Amante Celestial
19 Dia árduo
Notas iniciais
Bom, espero que me perdoem e me deixem comentários.
Beijos!
A Virgem Escriba flutuava de um lado para o outro, tão preocupada com Payne que não percebeu a presença de três mulheres olhando-a seriamente.
- Podemos ajudá-la. _ Kelly chamou a atenção do ser flutuante.
- Do que está falando? O que fazem aqui? _ o nervosismo da deusa vampira a fazia brilhar cada vez mais.
- Da sua filha. A vampira atacada pela força maligna que seu irmão representa. Podemos ajuda-la. _ Melyane tomou a palavra enquanto Althea admirava os pássaros e Kelly olhava em volta.
- Por que pensam que deixarei que a toquem? Não se aproximarão da minha filha!
- Você não é tão estúpida assim e nem irá atrever-se a arriscar sua filha por mero orgulho. _ Althea respondeu calmamente.
- Como ousa… _ a Virgem avançou furiosamente contra Althea, mas foi detida por Kelly.
- Se não nos deixar ajudar, seremos enviadas para matá-la e assim erradicar a maldade que está correndo nela.
- Não se atreveriam! _ a Virgem Escriba posicionou-se diante das grandes portas de seus aposentos, bloqueando assim a passagem das três anjos.
- Você é incapaz de me impedir. Deveria saber disso. _ Melyane passou a emanar, assim como a Virgem Escriba, um brilho incandescente e puro.
Em questão de segundos a Virgem foi retirada do caminho e as grandes portas de seu santuário foram abertas violentamente. A deusa recuperava-se da surpresa do ataque tão repentino quando percebeu Kelly diante de si.
- Não nos leve a mal, apenas queremos e iremos ajudar a as filha.
- O que farão com ela? _ a deusa não queria sequer imaginar sua filha sofrendo mais do que já sofrera.
- Nossa essência deverá ser o suficiente para ajuda-la, mas o efeito não irá desaparecer tão rápido.
Dizendo isso a anjo e a deusa resignada também adentraram o espaço particular da Virgem Escriba. O lugar não era como nenhum dos anjos imaginara, não era majestosamente amplo e ricamente adornado, mas era simples, sem ostentação algum. Algumas portas se estendiam pelas laterais do lugar. Em uma espécie de cama rústica e antiga era encontrada a vampira debatendo-se em agonizante sofrimento. Os poucos objetos dispostos pelo lugar por vezes eram envoltos por algum tipo de energia visivelmente negra e os espasmos ficavam piores indicando que a cada momento a maldade de Ômega lutava para dominar Payne e o que havia nela da essência da Virgem Escriba não a salvaria por muito tempo.
- Precisamos agir rápido. _ Melyane apressou-se para o lado da vampira. – Estás bem Althea?
- Sim. _ olhando para a deusa, o anjo disse: — Fique com sua filha, combata junto a ela. Ajude-a. _ dizendo isso Althea se dirigiu à saída.
- Aonde você vai? _ Kelly perguntou.
- Buscar as Escolhidas.
- Para que?!
- Elas vão ajudar. _ pouco antes de deixar o Santuário, Althea surpreendeu-se com o que ouviu.
- Obrigada. _ a voz da Virgem Escriba soou doce e sinceramente grata.
Kelly olhou Melyane deixando transparecer toda a preocupação que sentia.
- Ela vai… ter que encontra-los não é?
- Provavelmente.
- E isso significa, contar tudo?
Melyane sentiu o temor vindo de Kelly então chamou-a com um aceno e deu-lhe um forte abraço.
- Tenho certeza de que ficará bem, e nós iremos ajuda-la no que for necessário, certo?
Não houve hesitação na resposta.
- Com certeza.
- Agora venha, preciso da sua ajuda.
…
Taylor e Lassiter almoçavam tranquilamente quando ela começa a rir de repente.
- O que aconteceu?
- Você todo ciumento! _ ela apertou as bochechas dele fazendo-o sorrir.
- Ela é minha irmã mais nova, não a quero machucada e principalmente por ele.
- Que fofinho! _ ela curvou-se por sobre a mesa e deu um selinho sapeca no anjo. – O almoço está ótimo, mas preciso ir.
- Te levo lá. _ ele pagou o almoço e logo que percebeu os olhares de cobiça sobre Taylor, abraçou-a pela cintura.
Andavam abraçados em um silêncio agradável do pequeno restaurante onde almoçaram até o laboratório da perícia.
O casal desfrutava de um apaixonado beijo diante do prédio quando Brenda e James chegaram do hospital, onde haviam ido saber o estado de Greg, e presenciaram o beijo.
- Quanta paixão! Será que agora ela para de afastar homens e agarra esse de jeito? _ Brenda perguntou feliz e esperançosa por Taylor.
Já James fuzilou o casal com um olhar e entrou n prédio exalando fúria. Logo depois foi Taylor quem se dirigiu para a entrada do prédio, porém, antes chegar à porta Brenda a chamou.
- O que houve? Como Greg está?
- Ele está bem, esperam que ele recupere a consciência a qualquer momento. Mas eu te chamei para falar daquilo. _ um sorriso travesso apareceu no rosto de Brenda.
- Aquilo o que?
- Aquele pedaço de mal caminho com quem você estava agarrada. Namorando?
- Não. _ por pouco Taylor não disse AINDA não.
- Por enquanto.
Taylor não respondeu, mas ficou pensando se aquilo seria verdade e ela e Lassiter namorariam em breve. Uma parte dela protestou contra aquele pensamento, mas a outra parte bradou a favor de que aquele pensamento se tonasse algo concreto.
Por enquanto este pensamento teria que ficar de lado pois ela precisava se concentrar no trabalho que tinha pela frente.
Na pequena sala utilizada pelos peritos como refeitório e um pouco de lazer James adentrou mais por cansaço que por fome e lá acabou por encontrar Guy.
- Oi James. _ o novato sentou-se a mesa junto a James e serviu-se de um café.
- Como está lidando com uma jornada de trabalho tão intensa?
- Tudo bem. Cansativo, mas não é difícil de suportar com um supervisor tão bom quanto você. _ Guy deu um amistoso aperto no braço de James.
- Obrigado Guy, mas o supervisor do caso é a Taylor.
Guy abaixou a cabeça com um “ar” de decepção.
- Alguma coisa errada Guy?
- É injusto. Você tem se esforçado muito mais que ela! O supervisor deveria ser você.
- Está tudo bem. Um dia que sabe.
James não teve chance de falar nada mais porque Taylor apareceu à porta e disse incisiva.
- Quero todos na sala de provas imediatamente.
Quando ela saiu, Guy e James se olharam assustados.
- Acha que ela ouviu? _ Guy perguntou.
- Ela ouve tudo. É melhor nós irmos.
- Ela vai me odiar ainda mais por isso.
Os dois se apressaram na direção da sala de provas.
Taylor estava de pé, de costas para a linha do tempo enquanto todos os outros estavam sentados a olhando atentamente. Ela esperou ate que Guy e James chegassem e sentassem-se.
- Alguma novidade no ultimo corpo? _ Brenda perguntou calmamente.
- Nada além do que ele fez antes, mas desta vez o órgão roubado foi o útero, fora todo o sangue dela que ele drenou totalmente.
- Do sangue nós sabíamos, foi como ele que foi escrito o verdadeiro cartaz onde o corpo foi posto em cima.
- Exato. Nosso dever agora é descobrir o que ele escreveu.
Taylor ligou a televisão que ficava em uma das paredes e nela apareceu uma foto do cartaz. O cartaz se resumia a um monte letras desconexas escritas em uma grande folha de papel, o sangue já havia adquirido a cor marrom e se olhado rapidamente poderia, facilmente, ser confundido com tinta.
- Então, alguma ideia?
- Ele escreveu tudo de trás para frente. _ Guy rapidamente respondeu.
- Como chegou a essa conclusão? _ todos pareciam simples espectadores que alternavam sua atenção de Taylor para Guy.
- Seu nome está escrito ali.
Tentando seguir a teoria de Guy, Taylor viu que ele realmente estava certo. Tudo estava escrito de forma contrária. Invertendo a ordem das letras todos foram capazes de ler mais uma ameaça contra Taylor.
“Prenda quantos homens quiser.
Nenhum deles serei eu.
Estou fora do seu alcance Taylor.
Despercebido bem na sua frente.
Vou matá-la sem que perceba”.
Exclamações de pura surpresa encheram a sala, todos olhavam Taylor espantados, mas o quão único viram de Taylor foi um olhar firm e sério.
- Claire, vá chamar Robert. Terry, James e Brenda, preciso de vocês aqui. Os outros dois vão analisar as outras provas.
Quando os novatos se foram, Taylor se permitiu temer por sua vida.
- Ele não fará nada com você. Presta atenção em mim. _ quando conseguiu que Taylor o olhasse, James sorriu com confiança nas palavras que diria. – Eu não vou deixar ele te fazer nada.
- Obrigada James. _ Taylor sorriu tristemente.
Neste momento Robert entrou acompanhado do prefeito que fuzilou os peritos com um olhar. Antes que qualquer um dos peritos pudessem falar algo, o prefeito tomou a palavra impaciente.
- Mortes estão se acumulando por todos os lugares da cidade e até agora vocês não fizeram nada!
- Estamos fazndo o que está ao nosso alcance senhor. _ Taylor respondeu.
- Mentira! _ ele gritou. – Até agora com mortes brutais vocês não expediram sequer uma nota para a imprensa ou para o meu gabinete.
- Não vou comprometer a investigação para alimentar sensacionalismo! _ foi a vez de Taylor elevar o tom de voz.
- Faça um pronunciamento em nome do departamento de perícia ate amanhã ou destituo vocês do caso e abro espaço para os federais. _ dizendo isso o prefeito saiu deixando um clima de raiva e tensão no ar.
…
Leila e Gabriel seguiram caminhando tranquilamente até o campo onde houve o encontro deles com Karen. Gabriel tinha o braço envolvendo a cintura de Leila enquanto ela abraçava a cintura dele.
- Não vamos encontrá-la novamente, vamos?
- Não. Vamos passar um tempo aqui. Depois voltamos para o apartamento.
- Está bem.
Gabriel deixou que Leila fosse na frente e assim decidisse o que fariam ali, alguns minutos depois ela sentou-se em baixo de uma árvore e o olhou confusa.
- O que houve? _ ele apressou na direção dela.
- Estou com uma sensação estranha.
- Onde?!
Leila pôs as mãos em suas pernas mostrando onde se concentrava a sensação estranha. Quando Gabriel conseguiu entender o que ela sentia sorriu e disse:
- Querida, isso é cansaço. Normal para quem se movimenta muito. _ Gabriel passou as mãos pelas pernas de Leila massageando-as.
- Nunca me senti assim antes.
- Sim. Sua forma humana cansa é normal. Fique tranqüila.
Ele sentou-se ao lado dela e a abraçou. Nenhum dos dois sabia quanto tempo permaneceram abraçados quando Leila o olhou disse:
- Eu quero o beijo que você me daria aqui.
Não esperou uma resposta dele e o beijou apaixonadamente.
Gabriel rapidamente deitou Leila sobre a relva baixa e cobriu o corpo dela com o seu, o beijo tornou-se algo extremamente intenso e voraz.
Leila interrompeu o beijo para retirar a blusa que o Arcanjo usava. Sua própria blusa seguiu o mesmo caminho segundos depois. Quando tudo fervilhava entre eles e parecia que um se entregaria ao outro ali mesmo Gabriel saltou para trás ofegante.
- O que houve?! _ Gabriel recolheu as duas blusas que estavam jogadas e entregou a de Leila. – Gabriel, me responda. O que houve?
- Aqui não. Agora não. Você merece mais. Algo mais especial que isso.
Ela somente sorriu e o abraçou, ainda deitados Gabriel estendeu para Leila uma pequena e simples flor, mas que a fez sentir o coração bater desesperadamente.
…
Lassiter acabara de adentrar a mansão quando Jane o abordou e o mandou segui-la, sem duvida a conversa não seria nada amistosa.
- Afaste-a dele. _ a ordem deixou Lassiter confuso.
- Afastar quem?
- Sua mulher. Afaste-a do Manny. _ Lassiter apenas temia que Karen tenha feito algo a Manny. Algo ruim.
- O que ela fez?
- Payne sumiu e ate agora ninguém foi capaz de encontrá-la e Karen se achou no direito de consolar Manny de forma nada correta ou discreta. Por isso eu lhe digo que o melhor que tens a fazer é afastar sua mulher dele.
- Vou resolver tudo. Fique tranqüila.
- Acho bom. _ a fantasma desapareceu dentro d sua clínica deixando Lassiter sozinho no corredor.
Lassiter seguia para seu quarto a fim de por um ponto final nas ações de Karen naquela casa quando se deparou com Beth que lhe lançou um sorriso de compreensão que também o deixou confuso.
- Está bem Lassiter?
- Sim, muito bem. Os Irmãos sentiram minha falta? _ ele não pôde deixar de fazer uma piadinha.
- Como ela está? _ Beth ignorou a piada e piscou para ele.
- Ela quem?
- Sua perita. Todos nós já sabemos dela. E pela descrição dos Irmãos ela é muito bonita. Parece que agora você soube escolher.
- Parece que sim. Mas ultimamente o trabalho tem consumido muito da energia dela e eu não sei o que fazer para agradá-la.
- Pode tentar flores, chocolates, jantar à luz de velas...
Lassiter não deixou Beth terminar, sua mente fervilhava com idéias do que fazer. Ele agradeceu rapidamente e subiu as escadas correndo.
- Karen! _ o chamado transpareceu pressa e tão logo ele entrou Karen jogou-se nos braços dele e tentou beijá-lo.
- Senti sua falta querido. Não deveria ter me deixado sozinha aqui.
- Afaste-se de mim. Eu quero que você saia dessa casa e vá para outro lugar. Procure Althea e Melyane e fique com elas. _ a ordem foi séria e direta, sem chance para argumentos.
- Por que está dizendo isso? _ ela o abraçou e lançou-lhe um olhar triste.
- Antes eu a queria de volta. Queria-te perto, mas agora a única coisa que eu quero de você é distância.
As palavras dele a atingiram como um soco, mas para a surpresa o Anjo Caído ela simplesmente deu-lhe as costas e foi organizar suas coisas.
Lassiter também não esperou por reação dela. Fez o que devia, e queria, fazer e se foi para preparar a noite especial com Taylor.
Notas finais
Beijos!
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