Notas iniciais
Espero que esteja bom.
Boa leitura.

Karen andava pelos arredores de Caldwell pensando no que faria para nada absolutamente nada atrapalhasse seus planos. Distraiu-se com seus pensamentos e não percebeu quando alguém apareceu de repente a sua frente.

- Karen. _ a mulher estacou gélida ao reconhecer a voz.

- Gabriel! O que faz aqui?! _ seu medo maior era de que Gabriel contasse tudo a Lassiter.

Gabriel reteve suas asas dentro de si e aproximou-se de Karen o suficiente para ela ser forçada a olhar para cima a fim de olhá-lo nos olhos.

— Vim conferir o que os Querubins têm espalhado entre os anjos.

- E o que seria? _ a arrogância encheu a voz dela.

- Que você havia voltado. _ Gabriel nunca havia se abalado com a língua ácida de Karen e não faria isso agora.

- Desde quando isso lhe diz respeito?

- Desde quando você está em minhas mãos.

- E por que pensa assim anjinho? _ Karen relembrou de cada uma das pessoas a que devia algo e lembrou que devia seu posto dentre os anjos a Gabriel.

- O fato de hoje você não ser uma Caída. _ Karen cometera muitos erros no céu e Gabriel, por fidelidade a irmã, escondera o pior deles.

- Não tente me intimidar Gabriel. Lembre-se de que eu tenho nas mãos a tesoura capaz de cortar os fios que o prendem no céu e jogá-lo neste mundo como um traidor.

- Assim como fez com Lassiter? _ Karen conhecia bem a voz da recém-introduzidaà conversa, já recebera diversas ordens dela. Virou-se a tempo de ver Melyane e Althea descendo dos céus, majestosas.

- Agora virou convenção de Arcanjos e não me avisaram? _ Karen fingiu não ter ouvido a pergunta de Melyane e passou a falar com um tom completamente afetado. – Bom, creio que não seja uma convenção ou Miguel estaria aqui junto com todos os outros. _ com uma expressão de surpresa ela conseguiu fazer Althea perder a paciência. – Vocês estão se encontrando as escondidas dos olhos de Miguel! Mas deviam lembrar-se de que ninguém…

Althea disparou sobre Karen e derrubou-a no chão prendendo-a pelo pescoço. Abaixou até que sua boca ficasse rente ao ouvido da loira imobilizada no chão.

- Nunca mais fale algo deste tipo! Eu só quero uma chance Karen. Uma única chance para te fazer pagar por cada mal que já me aconteceu por sua causa!

- Terá essa chance minha irmã. Muito em breve. _ a voz firme de Melyane se fez ouvir por sobre as ameaças feitas a Karen por Althea.

Após isso, os três anjos desapareceram em meio a escuridão noturna deixando uma Karen ofegante e temerosa por sua futuro no chão.

Kelly acabara de entrar no Iron Mask e já estava arrependida, aquele lugar parecia ser uma escola de pecados, se via de tudo e mais um pouco e isso deixava seu estômago embrulhado.

Avistou o bar e se dirigiu para lá o mais rápido que a multidão permitiu. Assim que percebeu que seus movimentos não eram mais comandados pela aglomeração em volta Kelly respirou fundo, logo em seguida sua atenção foi chamada por uma garota seminua atrás do balcão, lhe perguntava o que queria beber.

Kelly olhou todas as inúmeras garrafas atrás da garota e nenhuma delas lhe parecia uma boa opção então respondeu que por enquanto não desejava nada. Ficou quieta ali, pensando em que Melyane e Althea estavam fazendo com Karen. Logo depois de Lassiter sair Kelly conseguiu encontrar Karen nos arredores da cidade, era a chance que as três tinham de pegá-la, mas Althea, no ultimo instante, lembrou que o melhor seria manter Kelly longe de Karen para evitarem qualquer espécie de vingança por parte da procurada.

Lassiter via Taylor se mexer na cama como se algo a incomodasse profundamente, sabia ser um sonho ruim, muito ruim. Queria poder entrar lá e confortá-la, mas tinha certeza de que isso resultaria em apenas mais e mais problemas para ele.

Um dos movimentos de Taylor despertou o menino ao seu lado. Ele ajoelhou-se ao lado dela e com a expressão preocupada, tentou acordá-la.

- Tia? Tia acorda! _ o menino tentava sacudir Taylor para fazê-la acordar, mas não teve sucesso.

- Tia?! _ com um imenso sorriso Lassiter assumiu sua forma celeste e adentrou o quarto. – Olá.

Drake assustou-se com o homem brilhante que apareceu no quarto de sua tia.

- Quem é você? É melhor sair antes que minha tia acorde. Ela é policial. _ Drake firmou sua voz infantil tentando não mostrar seu medo e afugentar o desconhecido assim como tinha feito com os valentões na sua escola que só o deixaram em paz após saber que sua tia era policial.

- Eu sei quem ela é. Eu sou um anjo, pode ficar calmo. Não vou machucá-la.

- Um anjo?! _ a surpresa se estampou no rosto do garoto e a imagem fez Lassiter sorrir abertamente.

- Sim, um anjo. Agora eu posso ajudar sua tia?

- Pode, mas ela vai acordar?

- Sim.

O garoto afastou-se de Taylor e Lassiter ajoelhou-se próximo da cama, pôs as mãos no rosto dela e aproximou-se, quase a beijando.

- Taylor. Acalme-se, nada é mais forte do que você. Nada. Livre-se do que lhe faz mal, vença! _ quase que instantaneamente Taylor se acalmou e segurou as mãos de Lassiter aconchegando-as contra si.

- Obrigado. _ Drake deitou sua cabeça sobre a de Taylor e ficou olhando Lassiter docemente.

- Não precisa… _ Lassiter foi interrompido com Taylor falando enquanto dormia.

- Las… Lassiter… Lassiter… _ o coração do anjo disparou, abaixou-se e sussurrou ao ouvido dela.

- Estou aqui. _ Lassiter passou um dos braços por sobre Taylor e passou a acariciar suas costas.

Aos poucos Taylor foi acordando e quando viu alguém brilhando a sua frente, pulou da cama e pegou a arma que ficava na gaveta do criado mudo ao lado da cama e apontou contra o ser brilhante.

- Drake, vem para cá. _ o sobrinho permanecera sobre a cama, assustado com a atitude da tia.

- Tia, não, ele é um anjo.

- O que?! Do que está falando?

- Ele está certo. Sou um anjo, só quis lhe ajudar. Eu vou embora, fique calma.

- Sim, você vai. E vai agora! _ gritou, pondo-se em frente à Drake.

- Não tia! Quero que ele fique! Deixa! _ Drake agarrou-se a roupa da tia a puxou para chamar-lhe a atenção.

- Não Drake. Ele vai. Afinal, quem é você?

- Outro dia eu lhe conto. Por hoje, já fiz o que devia fazer. _ dizendo isso, Lassiter desapareceu deixando uma mulher estática e uma criança curiosa para saber como o anjo havia feito aquilo.

Karen voltou para a mansão e no corredor se deparou com Nalla, ela nunca teve nada, absolutamente nada contra crianças, mas aquela lhe fazia estremecer, os olhos extremamente amarelos e penetrantes pareciam enxergar sua alma e ver cada um dos pecados e erros já cometidos por Karen.

- Viu meu marido? _ Karen sentiu que a mãe da garota se aproximava e decidiu que o melhor era não ser ríspida.

- Não. _ mesmo pequena aquela garota sabia enfrentar alguém com o olhar e foi o que houve entre ela e Karen até Bella e Payne chegarem.

Payne e Xhex, desde o inicio demonstraram não confiar em Karen, mas era óbvio que nenhum deles confiava então a loira não se incomodou. Payne, discreta, mas visivelmente empunhava uma adaga pronta para defender Bella e Nalla de qualquer investida de Karen, mas não foi necessário. A loira despediu-se das duas mulheres com um simples aceno de cabeça, deu as costas e foi para o quarto.

Trancada e longe dos olhares dos moradores daquela casa Karen não conseguia parar em um lugar, tamanha a sua preocupação pelas conseqüências da aparição de Melyane, Gabriel e Althea.

- Se Gabriel me enfrentou, e as duas apareceram eles podem muito bem procurar por Lassiter e contar tudo o que sabem. Se isso acontecer, eu terei que tomar providências. Não posso ser atrapalhada.

- Karen? _ Lassiter estava sentado em uma poltrona olhando-a. – Em que você não pode ser atrapalhada?

- Rhage, preciso conversar com você. _ Mary estava sentada na cama enquanto seu macho saía do banho.

- Diga Nalla. _ ainda de toalha Rhage sentou-se na cama.

- Você já sabe o assunto. _ o loiro suspirou e passou as mãos pelos cabelos molhados.

- Mary, sabe que não vou, eu não posso ir para a cama com outra que não seja você.

- Eu sei, mas me sinto incompleta, incapaz de dar a você o que outra poderia dar.

Rhage ajoelhou-se diante de Mary e segurou seu rosto delicadamente.

- Eu já disse e vou repetir. Eu tenho você, nada mais, nada, me importa. Eu te amo minha Mary, um dia, vamos encontrar uma forma de termos um filho. Prometo.

- Eu não quero adotar uma criança. Quero que ela tenha o seu sangue já que o meu é impossível. _ as lágrimas já se derramavam abundantemente pelo rosto de Mary e isso fez o coração de Rhage apertar.

- Vou encontrar uma solução meu amor, prometo. Eu juro. _ Rhage secou as lágrimas de Mary com beijos e a abraçou forte. – Eu Prometo. Fique tranqüila.

- Eu te amo Rhage. _ Mary agarrou-se a ele e disse com a voz embargada.

- E eu amo você minha Mary. Minha vida.

...

Após cerca de dez minutos parada no bar, um rapaz loiro parou ao seu lado e perguntou amistoso:

- Esperando alguém? _ Kelly sobressaltou-se.

- Ahh… não. Por que? _ ela não entendia nada sobre a aproximação humana.

- Posso te pagar uma bebida? A propósito, eu sou Greg. E você?

- Kelly.

- Gostei do nome. Não quer sentar comigo e meus amigos? _ logo após a pergunta Greg começou a se aproximar de Kelly e a teria beijado se não tivesse sido puxado por um homem alto.

Assustada, Kelly soltou para trás, esbarrando em um muro de músculos que a segurou.

- Você vem comigo. _ Kelly foi arrastada para o beco ao lado da boate, foi encostada na parede bruscamente e sem tempo nem sequer de respirar foi beijada.

O calor do beijo e as carícias que recebia a aqueceram ate que passou os braços envolta do pescoço e aprofundou o beijo. Não soube por quanto tempo passou naquele beijo quando sentiu que alguém a abraçava por trás e beijava seu pescoço. Kelly quebrou o beijo e afastou-se dos dois, o ultimo a chegar tentou se aproximar novamente, mas ela o empurrou e disse:

- Ainda não é a sua vez. _ Kelly foi embora e quando esteve longe das vistas dos grandalhões desapareceu em um facho de luz.

Notas finais
Espero muuuito que tenham gostado.
Beijoooooooooooos!!!!!!!!!!!!!