Amante Celestial
13 Descoberta
Notas iniciais
PC e notebook deram problemas e me deixaram na mão, mas um deles voltou. Amém!
Espero que gostem.
Beijos!
Althea respirou fundo e transportou-se para o que os vampiros chamam de Outro Lado, encontrou o santuário da “deusa” imaculado como sempre. Alguns pássaros coloridos cantavam em uma bela árvore branca, a fonte por onde ela era capaz de ver a cada de seus “filhos”, o chão de mármore alvo, ainda olhava a sua volta quando percebeu duas grandes portas se abrindo e a pequena figura vestida com um manto negro surgindo imponente.
– O que faz aqui? Sua aparição sempre é seguida de problemas.
– Desta vez os problemas chegaram antes de mim.
– Do que está falando?
– Karen. Um anjo que não tem boas intenções entre sua raça.
– O que ela pretende?
– Ainda não sei, mas de forma alguma ela pode desconfiar que a estamos vigiando.
– Não posso lhe ser útil. Assuntos deste tipo, fale diretamente com Wrath.
– Sabe que não posso simplesmente bater na porta daquela casa! Não depois do que houve! _ o nervosismo de Althea a fez aumentar o tom de voz a ponto de gritar a plenos pulmões com a Virgem Escriba.
– Cuidado como fala! Minha benevolência tem limite! _ foi a vez de a Virgem falar mais alto, o retumbar de sua voz pelo santuário fez os pássaros se calarem e Althea também.
Althea aproximou-se da Virgem e a olhando furiosa vociferou:
– Já vi o limite da sua benevolência e você não me assusta! Nada que você possa fazer agora é pior do que o que já me fez! Se pretender continuar arriscando sua raça por orgulho ou descuido, o azar será seu. _ dizendo isso o anjo desapareceu deixando a “deusa” para trás e pensativa nas palavras daquela mulher.
…
– Lassiter? _ o anjo virou e se deparou com um garotinho completamente enrolado com a roupa que deveria vestir. – Me ajuda?
– Claro. Vem cá. _ Lassiter pegou Drake nos braços e o pôs de pé sobre a cama de Taylor.
Abotoou as pequenas calças de Drake, o ajudou a vestir corretamente a blusa e o casaco…
Taylor entreabriu a porta e a cena que presenciou foi muito singela e ao mesmo tempo única. Lassiter estava ajoelhado no chão calçando os tênis em Drake e brincava com o garoto como se eles se conhecessem desde… sempre.
– Agora, o que acha de darmos um jeito nesses cabelos? _ perguntou o loiro bagunçando os cabelos do garoto.
– Vamos. Vai ficar igual ao seu? _ Drake pareceu gostar dos cabelos revoltos do anjo.
– É melhor não. _ Taylor saiu do banheiro, já vestida e sorrindo como se nada a tivesse afetado.
– Por que não? _ Lassiter perguntou fingindo estar magoado.
– Não quero que ele pareça rebelde tão cedo. _ Taylor responde sorrindo.
Os três saíram da casa de Taylor e ela retirou o carro da garagem. Já estava indo embora sem nem ao menos trocar uma palavra com Lassiter quando se arrependeu.
– Quer uma carona até o centro? _ o sorriso com o qual ele lhe respondeu a fez desejar loucamente beijá-lo ali mesmo.
Lassiter entrou no carro e sentou-se ao lado dela, durante todo o caminho Taylor se manteve calada, ao contrário de Drake que não parava de fazer perguntas a Lassiter sobre tudo. Até que o garoto decidiu saber algo que nenhum dos dois queria responder mesmo sabendo exatamente o que dizer.
– Lassiter, você namora a tia Taylor? _ os dois adultos no carro se olharam, um mais pálido que o outro e sem palavras para responder.
– Bom, não. Ainda não. _ o anjo respondeu com um sorriso sem graça.
– Ainda? O que te leva a crer que eu quero namorar você? _ Taylor perguntou seca e irônica, mas ao mesmo tempo com o coração aos saltos.
– Viu Drake? Ela não consegue esconder que gosta de mim. _ Lassiter piscou para o garoto e os dois riram enquanto Taylor se esforçava para não jogar Lassiter do carro em movimento… ou agarrá-lo.
Quando chegaram ao prédio onde Taylor trabalhava, ela estacionou o carro e os três desceram. Mas para por fim a alegria do anjo, James também havia acabado de chegar e Drake o chamou.
– Oi rapaz! Vai ajudar a gente hoje? _ James perguntou a Drake enquanto lhe pegava nos braços.
– Vou. Não vou tia? _ respondeu o menino com um enorme sorriso.
– Vai querido. Bom dia James.
– Bom dia…
Lassiter não suportou a aproximação daquele humano, o olhar dele para Taylor era como se a qualquer momento ele pularia sobre Taylor e… Bom, nem queria pensar nisso, sua vontade de afastá-lo dela foi maior que qualquer coisa. Sem que ninguém esperasse ele puxou Taylor para um abraço e a beijou apaixonadamente, ela não teve reação inicial e logo não pensava em motivos para resistir, queria aquele beijo para apagar a mancha do que houvera naquela manhã.
Quando o beijo chegou ao fim Taylor não lembrava que estavam as portas de seu trabalho nem que James e Drake foram espectadores daquele beijo. A única coisa que ela via eram os olhos azuis e lindos do homem a sua frente, queria voltar a beijá-lo e talvez não parar por mais tempo do que era possível se imaginar no momento, mas não podia. Ainda não.
– Tenho que ir. _ o loiro a abraçou inocentemente e ela aproveitou para perguntar sem que ninguém mais ouvisse.
– O que foi isso?!
– Quando eu souber lhe conto.
– Bom, tenho que entrar. Tenho muito trabalho hoje.
– Até mais tarde. Não saia de casa a noite. _ com um sorriso sedutor e despreocupado Lassiter despediu-se de Drake e foi embora andando calmamente.
– Bom, meus parabéns. _ James estava evidentemente sem graça com tudo o que viu.
– Ah, não. Não é o que você está pensando. Ele e eu não… _ ela parou de falar sem saber o que dizer.
– A tia Taylor e o Lassiter não namoram ainda. _ Drake sorriu inocentemente sem saber o que as palavras dele significaram para James.
…
Karen parou suando e ofegante, não havia se movido um centímetro por cerca de duas horas, mas não conseguiu nada. Tentou o dia todo e nada, agora a noite já caíra e sua sorte foi Lassiter não ter voltado ainda. Havia uma barreira que a impedia de contatá-lo e agora olhando em volta da mansão, a partir da varanda, ela descobriu o que lhe afetara tanto. A barreira psíquica de Vishous era mais forte do que ela pensara, na urgência por ajuda ela não se importou com os riscos que corria conjurando tudo aquilo dentro da mansão.
…
Payne cavalgava fora dos muros do complexo da Irmandade quando viu Karen sair olhando para os lados, pensou em oferecer ajuda quando a viu pegar uma trilha a esquerda dos portões e seguir certa do rumo que tomara. Mesmo não podendo entrar, Payne sabia exatamente onde aquele caminho levava. Diretamente para a Tumba. Deixou a égua presa a um arbusto e se desmaterializou para a entrada da Tumba, aquele era o único lugar onde Wrath não permitiu que Vishous estendesse seus apetrechos tecnológicos. Infelizmente.
…
Karen seguia com pressa pelo caminho que a levaria até a tal Tumba, nada melhor para provar que havia entrado, que contatá-los a partir do lugar onde os grandalhões estúpidos usavam para qualquer tipo de ritual ridículo. Após andar por mais vinte minutos Karen chegou à entrada da caverna.
– Finalmente! _ olhou em volta e entrou. Tinha que ser rápida, quanto mais tempo passasse ali pior seria para explicar.
– Vejo que já conseguiu entrar! Gostei da escolha do lugar para nos encontrarmos. _ Lash andou até o grande trono bem em frente às portas e sentou-se nele.
– Elas já me encontraram. Temos que agir rápido para que nada dê errado. Se elas…
– Do que tem tanto medo? O que duas meras anjinhas podem fazer que eu não possa impedir? _ a audácia e o egocentrismo eram partes de Lash assim como a maldade de seu pai.
– Você não conhece Melyane, não sabe do que ela é capaz. Eu conheço! Eu sei! E Althea quer vingança, é implacável quando deseja algo! _ quanto mais tempo se passava mais Karen ficava nervosa.
– Então me conte. Fale mais sobre essa… Melyane.
– Melyane é a filha perfeita. Nunca desobedeceu a uma ordem…
– Você tem medo de uma submissa? _ o riso do ser desfigurado a sua frente ecoou por toda a Tumba.
– Ela pode ser considerada tão poderosa quanto Miguel. Seria o general do exército de anjos. É capaz de lutar tranquilamente contra seu pai. Se eu for pega por ela, tudo o que você deseja, fracassa.
– Você tem muita convicção de que conseguirá nos trazer sucesso. O que a leva a crer nisso? _ o próprio Ômega juntou-se a conversa.
– Se eu não fosse capaz de conseguir tudo o que quero já teria sido jogada no Inferno.
– Me pergunto se não teria sido o melhor para todos.
– Não seja hipócrita. Para pensar no melhor você precisa SER melhor. E todos sabem que nisso sua irmãzinha vence fácil.
Lash avançou contra Karen, mas foi detido por seu pai.
– Ora, ora, ora. Sua mãe não lhe ensinou que não se deve ouvir a conversa dos outros… Payne?
Payne apareceu brilhando e pronta para o combate com eles, mas o que ela sabia precisar era sair dali e alertar a Irmandade. Contra os três não poderia lutar sozinha.
– Bom saber quem você realmente é Karen, não acho que alguém irá gostar disso.
– Uma verdadeira pena você não poder contar a eles não é? _ logo após as palavras de Ômega tudo ficou escuro para Payne e ela caiu no chão, desacordada.
– O que você fez?! _ Lash perguntou surpreso.
– Digamos que ela irá dormir por muito tempo.
Com isso pai e filho sumiram deixando Karen sem saber o que fazer. Poderia muito bem sair e deixar a vampira ali, mas fazendo isso além de Melyane e Althea querendo pegá-la ainda teria uma deusa enfurecida atrás de si.
Bufando Karen pegou Payne pelos braços e a puxou para fora da Tumba. Sabia que a magia de Ômega não seria detectada por exames humanos então simulou que a vampira havia provavelmente caído do cavalo e batido a cabeça em uma pedra, ou algo do tipo. Soltou-a ali e correu para dentro da mansão, sabia que a qualquer momento os Irmãos poderiam voltar de sua ronda. E Lassiter não estava nem um pouco contente com ela.
Notas finais
Digam por favor.
Beijos!!
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