênis ereto roça as suas dobras molhadas.

Eu desço os meu beijos para o seu pescoço e dou uma atenção especial a esse lugar, sei que ela adora quando eu a chupo com força aqui. Ela ainda leva algumas marcas da nossa última noite juntos. Minhas mãos brincam com os mamilos rosados de Katniss, ela esta com a cabeça inclinada para trás, apenas desfrutando do meu toque em seu corpo.

E vê-la assim me deixa ainda mais fora de controle.

Quero estar dentro dela e gozar com força, porém tenho que me acalmar, pois quero que ela tenho o seu orgasmo primeiro.

Lentamente eu deixo que meus beijos desçam por seus ombros e sua clavícula e logo eu estou me alimentando em seus seios, abocanho o máximo que posso e sugo com força o seu seio esquerdo, deixando que minha língua brinque com o seu mamilo. Uma das mãos de Katniss se prende ao meu cabelo, apertando o meu couro cabeludo e me mantendo no lugar onde ela quer. Sua outra mão está no meu ombro. Seus gemidos são doces nos meus ouvidos e são o combustível que eu preciso para continuar.

Logo, eu passo a dar uma atenção especial ao seu outro seio, adoro senti-los na minha boca, adoro a forma como Katniss é sensível nessa parte.

Soltando o seu seio eu a olho nos olhos.

– Você disse que eu fodia você, Katniss. — Digo entre o meu ofegar. Sinto o meu coração disparado no peito pela emoção ou encarar os seus olhos brilhantes. — Você estava errada. Nós fazemos amor, nós sempre fizemos amor. Mas, hoje eu vou foder você todinha, assim você vai aprender a diferença entre fazer amor e foder.

Com meus braços faço com que suas pernas soltem o meu quadril, ao segurar a suas cochas grossas eu as faça se abrirem mais ainda.

Os olhos cinzentos dela brilham de modo selvagem quando eu faço com que seus pés apoiem a bancada da pia, suas mãos estão ao lado de seu quadril, mantendo o seu equilíbrio.

Não consigo controlar um gemido ao vê-la totalmente aberta para mim. Eu poderia gozar apenas olhando para ela dessa forma.

Volto a beijá-la com força nos lábios, e Katniss não me decepciona ao corresponder com paixão.

Depois de um grande beijo, eu lentamente vou descendo os meus lábios pelo seu corpo. Quando estou lambendo o seu umbigo pequeno eu ouço a sua voz assustada.

– Peeta, você não vai...- Sua pergunta é interrompida por um longo gemido quando eu beijo o seu sexo aberto. Minha língua invadindo a sua carne úmida.

Sua mão volta a se entrelaçar no meu cabelo e novamente não é para me afastar, mas para me manter preso a sua vagina. Seus gemidos são mais descontrolados agora que eu a fodo com a minha boca, deixo que minha língua brinque com seu clítoris em movimentos circulares rápidos, e Katniss parece se deliciar com isso.

Eu também estou me deliciando ao realizar uma das minhas maiores fantasias sexuais com Katniss. Eu nunca a tinha pego dessa forma e estou adorando o modo como ela corresponde ao meu desejo.

Coloco um dedo dentro da sua abertura e a encontro ensopada pelos seus sucos vaginais. Katniss tem um gosto incrível, eu começo a movimentar o meu dedo dentro dela o que a faz ficar ainda mais insana de prazer a medida que ela perde toda a inibição e começa a movimentar o seu quadril na minha boca.

Para aumentar o seu prazer eu introduzo um segundo dedo dentro dela, a fodendo com os dedos e a língua. Isso basta para fazer com que ela tenha o seu primeiro orgasmo.

E eu a saboreio com total devoção.

Espero as suas contrações vaginais diminuírem para me afastar de sua boceta quente, e depois a olho de modo safado.

Katniss é uma visão saída dos sonhos eróticos mais pecaminosos de qualquer homem. Ela é tão linda quando esta toda suada e satisfeita, toda saciada e ofegante que não tenho como conter a minha vontade de beijá-la ardentemente. Ela me corresponde sem nojo algum de sentir o seu próprio gosto nos meus lábios.

Enquanto nos beijamos eu faço com que ela salte da pia, ficando em pé na minha frente. Tenho que segurá-la com força para que ela não caia no chão, já que suas pernas estão moles pelo orgasmo que teve.

Com gentileza eu faço que ela se ajoelhe na minha frente.

– Você vai me chupar, Katniss. — Digo já meio fora de controle pelo desejo de gozar. — Eu sei que você nunca fez isso antes, mas você vai gostar, eu vou te ensinar a fazer bem gostoso...

Seus olhos cinzentos brilham de antecipação ao me encarar.

Logo, eu coloco o meu pênis ereto perto do seu rosto, nem preciso dizer o quanto estou doendo por ela. E eu até posso ver os primeiros líquidos pré-gozo molhando a glande do meu pau. Timidamente, ela pega em meu pênis e suas mãos pequenas não conseguem dar a volta em todo o meu tamanho.

– Leve-o até os lábios e o chupe, como você faz com um sorvete.- Começo a ensiná-la, e Katniss me obedece, seus olhos estão presos na minha ereção e caramba, eu estou perdendo a cabeça por ela. Chego a estremecer de prazer ao sentir seus lábios em meu comprimento. — Isso, desse jeito. Use a sua língua na cabeça. — Gemo ainda mais alto quando ela volta a me obedecer, dessa vez os seus olhos sobem para os meus, como se para ver o meu prazer. E eu estou ficando ensandecido ao vê-la usando a língua em mim.

– Movimente as suas mãos dessa forma. — Continuo a ensiná-la, mostrando como ela deve fazer para me masturbar enquanto me chupa. — Isso dessa forma, não pare de chupar...que gostoso, Katniss...

Tenho certeza que esse é um dos momentos mais eróticos da minha vida.

– Agora, tente colocar o máximo que conseguir na sua boca. — Peço a ela e nunca antes eu tive a voz tão grossa pelo desejo, eu quase estou rosnando os meus comandos para Katniss os atender, meus quadris passam a se movimentar lentamente, e passo a foder seus lábios cheios. — Isso assim, continue a usar a língua e respire pelo nariz.

Posso afirmar que não existe nada mais bonito do que Katniss me fazendo um boquete, sua boca é tão quente, e ela aprendeu rapidamente como eu gosto de ser chupado, e meu pau esta tão duro que já esta latejando em sua boca. O melhor é que ela parece que esta realmente desfrutando do momento. Eu quase gozo quando a escuto soltar um gemido alto.

Levo minhas mãos até o seu rosto e a afasto do meu pau, sinto que estou pulsando dolorosamente agora.

– Já chega, Katniss. — Digo ao fazê-la se levantar. — Eu preciso de foder agora.

Pego Katniss pelo cotovelo e a posiciono de frente para a pia, seu olhar pelo espelho é selvagem e curioso, ela esta tão louca de tesão quanto eu.

– Coloque as mãos na pia e segure firme. — Quando ela me obedece eu volto a falar. — Agora incline o seu corpo e abra as pernas.

Katniss me olha pelo espelho e segue tudo o que eu peço, cada pequeno comando é atendido por ela.

Imediatamente eu me posiciono atrás dela e deixo que meu pênis roce em suas nádegas. Uma de minhas mãos segura o seu quadril enquanto a outra vai descendo até o seu sexo gotejante. Começo a fazer uma massagem lenta em seu clítoris.

Nossos olhos estão presos um no outro pelo espelho em nossa frente. Vagarosamente eu movimento o meu quadril na bunda dela, como se a estivesse fodendo. Katniss geme e depois morde o lábio inferior, ela também passa a rebolar o quadril no meu.

– Você quer que eu te foda, Katniss? — Pergunto sorrindo enquanto continuo a movimentar os meus quadris nela, meus dedos acompanham o meu balançar em seu clítoris, e logo eu a estou massageando com uma maior rapidez. — Você vai ter que pedir. Vamos, eu quero ouvir você pedir!

Sei que estou jogando um jogo perigoso aqui. Nunca tratei Katniss dessa forma, e não sei como ela vai reagir.

Ela me olha com surpresa, mas para o meu deleite, não se faz de rogada.

– Por favor, Peeta. — Pede com sua voz doce, quase um sussurrar. — Faz amor comigo?

– Não. — Respondo autoritário em seu ouvido não posso deixar de lamber o seu pescoço nesse momento. — Eu vou fazer amor com você depois, no meu apartamento. Agora eu vou te foder, então você vai ter que pedir direito. O que você quer?

Suas bochechas são tingidas de escarlate, ela esta tão linda corada.

– Me fode, Peeta. — Ela comanda, seus olhos de sereia estão firmes ao me olharem cheios de desejo.

Uso a mão que estava em seu quadril para levar o meu pênis para a sua entrada molhada. Eu a penetro com força e não espero que ela reclame pela invasão abrupta, principalmente por que eu não espero que ela se recupere e começo a me movimentar dentro dela. É uma doce tortura sentir os meus músculos vaginais me apertar e me ordenhar.

Katniss se segura fortemente na pia e nós nos encaramos pelo espelho. Os seus seios balançam em cada investida minha, e vou deixando-a cada vez mais maluca com as minhas penetrações profundas.

Eu mesmo já estou doido de prazer por estar dentro dela, ela é tão quente, tão molhada e apertada. Perfeita.

Meus dedos continuas a brincar com seu clítoris e ela rebola desavergonhadamente em meu pau. E Katniss se assusta um pouco quando eu dou um tapa em sua bunda, fazendo com que meus dedos apertassem a sua carne macia.

– Isso, rebola assim...Katniss... — Digo ao incentivá-la a continuar.

Ela rebola com mais força agora e eu mordo o meu lábio inferior com força para não gozar, pelo espelho eu posso ver que ela esta com os olhos fechados e os lábios levemente abertos enquanto geme baixinho.

Dou outro tapa em sua bunda e a fodo com mais rapidez. Aproveito para levar a minha mão que não esta em seu clítoris até os seus cabelos, com pericia enrolo-os no meu punho e os seguro com firmeza.

– Abra os olhos, Katniss. — Exijo em seu ouvido. — Olha como eu fodo você.

Katniss volta a me obedecer e para a minha surpresa um sorriso safado aparece em seus lábios carnudos e rosados.

– Me fode, Peeta. — Me pede ela em uma voz sensual como o inferno. — Estou tão perto.

Não posso mais aguentar e começo a penetrá-la com tudo o que tenho, minhas mãos seguram a seda de seus cabelos com firmeza e meus dedos aceleram os movimentos em seu clítoris molhado. E ver o meu pênis desaparecendo dentro dela em nosso vai-e-vem, enche o meu coração de felicidade.

Com um gemido mais longo e alto, Katniss se estremece toda e eu sinto sua boceta já apertada estrangular o meu pau várias vezes, em seu orgasmo. Com isso eu acelero os meus movimentos dentro dela e me permito também chegar ao orgasmo.

Gozamos fortes juntos. Eu praticamente urro ao chegar no ápice.

Soltando os seus cabelos do aperto do meu punho eu a abraço apertado, no mesmo momento que despejo o meu sêmen quente dentro dela. Seus músculos ainda me apertam enquanto ela rebola lentamente.

Demoramos muito a nos recuperar e estamos suados e incrivelmente ofegantes. E eu ainda estou dentro dela quando eu digo.

– Você não vai sair com Thresh para nenhum Motel. — Começo a exigir. — Você vai terminar com ele.

Katniss me olha através do espelho, ela esta linda ao tentar recuperar o fôlego. Seus olhos brilham muito intensamente.

– Diga que vai terminar com ele. — Volto a exigir ao apertá-la em meus braços.

– Eu vou terminar com ele. — Ela me responde.

– Eu não vou permitir que outro homem tenha você, Katniss. — Falo para ela, pela primeira vez deixo a sinceridade de meus pensamentos vazarem pelos meus lábios. — Está me entendendo? Vou ficar meio maluco e atacar qualquer filho da puta que tentar algo com você. Você é minha, Katniss. E eu sou seu.

Ela apenas me olha silenciosamente, seus olhos cinzentos cheios de emoção e lágrimas.

Muito devagar eu saiu de dentro dela e a viro de frente para mim. Para que possamos nos encarar. E ter essa conversa olho no olho.

Volto a abraçá-la e me permito encher o seu rosto de beijos leves e carinhosos.

– Eu vou terminar com a Glimmer ainda hoje. Você tem a minha promessa que isso vai acontecer, eu e ela já não somos um casal desde que eu tenho você. — Confidencio em seus lábios, meus olhos presos aos dela. — Eu não a quero, não como quero você. Não vou desistir de você, Katniss.

Logo sinto os braços de Katniss me abraçando de volta. Eu beijo os seus lábios com total devoção. Nosso beijo e longo e cheio de carinho, não urgente e ardente como tinha sido mais cedo.

No mesmo momento sinto o seu rosto molhando o meu e percebo que ela estava chorando.

– Promete? — Sua voz melodiosa esta cheia de emoção, tão frágil e esperançosa que é impossível eu também não me sentir emocionado.

– Sim! — Respondo sorrindo para ela.

– Você fica comigo? — Katniss me pergunta com um pequeno sorriso nos lábios.

– Sempre! — Respondo resoluto. E sei que essa promessa é para a vida inteira.

Notas finais
Autora ficando vermelha em 3, 2, 1... E não, eu não sou fã de Cinquenta Tons de Cinza. O que acharam? Esses dois não sabem mais o que é uma camisinha. ^^ Quem ai quer ficar presa em um vestiário com o Peeta por algumas horas? E quem acha que Elika foi feita nesse dia? Eu acho! Até sexta (=