Notas iniciais
Voltei!!!! Eu não sei o que falar então...
Boa leitura!

Penny se encontrava amordaçada, o lugar onde ele a sentara era sujo e fétido, seus tornozelos estavam presos por uma grossa corrente presa ao chão, mas ela sabia que isso não era tudo, pois seus pulsos encontravam-se libertos. Desesperada para encontrar uma saída ela olhou para encontrar uma saída ela olhou para todos os lados possíveis, mas o quão único encontrou foram grades nas duas janelas visíveis e não via porta alguma.

Viu o homem misterioso retirar o moletom, de costas para ela, quando ele virou-se Penny fez o que pôde para ver seu rosto, mas foi em vão, o boné e a cabeça sempre voltada para o chão não permitiram a visão de detalhe algum do rosto do maldito.

- Ninguém nunca veio aqui. _ o movimento seguinte dele deu a ela a certeza de que morreria, sem dúvida.

Ele retirou o boné e olhou-a diretamente nos olhos. Penny decidiu que se morreria não seria sem lutar, retirou a mordaça e respondeu sarcasticamente.

- Talvez porque você inspire nojo nas pessoas. _ em resposta ele deu-lhe um tapa no rosto.

- Pessoas como você me dão nojo!

- Pessoas como eu?! O psicopata é você!

- Eu?! Não faço mais que o meu dever! Por acaso isso é errado?!

- Quem disse que você tem o direito de matar alguém? _ o ódio de Penny por aquele homem aumentava a cada segundo e após a pergunta a expressão calma daquele monstro desapareceu.

Ele levantou-se e foi pegar algo no armário. Voltou-se para Penny com uma agulha e um grande pedaço de linha de costura. Ajoelhou-se em frente a ela.

- Você é uma mulher má e suja. Escória humana. _ ele falava calmamente como se aquilo fosse normal. – Lembre-se que você trilhou o caminho até aqui e tudo o que acontecer será culpa sua. _ ele segurou o braço esquerdo dela e começou a similar uma costura grotesca por seu pulso e parte do antebraço.

Os gritos de Penny e as tentativas dela para se livrar do agarre dele não adiantaram. Pelo contrário, só puseram um sorriso no rosto do miserável.

- Pelo amor de Deus, para. Por favor, para! _ as súplicas não adiantaram, a dor parecia corresponder a ele estar contando seu braço e retirando pedaços de sua pela.

Após conseguir o resultado desejado no braço esquerdo, ele repetiu o mesmo processo no braço direito, unindo-os pela repulsiva costura o único ponto a desagradá-lo foi a falta dos gritos e tentativas de liberdade, agora existiam apenas os soluços de um doloroso choro. A dor já a havia consumido.

O celular do maníaco tocou com uma mensagem que o fez trocar de roupas rapidamente e sair sem pensar próximo a ela.

Taylor se encontrava em uma ampla sala, semelhante a uma sala de aula, esperando a chegada dos novatos, olhava as fotos, mas não conseguia se concentrar nos relatórios. Sua mente sempre voltava para Lassiter e a revelação de ele dizer que era um anjo. O nervosismo e o choque pelo que ele disse a impediram de fazer questionamentos. Mas isso não importava agora, ele iria vê-la a noite e tudo seria explicado. Ao menos era o que ela esperava.

- Thompson? Taylor Thompson? _ a atenção de Taylor foi chamada por um dos iniciantes.

Ao olhar para toda a sala foi possível ver que os três novatos haviam chegado, inclusive Robert e os peritos que trabalhavam junto à Taylor no caso do Serial Killer.

- Bom, primeiramente, sejam bem vindos e preparem-se para trabalhar pesado. ´E muito provável que estejamos lidando com um Serial Kiler, o que significa que temos dois lados, um bom e um ruim. O lado bom é que um assassino em série sempre procura uma nova vítima, o que significa que sempre teremos uma nova chance de pegá-lo uma nova chance de ele cometer um erro. Mas o lado ruim é que enquanto precisarmos de chances para pegá-lo, mais serão as vítimas, mais serão as famílias destruídas.

- Taylor, o que recebemos sobre o caso nos mostrou que em ambos os assassinatos ele não deixou quase nenhum rastro. Procuramos um Serial Killer através de migalhas.

- Infelizmente, mas tenham em mente que não estamos lidando com qualquer assassino. O que ele fez ate agora só nos mostra que… _ com um suspiro ela se obrigou a completar. – temos um novo Jack.

A afirmação de Taylor causou perturbação nos novatos, mas os mais antigos permaneceram imperturbáveis. No meio do burburinho de espanto se fez ouvir uma risada que causou espanto e silêncio dos demais. Era Guy.

- Jack?! Dois crimes cometidos por um qualquer e você já o põe a altura de Jack, o estripador?! Quanta audácia! _ a petulância nas palavras de Guy surpreendeu a todos, menos Taylor.

- Acho que você está no lugar errado Guy. Você parece admirar quem enxerga você como inimigo. E quanto a você dizer que estamos lidando com um qualquer, garanto que está errado e sim, ele está a “altura” de Jack, o estripador, os requintes nas mortes se assemelham. Eu vou deixar você cara a cara com ele para que comprove a psicopatia dele.

- Não me garanta algo que talvez não possa cumprir. _o tom de Guy chegou a ser ameaçador.

- Eu vou. Quero você presente quando interrogar o assassino.

- Veremos. _após esse verdadeiro desafio, os três novatos foram dispensados e saíram da sala junto à Brenda e Terry, enquanto James e Robert permaneceram junto com Taylor.

- O que foi isso? _ questionou Robert seriamente.

- Digamos que você não fez a melhor das escolhas ao trazer Guy para cá. _ a resposta de Taylor foi cansada.

- Por que? O que houve entre vocês? _ Robert perguntou extremamente curioso.

- Ele faz parte de um passado que eu enterrei e quero esquecer.

- Quer dispensá-lo da equipe? _ foi a vez de James inquiri-la.

- Não. Vou ficar bem. Agora vamos, teremos um dia agitado. _ Taylor forçou um sorriso.

- Sim. Taylor eu sei que pode ser pedir demais, mas quero você investigando outro caso. _ disse Robert sério.

- Pode falar. _ há algum tempo a quantidade de trabalho não importava para Taylor.

- Greg foi encontrado espancado e inconsciente em um beco no centro da cidade e levado ao hospital, quero que você descubra o que houve.

- Ele está bem? _ o espanto vinha de James e Taylor simultaneamente.

- Sim, ele está se recuperando lentamente.

- Vou investigar. Com certeza.

- Muito bom. Mas agora quero os dois na recepção falar com uma senhora desesperada que teme ter perdido a filha para o nosso Jack.

Chegando na recepção, Taylor e James encontraram uma mulher aos prantos com um pequeno garotinho a olhando sem entender.

- Bom dia. Sou Taylor Thompson e esses são James Stewart e Robert Web. Importa-se se conversarmos a sós?

- Sim, claro. _ a senhora abaixou-se perto do garoto e disse chorosa. – Querido, a vovó vai com a moça, logo volto, fique aqui e quieto.

- Eu posso ficar com ele se a senhora quiser. _ ofereceu James sorrindo meigamente.

- Obrigada.

A senhora e Taylor seguiram para a sala usada para interrogatórios. Taylor indicou para a senhora uma cadeira e sentou-se do outro lado da mesa de metal.

- Então senhora…

- Brown. Anna Brown. Conheço você Taylor.

- Desculpe não me lembro da senhora.

- Nem poderia. Sou enfermeira no St. Francis; auxiliei nos seus cuidados quando…

- Já entendi. _ Taylor interrompeu a Sra. Brown grosseiramente. – Desculpe, mas isso é uma parte da minha vida que eu prefiro esquecer.

- Claro. _ o olhar e o tom de voz demonstravam pena. – Bom eu vim aqui por indicação da polícia. Minha filha desapareceu hoje de madrugada.

- Senhora, sabe que o correto é esperar vinte e quatro horas para denunciar um desaparecimento.

- Sim, eu sei. Mas ela ligou avisando que estava indo à minha casa e eu sei que isso não levaria de dez minutos.

- Por que acha que sua filha foi pega pela mesma pessoa que matou as duas prostitutas?

- Tenho medo de que tenha sido ele, mas quero mais que tudo estar errada.

- Vamos investigar. Fiquei tranqüila. Seu depoimento já foi tomado na delegacia?

- Sim. Respondi algumas perguntas e eles me pediram para assinar meu depoimento impresso.

- Está bem. Vá para casa e nos informe se sua filha fizer algum contato.

- Claro. Obrigada.

Taylor acompanhou a Sra. Brown de volta a recepção, observou-a tomar a mão do neto e sair, tentando ser forte.

- Algo importante? _ James perguntou.

- Está ficando cada vez pior.

Neste momento o irmão de Taylor chegou para buscar o filho.

- Vou à delegacia buscar uma cópia do depoimento da Sra. Brown.

- Tudo bem, vou procurar os novato explicar o necessário.

Cada um foi pára um lado, mas Taylor percebeu que as palavras do sobrinho passaram longe da inocência para James.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Beijos!!!