Amante Celestial
21 Será?
Notas iniciais
Leila acordou-se na manhã seguinte sentindo-se leve e feliz.Olhou para o lado e viu o seu Gabriel dormindo tranquilamente.
Levantou-se lentamente olhando a sua volta,a bagunça que o quarto se tornara lhe era prazerosa ao olhar.Como se cada peça fora do lugar lhe mostrasse que a noite maravilhosa que tivera não fora um sonho.
Estava dirigindo-se ao banheiro quando dois fortes braços a envolveram e um quente beijo foi depositado em seu pescoço.
–Não vai fugir. _ Gabriel sussurrou em seu ouvido.
–Não estava fugindo.Apenas indo tomar um belo banho. _ ela virou-se em seus braços e enlaçou seu pescoço.
–Vou ajudá-la.
Dizendo isso ele começou a seguir, abraçado a ela, em direção ao banheiro.
–Gabriel,não precisa.Eu faço sozinha. _ Leila disse tirando as mãos dele de seu corpo.
Gabriel parou olhando-a fundo nos olhos e disse sério excluindo qualquer nota romântica de sua voz.
–Se quiser fingir que nada aconteceu ontem,tudo bem,mas não se atreva a duvidar do que eu disse.
Leila estava surpresa com a forma como ele falara,mas a rápida onda de temor que passou pelos olhos dele fez seu coração apertar-se.
–Eu não falei sobre fingir que nada aconteceu e não sou capaz de duvidar do que me disse ontem.Mas se você ficar aqui eu vou ceder a uma vontade imprópria. _ Leila abaixou a cabeça visivelmente envergonhada.
–Não creio que alguma vontade sua seja imprópria. _ ele segurou o rosto dela entre as mãos delicadamente. –Diga-me o que quer e eu farei.Só para ver seu sorriso mais uma vez.
–Eu… _Leila buscou uma forma de não precisar falar,mas não encontrou. –Eu quero… quero você.
O corpo dela ardeu em desejo ao ver o olhar devorador que ele lhe dirigia.Gabriel passou os braços em volta da pequena cintura dela e já estava saindo do banheiro quando Leila o mandou parar.
–O que aconteceu _ ele estava evidentemente confuso.
–Eu quero você.Mas não na cama.Quero você aqui. _ como Gabriel permaneceu parado,ela se soltou de seus braços e abraçou a si mesma com o rosto em chamas tamanha era sua vergonha.
Gabriel a pegou nos braços e carregou para o box onde admirou os jatos de água molharem o corpo de Leila antes de sucumbir ao desejo e prendê-la contra a parede de ladrilhos claros.
Logo os suspiros e gemidos do casal poderiam ser ouvidos fora do banheiro,mas nenhum dos dois se importava com algo além do prazer que sentiam naquele momento.
...
Lassiter estava sentado na cama de Taylor, a cabeça baixa, olhos que não focavam em nada, simplesmente pensando no que estava fazendo para aquela mulher, onde a estava pondo, o perigo que ela corria por ele.
Seus pensamentos foram interrompidos quando se imaginou sem ela, carregando consigo apenas a lembrança do olhar ferido e enojado que Taylor certamente lhe daria antes de manda-lo embora para sempre.
– No que está pensando? _ a voz preguiçosa de Taylor o puxou de volta a realidade.
Lassiter deitou-se mais uma vez e deixou que Taylor o abraçasse, mas não se conteve e falou.
–Tem coisas sobre mim que você não sabe. _ os músculos dele ficaram tensos e ele esperou pela pergunta que poria um fim a toda felicidade que Taylor lhe deu.
– Também tem coisas sobre mim que você não sabe.
A resposta dela o surpreendeu, sem duvida não era aquilo que ele esperava, mas sabia que devia ser sincero com ela e contar tudo.
– Mas são coisas graves, Taylor. Acho que, depois de ouvir você vai me mandar embora de uma vez. _ ele se forçou a olhar nos olhos dela, mas o quão único viu foi… carinho.
– Então as deixe para depois. Meu passado não é muito agradável, mas não quero que mais nenhum mal entendido nos atrapalhe. Não quero saber, ao menos por enquanto, o que houve de ruim no seu passado ou no dia seguinte ao Réveillon. Não interessa agora.
– Tudo bem, falamos disso em outra hora. _ deixando a expressão séria de lado e sorrindo abertamente, Lassiter levantou-se da cama e puxou Taylor com ele. – Se vista. O café da manhã é por minha conta.
– Maravilha! Acho que posso… _ Taylor parou de falar abruptamente ao perceber o peso que suas palavras poderiam ter sobre o futuro.
Lassiter percebeu o desconforto dela e decidiu não persistir naquele assunto.
– Pode falar com a Mary hoje à noite?
– Mary…? _ Taylor ficou confusa com a súbita mudança de assunto, mas sentiu-se grata por isso.
– A terapeuta, psicóloga; não sei exatamente o que ela é.
– Ah! Sim, claro. Hoje à noite será ótimo.
Lassiter saiu do quarto e Taylor seguiu para o banheiro. Ao olhar-se no espelho surpreendeu-se com o que viu. A mulher que a encarava de volta através do espelho não podia se ela, os cabelos avermelhados e bagunçados emolduravam um rosto corado, jovem e feliz. Diferente de como ela era antes de Lassiter; fechada, dura e triste.
Sobressaltando-se como se acordasse de um estranho sonho, Taylor pôs-se sob o chuveiro para um revigorante banho.
Lassiter estava na cozinha dando o seu melhor para não queimar as torradas quando uma sensação estranha lhe assaltou. Estava sendo observado. Rapidamente foi para a janela olhando em volta, atento a tudo, mas não viu nada e nem ninguém.
Taylor seguiu cuidadosamente para a cozinha, a fim de que Lassiter não a visse, não tinha objetivo certo, apenas queria vê-lo sorrindo, precisava ver aquele sorriso de novo para confirmar que não era um sonho.
– Afaste-se da mesa mocinha! _ o Anjo virou a cabeça ara Taylor sorrindo.
– Por quê? Estou com fome! _ ela pegou uma torrada e a levava à boca quando o Anjo precipitou-se em sua direção.
Os dois pareciam duas crianças brincando, Taylor fugia de Lassiter enquanto ele a perseguia para recuperar parte do café da manhã não terminado. Quando a alcançou, lançou-se com ela no sofá. Ambos esquecidos do roubo dela.
…
Melyane e Althea andavam tranquilamente pelo centro da cidade, o dia começara agitado, de certa forma, a decepção de Althea quando não foi capaz de falar com o rei.
– Eu sinto muito. _ a voz de Althea soou embargada e os olhos encontravam uma extrema dificuldade em encara o Arcanjo a sua frente.
– Está tudo bem. Pedi muito de você. Não posso esperar que seja capaz de fazer tudo sozinha. _ a voz de Melyane manteve, a todo tempo, o mesmo tom completamente indiferente e frio com relação ao assunto.
– Mas eu preciso ir, nenhuma de vocês pode ir sozinha, não saberão o que fazer…
– Você irá. Leve Kelly ou Leila com você.
A decepção deu lugar a duvida em Althea não deixando Melyane satisfeita com isso.
– Por não você ou Gabriel, são mais fortes e mais experientes com situações de tanta tensão.
Antes de responder Melyane se deixou pensar no motivo.
As lembranças da noite do beco assaltaram-na, quando os três anjos encontraram os vampiros. O vampiro que a chamou por um nome estranho, o loiro rindo exageradamente, o moreno sério de cavanhaque...
– Melyane? _ o Arcanjo levou sua atenção de volta para Althea e percebeu um lampejo de entendimento passar pelas feições da outra.
– Por que Karen é o nosso principal objetivo, contato com os vampiros será feito apenas por se mostrar necessário, enquanto puderem quero que quem mantiver o contato com ele me avise de tudo.
– Ele?! Quer saber sobre alguém em especial minha irmã? Thorment talvez, ou Rhage… Zsadist? Phury…? Não, nenhum deles lhe chamou a atenção, mas não consigo imaginar quem seria agora.
– Cale-se Althea! Nunca a vi falando tanta bobagem! _ a explosão da Arcanjo, deu a sua irmã a confirmação que precisava, a grande Melyane olhou com especial interesse para um dos Irmãos, só lhe faltava saber qual.
…
– Tem certeza de que não pode ficar mais um pouco? _ Lassiter perguntou a Taylor enquanto a via organizar seu material para trabalhar.
– Tenho. Eu já devia ter saído e nem sequer preparei o que vou falar no pronunciamento que o prefeito quer que eu faça. _ ela respirou pesadamente, deixando óbvio que não gostava do que teria que fazer.
– Por que tem que ser você e não o responsável pelo laboratório?
– Porque o prefeito parece não gostar do trabalho que eu tenho feito, mas não tiro a razão dele, claro, também não tenho gostado.
– Está errada. Eu vi que você tem se esforçado ao máximo e tudo o que tem recebido de volta são ameaças do desgraçado e ainda mais a pressão no trabalho! _ a expressão do anjo era de pura consternação e raiva.
Taylor sentiu como se algo cálido derramasse em seu interior, como se a preocupação de Lassiter com ela fizesse crescer algo dentro dela. Ela simplesmente deixou de pensar em seu trabalho e jogou-se nos braços do seu anjo.
– Vou ficar bem. Não é a primeira que preciso lidar com o prefeito e sua fúria.
Lassiter depositou um beijo singelo e nada sexual no pescoço dela sinalizando que a entendia e apoiava.
– Tem certeza que precisa ir agora? Vai me deixar sozinho para organizar a bagunça que nós fizemos? _ a expressão de falsa tristeza de Lassiter, Taylor riu.
– Sim. Mas vou recompensá-lo à noite. _ ela piscou para ele e saiu com um lindo sorriso no rosto.
Taylor sentou-se diante dos repórteres juntamente a Robert e o prefeito.
Olhar aquele amontoado de gente estendendo-lhe microfones, gravadores; apontando-lhe câmeras…
Logo não pôde evitar que sua mente fosse lançada às lembranças.
Podia se ver ladeado por policiais, o mar de repórteres à sua frente assustavam-na, flashes de câmeras incomodavam seus olhos.
O burburinho confundia seus ouvidos.
As pessoas a sua frente a condenaram sem julgamento e agora queriam uma sentença.
O olhar de piedade e incapacidade de seus amigos e colegas de trabalho só a fazia sentir pior. Ela havia sido incapaz de explicar a qualquer um o que havia de fato acontecido, os boatos pareciam mais fortes que a verdade.
– Taylor? _ Robert a chamou de volta ao presente. – Está tudo bem?
– Sim. _ a respiração dela estava irregular e pesada, suas mãos suavam e seus olhos não focavam. – Estou bem. Tudo pronto?
– Estamos esperando você.
– Vamos.
Os dois se dirigiram à mesa da sala de conferencias, ao lado do prefeito e diante dos repórteres e jornalistas.
– Bom dia a todos. _ o prefeito sorria e aparentava uma calma longe da esperada. – O responsável pelo departamento de criminalística, Robert Web e a responsável pelo caso do Serial Killer está aqui para responder suas perguntas. Alguém gostaria de começar.
O repórter de uma emissora de TV local adiantou-se para perguntar a Taylor.
– Qual a base da investigação?
– As evidências deixadas para trás e o que os corpos nos mostram.
– Já têm algum suspeito? _ uma jovem portando um bloco de notas e uma expressão séria encarava Taylor esperando respostas.
– Todos são suspeitos até que o verdadeiro culpado seja preso.
– Senhor Web, o departamento não pode nos dar um nome? _ as câmeras se voltaram para Robert no mesmo instante.
Eu poderia lhes dar milhares de nomes, mas o nome que vocês querem só terão no fim das investigações.
Mais perguntas seriam feitas se algo não tivesse sido arremessado na direção da mesa causando pânico e quando uma cortina que cobria uma janela lateral começou a pegar fogo.
Os policiais que faziam a segurança do prefeito e do exterior da sala se mobilizaram em tirar todos dali enquanto Robert e um desconhecido controlavam o fogo.
Taylor assistia a todos saírem quando viu uma pessoa distinta de toda a aglomeração bem vestida que deixava a sala apressadamente.
Conseguiu sair da sala abrindo caminho pelo grupo assustado, mas sempre de olho no homem suspeito.
Nas portas da frente do prédio um guarda parou o homem, os dois trocaram algumas palavras e o suspeito mostrou-lhe um crachá, tendo sua saída permitida logo depois.
Vendo-o sair, Taylor apressou o passo, mas o desconhecido, mesmo sem vê-la, fez o mesmo.
Em uma lixeira na rua o suspeito retirou dos bolsos um par de luvas pretas e as jogou. Olhando para os lados, foi quando ele a viu e passou a correr loucamente empurrando as pessoas a sua frente.
Taylor corria atrás dele, mandando-o parar enquanto era obrigada a desviar dos obstáculos humanos em seu caminho. Pegou seu rádio e informou a central.
– Atenção central, aqui é Taylor Thompson. Estou perseguindo um suspeito a oeste do centro. Solicito reforços.
– Entendido Thompson.
Taylor prendeu o rádio no cós da calça e continuou correndo ate que seu fugitivo entrou em um beco sem saída.
Encurralado e assustado, o homem sacou uma arma e a apontou contra Taylor fazendo-a perceber que sua arma não estava com ela. Tinha deixado em seu armário antes da conferencia. Nunca se arrependera tanto de guardar a maldita arma.
– Por que me seguiu? _ a mão que lhe apontava a arma tremia demonstrando o nervosismo. Via-se fúria nos olhos dele.
– Abaixe a arma. _ ela mantinha as mãos levantadas mostrando não estar armada.
– Não sou tão estúpido quanto você. Uma criminalista idiota o suficiente para perseguir alguém estando desarmada. _ um pesado silencio se pôs entre os dois, aumentando a tensão.
Não havia sinais do reforço que ela pediu, então soube que devia manter o encurralado ocupado se não quisesse levar um tiro de graça.
– Abaixe a arma. Explique-me o motivo de ter feito tudo aquilo. É só o que eu quero saber.
A reação dele foi algo que Taylor jamais esperaria. Ele abaixou a arma e pôs-se a rir descontroladamente, como se tivesse uma piada.
– Eu não acredito que você me perseguiu até aqui por uma cortina queimada e um gravador? Você é mais burra do que eu imaginei.
– Perdão?
– Eu brinquei com você durante dias e você me persegue por isso?! _ ele balançou a cabeça em negativa como se não cresse nela. – Estúpida.
Antes que Taylor pudesse dizer algo, o estranho homem a sua frente passou a andar de um lado para o outro contando um verdadeiro conto de fadas.
– Um dia tranquilo tudo deu certo para você naquele dia Taylor? Estava feliz? Fez progresso em algo, fechou algum caso?
Sem dar-lhe chance de resposta ele lançou a Taylor à resposta sobre todas as suas perguntas.
– Deixe-me presumir que você teve um bom dia, relativamente tranquilo. De repente… uma prostituta morta mobiliza toda a sua equipe. Nenhum rastro, nenhuma pista, nenhuma gota de sangue no local. Ficou tensa? Nervosa? Furiosa? Bom, não importa. Mas garanto que não pensou que passaria tanto tempo sem uma pista, sem um suspeito. Por isso eu estou aqui. Vamos brincar cara a cara agora Taylor. Não sabe o quanto me diverti com o seu fracasso. Tentativa patética de ludibriar os jornalistas. Corrida sem rumo em busca de provas que não vai achar.
– Como pode saber? Quem disse que te segui ate aqui sem nada de concreto?
A expressão vitoriosa dele sumiu dando lugar a um olhar de medo. Isso era uma vantagem para Taylor, mas também era perigoso, pois pessoas armadas e assustadas geralmente atiram… para matar.
Ignorando o iminente perigo que corria Taylor se aproximou, devagar, porém confiante.
A mão que lhe apontava a arma agora tremia visivelmente, isso só mostrava que ele estava mais tenso, mais de puxar o gatilho, mais evidentemente não havia ouvido as sirenes ao longe.
– Acho que você não me conhece tão bem.
Em um instante de vacilo do portador da arma, Taylor avançou sobre a arma. Neste exato momento a equipe policial entrou no beco, armas em punho, mas assistiram imóveis a cena de Taylor e o homem lutando pelo domínio da arma.
Ate que um tiro ecoou pelo local e tudo pareceu congelado no tempo.
Os policiais não se moviam não se moviam e nem se atreviam a respirar.
Taylor e aquele homem se encaravam ate que o atingido pelo tiro caísse no chão e a polícia algemasse o maluco que ria descontrolado.
Jose pegou seu rádio e informou a central:
– Atenção central, policial atingido, solicitamos apoio médico imediato.
O detetive deixou o rádio de lado e se concentrou na mancha de sangue que crescia na blusa branca de Taylor.
Ela tentava se mexer, mas Jose a mantinha no lugar enquanto rezava para a ambulância chegar de uma vez.
– Meu… celular.
– Onde?
– Bolso… de trás.
Quando o aparelho foi entregue ela digitou uma mensagem para Lassiter.
“Vou para o hospital e talvez não saia hoje. Fui baleada, mas estou bem.
Taylor”
…
Lassiter mal pisou na mansão e Rhage logo apareceu com uma piada.
– Cara, por que você sumiu?! Não sabe que o Vishous não vive sem você?!
Ele estava quase em depressão! _ mal o vampiro terminou de falar e teve que se esquivar de um copo arremessado contra ele.
– Muito engraçado Rhage. _ Lassiter iria para seu quarto quando Fritz apareceu.
– Senhor, o rei mandou chama-lo em seu escritório.
– Obrigado. _ o doggen se retirou.
O anjo subiu as escadas, mas soube que não devia esperar por boas notícias. Antes que pudesse bater na porta recebeu ordem para entrar.
– Quer falar comigo?
– Sente.
Lassiter obedeceu e logo o assunto se apresentou.
– Por que mandou sua mulher embora?
– Acabou Wrath. Não suportava mais a Karen, a mandei ficar com outros anjos que estão na cidade. Ela vai ficar bem.
– Eu não perguntei o que fez. Quero que me dê um bom motivo.
– Eu não tenho outro motivo que não seja… _ os olhos de Lassiter fixaram na parede e o silêncio deixou Wrath irritado.
– Lassiter! Fale de uma vez!
– Taylor... _ o anjo começou a suar e tremer.
Wrath tentava entender o que estava havendo com o anjo quando a porta do escritório foi aberta de repente por Butch.
– Perdão meu senhor, mas Lassiter precisa ver o que está passando na TV. É sobre a…
– Taylor.
O anjo saltou da cadeira onde esteve sentado e saiu correndo desesperado, precisava saber o que havia acontecido com Taylor.
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