Notas iniciais
Antes de tudo quero agradecer do fundo do meu coração a nathy_spimpolo pela recomendação e por favoritar a Fic, a Laila, remc e Andreez também por favoritarem a Fic.
Obrigada também pelos reviews de todas.
Visione querida, recado para você lá em baixo.

Taylor e James chegaram ao laboratório em carros separados, assim seria fácil voltar para casa, deixaram-vos no estacionamento e entraram no prédio. Lá dentro, despediram-se e cada um seguiu para uma atividade diferente.

James seguiu para o laboratório de DNA enquanto Taylor seguiu para a sala onde eram guardados os documentos de antigos casos.

Ao longo do caminho Taylor recebeu perguntas sobre seu sumiço na noite de Réveillon, mas respondeu apenas que precisara sair ou que depois ela e a pessoa que perguntava conversavam.

A porta da sala Taylor olhou para os lados e não se vendo observada, entrou. Dentro da sala Taylor não gastou muito tempo procurando entre as caixas repletas de provas de casos resolvidos ou apenas arquivados por falta de provas ou qualquer outro motivo. Pegou a caixa e levou até uma das mesas dispostas entra as enormes estantes da sala. Abriu a caixa e começou a retirar as fotos e relatórios que estavam dentro da caixa.

Depositou as fotos uma ao lado da outra e passou a analisa-las, sentou-se e começou a ler os relatórios, os que ela escreveu e já havia lido e relido incontáveis vezes em cinco anos.

As evidências agora gritavam à sua frente que tinha algo errado. As peças não se encaixavam mais.

As marcas de pneus no asfalto que antes foram explicadas com tanta facilidade agora pareciam outras marcas, em outra situação. O velocímetro travado agora não tinha mais explicação.

Taylor repôs os arquivos dentro da caixa e se retirou da sala. Foi até a sala de DNA e encontrou Brenda e James conversando sobre algumas amostras de sangue que deviam ser analisadas rapidamente.

- Brenda, eu posso falar com você? _ Taylor tentou ao máximo não ficar em uma posição que permitisse a James ver que caixa ela carregava.

- Sim. _ Brenda respondeu e virou-se para James. –Eu já volto. Pode dar conta de tudo por aqui?

- Sim. _ James olhou de Brenda para Taylor e depois de um aceno com a cabeça e um sorriso, ele voltou-se novamente para as amostras de sangue a serem analisadas.

As duas peritas seguiram rapidamente para uma das salas usadas para exames de provas.

- Então Taylor, do que precisa? _ Taylor estava sério, então o assunto seria mais sério ainda.

- Bem, você trabalhou comigo no caso da médica. Quero sua opinião sobre algumas coisas que eu percebi. Algumas coisas erradas.

- Pode falar. _ Taylor abriu a caixa, retirou seu conteúdo e o dispôs sobre a mesa.

- Podemos começar pelo fato do velocímetro. Travado a essa velocidade não é normal em um acidente e a curva não era fechada o suficiente para ela sair da pista em linha reta.

- Tem razão. Mas a conclusão foi de que ela confundiu os pedais e perdeu a direção.

- Sim, mas e quanto ao sangue no carro? Como se explica um sangue que não é o dela?

- Isso eu não sei. Foi um dos pontos para o caso não ter sido fechado, certo? _ as dúvidas e suspeitas de erros de Taylor passaram a povoar a cabeça de Brenda também.

- Sim, o sangue, a falta do corpo...

- Mas o sumiço do corpo foi explicado. Um animal o pegou e provavelmente jantou o cadáver da doutora.

- Você lembra como encontramos o carro? _ Taylor não se importou em repreender Brenda pelo “jantar”.

- Lembro claro. Estava destruído contra aquele carvalho.

- Não é isso. As portas.

- Aber… As portas estavam abertas! Eu não acredito que nenhuma de nós questionou isso antes.

- Questionou sim. Eu quis estender as buscas policiais pelos arredores, talvez alguém a tenha encontrado e decidido ajudar ou ela tenha conseguido sair do carro sozinha e chegar a outro lugar, mas o Robert convenceu a corregedoria do laboratório que as buscas seriam infrutíferas e perderíamos um tempo que ninguém tinha no momento.

- Taylor, será que ele percebeu o que eu só enxerguei agora? Se ele sabia, por que não deixou as buscas continuarem? _ Brenda começou a andar em volta da mesa olhando para o nada.

- Eu não sei, mas se ele percebeu sobre as portas e não fez nada o melhor é… É isso!

- Isso o que?! Taylor o que você vai fazer? _ Brenda não estava gostando nada do olhar de triunfo da amiga.

- Vou investigar o caso novamente.

- Está louca?! Não pode fazer isso sem a autorização do Robert e nós duas sabemos que ele não vai permitir.

- Veremos. Eu tenho cartas na manga minha amiga. Agora é melhor você voltar para as análises que eu vou guardar essa caixa.

- Tudo bem, mas toma cuidado. Robert não é conhecido pela paciência, pode prejudicar você.

- Eu sei. Pode ficar tranquila. _ Taylor e Brenda saíram da sala e seguiram direções diferentes.

Após guardar a caixa em seu lugar, Taylor seguiu para a sala de Robert, mas no ultimo instante decidiu não ataca-lo de frente, analisaria mais um pouco as provas e só então falar com ele. Seguiu em frente sem nem sequer olhar para a sala dele, mas ao respirar aliviada por não tê-lo visto desde que chegou, Robert pareceu s materializar em frente a ela.

- Thompson, quero você e uma equipe nesse lugar. _ ele estendeu para ela um pedaço de papel contendo um endereço no centro.

- Quem está lá?

- Jose e alguns policiais isolaram a área, mas vocês têm que ir rápido, o corpo está ao lado de um clube.

- Está bem. _ Taylor chamou Brenda, James, Terry e Greg.

Os irmãos e Lassiter estavam bebendo a horas e o anjo não pensava e voltara para a mansão, os Irmãos estavam se dando luxo de uma comemoração prolongada, afinal, naquela noite eles haviam liquidado dezoito malditos Lessers. Até Butch, depois de um tempo em contato com a mão de Vishous estava em ótimas condições.

- Eu acho que já bebi demais. _ Zsadist disse secando mais uma vez seu copo de uísque.

- Concordo com você irmão. A única coisa que eu quero agora é ir para casa e me jogar nos braços da minha Shellan. _ disse Thor já se preparando para sair, mas Rhage chamou a atenção deles para um certo alguém que permanecera calado por muito tempo.

- Pensei que não sairia de perto da sua mulher anjo. O que houve? _ Rhage pergunta socando levemente o braço do anjo.

- Quando voltar eu vou falar com Wrath. Não vou ficar no mesmo quarto que ela. Essa história dela sumir e voltar agora sem nenhuma explicação está muito estranha. Mas por enquanto não tenho estômago para tentar manter uma conversa séria com ela.

- Também achei estranho anjo. _ Zsadist concordou. – Sua mulher é estranha.

- Z! _ Phury repreendeu seu gêmeo.

- O que? Estou falando a verdade. Ela some por anos, do nada volta e ainda por cima age como se só tivesse ido comprar leite. É demais!

- Tudo bem Phury. Eu, de cera forma, concordo com seu irmão. Mas… _ nessa hora, policiais entram por todas as portas com armas em punho e mandando todos ficarem quietos e permanecerem onde estão.

A música é imediatamente desligada e os seguranças da casa também aparecem nada amigáveis, Trez e Xhex dirigem-se a Jose de La Cruz para saber o motivo da invasão policial.

- Posso saber o motivo de toda essa palhaçada? _ Xhex não gosta de policiais e eles cometeram o erro de atrapalhar seu trabalho.

- Precisamos deste lugar fechado. Ninguém sai, ninguém entra… _ Jose aprendera a ter muita paciência com pessoas que trabalhavam em lugares como aquele.

- Me dê uma boa razão detetive. Se não a tiver faça o favor de sair daqui junto com seus garotos.

- Não vamos sair. Uma mulher foi encontrada morta no beco aqui ao lado e precisamos evitar que o assassino em potencial fuja, portanto, o lugar está fechado até segunda ordem minha. E eu preciso ter acesso ao sistema de segurança externo.

Xhex, mesmo a contra gosto, guiou o detetive e mais dois policias através de uma porta nos fundos da área VIP.

Os peritos pararam os carros, pegaram seus materiais e se dirigiram para o beco onde o corpo se encontrava. Após as identificações com os policiais que guardavam uma das entradas do beco, os peritos transpassaram a fita de isolamento e…

O estomago de Taylor embrulhou e a ânsia de vômito do inicio de carreira voltou.

- Meu Deus! _ Brenda sussurrou.

James olhava o corpo fixamente, para Taylor um único olhar bastou para aquela grotesca imagem “queimar” em seu cérebro e ela saber que não dormiria bem por muitas noites.

Terry e Greg desviaram o olhar e respiraram fundo. Quem faria uma coisa dessas?

O corpo da mulher, muito provavelmente uma prostituta estava caído no chão, lacerações profundas eram visíveis nos braços, pernas e no rosto. Um corte profundo atravessava o pescoço de um lado a outro. O abdômen havia sido retalhado brutalmente. As roupas rasgadas pela lamina do que quer que tenham usado para matar aquela mulher.

Depois de um suspiro, os quatro peritos começaram seus trabalhos. Brenda foi até o corpo para retirar a temperatura e assim determinar uma parcial preliminar da hora da morte. James e Greg se dividiram pelo local a fim de encontrar quaisquer pistas de como aconteceu o assassinato brutal e quem o cometeu. Taylor aproximou do corpo e começou sua busca por vestígios no próprio cadáver enquanto Terry fotografava todo e qualquer detalhe que pudesse vir a ser relevante.

Enquanto Xhex guiava os policiais até a sala de monitoramento, Trez teve sua atenção chamada para os policiais que se posicionaram nas portas.

- Trez! _ V chamou tentando não chamar total atenção para si e os Irmãos.

Trez seguiu discretamente até a mesa dos Irmãos. Sabia que precisava dar um jeito de tirar a Irmandade, Xhex e Rehvenge dali ou a raça poderia estar em risco de ser descoberta por humanos.

- O que está havendo? Por que tem tantos policiais humanos aqui? _ V perguntou inquieto, ele sentia que algo estava errado e que eles precisavam sair dali o quanto antes.

- Uma mulher foi morta no beco aqui ao lado e a policia desconfia que o assassino possa ter entrado aqui ou que nosso sistema de segurança o tenha filmado.

- Nós precisamos sair daqui. _ Thor disse meio nervoso. – Mas não podemos nos desmaterializar e as portas estão resguardadas.

- Tem uma porta na sala do Rehv que ele usa para não precisar enfrentar a multidão para sair ou entrar aqui. Venham comigo e sejam discretos. _ Trez guiou os Irmãos pelo salão conseguindo o feito de que todos entrassem na sala de Rehv sem chamar atenção.

- Trez, esperava que a Xhex viesse me trazer notícias. _ Rehv levantou-se apoiado em sua bengala.

- Não vim trazer noticias e nem você vai espera-las, a pista de dança e a área VIP estão cheias de policiais, vocês precisam sair daqui o quanto antes. _ O sombra dirigiu-se para aporta tendo atrás de si Rehv e a Irmandade. – Vão, eu dou um jeito para a Xhex sair o mais rápido possível.

Os homens saíram sem mais nenhuma palavra e se dirigiam ao lado oposto ao que o corpo e os peritos estavam quando uma voz feminina chamou a atenção deles.

- Parados!

Quando os irmão se viraram viram uma mulher de cabelos castanho avermelhados empunhando uma arma e os olhando seriamente. Até que o olhar dela recaiu sobre Lassiter.

- Você… _ a voz dela demonstrava surpresa, mas seus olhos flamejaram em raiva.

- Taylor, eu… _ Lassiter deu um passo a frente, o que mostrou ser um erro.

- Para. Não fala nada. _ ela olhou Rhage e mesmo diante de tamanha beleza se manteve indiferente. – Por onde vocês saíram? Ninguém deveria deixar o lugar.

- Precisamos urgentemente ir para casa. Não sabemos de nada sobre isso. Soubemos da morte quando estávamos saindo…

- Sei, sei. A cadeia está cheia de gente inocente. _ o sarcasmo na voz dela pegou Rhage de surpresa. — Mesmo assim não deveriam sair. _ seu tom voltou a ser autoritário.

- Sabemos disso, mas Taylor, nós realmente precisamos ir. Eu juro. Não sabemos de nada. _ Lassiter sentia-se feliz por estar ali falando com ela, mesmo que ela aparentasse o estar odiando.

- Podem não saber de nada, mas eu não acredito em você, poupe-me dos seus falsos juramentos. _ a voz dela agora demonstrava tanto ódio quando seus olhos.

- Eu sinto muito. _ ele abaixou a cabeça.

- Eu também, mas não posso desfazer os acontecimentos daquela noite.

Nesse momento um homem aproxima-se de Taylor e lhe sussurra algo no ouvido, olha cada um dos irmãos nos olhos e depois se retira.

- Podem ir. _ Taylor abaixou a arma estava saindo quando Lassiter a segurou pelo braço.

O toque dele a fez lembrar-se da noite que tiveram juntos e cada molécula do seu corpo quis reviver aquele momento, mas seu bom senso prevaleceu e Taylor livrou-se do aperto dele. Virou-se e o encarou.

- Taylor, eu sinto muito. Eu posso explicar se você me der uma chance. _ a voz dele, o olhar, a postura, tudo suplicava que ela lhe ouvisse, mas Taylor ignorou essas múltiplas suplicas.

- Não. Não quero explicação nenhuma. Não quero ouvir uma palavra sua. Só quero que você suma assim como fez na manhã seguinte ao Réveillon. _ a postura era firme, a voz decidida, mas o olhar traía aquela muralha, o olhar mostrava dor, mágoa.

Sem mais nenhuma palavra e com medo de começar a chorar como uma adolescente, Taylor virou-se e seguiu de volta ao trabalho, terminaria a perícia aqui e esperariam a policia prender o suspeito de quem James falou. Já estava um pouco distante quando ouviu a voz de Lassiter.

- Você vai me ouvir. Eu juro. Não vou desistir.

Ela continuou andando com medo de olhar para trás e vê-lo ali, mas não resistiu e olhou no fundo sua esperança era que ele estivesse ali, esperando um olhar dela, mas não estava. A saída daquele beco fétido e agora marcado pela morte estava vazio.

Notas finais
Visione, garota, me deixou preocupada com seu sumiço em Amante Sensual, mas dei pulinhos de alegria (sentada) e um belo susto no meu namorado ao ver sua atualização.
Obrigada por ler Amante Celestial, obrigada por nos prestigiar com Amante Sensual e Amor Fatal, sou sua fã incondicional e amo de verdade cada capítulo das suas Fic's que eu citei.
Beijos querida.
Não posso esquecer de agradecer ao namoro hiper curioso que eu tenho que me faz o enorme favor de passar um bom tempo querendo saber sobre os próximos capítulos, mas que não me deixa desanimar para escrever. Beijo paixão!
Beijos a todos!