Notas iniciais
Só para explicar como eles se conheceram.

Era 31 de dezembro, o laboratório seria fechado e só reabriria no dia seguinte ou em caso de extrema emergência ou necessidade.

Os peritos haviam combinado de comemorarem a passagem do ano em uma cabana nos arredores da cidade. Taylor preparava suas coisas e jantaria com seus pais antes de seguir para a cabana.

Lassiter já esvaziava a terceira garrafa de Vodka quando Mary entrou na sala de jogos.

- O que está havendo com você?

- Hã? _ a voz dele já denotava que havia bebido demais.

- O que você tem?

- Nada.

Mary sentou-se ao lado dele no bar da sala de jogos e o impediu de encher o copo novamente retirando a garrafa do seu alcance.

- Me dá a garrafa Mary.

- Não enquanto você não contar o que está acontecendo.

- Estou cansado.

- De que?

- Ficar sozinho. Desde que ela sumiu eu tenho procurado outra pessoa, mas faz tanto tempo… Não aguento mais, o vazio está consumindo minha alma.

- Quem sumiu?

- Karen.

- Quem é Karen, Lassiter?

- Era minha mulher.

Mary ficou paralisada, nunca, ninguém imaginou que Lassiter já tivera uma mulher. Não que ele não ficasse com ninguém, mas todos pensaram que não passava disso. O anjo levantou-se do banco e saiu sem dar chance a ela de falar qualquer outra coisa.

Lassiter andava pelos limites da cidade, não tinha razão para andar tanto, mas se sentia sufocado na mansão.

- Thor agora tem uma Shellan, eu não tenho mais propósito entre eles, nenhuma serventia. Talvez tivesse sido melhor se eu não houvesse voltado. _ Lassiter resmungava sozinho, olhava o chão e chutava as pedrinhas a sua frente até que esbarrou em algo.

- Opa! Desculpa.

Ele congelou no lugar, era uma voz doce, porém firme. Ele virou-se.

- Eu que… _ as palavras morreram em sua garganta. Ela era linda!

- Desculpe, não o vi. O senhor está bem?

- Sim, não se preocupe. _ ela sorriu e o peito de pareceu queimar.

A mulher que o encantara tanto lhe era perfeita aos olhos, cabelos castanho – avermelhados, pele clara, olhos azuis límpidos, boca perfeita, corpo lindo…

O homem a encarava tanto que Taylor preocupou-se.

- Tem certeza de que está bem senhor …?

- Lassiter. E não precisa do senhor.

- Ah, tudo bem. Sou Taylor. _ eles apertaram as mãos e a vontade de Lassiter era não soltá-la. – Então,… Lassiter, tem certeza de que está bem?

- Sim. Por quê?

- Por nada. Só quis confirmar. Desculpa perguntar, mas andou bebendo?

- Sim, está tão óbvio assim?

- Sim. _ ambos riram e voltaram a se olhar fixamente.

- Eu… acho que estou atrapalhando você, não?

- Ah, não. Eu que o interrompi.

- Na verdade só estava dando uma volta.

- Mora por aqui? _ ela pegou suas coisas no carro, o travou e ambos começaram a caminhar juntos.

- Não, moro bem longe daqui, mas não suportava ficar preso em casa.

- Sei como é.

- E você? Mora aqui perto?

- Não, vim para uma festa de ano novo que alguns colegas resolveram dar em uma cabana por aqui.

- Então vou parar de encher você e vou embora. Nos vemos por aí.

- Está bem, mas você não estava me enchendo. _ ela sorriu e ele viajou no sorriso dela. – Feliz ano novo Lassiter.

- Feliz ano novo Taylor.

À noite…

Taylor estava bebericando o champanhe quando sentiu seu braço ser puxando e surpreendeu-se.

- O que...

- Vem comigo. _ era Lassiter, ele parecia obstinado.

- O que você quer?

- Você.

Lassiter levou Taylor até outra cabana que parecia abandonada, porém, de certa forma, bem preservada.

Assim que entraram Lassiter puxou Taylor para os braços e a beijou apaixonadamente enquanto suas mãos se dirigiam para as costas dela por baixo da blusa.

- Para. O que você… _ ela lutava para soltar-se dele, mas o beijo dele era bom demais.

- Eu já disse que quero você. _ os olhos claros do rapaz estavam escuros demonstrando o tamanho do desejo dele.

- Mas… _ o beijo dele mais uma vez a fez calar e agora ele não pretendia dar a Taylor chance de escapar dele.

As grandes mãos de seu captor passearam apaixonadamente por todas as partes do corpo de Taylor que ele conseguiu tocar. Aos poucos o desejo também foi tomando conta dela e no lugar de tentar libertar-se dele ela o segurou pela regata preta e o puxou mais para si.

As carícias de Lassiter se tornaram possessivas, ele pôs as mãos no decote da blusa que Taylor usava e a rasgou ao meio, isso arrancou gemidos dela. Lassiter escorregou a mão direita por sobre a coxa dela e a aconchegou melhor fazendo-a sentir seu membro rígido.

Ao sentir a rigidez de Lassiter, Taylor gemeu contra sua boca. Lassiter deixou a boca dela e trilhou beijos até o pescoço onde seus beijos e leves mordidos a fizeram arrepiarem-se.

Lassiter a pegou nos braços e a levou para um quarto onde tinha somente uma cama; começou a despi-la e ela fazia o mesmo com ele, quando ambos estavam nus deitaram-se na cama e recomeçaram os beijos e as carícias. Taylor gemeu ao sentir mais uma vez o toque da língua de Lassiter e este pôs a coxa entre as pernas dela arrancando-lhe suspiros.

As mãos de ambos vagavam pelo corpo do outro sentindo e conhecendo tudo o que fosse possível. O anjo perdeu a capacidade de pensar quando sentiu a mão pequena de Taylor sobre seu membro. Lassiter virou-se sobre a garota deixando-a abaixo de si, beijou fugazmente enquanto posicionava-se entre as pernas dela e sentia a umidade latente de sua intimidade. Enquanto sua boca devorava a dela, o anjo acariciava os seios, a barriga lisa, as coxas e finalmente a área sensível entre as pernas dela. A garota parecia estar em êxtase, aferrava-se a ele, o arranhava as costas, o peito, pescoço e gemia contra sua boca ansiando pelo momento em que ele a possuiria e acabaria com aquela tortura.

Lassiter não queria acabar com aquele momento tão cedo, mas não aguentava mais, precisava se sentir dentro dela, precisava ouvi-la gemer e gritar seu nome no momento do clímax, queria sentir e proporcionar muito prazer a Taylor. Posicionando-se melhor entre as pernas dela, o anjo a penetrou lentamente, sentindo cada centímetro seu abrigar-se dentro dela.

A sensação de tê-lo dentro de si foi para Taylor uma sensação maravilhosa. O mundo já não importava mais e muito menos a festa de Ano Novo que estava acontecendo sem ela em uma cabana próxima.

Os movimentos de Lassiter começaram devagar, deliciando-se com cada sensação que ele já havia esquecido, mas que renasciam agora com muito mais prazer. De acordo com o aumento da urgência do casal, as estocadas do anjo tornaram-se mais fortes e mais rápidas e Taylor o acompanhava da melhor forma possível. O clímax se anunciava a eles a cada movimento e um se aferrava cada vez mais forte ao outro. Quando ambos atingiram o ponto máximo daquele momento foi possível ouvir o estouro dos fogos de artifício.

- Feliz ano novo. _ Lassiter desejou a Taylor enquanto deitava-se ao seu lado e a beijava suavemente nos lábios.

- Feliz ano novo. _ ela respondeu sorrindo.

Eles ficaram assim, deitados e trocando suaves carícias até serem vencidos pelo sono.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Beijos! :[