Amante Celestial
16 Romance no ar!
Notas iniciais
Taylor saiu do hospital, não tinha nada ali que pudesse ajudar a descobrir quem espancou tanto Greg.
Vira os resultados de todos os exames dele e não encontrou nada de anormal que não fosse o alto teor de álcool no sangue.
Voltou para o laboratório e foi à sala de Robert. O viu quase dormindo sentado com pilhas de papéis a sua frente.
- Descarte a possibilidade de drogas envolvidas. _ a súbita entrada de Taylor sobressaltou Robert.
- Tudo bem. Você acabou de desmanchar minha teoria. Conte-me a sua. _ dois dias desde a aparição do Serial Killer e as energias dos peritos estavam acabando e Robert estava se tornando exemplo de cansaço.
- Vindo para cá eu falei com Brenda e ela me disse que todos eles estavam no Iron Mask. A ultima vez que Greg foi visto por eles foi com uma garota no balcão do bar na área VIP.
- Por que não o procuraram antes de ir embora?
- Greg volta sozinho ou acompanhando de alguma garota. Foi por isso que não o procuraram e creio que por causa dessa garota ele está no hospital.
- É complexo, mas faz sentido. _ depois de alguns minutos em silêncio, Robert o quebrou. – Taylor, nosso assassino entrou em contato com a polícia.
O choque da notícia a paralisou, mas logo sua atenção e seus instintos se voltaram para detalhes que ela poderia conseguir que ajudariam no caso.
- O que ele disse?
- Escute a gravação da polícia. Ouvi mais de cinco vezes, mas não consegui nada.
Robert reproduziu no computador e logo a gravação começou pela doce voz da atendente da polícia.
Logo após uma voz grossa e, sem duvidas, modificada por algum tipo de dispositivo tomou conta da chamada.
- Atenção. Primeiramente um recado para a perícia local: Logo, cada passo meu sairá de sua alçada. Sua incompetência me enoja, vejamos se o FBI será mais esperto. Vocês jogaram o controle da investigação nas mãos de uma mulher, óbvio que o fracasso é iminente. Ao responsável pelo laboratório da perícia: O caso mais importante no momento nesta cidade está nas mãos de uma incompetente! Fraca! Não vai conseguir Taylor, você não vai conseguir. _ após alguns minutos de total silêncio a estranha voz retornou. – Você vai morrer tentando me pegar. Vou ter o prazer de matá-la. Você será o ultimo passo da minha peregrinação. Aproveite o que resta de sua vida. Não vai durar muito mais. _ neste momento a ligação foi cortada.
- Ele me desafiou! _ Taylor estava furiosa.
- Não. Ele a ameaçou! Não vou tentar afastá-la do caso agora porque não daria em nada e nos prejudicaria.
- Não vou deixar o caso, nem que você queira. De jeito nenhum. Ele me provocou. Vou pegá-lo, não descanso enquanto não conseguir isso.
- Infelizmente, eu sei disso.
Taylor levantou-se e estendeu a mão pedindo o CD da gravação.
- Eu vou…
- Você vai para casa. Sem discussões. _ a ordem foi direta e após uma breve olhada para o relógio, foi obedecida.
Chegando à porta, Taylor parou e voltou-se para seu chefe.
- Vá para casa. Ficar aqui, sozinho. Não faz bem.
Robert assentiu sorrindo e desejou-lhe uma boa noite.
…
- Está tudo bem Gabriel. Era assunto seu e eu me envolvi. Sua reação foi normal. _ Leila não sabia o que responder, mas não o queria se sentindo mal.
- Vamos para casa. Já aprendeu o que queria e eu já me desculpei. _ Gabriel pôs a mão no braço dela fazendo-a arrepiar-se.
- Não. Antes de ir eu quero ver Lassiter. Saber como ele está. _ foi possível ver o manso azul dos olhos dele se tornar tormentoso.
- Não vou permitir. _ a raiva neste momento consumiu a ela assim como a ele.
- Por que não?!
- Ele é um Caído! _ a “conversa” agora era aos gritos.
- Não é o único! E este fato não os fez deixar de serem meus irmãos!
Antes que Leila pudesse fazer algo ele a pegou nos braços e começou a andar. Teria que fazê-la abandonar a forma física antes de levá-la para casa.
- Ponha-me no chão! _ a ordem foi bradada ao ouvido de Gabriel, mas não o abalou nem um pouco.
Ele parou de andar e a olhou, deixando-a ver medo em seus olhos.
- Deixe-me leva-la para casa. Por favor. _ o pedido foi sussurrado.
- Por que não quer me deixar vê-lo? _ o doce som da voz dela o fez fechar os olhos e suspirar.
- Não quero que tenha problemas com Miguel e nem que sejas perseguida por Melyane.
- Só quero saber como ele está.
- Eu a levo até ele, mas não agora.
Ate aquele momento nenhum dos dois percebeu que haviam aproximado bastante seus rostos. Os dois passaram a alternar os olhares entre a boca e os olhos um do outro. A respiração de Leila acelerou enquanto Gabriel aproximava sua boca lentamente da boca dela.
Quando o beijo estava prestes a ser selado, a voz sarcástica e desdenhosa de Karen quebrou o encanto do casal.
- Que cena linda! _ Gabriel pôs Leila no chão e ficou entre ela e Karen.
- Assim você me ofendeu irmão! Não precisa desta posição protetora! Meu assunto é com você, mas é bom vê-la minha irmã. _ o sorriso exibido por Karen foi gentil, mas seus olhos estavam repletos de veneno.
- Olá Karen. _ Leila se pôs ao lado de Gabriel que passou o braço esquerdo em volta dela, abraçando-a.
- Diga de uma vez o que quer Karen. _ o que ele mais queria no momento era afastar a loira de Leila.
- Bom, quando encontrei você e as outras duas, Althea me atacou e sem que eu notasse, pegou minha espada. Quero que diga a ela…
- Não! Se quiser sua espada de volta, procure Althea você mesma e a peça de volta. Gabriel não se envolverá nisso. _ a voz de Leila foi firme e o olhar duro.
- Nunca imaginei tamanha grosseria da sua parte Leila! _ Karen fingia-se de ofendida muito bem. Irritante.
- Vá. Embora. _ mais uma vez Gabriel se pôs como um escudo para Leila, mas desta vez empunhava sua espada.
Sem nenhuma palavra, mas exalando ódio, Karen sumiu.
- Por que fez isso? Ela pode vir atrás de você! _ o tom dele não era acusatório como ela esperava. Ele estava surpreso e preocupado.
- Consegui duas coisas fingindo querer apenas uma. _ para ela parecia óbvio, mas para ele não estava tão claro assim.
- O que?!
- Ela terá que procurar Althea em busca de sua espada. Isso pode ajudar Melyane e Althea. E também, Karen o deixará em paz.
Gabrielriu diante da simplicidade da forma como ela afastou Karen.
- Vamos para casa? Não quero encontrar Karen novamente.
- Sim.
Ambos abandonaram suas formas físicas e subiram.
…
Taylor chegou a sua casa e jogou-se no sofá, deitada de bruços, com a cabeça deitada em uma almofada, ela pretendia dormir ali mesmo ate que ouvia o sussurro de Lassiter próximo a seu ouvido.
- Não vai dormir sem comer nada. _ deu-lhe um beijo casto na têmpora e apontou para a mesa de centro onde estavam alguns hambúrgueres e batatas fritas.
- Desculpe, mas não sinto fome. _ era verdade, mas o ar de decepção dele comoveu-a.
- Só um hambúrguer e a deixo dormir. _ ele não desistiria e ela, de algum modo, sabia disso.
- Tenho uma ideia melhor. Prove-me que é mesmo um anjo e eu como. _ com certo custo ela sentou-se no sofá.
- Tudo bem. _ ele sorriu e para a surpresa dela, desapareceu bem ali, na sua frente.
Apareceu saindo da cozinha segurando dois grandes copos de Coca-Cola. Recuperada do susto, Taylor perguntou sorrindo.
- Nunca te disseram que hambúrguer e batata frita não são jantar?
- Eu não sabia que tipo de comida você gosta… Errei na escolha? _ a pergunta foi feita temerosamente.
- Não. _ dizendo isso ela pegou um hambúrguer e deu-lhe uma generosa mordida, arrancando de Lassiter com isso, um feliz sorriso.
Ele sentou-se ao lado dela no sofá e começou a comer. Ambos em silencio até o celular de Taylor tocar. No display um número desconhecido.
- Thompson. _ apenas pessoas próximas tinham o número do seu celular então ela esperou uma voz conhecida, mas surpreendeu-se.
- Ligue a TV. Tenho uma surpresa para você. _ a ligação acabou ali.
Taylor estava parada, sua expressão era de medo, quando abaixou a mão que segurava o celular, Lassiter pôde ver que ela tremia.
- Taylor, o que houve? _ ele segurou-lhe a mão e estava fria.
- Era… ele. _ o pânico na voz dela acionou todos os alertas na mente de Lassiter.
- Quem é “ele”? _ ao perguntar isso, Lassiter já tinha nos braços uma Taylor amedrontada.
- O… assassino. _ recobrando aos poucos a frieza usada no trabalho, Taylor soltou-se de Lassiter e pegou o celular novamente. – Por favor, ligue a TV, preciso falar com meu supervisor.
Na TV passava no jornal local uma reportagem sobre mais uma prostituta encontrada morta.
- Esse era o presente. Mais um corpo! _ a raiva de Taylor era notável, respiração pesada, maxilar travado, olhar faiscante, obstinado… — Robert, quem mandou para… por que não me chamou?! A investigação é responsabilidade minha! Minha! Mandar três novatos e um único veterano?!… Insano! Amanhã quero todos eles reunidos, quero detalhes! _ o celular foi desligado brutamente.
Lassiter olhava tudo do sofá. Queria acalmá-la, mesmo a achando muito, muito sexy zangada. Levantou-se e foi até ela. Enlaçou sua cintura e a puxou para si.
- O que pensa que está fazendo? Solte-me Lassiter. _ ela empurrava e estapeava seu peito, mas ele não a soltava.
- Não gosto de vê-la zangada, mesmo que seja uma visão extremamente quente.
- Desculpe, não queria que visse meu show, mas não pude evitar. _ ele a apertou mais ainda contra si e tomou seus lábios.
- O que vai fazer agora? _ ele perguntou.
- James virá buscar meu celular e me parece que temos uma bela noite pela frente. _ as mãos da perita vagaram por baixo da regata preta que ele usava e acariciou os músculos rígidos.
- Taylor. _ era uma advertência, mas ela preferiu ignorar.
- Vou ter problemas se continuarmos? _ a pergunta sussurrada e o olhar sensual eram uma perdição para ele.
- Não. Não importo mais para quem vive lá em cima. Sou um Caído. _ a ultima frase dele fez todo o clima ficar por um fio, Taylor arregalou os olhos assustada.
- Igual a… _ desde criança ela foi ensinada a não pronunciar o nome dele, afinal, tinha certa dose de poder.
- Não! Ele foi banido. Eu apenas caí. Só não posso ir ao céu e blábláblá.
- Entendi.
- Quer parar? _ ele deu-lhe um beijo no pescoço.
- De jeito nenhum! _ ela capturou a boca dele e suas línguas passaram a duelar.
Lassiter levantou Taylor e ela enlaçou-lhe a cintura com as pernas. No meio do corredor ele a prendeu contra a parede e tirou-lhe a blusa e massageou os seios dela por sobre o sutiã, a urgência dela fê-la rasgar a regata dela ao meio.
Taylor foi levada pelo anjo até seu quarto e deitada na cama. O viu de pé a olhando como se fosse uma Vênus, sentiu-se bem sendo admirada.
Retirou o resto das roupas dela e das suas. Deitou-se com ela, abraçou-a e deu-lhe um singelo, porém apaixonado beijo.
- Deveria dormir, mas não consigo te deixar em paz. _ o beijo que ele recebeu em resposta foi o bastante para ele empurrá-la para o lado e ficar sobre ela.
- Você devia me deixar dormir e eu não deveria pensar em sexo enquanto ele estiver solto.
- Então eu a deixo dormir, assim você descansa e não vai parecer amanhã que eu sempre a encontro e te levo para a cama. _ Taylor não se opôs realmente o cansaço lhe tomara.
Lassiter deitou ao lado de Taylor e a puxou para seu peito, aconchegada nos braços dele e recebendo suaves carícias nos cabelos e costas ela se permitiu dormir, mas antes não pode evitar a pergunta:
- Estará aqui quando eu acordar?
- Nem que você queira me expulsar eu a deixo. Durma tranquila, estarei aqui quando acordar. _ ouvindo isso ela se permitiu dormir, embalada pelas mãos do homem que modificava a cada momento o seu conceito sobre um relacionamento, mesmo que ele não tenha falado nisso.
Mas quem sabe ainda não fosse o momento certo?
Notas finais
Beijos!
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