Amar Não É Pecado
12 Capítulo 11 – Errando para recomeçar
Notas iniciais
Oh this is not the way that it should end
It's the way it should begin
It's the way it should begin, again
No, I never wanna fall apart,
Never wanna break your heart
Never wanna let you break my own
Yes, I know we've said a lot of things
That we probably didn't mean
But it's not too late to take them back
(Colbie Caillat – Begin Again)
5 anos antes…
PDV Edward
Deixar Bella foi a coisa mais difícil que alguma vez fiz. Me manter firme, sem demonstrar a dor que me ia consumindo, foi complicado, tanto que nem sei como mantive aquela postura fria até o final. A única coisa que eu pensava, e que me mantinha focado na decisão que já tinha tomado, era que aquele caminho seria o menos doloroso para Bella.
Eu realmente havia recebido uma proposta para me transferir para o conservatório de LA, onde provavelmente teria mais oportunidades de me lançar na carreira que sempre almejei. Óbvio que até horas atrás, jamais cogitei aceitar a proposta, mas agora essa parecia ser a melhor coisa a fazer. Sabia que por mais sofrimento que estivesse infligindo a Bella, ainda assim, ela seria ingénua o suficiente para acreditar que eu estava fazendo isso por achar que era o melhor para mim. Eu a conhecia, ela até poderia me odiar nos primeiros momentos, com o choque do término tão repentino, mas depois acabaria por compreender o que eu havia feito. Mesmo que para o resto do mundo, eu inclusive, não houvesse desculpa possível.
Magoar a pessoa que amamos e mentir para isso, mesmo quando temos as nossas razões, é algo que nem mesmo nós conseguimos desculpar. Só por saber que a minha menina estaria jogada no chão de casa, chorando por mim, o meu coração se dilacerava. O que eu mais queria era esquecer a droga desse dia, fingir que nada tinha acontecido, e terminar a minha noite do lado da minha amada. Era o que eu mais queria no mundo, mesmo que agora fosse o mais impossível de se realizar. O destino havia me encurralado, não havia mais nada a fazer.
A partir do momento em que saí a porta de casa de Bella, eu sabia que estava tudo terminado. Não só o nosso relacionamento, como a minha vida. Eu já não viveria, eu apenas me contentaria em sobreviver. Porque sem Bella, nada mais faria sentido.
Sentado dentro do meu Volvo, ainda sem coragem para ligar o carro e conduzir, revivi os instantes finais da nossa despedida.
Flasback On
– Você me ama? – paralisei assim que ouvi a sua pergunta.
Não poderia ignorar, não era certo. O que responderia? De certa forma eu queria ser sincero, pelo menos no que dizia respeito aquele assunto.
– O que é o amor? – repliquei, remexendo nos meus cabelos revoltos – Amar é tão relativo. Muitas vezes amamos sem saber, outras vezes pensamos amar e nem sabemos o que isso é. Acho que existem várias maneiras de amar, e em todas elas existem prós e contras. Coisas que fazemos por amar alguém… Às vezes podem parecer injustas, difíceis de aceitar, mas ainda assim é amor – soltei uma risada repleta de frustração, por conta da situação em que me encontrava — Sim, eu te amo. Sempre amei. Tem coisas na vida que a gente só entende quando acontecem, talvez tenha chegado a minha hora de compreender isso. – concluí com tristeza.
– Quem ama não machuca – retrucou assim que me calei.
– Não – eu não queria que ela acreditasse naquilo, mesmo que fosse mais fácil — Quem ama procura evitar que se machuque tanto – disse com toda a minha alma.
– É isso que você acha que está fazendo? – a sua voz tremeu, antecipando a minha resposta.
– É isso que eu sei que estou fazendo – afirmei sabendo que a conversa não poderia se prolongar mais – Eu tenho que ir. – avisei logo em seguida.
– Então é mesmo um adeus? – lutei contra o nó formado na minha garganta, antes de confirmar a sua suspeita.
– Sim.
Me empurrei interiormente até à porta, parando apenas para murmurar o meu próprio adeus. Achei que Bella nem escutaria, ou que nem lembrasse da nossa velha forma de despedida.
– Adeus olhos castanhos – sorri tristemente, falando aquele apelido tão querido, e tendo noção que era o fim de algo grandioso.– Adeus meu amor – retornou, ainda a tempo de me fazer ouvir aquelas palavras ditas com a mesma profundidade de sempre, mas juntas de um grande pesar.
E foi tudo o que me restou, até que finalmente fechei a porta atrás de mim, nos separando definitivamente.
Flashback Off
O futuro já não parecia promissor. A única certeza que me restava era a de um dia ter sido amado, e ter amado com intensidade. Todo o resto já não significa nada.
O amanhã seria apenas mais um dia, e os seguintes a mesma coisa...
PDV Carlisle
Eu estava na faculdade, na plenitude da minha juventude, quando fiz amizade com Charlie Swan. Nos tornamos melhores amigos sem nenhum esforço, foi totalmente espontâneo. Cursávamos ambos medicina, dividíamos o dormitório, saíamos juntos para a farra, e até chegámos a cometer disparates, próprios da pouca maturidade que ainda tínhamos, como aproveitar a “companhia” das mesmas mulheres. Ainda assim, nunca brigámos por motivo algum, e só nos separamos depois de nos licenciarmos e eu mudar de país, aproveitando uma oportunidade única de exercer a minha profissão num hospital de grande prestígio.
O tempo passou e tanto eu como Charlie fomos perdendo o contato, falando poucas vezes por telefone. Éramos médicos, não dispunhamos de muito tempo, e aproveitávamos o que tínhamos para viver as nossas vidas privadas. Compreendíamos bem o que estava acontecendo, e mesmo com saudades do nosso companheirismo, aceitamos que estávamos crescendo e que a nossa amizade sempre estaria presente, mesmo que de uma forma distante.
Mal cheguei a Londres, cidade onde iria viver, conheci a minha linda Esme. Tenho a certeza de que foi amor à primeira vista. Estávamos completamente apaixonados, sabíamos que não poderíamos viver um sem o outro. Pedi-a em casamento poucos meses depois de estarmos juntos, e a mesma aceitou na hora, me fazendo o homem mais feliz do mundo. Para aumentar essa felicidade, Esme me ofereceu o maior presente de casamento que eu poderia ter tido, um filho, meu Edward.
Com o nascimento de Edward, o primeiro ano ao lado da minha família estava sendo repleto de emoções fantásticas. Enquanto eu trabalhava no hospital, Esme permanecia em casa, tomando conta do nosso menino, e quando eu estava de folga, aproveitava cada segundo ao lado dos dois seres que me completavam. Parecia que estava vivendo um sonho, e esse sonho se tornava a cada dia mais perfeito.
Foi no 1º aniversário de Edward, que Esme me deu outra grande notícia. Iria ser pai pela segunda vez! Esme viveu o papel de mãe com muito empenho, e desde logo me havia dito que queria ter outro filho rapidamente. Não pensei que fosse assim tão rápido, mas isso não importava nada. Já fazíamos planos para o futuro, incluindo em tudo o novo bebê, brincando de descobrir o sexo do mesmo, quando uma tragédia aconteceu.
Esme estava com quase 3 meses de gestação quando sofreu um aborto espontâneo. O médico explicou que havia uma anomalia cromossômica no feto. A maioria das anomalias cromossômicas são resultado de um óvulo ou um espermatozóide defeituosos. Embora esses casos sejam mais comuns de acontecerem em mulheres acima dos 35 anos, por vezes também ocorrem em pessoas de menos idade. Foi um grande baque lidar com a perda do nosso bebê, que já era tão amado.
A partir desse dia, a vida que eu tanto gostava e me orgulhava de ter, desapareceu. Esme entrou em depressão, se recusava a pedir ajuda, não se interessava por Edward, e tudo o que desejava era ter outro filho. Não consigo enumerar a quantidade de vezes que discutimos sobre o assunto. Eu amava a minha mulher, com loucura, e apesar de também querer outro filho, sentia que primeiro ela precisava se recuperar do aborto que sofrera. A nível físico parecia estar tudo ok, esse não era o problema, o que me preocupava era o estado emocional em que Esme se encontrava.
4 meses haviam passado. O meu casamento estava frio, por mais amor que houvesse, os conflitos eram exaustivos. Confesso que parte da culpa também era minha, tive dias em que não resisti aos avanços de Esme, mesmo sabendo que o seu intuito era engravidar novamente. Eu sabia que ela não se estava prevenindo, e também sabia que essas minhas recaídas não iriam ajudar a situação a se resolver. Sempre que esses deslizes aconteciam, as nossas discussões eram infinitamente maiores. Eu reagia mal, por ser fraco, e por Esme continuar sem aceitar ajuda. Já Esme me acusava de não a amar mais, de não querer mais filhos, entre outras coisas. No meio disso tudo, o meu amado filho era o que mais sofria. Tive que contratar uma bábá para tratar do menino, visto que a sua mãe não estava em condições para isso. Claro que Edward ainda não entendia o que estava acontecendo, mas estava sendo negligenciado pela mãe, e em certa parte por mim, que entre o hospital e a difícil tarefa de lidar com Esme, ficava quase sem tempo para estar com ele.
Estávamos em Dezembro quando recebi um pedido especial do meu chefe. Ele queria que eu me afastasse por um mês, me deslocando até Nova Iorque, e fazendo parte de um congresso bastante importante que iria acontecer nessa época. Seria de muita importância para o hospital, se eu aceitasse participar no evento. Como disse, foi apenas um pedido, o qual eu recusei numa primeira fase. Por ser Dezembro, não queria deixar de passar o Natal junto da minha família, por mais problemas que tivéssemos enfrentando. Quando cheguei em casa, no mesmo dia em que o meu superior me havia feito o convite, me deparei com uma Esme descontrolada. Assisti à maneira brusca com que ela ralhava com Edward, vendo o meu filho tremendo de tanto chorar. Não é difícil de prever o que aconteceu depois disso. Mais uma discussão se juntou à extensa lista que já possuíamos, e dessa vez, as coisas ficaram realmente sérias. Uma coisa era discutirmos pelos nossos problemas conjugais, enquanto casal, outra bem diferente era trazermos Edward para a conversa. Eu gritei muito com Esme, descarreguei a minha frustração, expliquei que não estava conseguindo lidar com a sua nova atitude, e que não admitia que ela pudesse tratar mal o nosso filho, que não tinha culpa de nada.
Tomei a decisão de voltar atrás com a minha palavra, e aceitei a proposta feita pelo chefe do hospital. Não tinha condições para ficar em casa, precisava de tempo para colocar as ideias no lugar. Levei Edward para ficar com o meu cunhado, Aro, e o mesmo se prontificou a tomar conta do meu filho durante o mês que eu passaria em Nova Iorque. Esme não queria, nem podia, ficar encarregada de Edward. Eu sabia que teria de aproveitar o tempo que estaria fora, para tomar decisões importantes. Quando voltasse as coisas teriam que mudar, pra melhor, ou pra pior.
Embarquei para os EUA no dia 20 de Dezembro de 1985. Chegar em Nova Iorque me trouxe lembranças boas, dos anos incríveis e das experiências maravilhosas que vivi naquela cidade. Deixei a minha mala no hotel, onde os médicos que participariam no congresso estavam hospedados, e me dirigi até um pequeno bar, que costumava frequentar durante a faculdade. Nessa mesma noite, tive uma surpresa muito agradável. Por coincidência, Charlie estava no mesmo local. Fazia muito tempo desde que não estávamos juntos, aproveitamos para colocar a conversa em dia, e desabafei com o meu amigo de longa data. Nos despedimos horas depois, com a promessa de aparecer na sua casa, para comemorar o Natal com ele e a sua mulher. Essa tinha sido outra surpresa da noite, eu sabia que Charlie se havia casado, eu só não imaginava que a pessoa que o tinha enlaçado, seria Renée Dwyer. Fiquei triste por saber que perdi parte dos momentos mais importantes na vida de Charlie, e também sabia que o sentimento era mútuo.
Assim como havíamos combinado, o almoço de dia 25 foi feito na companhia dos Swan. Reencontrar Renée foi algo indescritível. Ela era uma mulher muito bonita, educada, com uma conversa fácil. Desde que conheci Renée, na faculdade, fiquei fascinado com a boa disposição que a mesma irradiava. A nossa amizade foi construída num ápice, e só não evoluiu porque eu tinha consciência dos sentimentos que Charlie possuía por ela. Eu não tinha certeza se estava realmente apaixonado, mas sabia que Charlie estava. Preferi me manter afastado, para evitar qualquer tipo de confusão. Jamais imaginei que Charlie conseguisse conquistá-la, não que ele não merecesse, mas porque eu sabia da grande paixão que Renée nutria por mim. Quando eu saí do País, Renée confessou que sentiria a minha falta, mais do que qualquer outra pessoa. Lembro que nos despedimos com um beijo intenso, e eu soube que aquele gesto foi a confirmação dos seus sentimentos por mim. Depois disso não mantivemos contato. Quando Charlie anunciou que ia casar, eu estava numa fase complicada dentro do hospital, seria impossível me deslocar até Nova Iorque. O mais estranho é que só naquele bar, Charlie havia dito pela primeira vez o nome da sua mulher. Talvez ele tivesse medo, pensado que se eu soubesse do seu relacionamento com Renée, voltasse para tirá-la dele. Embora isso fosse algo que jamais me passaria pela cabeça, eu sabia que Charlie tinha ciúmes, e não o poderia julgar.
O convívio com os meus velhos amigos estava me fazendo bem. Entre as palestras do congresso que eu tinha que assistir, e os telefonemas direcionados para Inglaterra, procurando saber novidades do meu filho, e também de Esme, a companhia de Charlie e Renée era o que eu tinha de melhor. Tal como no Natal, Charlie me convidou para passar a virada do ano. Aceitei com muito gosto, e no dia 31 de Dezembro compareci à pequena festa. Alguns dos seus amigos, e também familiares mais chegados, estavam presentes, e foi logo após o jantar, que Charlie recebeu um telefonema do hospital. Um dos seus pacientes tinha piorado, e precisavam do meu amigo com urgência. Com um pedido de desculpas, e os votos de feliz ano novo, Charlie se despediu de todos, e saiu para trabalhar.
A minha meia noite foi passada ao lado de Renée. Todos à nossa volta pareciam perdidos em conversas, e só nós prestávamos atenção aos fogos de artifício que se avistavam da sacada. Sorrimos cúmplices, desejando que o próximo ano fosse melhor do que o anterior. Abraçamo-nos no meio da contagem, e fui surpreendido com um suave tocar de lábios, assim que os ponteiros do relógio indicaram o inicio do novo ano. Renée me olhava com ternura, o seu gesto não era maldoso, acho que foi um modo de me consolar. Eu estava ali, sem Esme, ela estava ali, sem Charlie. Naquele momento éramos mais parecidos do que nunca.
Eu posso dizer que foi o elevado teor de álcool que me fez ter a atitude que tive, assim que os convidados foram embora, mas eu estaria mentindo. A minha cabeça estava confusa, e isso era tudo o que eu tinha de desculpa, não que fosse realmente justificável. A verdade é que os meus olhos pousaram em Renée, no minuto em que a porta bateu, nos deixando aos dois sozinhos, dentro da sua casa. Eu conseguia lembrar dos motivos que me levaram a interessar por ela, tudo o que me atraiu em outra época, continuava ali, bem na minha frente. E foi no meio desses pensamentos, que os nossos olhares se cruzaram. Senti a minha respiração ficar acelerada, notando o nervosismo de Renée, que mordia o seu lábio interior. Naquele momento eu esqueci toda a minha vida, todos os meus problemas, a única coisa que eu conseguia enxergar era aquela mulher, que um dia eu quis ter.
Acordei sobressaltado, olhando para o lado e contemplando o corpo desnudo, situado ao meu lado. Eu sabia que tinha de partir, não me permitiria a cometer outra loucura. Me vesti apressadamente, recolhendo todos os meus pertences, e tentei sair sem ser notado. Isso não aconteceu. Estava chegando perto da porta quando Renée se sentou na cama, se cobrindo com o lençol. Nos encaramos por alguns segundos, e os nossos olhares falaram tudo o que havia a ser falado. Renée me deu um pequeno sorriso de despedida, antes de levantar da cama e se deslocar para o banheiro.
Mesmo sem palavras, ambos tínhamos estabelecido um acordo. Aquela noite ficaria em segredo. Pelo menos era isso que eu pensava, até retornar a casa. Evitei ao máximo Charlie, nos dias que se seguiram, e trocámos um adeus no dia em que o mesmo se disponibilizou para me levar no aeroporto. Tinha saudades do meu filho, e por isso a minha primeira atitude, foi ir ao seu encontro. Depois de passar algumas horas perto dele, pedi a Aro e a Jane, sua mulher, que ficassem um pouco mais com Edward. Queria ter uma conversa com Esme, antes de levá-lo para casa.
No momento em que encontrei Esme, sentada no sofá, percebi que não poderia esconder nada dela. Eu havia traído o amor que lhe tinha jurado, e jamais poderia conviver com a culpa, não sem lhe confessar o meu erro. Não foi fácil, nada fácil. Ela chorou, gritou, me bateu, e no fim se atirou nos meus braços, me apertando com toda a sua força. Eu fiquei confuso com a sua atitude, pensei que ela me colocaria para fora, dizendo que o nosso casamento havia terminado. Quando Esme se afastou e começou a falar, eu percebi que havia esperança. Cada palavra dita por ela, me corroeu por dentro, pois sabia que tinha magoado a mulher da minha vida. Ainda assim, ela me disse que queria lutar por nós dois, pela nossa família. Terminamos a conversa decididos a enfrentar o que viria pela frente, tentaríamos reconstruir o que estava quase quebrado, e com o tempo veríamos se conseguíamos nos perdoar.
Um mês depois, a diferença já era visível. Esme estava frequentando um psicólogo, e tinha melhorado consideravelmente. Aos poucos voltara a estar com Edward, e pedira perdão ao nosso pequenino, mesmo que ele não entendesse o que a mãe falava. Eu também me tentei redimir, consegui umas férias, e passei um tempo precioso com a minha mulher e com o meu filho. Queria ajudar Esme no que fosse preciso, estar presente para Edward, e me desculpar pelo erro cometido. Eu sabia que nunca esqueceríamos a minha traição, mas também não falávamos mais do assunto. Esme disse que só precisava de um tempo, que me iria perdoar, pois o nosso amor era maior. Nunca entramos em detalhes sobre o que acontecera em Nova Iorque, quando eu tentei, Esme me parou, afirmando que não queria saber.
As mudanças estavam chegando, mesmo aquelas que nós não nos havíamos percebido. No dia 21 de Fevereiro, descobrimos que uma das tentativas de Esme tinha resultado. O medo nos assolou, mas aconselhados pelo médico, as novidades podiam ser celebradas. Esme já estava com mais de 3 meses de gestação, só que o seu estado emocional esteve tão debilitado nos meses anterior, que ela nem tinha notado os sintomas da gravidez. Em Março pudemos saber que estávamos esperando a nossa pequena Alice, o mais novo elemento da família Cullen. Mal sabia aquela criança, do quanto viria ajudar a fortalecer os laços de união que todos precisávamos.
Os anos foram passando, Esme e eu conseguimos dar a volta por cima, e vivíamos felizes com os nossos maiores tesouros, os nossos lindos filhos.
Todos os dias eu agradeço a Deus pela segunda oportunidade que ele nos deu. Jamais poderia pedir família melhor, pois a que eu tinha era simplesmente perfeita.
Link da música do capítulo:
http://www.youtube.com/watch?v=2sR-YTzwgIo
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