Notas iniciais
Personagem nova. Espero que gostem dela, já me apaixonei pelo rumo que ela vai tomar nessa Fic.
Leila querida, sua estréia, quero saber o que achou.
Boa leitura pessoal!

Na chamada, sala de provas, os três novatos estavam dispostos em frente à uma linha do tempo que mostrava fotos dos locais, corpos e provas.

- Minha nossa! _ Claire, a única mulher entre os novatos se referia ao que restara da segunda vítima. – Isso é uma pessoa?

- O relatório dia que era uma prostituta. _ Guy falou de costas para a linha do tempo e diante dos relatórios mais detalhados que estavam sobre uma mesa.

- Sim, mas o que… _ James foi cortado pelas palavras de Guy.

- Prostitutas são seres humanos? _ a pergunta foi seguida de uma risada do questionador e o perplexo silêncio dos demais.

- Sim. São seres humanos. Saiam os três, por favor. _ Taylor manteve a porta aberta e a postura rígida até que os três saíssem.

Taylor e James não trocaram olhares ou palavras até que Brenda, Robert e Terry chegassem.

- Então, o que a polícia disse Taylor? _ questionou Terry.

- O FBI nos deu uma semana para ao menos avançarmos nas investigações. _ a resposta saiu de uma Taylor pesarosa.

- Uma semana?! Eles estão pensando que é um assassinato por dia?! _ Brenda esbravejou.

- Ate agora tem sido. _ James respondeu.

- Não. O legista me disse que ambas morreram em horas próximas uma da outra.

- Você quer dizer que a garçonete foi seqüestrada por esse assassino? _ Brenda questionou.

- Sim e podemos ter apenas algumas horas para encontrar o corpo dela jogado em algum beco ou outra mulher ser seqüestrada. _ Taylor levantou-se e parou diante da linha do tempo. – Mas isso não faz sentido. Eu o classifiquei como o novo Jack por ele ter matado duas prostitutas, mas o seqüestro dessa moça quebrou a cadeia.

- Talvez não. Na cópia do depoimento que você pegou na delegacia diz que ela trabalhava no Screamer’s e lá é difícil fazer a distinção de uma garçonete para uma prostituta, isso pode ter confundido ele. _ Terry explicou.

Todos se olharam assentindo e concordando com a teoria de Terry.

- Bom, temos menos de uma semana até o FBI se meter então não podemos ficar sentados. Alguém tem alguma idéia para acelerar essa investigação?

- Traçar o perfil dele. _ Taylor não tirava os olhos da linha do tempo.

- Todos de acordo? _ Robert perguntou aos três sentados.

- Sim. _ responderam em uníssono.

- Taylor, a idéia foi sua, encontre quem possa fazer isso. _ dizendo isso Robert retirou-se.

- Brenda, pegue os dados que temos e os lance no ViCAP.

- Quer que eu acesse um banco de dados do FBI mesmo que todos nós saibamos que não vou encontrar nada?!

- Sim, ele não tem um Modus Operandi próprio. Tudo o que ele fez a essas duas mulheres é cópia de Jack, o estripador e eu não quero ver mais variações.

- Tem razão. _ Terry exclamou.

- Eu vou rever aquela coisa preta. _ James falou já se dirigindo à porta.

- Terry, vá ao legista e pergunte pelos resultados dos demais exames que foram feitos nos corpos.

- Sim.

Sozinha, Taylor se viu mergulhar no crime, sentou-se e deixou que se montasse uma teoria sobre quem poderia ser ao assassino, mas identidades de suspeitos não lhe vieram à cabeça.

Quando reorganizou os pensamentos, foi incapaz de dizer quanto tempo ficou pensando. Levantou-se e seguiu para a saída do prédio, iria ver Greg no hospital.

Gabriel retornou aos céus e ao olhar em volta se deparou com Leila.

- Onde esteve? _ a voz dela soou doce, como sempre.

- Fui verificar boatos. _ ele deu as costas a Leila e saiu andando.

- Karen. Você foi procurá-la? _ mesmo meiga, Leila não desistia fácil de um assunto.

- Sim! O que isso te importa?! _ após gritar enfurecido Gabriel saiu deixando Leila estática e magoada.

Quem a ouvia estava na Terra e era para lá que ela queria ir. E iria.

- Ezequiel. Preciso de sua ajuda meu irmão.

- Sim.

- Quero que me ensine a tomar forma física.

- Claro.

Os dois desceram e foram para um campo amplo, relva baixa e algumas árvores.

- Por que aqui? _ Leila sempre tivera curiosidade de saber como os humanos viviam e interagir com eles.

- Para nenhum humano ver. Para eles seríamos dois pontos de luz que emitem um barulho ensurdecedor. Não pânico. _ Ezequiel tinha razão.

- Tudo bem. Podemos começar? _ Leila tinha ânsia de se ver como uma mulher, como seria sua aparência?

- Primeiro, concentre sua energia até que sua forma humana se torne concreta. Vamos tente. Simples.

Depois de algumas tentativas falhas, Leila concentrou-se verdadeiramente.

Gabriel se arrependeu do modo como falara com Leila, mas a voz dela lhe dava sensações estranhas e ele não gostava disso.

- Não deve ser certo, nem bom, mas falar como eu falei…

- Foi muito mais errado. _ Gabriel falava sozinho, mas Miguel resolveu tornar aqueles altos pensamentos em uma conversa. – Leila é jovem Gabriel. Não sabe tudo o que sabemos, não viu tudo o que vimos. Tenha paciência com ela irmão. Ela é afeiçoada à você.

- E isso é certo irmão? _ mesmo se irritando com ela algumas vezes, temia que os sentimentos dela por ele a prejudicasse de alguma forma.

- Sentir boas coisas jamais será errado. _ dizendo isso Miguel saiu deixando Gabriel refletindo.

Leila se concentrava para assumir a forma desejada e não notou que uma onda de energia saiu dela e mandou Ezequiel para longe.

- Devagar Leila. É só tomar forma humana. _ Ezequiel levantou-se e tomou a forma de um homem que não chamava atenção em meio à multidão, mas era bonito.

- Vou me afastar um pouco.

Ezequiel permaneceu distante olhando Leila, a via fazendo progressos e sorriu feliz, mas esse sorriso logo desapareceu quando Gabriel apareceu à sua frente.

- O que faz aqui? _ a pergunta foi incisiva e surpreendeu Ezequiel.

- Ajudando a Leila. Algum problema irmão?

- Vá para casa, eu preciso conversar com Leila.

Assim que Ezequiel subiu, uma voz feminina, doce e muito irritada chamou Gabriel.

- Onde está Ezequiel?!

Ao voltar-se na direção da voz ele paralisou com a visão.

Leila tinha a forma de uma mulher de beleza extremamente incomum. Cabelos castanhos claros, olhos violetas, pela clara, lábios carnudos, alta, corpo perfeito, nariz pequeno e delicado. Perfeita aos olhos dele.

- Linda. _ Gabriel estava maravilhado.

- O que?! _ era impossível para ela crer que recebera um elogio desses dele.

Gabriel pigarreou e rapidamente se corrigiu:

- Leila.

- Diga. _ a beleza da forma física dele não passou despercebida aos olhos dela, mas o brado raivoso que ele lhe dera não havia sido esquecido.

- O que faz aqui?

- Ezequiel me ajudou a tomar forma física.

- Vejo que aprendeu rápido, mas por que esse interesse por se misturar aos humanos?

- Sempre quis saber como é a vida aqui e quero ajudar Melyane, Althea e Kelly a…

- Não! _ a negativa dele a surpreendeu.

- Por que não?! Julga-me inútil irmão?

- Não é inútil. Os humanos são perigosos. _ era óbvio que ele não sabia como explicar e no fundo tinha medo da reação dela ao saber o real motivo.

- Eu sei me cuidar. _ ela lhe deu as costas.

- Leila eu… eu sinto muito. Não devia ter gritado. Sinto muito.

Ela estava surpresa com o pedido de desculpas. Não do feitio dele pedir desculpas a “inferiores”. O que deu nele então?

Notas finais
Espero que tenham gostado e me contem se devo melhorar algo ou se têm alguma sugestão!!
Beijos!!