Ao verem a linda misteriosa ir embora sem olhar para trás, Trez e iAm olharam-se confusos.

- Entendeu algo? _ Trez perguntou a iAm.

- Não, mas sei que ela volta. _ respondeu o segundo com um sorriso que mostrava que ele pretendia coisas pouco puras com a dama misteriosa.

- Como sabe? _ Trez voltou seus olhos para a saída do beco, confuso.

- Ela disse que ainda não é a sua vez. Isso significa que ela vai chegar o que confirma o fato de ela voltar.

- Tem razão, mas agora o que me preocupa é outra coisa. _ Trez encarou iAm.

- O que exatamente?

- Venha comigo.

Os dois andaram até o fundo do beco e iAm deparou-se com um homem humano brutalmente espancado. Era o mesmo que quase beijara a misteriosa. Isso o deixou feliz pela surra que aquele bêbado degradante levou, mas também o deixou alerta para o caso de a polícia descobrir sobre o que seu irmão fizera. Precisavam se livrar daquele inútil imundo. O verdadeiro trapo humano mecheu-se e tentou abrir os olhos que já estavam inchados dos óbvios socos que ele levara por todo o rosto.

Trez abaixou-se diante do humano, segurou seu rosto brutalmente e olhando dentro dos que se enxergava dos olhos humanos a sua frente ele disse:

- Quando perguntarem você dirá que foi um assalto. Você reagiu e ele o espancou. Entendeu?

- Sim. _ a voz de Greg saiu rouca e fraca.

iAm pegou o humano e o jogou sobre o ombro como se não pesasse nada. Saiu se espreitando para não ser visto e o jogou em um beco qualquer longe do Iron Mask.

Taylor levantou-se às cinco da manhã, como de costume, deixou Drake dormindo em sua cama e foi para a cozinha. Fez seu café da manhã e sentou-se no sofá com uma xícara de café quente na mãos e na cabeça passavam e repassavam os acontecimentos da noite anterior.

- Um anjo?! _ com um risinho debochado e fitou a janela e através dela, o céu. – Ridículo! Mesmo que eles existissem não viriam por conta de um mero pesadelo!

- Está errada.

Taylor pulou do sofá, derrubando a xícara de café sobre o tapete.

- O que faz aqui?! Como entrou?!

Ela não podia acreditar que Lassiter estivesse ali, parado tranquilamente na sua sala quando ela sabia perfeitamente que toda a casa se encontrava bem trancada.

- Você me chamou ontem. Estou aqui. _ ele deu um passo para se aproximar, mas ela manteve a distância dando um passo para trás.

- Não o chamei. Vá embora.

- Não minta Taylor. Enquanto dormia você me chamou. Só estou atendendo ao seu chamado.

- Era você?! No meu quarto… brilhando! _ misto de medo e surpresa a invadiu, as pernas fraquejaram e se não fosse por Lassiter, ela teria caído.

- Calma. Era eu sim, mas não vou machucá-la. Nunca. _ ele a abraçou e beijou-lhe os cabelos tentando acalmá-la.

- Você é mesmo um anjo? _ a voz dela estava trêmula e vendo-a assustada e parecendo tão frágil, fez Lassiter pensar e perceber que não queria deixa-la. Sabia ser errado, mas não podia evitar de sentir por Taylor algo que jamais sentira por Karen.

- Vou para o inferno, não vou?

- Por que iria? O que fez de tão ruim?

- Fui para a cama com você! _ ela o olhou nos olhos, colérica, soltou-se dos braços dele e afastou-se enfurecida.

- Isso foi ruim? _ ele tomou as palavras dela como sendo uma crítica a ele.

Silêncio.

A expressão do anjo endureceu, ele avançou para ela como um animal e a prendeu na parede. Não existia desejo, apenas raiva por parte dele e medo por parte dela.

- Me solta!

- Não. Vou mostrar a você a não mentir.

- Eu não menti. Eu só…

- Calada!

As mãos dele foram para a fina camisola que ela usava a partindo ao meio, deixando o corpo nu de Taylor exposto. Nem mesmo a visão dela nua abalou os sentidos do obstinado anjo.

- Agora você vai gostar. _ disse Lassiter com um sorriso diabólico nos lábios.

Ao sentir as mãos de Lassiter passando grosseiramente por seu corpo, Taylor não conseguiu reprimir as lágrimas e os tremores. As pernas dela cederam de repente e ela caiu ajoelhada aos pés de Lassiter, Taylor tentou inutilmente se livrar das mãos dele que no momento só tentava levantá-la.

- Não. Me solta! Vai embora! Me solta! _ ela se debatia para afastá-lo, mas não conseguiu.

- Taylor, para. Desculpe. Fica calma. Está tudo bem agora. Calma! _ ele passou os braços em volta dela abraçando-a carinhosamente.

Quando viu tremer e chorar, a raiva de Lassiter cessou instantaneamente. Ele queria apenas provar que era capaz de dar prazer a ela, mas se percebeu fazendo o contrário quando ela caiu ajoelhada aos seus pés.

- Por favor, não. _ ela suplicou encolhendo-se nos braços dele.

- Calma. Está tudo bem. Calma. _ ele passou a acariciar as costas dela e seus cabelos a fim de acalmá-la.

- Tia? _ Drake apareceu na sala, sonolento e parou olhando a tia chorando, sentada no chão abraçada a um homem que ele não conhecia.

- Oi querido. _ Taylor se esforçou para enxugar as lágrimas e evitar perguntas do sobrinho.

- Estou com fome.

Em um salto Taylor levantou-se e seguiu para a cozinha, seguida do sobrinho e Lassiter. Enquanto fazia o café da manhã do sobrinho Taylor não pode evitar de ver a forma como ele e Lassiter conversavam animados. Vista de fora, a cena era de uma família No início de uma tranqüila manhã.

- Pronto Drake, vou me vestir e você vai ter que esperar seus pais no trabalho da tia, está bem?

- Ehh! Vou brincar com o James! _ a alegria do menino arrancou um sorriso sincero de Taylor.

- Quem é James, Drkae? _ Lassiter não conhecia o homem, mas algo dentro dele gritava para que não o deixasse se aproximar de Taylor.

- É meu amigo! E da tia também. Não é tia? _ o garotinho não havia percebido o tom de voz extremamente enciumado de Lassiter, mas Taylor percebeu.

- Sim querido. Ele é nosso amigo._ ao responder os olhos dela estavam cravados nos olhos do anjo.

Taylor seguiu para seu quarto seguida por Lassiter, ao entrar ela tentou fechar a porta e impedi-lo de entrar, mas não deu certo. Quando fechou a porta e virou-se Lassiter a estava olhando sério.

- O que foi? _ ela perguntou cruzando os braços.

- O que existe entre você e esse tal James? _ o ciúme era evidente na voz e na expressão do anjo.

- Nada que seja da sua alçada! _ Taylor se dirigiu diretamente para o banheiro torcendo para que quando saísse Lassiter tivesse ido embora.

Kelly entrou no apartamento e se deparou com Melyane e Althea sentadas no sofá a olhando, sérias.

- O que houve? _ Kelly questiona as irmãs sem entender o que havia acontecido com elas.

- Encontramos Karen. _ Althea respondeu sem modificar minimamente sua expressão.

- Então? Contem tudo! _ a recém chegada sentou-se em uma poltrona próxima ao sofá ocupado pelos outros dois anjos.

- Está mais ardilosa do que nunca. Foi capaz de ameaçar Gabriel! Vai ser difícil pegá-la. _ Melyane respondeu olhando fixamente o chão.

- Vamos conseguir, não importa quanto tempo passe. _ Kelly tentou incentivá-las.

Notas finais
Espero que tenham gostado, sei que não é o melhor, mas por enquanto é tudo o que eu consegui.
Beijos!