Amarras do Passado

30 Treacherous - Taylor Swift


Notas iniciais
Olá pessoas. Hoje o assunto é sério. Eu tratei de escrever uma previa de todos os capítulos restantes para o fim de Amarras no Passado, e eu fiquei surpresa ao saber que ainda falta muitos capítulos para o final da Fanfic. Eu quero deixar claro para todas as minhas leitoras que eu NÃO estou enrolando o final da história, mas acontece que HOJE no capítulo 30 eu chego na metade na fanfic. Isso mesmo. A fanfic vai acabar no capítulo 60 e vou colocar mais um capítulo de epilogo. Eu sei que muitas de você estão curiosas para o final da história, mas eu também sei que seria uma injustiça para aquelas que me acompanham desde o começo e que comentar em TODOS os capítulos que eu escrevesse a fanfic de qualquer jeito apenas para terminá-la logo. Eu faço um esforço danado para manter Amarras do Passado, posto muito mais do que muitas outras autoras fazendo duas postagens semanais. Lembrando que eu faço faculdade e trabalho. Não vou correr com a fanfic apenas para mostrar um final mal escrito para vocês, eu tento escrever com qualidade, e sou fiel a minha estória. Por isso eu peço paciência aquelas pessoas que estão mais apressadas. Estou tomando um cuidado danado para a fanfic não ficar repetitiva ou cansativa. Mas a minha fanfic é LONGA, e não CURTA. A História que eu estou contando é grande e não pequena. Chegamos na metade de Amarras do Passado e eu dedico esse capítulo a todas as minhas leitoras mais queridas. Obrigada por estarem comigo e me darem essa oportunidade. Obrigada Enfim, enjoy!

Passado

Katniss

"...Put your lips close to mine
As long as they don't touch
Out of focus, eye to eye
'Till the gravity’s too much
And I'll do anything you say
If you say it with your hands
And I'd be smart to walk away
But you're quicksand..."

***

– Você fica linda quando cora. — Ouço Peeta dizer, sua voz grossa em quase um sussurro.

É claro que o seu comentário me faz corar ainda mais, o que o faz sorrir mais abertamente. Mal posso acreditar no que eu estou fazendo, no que Peeta me convenceu a fazer isso.

Posar para ele nunca foi a minha intenção, qualquer pessoa que me conhece um pouquinho sabe que eu não fui feita para esse tipo de coisa. Não sou nenhuma beldade que mereça tal homenagem. Mas, como negar alguma coisa para ele?

Peeta tem um jeito todo especial e faceiro de me fazer concordar com as coisas. Quando ele me toca enquanto fazemos amor eu posso concordar com qualquer coisa que ele queira. Ele sabe que tem esse poder sobre mim. E eu, não posso negar que gosto cada dia mais de estar com ele. Eu o amo.

Amo tanto.

Amo o sorriso, amo o jeito que ele me olha, amo a expressão confusa em seu rosto quando ele não entende alguma coisa. Eu amo que ele beba chá sem açúcar, amo que ele dê dois nós nos cadarços de seus sapatos, amo que ele goste do dormir com a janela aberta. Amo o jeito que as mãos dele me tocam quando ele esta profundamente dentro de mim.

Na noite passada ele me fez prometer que eu posaria para um de seus quadros. Agora eu estou aqui sentada em sua cama, vestindo apenas uma de suas camisas sociais, com meus cabelos soltos sobre o meu ombro, apenas sentada confortavelmente entre os lençóis bagunçados da nossa noite de paixão, com uma expressão que eu julgo ser tranquila, olhando para ele. Minhas pernas nuas estão dobradas de lado.

Eu não estou de forma alguma indecente, porém ser pintada por ele é algo tão grande que faz com eu me sinta nua, na minha opinião é algo ainda mais intimo do que me entregar para ele em um momento de desejo. Ser pintada assim é abrir a minha alma de uma forma que eu nunca pensei que faria com ninguém.

Quando eu estou com Peeta, dificilmente eu penso nas coisas ruins que já me aconteceram, eu consigo por um breve instante descansar a minha cabeça em seu peito, quando vamos dormir, e não ter terríveis pesadelos sobre Prim morrendo queimada pelo gás toxico daquele orfanato. Ou Rue sendo queimada viva. Ou ainda o meu pai explodindo dentro de uma mina de carvão. Peeta consegue fazer com que os pesadelos fiquem longe.

Ele esta na minha frente sentado em um banquinho de madeira, com uma tela e um cavalete em sua frente, existe várias tintas em potinhos e tubos espalhados em uma bancada de madeira ao seu lado, e suas mãos são muito ágeis quando Peeta utiliza os pinceis.

Estou tão curiosa para ver o seu trabalho. Como será que ele me enxerga?

– Você disse que eu não podia falar, por que me faz ficar com vergonha, se eu não posso me esconder? Você sabe que eu me sinto um pouco idiota por estar sentada aqui sem fazer nada. — Digo para ele, tento controlar um sorriso, mas ele me escapa no último instante.

Os olhos dele estão tão intensamente azuis ao me encarar. Eles brilham de diversão, e ele fica tão bonito quando tenta se manter concentrado, que eu apenas gostaria de me levantar e ir beijá-lo agora.

– Você não parece idiota sentada ai, você está linda e gostosa. É minha musa, e quando eu terminar aqui eu vou me enfiar nessa cama com você. — Me responde ele com um enorme sorriso nos lábios agora, seus olhos ainda estão na pintura em sua frente.

– Isso é uma promessa? — Eu pergunto sorrindo o mais inocente possível.

Peeta para de pintar e me lança um olhar cheio de desejo. Eu me sinto arrepiar no mesmo instante, e meu corpo esquenta com o chamado de seu olhar. Adoro quando ele faz isso comigo, como consegue me deixar louca por ele com apenas um olhar.

– Não me tente, Katniss. — Grunhi ele, e sua voz esta muito mais grossa do que antes. — Eu já estou quase terminando.

Eu apenas consigo rir. Na verdade desde que ele terminou com a Glimmer à três dias atrás, tudo o que eu consigo fazer é rir. Eu nunca fui tão sorridente como agora. Tudo em minha volta parece estar com cores mais brilhantes e perfeitas. Todos os dias são bonitos. Eu até comecei a cantar no banho.

Se isso não é uma grande mudança, eu não sei o que é?

Apenas por diversão eu decido provocá-lo um pouco. Não me sinto culpada, afinal foi ele que começou. Lentamente eu subo uma de minhas mãos pela minha perna desnuda, imediatamente eu noto os olhos dele acompanhando os meus movimentos. Ele até mesmo parou de pintar. Continua a subir a mão pelas minhas coxas, depois por cima da camisa social branca dele, até que eu atinjo um lugar um pouco acima dos meus seios. Com meus dedos eu desabotoou o primeiro botão da camisa, depois eu desço para o segundo e em seguida o terceiro.

Eu vejo o pomo de Adão de Peeta subir e descer conforme ele engole seco, sua mandíbula esta fechada fortemente e seus olhos queimam em minhas mãos. Sua respiração fica ligeiramente mais rápida.

A minha respiração também se agita, porque eu sei bem o que vem a seguir. A sensação de estar certa é ótima. Eu não chego a terminar de desabotoar a camisa, pois em um momento eu já estou nos braços dele. Peeta simplesmente colocou os pinceis e as tintas que estava usando de um lado, e se lançou na cama para me pegar.

Suas mãos estão sujas de tinta, e eu não me importo nem um pouco com isso, contado que ele as mantenha no meu corpo. Seus lábios buscam os meus com um desespero tremendo.

Logo a camisa que uso já não esta em meu corpo, e as mãos dele tentam puxar a minha calcinha para baixo, eu o impeço com minhas mãos. E o forço a deitar ao meu lado, ele me obedece com surpresa e me deixa dominá-lo dessa vez.
Quando eu o tenho deitado de costas eu passo uma de minhas pernas pelo seu quadril e me sento em sua ereção. Nós ainda estamos protegidos pelo tecido de nossas roupas intimas, mas eu o posso sentir duro e quente através do tecido molhado de minha calcinha.

Os olhos dele estão presos em meus seios, eu me abaixo e volto a beijá-lo com vontade. Ponho tudo o que tenho nesse beijo, quero deixá-lo em um estado de puro êxtase em meus braços, quero que ele me deseje acima de todas as outras, que queira apenas a mim. Enquanto estamos nos beijando eu movimento o meu quadril para frente e para trás em seus pênis. Consigo que meu clítoris fique bem em cima de sua carne quente, e faço pressão em meus movimentos.

Ouço Peeta gemer em meus lábios e isso me faz sorrir no nosso beijo. As mãos dele vão até a minhas nádegas e eu o sinto apertar a minha bunda, puxando o meu quadril de encontro a sua ereção.

Eu largo os seus lábios depois de uma lambida longa e com a ajuda de minhas mãos eu inclino o meu corpo para que eu possa ficar em uma posição sentada. Minhas mãos passeiam por seu peito, ele tem poucos pelos loiros ali. Eu acho um charme, principalmente os pelos macios que descem por seu umbigo, passo a minha língua pelo meus lábios ao me imaginar lambendo aquela parte.

As pupilas dos olhos dele estão dilatadas ao olhar para mim, o azul esta muito escuro agora, é quase preto. Ele morde o seu lábio inferior ao olhar para o meu corpo. E sua expressão é tão sensual que me faz ficar ainda mais molhada por ele.

Com delicadeza eu pego uma de suas mãos e a uso para alisar o meu corpo, apenas o que eu quero que ele alise. Em nenhum momento eu paro o meu rebolado no quadril dele, mantenho o meu olhar no dele o tempo todo.

– Pare de brincar, Katniss. — Rosna Peeta para mim. — Eu quero você agora.

– O que? — Eu digo ao fingir uma inocência que eu não tenho. — Eu achei que você gostava quando eu rebolava assim, você sempre me pede para rebolar mais e mais. Você lembra quando me ensinou como fazer isso no seu sofá?

– Caralho. — Ele xinga ao gemer ainda mais alto. — Eu lembro, eu lembro sim. E eu gosto quando você rebola eu gosto muito. Mas eu quero estar dentro de você quando você fizer isso.

Sua voz esta tão grossa que ele tem que forçá-la para que eu posso escutá-lo.

Eu uso uma de minhas mãos em seu peito para conseguir apoio enquanto eu me inclino para ele, Não vou beijá-lo, não agora. Como eu ainda estou segurando uma de suas mãos eu a faço deslizar nos meus seios, sem presa eu levo a sua mão até os meus lábios e depois de um sorriso rápido eu começo a chupar o seu dedo indicador, levo-o profundamente em minha boca e com minha língua eu o chupo.

– Porra, Katniss. — Peeta grita depois de um gemido alto, eu até posso sentir a sua ereção dar um salto em minha vagina. — Eu não vou durar nada com você me fazendo isso.

Eu dou uma última lambida em seu indicador quando o tiro de meus lábios e coloco a mão dele em minha coxa, a outra ainda esta apertando a minha bunda.

– Eu acho melhor você durar, porque eu estou apenas começando aqui. — Ouço minha voz dizer, e mal posso acreditar que disse isso.

Eu me transformo em uma devassa quando estou na cama com Peeta.

– Na verdade, eu queria tentar outra coisa que você me ensinou. — Ronrono para ele, imediatamente eu paro o movimento de meus quadris, o que o faz protestar com um muxoxo de indignação. Eu espero ele voltar a se acalmar e somente quando os seus olhos voltam para os meus é que eu continuo. — Eu quero você na minha boca Peeta. Você me deixaria lambê-lo mais uma vez?

– Sim! — Afirma ele gritando. — Me chupa, eu sou todo seu.

A animação dele é quase infantil. Sua expressão é de puro êxtase, do jeito que eu queria que ele estivesse. Minha boca saliva com a vontade que eu estou de chupá-lo mais uma vez. Nós só fizemos isso apenas uma vez, no vestiário do centro de treinamento de arco e flecha, no dia em que ele me ensinou a foder. Eu gostei muito da experiência, do poder que eu senti ao tê-lo gemendo tão entregue na minha boca. Adorei lamber e chupar o seu pênis. E eu quero ter essa sensação novamente.

Sim. Penso cheia de desejo, sinto pequenos espasmos na minha vagina, e eu sinto dor por desejá-lo tanto. Quero-o dentro de mim. Mas, quero chupa-lo primeiro.

Eu me levando de seu quadril e me ajoelho ao seu lado. Tento ser sensual ao tirar a cueca dele, mas não sei se consegui isso. Sou estabanada demais para ser sensual. Ainda assim, ele não parece me desaprovar.

Não preciso dizer como nós passamos as próximas horas da tarde. Eu o provei até ele me implorar para fazê-lo gozar, eu logo o montei, queria senti-lo dentro do meu corpo quando ele tivesse o seu orgasmo.

Depois ele em provou também, por Deus, como ele sabe fazer isso. Eu nem ao menos consigo me sentir envergonhada com ele me chupando de forma tão desesperada. Isso só me faz cair ainda mais de amores por ele.

Quando enfim terminamos nos estávamos ambos cansados e suados. Eu estava deitada de costas com ele ao meu lado.

A mão dele buscou a minha e eu permiti que ele entrelaça-se os nossos dedos.

– Nós temos que repetir isso mais tarde. — Eu digo sorrindo.

Para minha surpresa Peeta se vira em minha direção e usa o seu corpo para prender o meu na cama, em seguida os dedos dele vão até as minhas costelas e ele me cutuca diversa vezes. Eu sinto o ataque de riso surgir rapidamente dentro de mim, e logo tento impedi-lo com meus braços e pernas. Tento afastá-lo de meu corpo e me proteger de suas cocegas, mas não consigo.

Eu estou rindo tanto que sinto lágrimas escorrerem pelos meus olhos. O tempo todo eu estou gritando "não", "para", e "Peeta" tão desesperadamente que me falta o ar.

Depois de alguns minutos nessa tortura, ele para de me fazer cocegas e me abraça. Eu quero bater nele, mas não consigo, minha luta me deixou muito exausta.

– Por que você fez isso? — Pergunto ao tentar recuperar o fôlego. Tento colocar um pouco de indignação em minha voz.

– Você mereceu um castigo por me distrair da minha pintura. — Responde ele também ofegante. Minha cabeça esta deitada em seu peito e eu posso ouvir perfeitamente as batidas descontroladas de seus coração.

– Não foi engraçado. — Ralho com ele, mas não posso impedir o sorriso que estampa os meus lábios.

– Foi sim. — Retruca ele ao me apertar mais apertado em seu corpo, uma de suas mãos está fazendo um carinho preguiçoso no meu couro cabeludo. A sensação é tão boa que eu apenas queria me aconchegar mais em seu corpo quente e tirar uma soneca.

Mas, não posso fazer isso. Não quando o meu estômago ronca de forma tão forte.

Peeta começa a rir logo em seguida.

– Com fome? — Pergunta ele ao me dar um beijo na testa e depois me soltar para ficar em pé e colocar a sua cueca que estava jogada no chão. — Eu vou preparar alguma coisa para nós dois. Alguma sugestão?

– Pão de queijo e cozido de carneiro. — Digo rapidamente, que vontade maluca e louca de comer essas coisas agora, e somente o pensamente dos dois juntos já fazem a minha boca salivar e meu estômago voltar a roncar audivelmente. — Por favor...

– Ok, eu faço. — Ele diz ainda sorrindo. — Ainda tenho os ingredientes guardados do final de semana. Quer mais alguma coisa?

– Chocolate quente? — Peço ao me espreguiçar em sua cama.

Sim. Grita o seu cérebro feliz. Eu quero muito comer tudo isso, e tudo isso junto. Parece nojento, mas na minha cabeça essa mistura de sabor parece formidável.

– Eca, Katniss. — Ele diz ao me olhar divertido. — Não quer uma sopa também? Ou que eu misture tudo isso em uma panela?

Eu apenas o olho com uma carranca e me enrolo em um lençol. Essa foi uma semana bem preguiçosa para mim. Estranho, pois eu nunca estive com tanto sono como agora.

Peeta logo sai do quarto e pouco depois eu escuto os barulhos dele na cozinha. Lentamente eu me esgueiro para fora da cama, ainda estou com o lençol enrolado em meu corpo nu. Estou um pouco dolorida de nossa sessão na cama. Mas, só estou dolorida nos melhores lugares, e isso realmente não chega a me incomodar. Muito pelo contrário, são lembretes do que fizemos a minutos atrás.

Sem poder conter a minha curiosidade eu caminho até o quadro que ele estava pintando, tenho todo um cuidado para não arrastar o lençol branco no chão e para não acabar esbarrando e derrubando algo de Peeta no chão. Ou fazendo uma bagunça com suas tintas.

Fico abismada quando olho para a pintura a minha frente.

Lá estou eu, mas essa mulher sensual retratada sentada na cama de Peeta não sou eu, não pode ser eu. Eu não tenho os olhos brilhantes dessa forma, e não tenho essa expressão de mulher fatal no rosto. A pintura é linda, uma das mais bonitas que eu já vi. Peeta tem um dom que muitos matariam para ter, não consigo entender como ele pode ter esse olhar apurado sobre os detalhes.

Uma dobra nos lençóis de onde eu estava sentada, o sorriso pequeno que esta em meus lábios, a forma que o botão da camisa que eu usava estava quase abrindo. As sombras perfeitamente colocadas. E ele fez tudo isso em poucas horas.

Ainda existe bastante coisa para ser pintada, mas ele não vai ter problema para terminar isso, mesmo que eu não esteja aqui.

E eu não posso acreditar que ele me enxerga dessa forma. Ele realmente me mantém em alta conta pelas suas perspectivas. Isso de certa forma é assustador e encantar em medidas iguais.

Acho muito estranho olhar para eu mesma, então decido deixar isso de lado e ir tomar um banho. Pode não parecer, mas eu tenho muitas coisas para fazer ainda. Hoje eu tinha que ter ido treinar com o meu arco, ou posso ficar falha em minha mira. Mas, não fui fazer isso. Depois eu tenho que fazer duas leituras para minhas aulas de antropologia, não podendo esquecer de escrever o inicio no meu trabalho de conclusão de semestre para o Haymitch.

Peeta e eu estamos fazendo isso juntos, eu sei que ele já tem lido algumas coisas, eu também já li, mas acho importante já começar a colocar as minha ideias no papel, ou posso esquecer coisas importantes e me tornar relapsa com a minha nota.

Eu nunca posso esquecer que sou bolsista aqui na Universidade, e que caminho em corda bamba com os alunos bem nascidos e ricos que estudam aqui. Aqueles que podem pagar sem pestanejar as altas mensalidades exigidas pela direção. E mesmo que muitas bolsas de estudo sejam distribuídas para os pobres coitados, que assim como eu, não tem dinheiro para pagar um lugar aqui, mas que lutaram e ainda lutam para conseguir e manter uma bolsa de estudos, eu tenho que ter cuidado para não ter notas ruins.

Mais a tarde eu vou para a lanchonete do campus, fazer o meu turno de cinco horas atendendo aos universitários. Ganho muito pouco ali, mas o que eu ganho é o suficiente para me manter aqui na Capital, sem que eu passe fome. Eu ainda tenho algum dinheiro no banco, estou conseguindo me manter sem precisar ligar para a minha mãe pedindo ajuda, e ainda estou conseguindo guardar alguma coisa, para algum momento de muita necessidade.

Depois de deixar o lençol dobrado em cima da pia do banheiro, eu abro a porta de vidro do boxe e entro, em um monitor na parede eu aperto como eu quero o meu banho, depois eu espero que a água comece a cair em minha cabeça para eu começar a tomar o meu banho.

Peeta e eu decidimos que vamos manter o nosso romance em segredo por mais algumas semanas, somente o prazo necessário para que as pessoas não estranhem tanto o nosso envolvimento repentino. Ele e eu sabemos que não é repentino, e Finnick e Annie também sabem, mas os outros não.

Ele queria contar tudo para todos, mas eu pedi para não fazer assim, eu não me importo com a opinião deles, e se fizéssemos desse jeito nós estaríamos nos explicando para eles. Dando mais motivos para que todos comentem suas estupidezes sem juízo e certeza.

Como no começo, eu quero manter o nosso envolvimento apenas para nós dois, quando as pessoas começarem a nos ver juntos, já vai ser tarde demais para qualquer fofoca nos afetar.

Depois do meu banho tomado, eu saiu do boxe e me enrolo em uma toalha branca, existe um sistema para a secagem mais rápida do meu corpo e cabelo, mas acho tão antinatural e não consigo me acostumar com a sensação da eletricidade passando pelos meus poros apenas para me secar mais rapidamente. Também gosto do meu cabelo seco ao natural.

Volto a entrar no quarto de Peeta e vou direto para o closet dele. Já faz algum tempo que ando deixando algumas coisas aqui na casa dele. Não é como se eu tivesse me mudado, longe disso. Mas como acabo ficando mais tempo aqui, do que no meu quarto gelado no dormitório estudantil, algumas peças de roupa minha acabam que ficam aqui no seu apartamento.

Peeta não se importa nem um pouco, e já sugeriu sutilmente que não acharia ruim se eu dividisse o lugar com ele.

Bom, é uma possibilidade, não seria como se nós dois estivéssemos casando. Muitos casais aqui na Capital fazem esse tipo de coisa. Mas, não tenho o dinheiro para pagar pelo aluguel desse lugar. O apartamento está localizado em um ótimo bairro aqui na Capital. E Peeta ganha muito mais que eu trabalhando algumas horas para o seu pai. E eu sei que Peeta nunca me obrigaria a pagar por nada, eu me sentiria no dever de dar algo em troca, e me sentiria presa no dever de pagar de de alguma forma.

De jeito nenhum eu vou deixar que alguém me sustente. Eu me sustento sozinha à muitos anos e não saberia fazer de outra forma. Por mais tentador que seja dormir e acordar ao lado de Peeta todos os dias, eu não estou pronta para assumir nossa relação de forma tão intensa.

Rapidamente eu visto minha lingerie, depois um short jeans e uma camiseta. Com a mesma toalha que estava enrolada em volta do meu corpo, eu enxugo o meu cabelo o melhor que posso, tenho que voltar no banheiro e passar um pouco de óleo de coco no comprimento do meu cabelo até as pontas, ou os fios longos embaraçam e quebram.

Peeta aparece nesse momento e me abraça por trás.

– Você não me esperou. — Diz ele no meu ouvido, seus braços estão em volta da minha cintura.

– Esperei para que? — Pergunto curiosa, não posso conter um pequeno sorriso.

– Para tomarmos banho juntos. — Diz ele fazendo uma cara triste. Quem vê pode até mesmo pensar que ele realmente esta triste por isso.

– Quando nós tomamos banho juntos, não é apenas isso que fazemos e eu tenho que trabalhar mais tarde. — Digo depois de rir um pouco, minhas bochechas são tomados por uma cor rosada.

Peeta afasta o meu cabelo molhado do meu ombro e começa a depositar pequenos beijos na pele do meu pescoço. Eu o permito continuar pois a sensação é muito boa. Mas, quando sinto a sua mão começar a descer para dentro no meu short, tentando me tocar intimamente eu o paro e me afasto.

– Depois, eu tenho muitas coisas para fazer agora. — E saiu do banheiro apressada. Se eu ficar Peeta pode me fazer mudar de ideia muito rápido.

Eu o escuto rir depois que eu me afasto. O apartamento dele agora esta com um gostoso cheiro de comida cozinhando, meu estômago volta a roncar alto. Por enquanto eu apenas o ignoro, ao pegar minha mochila em um cabideiro dentro do closet.

Logo, eu vou para a sala de estar e começo a fazer as minhas leituras. Demoro um pouco para conseguir me concentrar de verdade no que estou lendo. Minha mente continua me enviando para dentro do chuveiro com Peeta.

***

Estou preocupada.

Peeta tinha que me encontrar no Valentine's para que eu entregasse a minha parte do trabalho que Haymitch pediu para nós dois. Porém, ele não apareceu, eu fiquei esperando por uma hora e nada.

Eu tive que voltar para o Centro Universitário para procurá-lo pelo Campus, eu tenho pouco tempo hoje, pois fui escalada para trabalhar novamente. O que é ótimo já que sempre que eu trabalho eu tenho mais dinheiro.

Não sei o que pode ter acontecido. Eu até posso entregar isso mais tarde, quando ele for me pegar no final do meu turno, mas não quero adiar isso por mais tempo. E se ele conseguir ler o que eu escrevi agora e juntar com o que ele mesmo escreveu, a noite nós podemos gastar fazendo outras coisas, e não estudando como dois malucos.

Continuo caminhando pelo campus, dessa vez pelos grandes jardins aqui do lado oeste. Acho que ele pode estar na biblioteca desse lado do campus. Não tenho certeza, mas não custa nada checar.

Ao virar uma esquina arborizada, eu dou de cara com Peeta e Glimmer poucos metros na minha frente.

Meu peito enche de dor ao ver que eles estão se beijando.

Quero voltar correndo pelo campus e sumir, fingir que não vi nada. Quero correr para onde eles estão e enfiar a minha mão na cara dele. Talvez arrancar Glimmer dele puxando os seus sedosos cabelos loiros.

Quero jogar uma colmeia de teleguiadas na cabeça dos dois.

Eu não sei o que esta acontecendo, mas nunca me senti tão traída em toda a minha vida. Ele disse que tinha terminado com Glimmer. Me jurou isso.

Será que mentiu para mim? Penso ao trincar os meus dentes para evitar gritar de raiva. Posso notar minha vista embaçar rapidamente pelas lágrimas, e eu as forço para dentro. Não vou chorar na frente deles. Me recuso a cair dessa forma, a mostrar que eles me machucam tanto assim.

Com uma coragem que eu não sei de onde tirei eu apenas faço um pequeno barulho com a minha garganta, eles logo se separam e me olham.

Os olhos da Glimmer não mostram nada a não ser irritação pela interrupção. Os de Peeta se arregalam de terror.

É isso ai cretino, mentiroso. Penso ao encará-lo. Você não vai mais me enganar.

– Desculpem interrompê-los. — Digo e até consigo sorrir. Não que o sorriso seja inteiramente fingindo, eu estou sorrindo de raiva. — Peeta, eu tenho que te entregar a minha parte no trabalho do professor Haymitch. Eu vou trabalhar daqui a pouco e não vou ter nenhum outro tempo para fazer isso.

– Katniss. — Ouço-o dizer. Ele se afasta de Glimmer, mas ela logo corre até ele e volta a abraçá-lo.

Eu não digo mais nada, apenas tiro da mochila as folhas prontas do trabalho e entrego em suas mãos. Os olhos dele vão de onde estou para Glimmer, e ele nos encara sem dizer nada.

– Eu soube que você terminou com Thresh. Sabe Katniss, você é uma tonta por terminar com ele. Ele é um cara muito legal. — Glimmer me diz com sua voz enjoada. Estou começando a ficar com dor de cabeça.

– É. Eu sei que sou uma idiota. Uma estupida idiota. Não é mesmo, Peeta? — Pergunto ao me afastar. Espero apenas sair de suas vistas para começar a correr desesperadamente para longe.

Como eu pude ser tão idiota ao ponto de acreditar que ele terminaria tudo com ela. Ele me fode em um dia e a beija no outro. E o pior é que eu deixo. Como ele ousa beijar a boca dela, depois de passar a noite comigo?

Que tipo de mulher estupida permite que alguém a trate de modo tão cruel? Não posso mais fazer isso, não posso mais me enganar a respeito dele.

Não posso.

Vou correndo para a apartamento dele. Peeta me deu uma copia da chave à alguns dias. Vou retirar tudo o que é meu de lá de dentro e mandar Peeta para o inferno de uma vez por todas.

Notas finais
UIUIUI O que será que aconteceu com Peeta? Por que ele estava beijando a Glimmer? Curiosas, eu estou kkkk Desculpem os erros de português, não tive tempo de revisar... Um grande abraço e até sexta (=