Notas iniciais
Como vou ficar mas de uma semana sem postar nada, vou adiantar mais um capítulo para vocês.
Obrigada por recomendar e favoritar a Fic. Mas você está em dívida comigo. Ainda não leu Amor Fatal, Amante Sensual e Traga-me Para A Vida (PROPAGANDA).
Espero que gostem desse.
P. S. - Quem odeia a Karen provavelmente vai odiar ainda mais.

Na volta para o laboratório Taylor manteve-se calada e seu olhar estava voltado fixamente para o horizonte.

– Quem dirige sou eu e quem não tira os olhos da estrada é você? _ James pretendia com essa pergunta descontrair, mas não teve sucesso.

– Ahh... Desculpe James, eu estava pensando.

– Em que?

– No La… No caso. Estava me perguntando quem fez aquilo. _ por muito pouco Taylor não admitiu estar pensando naquele loiro que acabava com a paciência dela, mas que, mesmo depois do que fez, tinha o imenso poder de atraí-la como ninguém.

– Era no caso mesmo? _ James não era tolo e notou a forma como aquele grandalhão olhava Taylor e como ela pareceu abalada depois de falar com ele.

– Claro. Não tenho mais nada no que pensar.

– Nem naquele homem loiro que falou com você no beco?

– Não. _ a resposta foi rápida e seca, mas a mulher forte e inabalável que James conhecia ficou pálida.

– Tudo bem. Não falamos mais dele.

– Obrigada.


Lassiter chegou à mansão, tenso, não queria reencontrar Taylor daquela forma e agora não queria encontrar com Karen. Foi falar com Wrath.

O Rei Cego se encontrava sentado em seu trono com seu fiel cão, George, ao seu lado. O anjo pigarreou para chamar a atenção do rei e recebeu um olhar questionador que, mesmo cego, tinha a capacidade de fazer qualquer um temer por qualquer pequeno movimento de qualquer coisa.

– O que deseja anjo? _ a voz grossa de Wrath fez Lassiter sentir-se pequeno.

– Eu… bem… queria saber se você pode disponibilizar outro quarto para Karen. _ o anjo sabia que viriam perguntas e o rei não contentaria com menos do que respostas diretas e plausíveis.

– Por quê? Depois de tanto tempo separados eu imaginei que você iria querer ficar com ela. Além de que Beth ofereceu outro quarto, mas sua fêmea recusou alegando que não queria deixá-lo.

– Wrath, ela sumiu e agora volta do nada, não se dá mínimo trabalho de me falar nada, não conta onde esteve ou o que estava fazendo! _ Lassiter cala-se após um sinal do rei.

– Você ao menos se deu ao trabalho de perguntar? Você conversou com sua mulher sobre o que houve enquanto estiveram separados? _ a perspicácia do rei não era surpresa.

– Não, mas não estou com muita paciência com ela. Eu preciso que ela me dê espaço e para isso preciso manter distancia.

– Explique melhor. _ uma cadeira em frente a escrivaninha de carvalho foi indicada para o anjo sentar-se.

– Bem, eu conheci outra mulher. Não consigo esquecê-la…

– Estava com ela quando me ligaram avisando que Karen havia voltado.

– Os irmãos me contaram que uma mulher foi assassinada e vocês basicamente fugiram do Iron Mask, mas um dos peritos os viu. Foi ela?

– Sim. _ Lassiter abaixou a cabeça ao lembrar-se do olhar de Taylor.

– Taylor, estou certo? _ na mente de Lassiter, Wrath poderia simplesmente dar outro quarto a Karen e pronto, mas o rei prefere tudo do jeito mais difícil.

– Sim Wrath. Por favor, vai dar outro quarto a Karen? Ao menos por enquanto? Eu vou falar com ela, mas eu preciso de tempo. Está tudo muito rápido.

– Está bem, mas você vai ter que falar a ela da mudança e não quero brigas na minha casa. Agora vá. _ Lassiter levantou-se e deixou o escritório do rei.

Seguiu pelo corredor perguntando-se o porquê de tantas perguntas se provavelmente ele já sabia das respostas. Ele mostrou saber todas as respostas. Bom, ele precisava deixar esse assunto para depois. Estava em frente à porta de seu quarto e o que tinha para contar a Karen não a deixaria nem um pouco feliz. Respirou fundo, abriu a porta e entrou.

O quarto estava vazio.

– Karen?

Lassiter foi até o banheiro, mas ela também não estava lá. Foi ao closet. Vazio. Quando iria sair do quarto para perguntar a um dos doggens, ele a viu. Sentada no chão da varanda, olhando o céu. Olhando-a assim, Karen não parecia a inconveniente de mais cedo.

– Karen? _ a voz de Lassiter soou suave e Karen se mostrou sobressaltada.

– Ah, oi. _ ela fez menção de levantar, mas Lassiter sentou-se ao seu lado.

– Por que está aqui?

– Quis pensar um pouco e esperar você. _ ele tinha a certeza de que perderia a cabeça caso ela investisse nele novamente.

– Karen, por favor, não… _ ela não permitiu que Lassiter continuasse, calou-o pondo dois dedos sobre seus lábios.

– Você não entendeu. Eu queria me desculpar pelo que fiz enquanto você tomava banho. Eu sumi por muito tempo e não deveria esperar que nada tivesse mudado ao longo do tempo. Eu sei que tenho muito para explicar, mas por enquanto eu não consigo. Sinto muito, mas eu não consigo. Por enquanto não. _ ela começou a chorar e Lassiter se confrangeu por ela. Não sabia o que acontecera a sua mulher durante todo esse tempo, mas agora não importava, ele não queria vê-la sofrer.

Ele aproximou-se mais dela e passou o braço esquerdo por seus ombros puxando-a delicadamente para seu peito e ela o abraçou como se fosse morrer sem aquilo. Lassiter permaneceu abraçado a ela, passando a mão em seus cabelos loiros e dizendo palavras doces para acalmá-la. Após alguns minutos viu que ela dormira, não iria deixa-la sozinha depois de ela se mostrar tão nervosa.

A levou para sua cama e deitou-a lá. Depois foi para o banheiro tomar banho e deitar-se também.

Ao ouvir a porta do banheiro fechar, Karen abriu os olhos e percebeu que conseguira contornar o erro que cometera no banheiro, não podia pôr sua volta com Lassiter a perder dessa forma. Sem ele, ela estaria perdida.

Depois que ele saiu furioso com ela no inicio da noite, Karen notou que quase acabara com tudo, precisava consertar as coisas. Passara um bom tempo andando pelo quarto pensando em algo que a retiraria do posto de alvo do ódio de Lassiter.

Estava na varanda quando viu os carros dos Irmãos ultrapassarem os portões. Seu plano entrava em ação a partir do segundo em que Lassiter entrasse no quarto. Quando ele começou a procurá-la, Karen sabia que precisava de verdade se empenhar para ser convincente.

E conseguiu. Um sorriso diabólico se formou nos lábios dela ao lembrar-se de tudo. Ouvindo o chuveiro ser desligado ela fechou os olhos e continuou fingindo dormir.


Taylor estava acompanhando a necropsia do cadáver da mulher encontrada no beco quando Greg entra na sala e a chama. Lá fora, Greg lhe estendeu uma amostra deum líquido preto dentro de um pequeno recipiente de vidro.

– O que é isso? _ Taylor perguntou confusa. Onde aquilo se ligava ao corpo da mulher?

– Não sabemos, mas venha. Tem mais.

A dupla seguiu para uma sala onde James, Brenda e Terry já se encontravam com resultados de análises de sangue, fibras e a possível faca do crime.

– Tudo bem, me mostrem logo o resto das coisas que envolvem essa coisa preta. Eu preciso voltar para a sala de necropsia.

– Bom, temos a amostra que Greg mostrou, fotos e resultados de análises que não definem isso. Simplesmente é uma substancia que não consta em nosso sistema.

– Onde estão as fotos? _ quando Brenda lhe estendeu as fotos Taylor franziu o cenho.

– O que é isso?! Está respingado na parede e acumulado no chão.

– Se prestarmos atenção aos respingos e a poça no chão está disposto como sangue. _ James exprimiu o que Taylor não quis aceitar.

– Verdade James. Os respingos correspondem aos respingos de sangue provocados por um disparo. Precisamos descobrir o que é isso.

Os peritos separaram-se e cada um foi cuidar de seus devidos afazeres. Taylor estava voltando para continuar acompanhando a necropsia do corpo quando James a chamou e disse que o suspeito estava preso e depois eles poderiam confrontá-lo com as provas encontradas, além de pedir mandados para buscas na casa do homem.


Notas finais
Karen levantou mais dúvidas ou não? Alguém tem ideia de por que ela precisa tanto do Lassiter? Se tiver, me conta nos reviews.
Beijos meus amores!