Amarras do Passado
18 Time Is Running Out - Muse
Notas iniciais
Passado
Peeta
"...I think I'm drowning, Asphyxiated.
I wanna break this spell, That you've created.
You're something beautiful, A contradiction.
I wanna play the game, I want the friction.
You will be The death of me.
Yeah, You will be The death of me..."
Muse
***
Eu não podia acreditar no que vi quando olhei nos olhos de Katniss.
Por tudo o que era sagrado. Era bom demais para ser verdade.
Katniss me quer também.
Seus bonitos olhos cinzentos queimavam de desejo quando olhou para mim. Suas pupilas estavam dilatadas, as maçãs do rosto estavam coradas e a respiração rápida. Esse era o momento que eu tanto queria, que eu tanto desejei e esperei.
Katniss estava pronta para ser minha.
Até agora, depois de quase um ano de amizade. Dos beijos roubados, das ficadas escondidas. Eu mal podia acreditar que ela me quer com tanta fome. Da mesma forma que eu a quero. Eu venho lutando em vão contra algo que é inevitável.
Querê-la era algo normal na minha vida. E as ficadas ocasionais eram algo que eu aproveitava ao máximo, e sempre sonhava por mais. E teve uma vez que quase consegui que ela se entregasse, aconteceu quando nós estávamos na praia, depois disso eu nunca mais tive a oportunidade de estar a sós com Katniss. Não por longos períodos de tempo.
Lentamente eu me lembro dessas últimas semanas.
Eu sabia que ela ainda estava chateada pelo final de semana em que prometi sair com ela e ao invés disso passei com a Glimmer. Katniss era boa em disfarçar, mas era péssima em mentir. Dava para ver nos olhos dela que ela ficou chateada.
E ela me puniu por isso. Passou quase duas semanas sem ficar comigo, me tratando com frieza, ainda era educada, mas não sorria mais como antes. Até mesmo quando eu entreguei para ela o convite da festa de final de ano, ela apenas sorriu e falou que pensaria sobre isso. E eu estive quase enlouquecendo de desejo por ela. Não que Katniss tenha feito de propósito. Mas, colocar camisas decotadas e calça justa de cintura baixa não me ajudava a controlar minha libido. Ou o meu ciúme.
Finnick dava altas gargalhadas e dizia "Bem feito" toda vez que me via fechar os punhos e trincar a mandíbula, quando via um babaca qualquer dava em cima dela. Foram duas semanas de inferno, até que há dois dias quando Finnick e eu estávamos passando perto do centro de treinamento esportivo do campus, nós encontramos Katniss e um moço que eu não conhecia conversando perto da arquibancada.
Quase tive um infarto ao ver a roupa que ela usava, era um dia bem quente e Katniss estava usando apenas um short curto de corrida preto e um tope da mesma cor. A roupa grudava em seu corpo e a deixava pecaminosa. E o sujeito que conversava com ela, mal podia manter os olhos afastados de suas curvas.
Fui rápido em me esquivar de Finnick que tentou segurar meus braços quando percebeu a minha intenção.
—Katniss! — Chamei alto, minha voz grossa ecoando no ambiente vazio ao me aproximar dela de forma feroz, com Finnick em meu encalço. — Katniss?
Ela e o rapaz ao seu lado me olharam indo em sua direção. Eu já estava cansado de ser ignorado por ela.
— Eu preciso falar com você. — Exijo ao se aproximar.
— Peeta, não faz loucura, seu idiota. — Ouço a voz de Finnick séria ao seu lado.
Sem escultar o que Finnick dizia, apenas me colocou na frente dela, impedindo o rapaz desconhecido de olhá-la. Uma raiva como nenhuma outra já sentida crescia em meu peito. Como um monstro feroz ganhando força e saindo de sua jaula.
O rapaz me olhava de forma desconfiada, porém não se moveu para se afastar de onde estamos. Ele era do mesmo tamanho que eu, e vestia roupas simples.
— Cai fora! — Digo, minha voz é quase um rosnado. Eu olho o rapaz de cima a baixo, já me colocando em uma posição de luta. — Você é surdo, seu filho da puta? Fique bem longe dela ou eu quebro você.
— Quem você pensa que é para falar por ela? — Perguntou o rapaz estufando o peito. Esse idiota não sabe com quem está mexendo. Não tenho muita paciência no momento para aguentar desaforo nenhum.
— Ela é minha garota, então cai fora, ou eu quebro você. — Ameaço.
— É melhor você ir embora. Ele é o campeão de luta livre da universidade. — Finnick fala ao meu lado. Eu não consigo desviar os meus olhos do meu oponente. — Acredite, você não vai querer brigar com ele.
Sem dizer mais nada o rapaz foge para longe. Ele nem olha para trás. Meu sangue ainda ferve nas veias.
Quem esse fracote pensa que é para sequer respirar perto da minha Katniss?
— Finnick? — Escuto Katniss o chamar atrás de mim.- Será que você pode vigiar enquanto eu tenho uma conversinha com Peeta? Vai ser rápido.
— Claro. Apenas deixe um pouco dele vivo. — Diz Finnick rindo. Logo ele se afasta e me deixa sozinho com Katniss.
Eu a encaro pela primeira vez, e ela só me olha e se afasta para as arquibancadas do lado de fora do pátio de corrida. Tenho que segui-la. Não faço a menor ideia do que ela vai me dizer, apenas sei que não é coisa boa.
Sei que o que eu fiz foi errado. Mas, eu não pude evitar. Não consegui me controlar, a vários dias que eu estava sob pressão e para falar a verdade sinto uma grande satisfação em saber que o babaca fugiu com o rabo entre as pernas de medo de me enfrentar.
Quando estamos embaixo da arquibancada, ocultos de olhos curiosos. Katniss para e me encara, o seu rosto bonito está compenetrado e sem expressão.
Não digo nada, pois ainda arfo de raiva reprimida. Estou cansado, tive que aguentar quase duas semanas de babacas achando que podem tomar o meu lugar ao lado dela. Vendo esses cretinos, frouxos, comeram o seu corpo com os olhos.
Ficamos nos encarando por alguns minutos. O ar em nossa volta está repleto de eletricidade.
Para minha surpresa Katniss se move rapidamente e se joga nos meus braços, sua boca ataca a minha com ferocidade. Nós nos beijamos de forma selvagem e doce.
Eu permito que meus braços a envolvam com posse. E a puxo para o meu corpo. Deixo que um gemido de prazer me escape dos lábios ao prová-la.
É disso que eu estou falando, apenas Katniss consegue fazer isso comigo. Essa avalanche de sentimentos que explodem no meu peito. Essas sensações malucas, que eu não sei controlar.
Minhas mãos se tornam gulosas ao passear por suas curvas, e eu aperto tudo o que quero em seu corpo. Sua cintura, sua bunda arrebitada, suas coxas grossas, seus seios roliços. Não há paraíso melhor do que ela. E é por isso que eu não quero nenhum bastardo nojento perto dela.
As mãos dela também estão no meu corpo, nos meus braços, nas minhas costas por debaixo da camiseta, e até mesmo na minha bunda.
Ela quebra o nosso contato de forma abrupta e se afasta de mim.
— Eu vou para a sua festa de fim de ano. — Diz ela tentando recuperar o fôlego.
Depois se afasta de mim, quase correndo para dentro do centro esportivo.
Fico lá, parado e excitado. Sem saber por quanto tempo ainda vou conseguir aguentar essa situação com ela. E sem entender o que acabou de acontecer.
O engraçado é que eu nunca fui ciumento antes de Katniss aparecer na universidade, com nenhuma garota. Eu nunca senti esse tipo de sentimento queimar dentro de mim até que fica difícil respirar. Glimmer, linda e maluca, nunca me despertou dessa forma. Esse instinto de proteger maior do que qualquer coisa que eu já tenha sentido. Só Katniss desperta isso.
Agora, voltando ao presente na noite da virada, nesta festa que estava horrivelmente chata até ela aparecer. Depois do beijo que nós acabamos de ter, e de ouvi-la gemer por mais é que eu aceitei que não tinha mais volta.
Como um sonho que se tornava realidade.
Estava tão surpreso que acabei deixando-a escapar.
Não por muito tempo. Pensei.
Depois que Katniss notou o fogo que queimava entre nós dois ela apenas fugiu sem dizer nada. Algo que não me surpreendeu. Ela sempre fazia isso quando o clima ficava mais quente entre nós dois, fugia sem dizer uma palavra e depois agia como se nada tivesse acontecido.
Mas, não vou deixar isso acontecer novamente, não quando eu sei o quanto ela quer isso.
Pode fugir Katniss. Tente se esconder, eu logo a acharei. Pensei decidido, meus lábios formavam um sorriso maroto.
Essa noite Katniss Everdeen será minha.
Senti meu coração disparar no peito, o meu sangue corria mais rápido por minhas veias.
Vou dar uma noite que ela nunca vai esquecer.
Com pressa fui até um dos garçons e peguei duas taças de champanhe que ele oferecia em uma bandeja. Depois atravessei o salão lotado de convidados, da festa de meus pais. Esses sorriam e conversavam, alguns dançavam ao som de uma valsa suave tocada por uma banda. Todos se divertiam imensamente, alheios a minha busca pela garota de olhos cinzentos.
Minha Katniss.
A festa ao meu redor não passava de um zumbido incomodo em meus ouvidos, então passei rapidamente por todos e não parei para falar com ninguém.
Meu corpo foi tomado por uma onda de medo depois de dar duas voltas no salão lotado e não encontrá-la. Mas antes que supor que ela tinha ido embora, eu decido olhar nos cômodos vazios.
Me escondi algumas vezes ao avistar meus pais, ou meus irmãos e suas esposas maçantes. Não quero conversar com nenhum deles.
Estava saindo de um das salas de estar quando avistei Glimmer, ela parecia procurar alguém, provavelmente eu, já que eu passei a noite inteira longe dela e de sua família. Então, vergonhosamente me escondi atrás de algumas pessoas e depois de alguns minutos eu acabei encontrando Finnick e Annie conversando.
— Finnick, preciso de um favor. — Digo baixo, sei que Annie está ouvindo e não me importo.
Ele me olha surpreso e depois aceno positivamente.
— Distraia Glimmer, ou se ela me procurar diga que eu fui levar alguns bêbados em suas casas. — Peço a ele. — Eu não estou mais nesta festa, ok?
— Onde está Katniss? — Pergunta Annie me olhando desconfiada.
— Ela está bem, apenas não estamos mais nesta festa.
Não espero pela resposta deles e logo saiu de perto, volto a minha procura. Eu acho que sei onde ela está. Só tem um lugar nesta casa onde uma pessoa pode se esconder. E ao adentrar o escritório de meu pai, noto que a porta do outro lado do cômodo, que dá acesso à varanda, está aberta.
Devagar eu tranco a porta do escritório atrás de mim. De alguma forma que não sei explicar eu sinto, no meu corpo, que Katniss está ali, na varanda. Se escondendo da festa e da multidão.
Ainda levo as taças de champanhe em minhas mãos, então encho o meu peito de coragem e atravesso o cômodo com passos decisivos e abro a porta da varanda.
Katniss está ali, em pé de costas para mim. Admirando a vista da cidade iluminada em nossa frente.
O seu cabelo está preso em uma intrincada trança que deixa amostra o seu pescoço delgado, de pele macia e cheirosa. Seu vestido preto simples, que a deixava elegante e incrivelmente sensual com todas as curvas que ela tem. Seus braços nus, bonitos de pele sedosa.
Linda, tão linda e gostosa. Penso ao suspirar.
Tiro um tempo para admirá-la. Foi por isso que eu não aguentei quando a vi adentrar a festa de meus pais no início da noite. Katniss vinha acompanhada de Finnick e Annie. E assim que eu tive uma oportunidade eu a puxei para dentro de um banheiro mais afastado da festa e a beijei como se não houvesse um amanhã.
Foi quando ela fugiu de mim. Mas, não mais.
Lentamente eu senti o meu corpo caminhar até ela, como um imã que encontra a sua polaridade exata. E apenas obedece incapaz de dizer não. Muitas vezes eu sinto que as coisas acontecessem comigo e com ela de maneira inevitável, e hoje assim como nos dias anteriores eu sinto que tudo o que quero está ali, bem na minha frente, com seus olhos cinzentos em chamas, e seu rosto de boneca, de lábios carnudos e rosados. O tipo de lábios criados para fazer um homem implorar por beijos longos.
Me sinto pesado e excitado, faminto de desejo por ela.
— Katniss? — Ouço a minha voz chamá-la, e fico surpreso ao notar o quanto está grossa.
Katniss vira o rosto muito lentamento e me olha nos olhos.
Eu quase caio de joelhos perante ela. E na mesma hora deixo que um suspiro desesperado escape de meus lábios, é quase um rosnado de antecipação.
Os olhos de dela ainda queimam de desejo.
— Você me achou. — Diz ela, sua voz melodiosa queima em um sussurro doce.
— Estava fugindo de mim? — Não posso deixar de perguntar.
— Mais ou menos. — Ela responde, virando-se e ficando de frente para mim, sua costas descansam na balaustrada da varanda. — Achei que fosse uma boa ideia respirar um pouco de ar puro.
Dou dois passos em sua direção. Não consigo deixar de notar quando os olhos dela passeiam por meu corpo, e em seguida, de modo inconsciente ela morde o lábio inferior.
Minha ereção já aparente, cresce ainda mais.
— Eu peguei champanhe. — Digo ao estender uma taça para ela.
— Obrigada. — Me agradece ao pegar a taça que eu ofereci, ela bebe o conteúdo de dentro em poucos goles. Depois ela deixa a taça em cima da bancada da balaustrada.
— Katniss, me conta. — Começo a dizer. — Vir aqui fora te ajudou a controlar o tesão que sentimos lá dentro?
Com um sorriso de canto, ela volta a me encarar.
— Eu achei que fosse funcionar, mas não. — Responde ela ao respirar profundamente. E eu mal posso controlar a felicidade que explode dentro de mim. Não esperava que ela fosse tão sincera.
Com olhos afiados eu posso notar, discretamente, quando ela passa uma coxa na outra. Um movimento suave que para qualquer pessoa não significaria nada. Mas eu sei o que significa. Katniss está excitada, molhada e desejosa.
Eu solto a taça que seguro na mesma hora, ela cai no chão com um tilintar ao se quebrar e não posso me importar com isso. Não quero mesmo beber essa bebida. Eu quero o gosto de Katniss nos meus lábios, não o do champanhe.
Passo as mãos pelo cabelo e permito que meus olhos passeiem pelo corpo dela. Essa é a primeira vez que a olho de forma tão descarada, sem esconder o meu tesão ou a necessidade animal de fazê-la minha.
— Eu passei todos esses meses desejando você, Katniss. — Digo ao estender a minha mão e acariciar o rosto dela. — Todas as vezes em que estivemos juntos só faziam eu te querer mais e mais.
Dou mais um passo, quase colando os nossos corpos. A mão que uso para acariciar o seu rosto desce até o seu maxilar, indo ao seu pescoço, depois para os ombros, e depois os ossos de sua clavícula.
Em baixo na minha mão posso sentir a sua respiração aumentar o que faz com que seu busto suba e desça mais rapidamente, seus lábios rosados estão entreabertos.
— É uma dor te querer, Katniss. — Admito ao deixar que minha mão desça pelo braço dela, a pele macia e suave se arrepiando com seu toque. — Eu sofro ao estar ao seu lado todos os dias e não poder te tocar do jeito que quero.
Minhas mãos têm vontade própria, meu corpo todo grita por Katniss. E uma coisa estranha, mas eu tenho a sensação de que se eu fosse obrigado a parar de tocá-la eu morreria. Me afastar dela me mataria.
Suavemente eu levo a minha mão até a sua cintura e vagarosamente eu a subo por suas costelas até a base de seus seios.
— Eu quero tanto você. — Confesso, meus olhos vão dos olhos dela ao decote singelo de seu vestido. — Eu preciso disso.
— Peeta? — Ela me chama, interrompendo o meu progresso ao segurar o meu pulso, o que me impede de segurar o seu seio.
Sinto uma dor forte se apossar de mim. Ela estava me recusando? Será que eu entendi errado os seus sinais?
Katniss afasta a minha mão de sua cintura e a leve até os seus lábios, depositando um beijo gentil na palma da minha mão. Depois ela a leva até o seu seio e me faz apertar a carne macia e sentir o seu mamilo endurecido pela excitação.
Ela dá um passo a frente e termina de colar os nossos corpos enquanto deposita um beijo suave em meus lábios. Seus olhos estão cheios de emoção.
— Eu também quero você, Peeta. — Sussurra ela em meus lábios. — Quero que me ame, quero me faça sua. Pelo menos por uma noite.
Ela não precisou pedir duas vezes.
Antes que posso perceber estamos ambos presos em um abraço apertado. E nos beijando ardentemente.
Nossas línguas estão duelando enquanto as minhas mãos passeiam famintas pelo corpo dela. É uma delícia sentir o gosto de champanhe nos seus lábios.
Sinto o meu peito comprimir duramente os seios de Katniss e uma de minhas pernas desliza entre as dela.
As minhas mãos descem sobre a cintura dela, cada vez mais baixo. A maneira como nossas bocas se provam me deixam louco. E sentir como ela está entregue em meus braços faz com que eu me sinta o homem mais sortudo de Panem.
Cheio de desejo por mais contato eu levo as minhas mãos até a barra do vestido dela e lentamente o levanto. Faço com que minhas mãos toquem com propriedade as coxas e o traseiro dela. Ao passar as mãos pela carne suave dela eu paro o nosso beijo e xingo em seus lábios.
— O que você está vestindo? — Pergunto curioso ao me afastar ligeiramente, meus olhos cheios de emoção.
Eu a vejo ofegar e corar antes de responder.
— Cinta-liga e calcinha fio dental. — Responde corada. — A Annie me ajudou a escolher.
Inconscientemente eu xingo uma vez mais ao interromper o que ela dizia e voltar a atacar a sua boca, mergulhando a minha língua lá dentro, exigindo que ela retribua. Volto a deslizar as minhas mãos por baixo do vestido de Katniss e encho as minhas mãos como quero. Só de imaginar que ela está usando essa lingerie provocante me deixa quase insano. Tenho que me segurar para não gozar nas minhas calças.
— Eu quero você. — Sussurro em seus lábios, o cheiro do perfume dela entra em minhas narinas e queima no meu cérebro. — Eu quero arrancar esse vestido de você e pegar você agora.
Eu fico ainda mais excitado quando o meu convite descarado parece derretê-la ainda mais. Minha língua volta a mergulhar na boca dela no mesmo momento em que meus dedos deslizam por baixo da calcinha de Katniss, encontrando o seu local sensível mais delicado. O meu dedo desliza para dentro dela e eu sinto quando as unhas dela cravam no meu ombro, me agarrando enquanto ela treme de prazer.
— O que estamos fazendo? — Me pergunta Katniss, no momento exato em que eu movimento meu dedo dentro dela, o que a faz morder os lábios para não gemer alto.
— Não o suficiente. — Murmuro em seu ouvido, e tiro a minha mão de sua boceta ao ter uma ideia meio maluca. Como um descarado eu a puxo para dentro do escritório do meu pai, as luzes estavam apagadas e a única iluminação no ambiente vem da varanda.
Sem pensar direito em mais nada, a não ser em Katniss nos meus braços, eu volto a agarrá-la e encosto o seu corpo em uma parede qualquer. Logo eu a beijo com ainda mais fome.
Sinto que o meu mundo está girando em seu próprio eixo. Já não tenho mais ideia de onde estou, apenas sei que estou com Katniss e que ela geme de prazer em meus braços. Tento não ser selvagem, ou bruto demais, mas não posso evitar de puxar o vestido dela para cima e baixar a calcinha dela por suas coxas e cinta liga, tirando-a a jogando a pequena peça de seda em um canto qualquer. Imediatamente e faminto eu procuro com minha mão esquerda o sexo de Katniss, e a encontro molhada e inchada. Levo um instante admirando o recanto mais íntimo dela em minha mão, a forma doce que meu dedo entra nela. Me sinto possuído por seu encanto, por seu feitiço de sedução e por isso eu movimento os meus dedos nela, o que a faz gemer e suspirar.
A escuridão silenciosa da sala dava um toque a mais em nossa intimidade.
Eu levo as mãos de Katniss até a minha cintura, e por um momento sinto o meu coração se encher de ternura o vê-la se atrapalhar com o cinto da minha calça. Quando ela, enfim consegue abrir a minha calça, imediatamente eu sinto uma de suas mãos deslizar por dentro da minha cueca até a minha ereção. Não pode me controlar e acabo gemendo ao senti-la agarrar o meu pênis, suas mãos quentes tentando envolvê-lo, porém sem conseguir. Ela começa a movimentar e eu quase gozo.
— Droga, Katniss. Eu deveria esperar, mas eu não posso. — Digo ao tirar um preservativo de dentro do bolso traseiro da minha calça. Tenho que afastar a mão de Katniss de mim, ou posso gozar em suas mãos. Com rapidez e perícia eu coloco o preservativo e logo volto a atacar a boca de Katniss com um beijo quente, sinto que esse beijo a deixa trêmula em meus braços. Suavemente eu faço com que ela escarranche as pernas em minha cintura, levanto-a contra a parede e usando uma de minhas mãos levo o meu pênis para a sua vagina molhada, e a penetro com força.
O prazer de estar dentro dela, quase me cegou para a reação de Katniss ao ser penetrada por mim.
Ela engasga um soluço em nosso beijo, e seus olhos se enchem de lágrimas. De seus lábios escapa um gemido de dor e prazer.
Mesmo que a reação de Katniss não tivesse sido tão explicita, eu ainda teria notado, assim que a penetrei, que eu rompi o hímen de seu virgindade. Na verdade eu o arranquei dela com selvageria. Tenho que trincar os dentes para não gritar de frustração.
Katniss esta fortemente abraçada em meu corpo, suas pernas estão em volta na minha cintura em um aperto seguro e seu rosto esta enterrado em meu pescoço enquanto ela arfa.
Eu xingo em voz baixa ao abraçá-la mais forte.
— Você deveria ter me dito, Katniss. — Sussurro para ela, ao sentir os músculos de sua vagina virgem estrangularem o meu pau.
Ela tomou fôlego, e eu podia sentir o jeito cuidadoso dela, seu sexo quente a apertado tentando de ajustar ao meu tamanho e grossura.
— Dito o que? — Ela me pergunta ainda ofegante.
— Que está era a sua primeira vez. — Grunho no ouvido dela. Mal posso acreditar que eu a desvirginei dessa forma.
— Eu não estava pensando que está era a minha primeira vez, eu estava muito ocupada pensando em você.
Sinto Katniss gemer em meu ouvido ao mesmo tempo em que rebola o quadril no meu, fazendo com que eu mergulhe o meu pênis mais profundamente dentro dela. Um gemido escapa de meus lábios quando ela faz isso. O movimento de seu quadril é bom demais. Devagar eu volto a beijá-la, no começo devagar e ternamente, depois aumento o nosso beijo o fazendo apaixonado e doce.
— Não pare agora. — katniss me pede com voz manhosa ao lamber o meu pescoço.
De repente eu sou tomado por um desejo insano. Tudo é ela, eu só sinto ela. É como se meu corpo tivesse sido transpassado por um raio. Lentamente eu começo a me mexer, aperto as nádegas dela em minhas mãos enquanto empurro a minha ereção dentro dela, aos poucos os meus movimentos se tornam frenéticos. E é um doce tormento sentir a vagina de Katniss apertar o meu pênis cada vez mais. Eu aumento o nível das estocadas, nós entramos em um vai e vem perfeito, cada vez mais rápido. Katniss me ajuda ao rebolar o quadril em meus braços, aumentando a sensação de prazer. Os nossos lábios se procuram a todo momento. E é com grande felicidade que sinto quando ela tem o seu orgasmo. Seus músculos internos então em frenesi ao apertar o meu pau e ela fica mais escorregadia.
Eu tive que beijá-la com força para engolir todos os seus gemidos de prazer e liberação. Querendo chegar ao paraíso com ela, acelero as minhas estocadas em sua boceta quente, apertada e gostosa e não demoro ao me sentir explodir dentro dela.
Enterro o meu rosto em seu pescoço enquanto urro de prazer. Nunca foi assim, nunca foi tão forte e tão bom.
Foi nesse momento que eu soube que nunca poderia ser feliz sem Katniss Everdeen em meus braços.
Espero um pouco até recuperar um pouco do fôlego e só então eu a desço de meus braços. Ainda assim eu não deixo que Katniss se afaste e a abraço apertado.
Ainda estamos trêmulos ao nos encararmos em silêncio.
Poucos instantes depois eu a libero de meu aperto e acendo um abajur que está na escrivaninha central do aposento. Ainda em silêncio começamos a nos arrumar. Tiro a camisinha usada e dou um nó. Depois a guardo segura no meu bolso, pretendo me livrar dela assim que estiver fora da casa dos meus pais.
Tive que engolir um grunhido de nova excitação ao olhar para katniss.
Ela estava lindamente desgrenhada, com o seu penteado bagunçado, maçãs do rosto coradas e lábios inchados pelos beijos apaixonados. Katniss é totalmente irresistível para mim. Sua aparência saciada depois do sexo selvagem que nós tivemos só faz com que eu me sinta ainda mais desejo por me meter entre as pernas dela outra vez.
Eu até posso imaginá-la nua em uma cama, com seus olhos de sereia implorando para ser penetrada. Uma nova expectativa cresceu em seu peito.
Pois, sim! Pensou eufórico. Katniss vai ser minha novamente.
— Peeta? — Ouço-a me chamar. — Você viu a minha, você sabe...a minha calcinha?
Não pude deixar de sorrir ao vê-la corar de vergonha. E depois de procurar logo encontrou o pequeno tecido de seda preta em cima de uma poltrona. E o entregou para ela.
— Obrigada. — Respondeu Katniss depois ao vestir a pequena calcinha. — Não posso acreditar que fizemos, que fizemos "aquilo" no escritório dos seus pais.
Imediatamente não gosto da forma que ela chamou o que nós fizemos.
Pode ter sido selvagem, mas nós fizemos amor.
Não foi apenas sexo, ou uma transa qualquer. Eu não posso ser o único a notar a diferença.
É claro que eu posso. Penso. Pelos céus, Katniss era virgem. Logicamente nunca teve uma experiência tão forte.
E ela se entregou para mim.
Sinto um enorme sorriso surgir em meus lábios.
— Bom, eu nunca fiz "aquilo". — Zombo. — na casa dos meus pais e certamente nunca pensei em fazer "aquilo" no escritório deles. — Me aproximo de Katniss e logo acaricio o seu rosto bonito. Em meu interior eu já estou cheio de desejo por ela. — Mas por você, eu repetiria tudo novamente.
Katniss sorri ao me encarar. Ela encosta mais o seu rosto em suas mãos.
E o meu peito se enche de uma nova emoção.
— Eu quero te mostrar um lugar. — Começo, minha voz muito séria agora. — Você viria comigo? Abandonaria essa festa e passaria a sua virada de ano comigo? Só eu e você?
— Sim. — Me responde ela ao se inclinar e me beijar ternamente. — Vamos sair daqui. Mas, primeiro eu gostaria de ir ao banheiro.
Seu rosto volta a corar e eu entendo o porquê. Minha virgem quer se limpar dos rastros de sua pureza.
— Ok, você vai ao banheiro e daqui a uns dez minutos me encontre do estacionamento. Eu estarei te esperando lá embaixo. — Digo a ela.
Katniss acena com a cabeça e volta a sorrir, ela ainda está corada, e é tão adorável que eu quase sinto o meu coração explodir de emoção.
Depois de um último beijo molhado e demorado nós nos separamos. Sem que ninguém perceba nos voltamos para o salão onde a festa está acontecendo.
Katniss vai na direção dos banheiros e eu sigo para fora do grande apartamento de meus pais. Pego o elevador e me dirijo para o estacionamento no subsolo do prédio. Até agora não consegui tirar o sorriso do rosto.
Acho que eu nunca estive tão feliz na vida. E eu quero que essa felicidade dure para sempre. Vou levar Katniss para um lugar muito especial e nossa noite não vai acabar por aqui.
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