Notas iniciais
Sinto por qualquer erro tanto neste quanto no capítulo anterior e espero melhorar com o decorrer da Fic e com a ajuda das leitoras.
Queria agradecer a todas que leram e comentaram o capítulo anterior, em especial a Fênix e Visione que são minhas inspirações, amo as Fic's de ambas e recomendo tooooodas!
Boa leitura!

O dia amanhecia quando Lassiter acordou, olhou a mulher que dormia ao seu lado e pela primeira vez agradeceu a seu Pai. O anjo tirou delicadamente uma mecha de cabelo do rosto de Taylor, ao sentir o toque dele ela suspirou e sorriu ainda dormindo, essa reação dela fez o peito de Lassiter transbordar de uma alegria sem comparações.

Já haviam se passado alguns minutos e Lassiter permanecia do mesmo jeito, olhando Taylor dormir e sorrindo bobo, não fazia mais nada com medo de despertá-la. Nesse momento o anjo ouviu seu celular tocar, pensou em deixá-lo tocar até que a pessoa ligando entendesse que não seria atendida, mas temeu que o toque insistente acordasse Taylor, então se levantou da cama devagar e pegou o aparelhou no bolso da calça que estava jogada no chão junto com as roupas de Taylor. Era Thor quem estava ligando.

- O que você quer? _ o anjo perguntou raivoso, porém em voz baixa.

- Onde você está? _ Thor estava igualmente raivoso, mas diferentemente do anjo, não moderou o tom de voz.

- Não importa! Fala logo o que você quer e desliga a porra do celular!

- Volte para casa. Você tem visita.

- Desde quando eu recebo visita? _ o humor de Lassiter acalmou um pouco.

Lassiter ouviu alguns murmúrios, mas não conseguiu identificar quem falava com Thor.

- Lassiter, sou eu, Mary. Você precisa voltar.

- O que aconteceu? Quem está aí?

- É ela. Lassiter.

- Quem Mary?!

- Karen. Ela está aqui. Disse que voltou para ficar.

O anjo petrificou, o tempo congelou; o momento mágico entre Taylor e ele estava sendo destruído.

- Lassiter? Ainda está aí?

- S… Sim. _ ele aproximou-se da cama e olhou Taylor, desta vez com pesar no peito. – Eu já vou. _ sua voz era u sussurro rouco e ele desligou o celular.

Karen voltara. Estranho ele não se sentir feliz quando era isso o que ele esperava há anos. Quando voltou sua atenção, mais uma vez, para a mulher adormecida a sua frente, notou que algo pingava nos cabelos avermelhados dela. Eram lágrimas. Lágrimas dele. Por mais que tentasse não conseguia entender por que sofria ao ter que deixá-la. Teria de fazer isso uma hora. Ele não podia ficar mais e se arriscar a ser encontrado com Taylor por Karen, ela seria capaz de matar a humana para apagar os rastros da traição. Mas doía em seu âmago ter que deixar aquela que lhe despertara tantas emoções desconhecidas, mas precisava ir, se deixá-la enquanto dormia era tão difícil, fazê-lo após ela acordar seria… ele não queria sequer pensar na possibilidade.

Após se vestir e organizar as roupas de Taylor sobre a cama ele dirigiu-se a porta, mas não conseguiu sair. Não poderia ir embora sem uma chance, por mais remota que fosse de encontrá-la novamente. Lassiter foi até as roupas dela que ele organizara na cama no lugar onde ele dormira, pegou o celular dela e discou o próprio número. Quando salvou o número dela nos contatos do celular o anjo foi até o lado dela e beijou-lhe a boca mais uma vez. Provavelmente a última vez.

Na mansão da Irmandade…

- Moça…

- Karen. _ a mulher interrompeu Phury.

- Karen. O que exatamente você e Lassiter são um do outro?

Karen encontrava-se sentada diante de todos os irmãos armados e suas shellans. Antes que a visitante inesperada pudesse responder Mary desceu a escada principal e anunciou:

- Lassiter está voltando para casa.

Vishous encarava Karen desde que ela apareceu em frente à porta da mansão.

- Como você nos encontrou? Como passou pelo sistema de segurança do portão e do jardim? _ V estava muito curioso, era quase impossível uma pessoa só passar por seu sistema de segurança, e ainda com tanta facilidade.

- Simples. Vocês não podem se esconder de nós.

- Nós quem? _ a curiosidade dele deu lugar à desconfiança.

- Anjos. Todo o seu aparato tecnológico não é capaz de nos parar.

- Então você é um anjo. _ não foi uma pergunta, mas ainda assim Karen insistiu em responder.

- Creio que isto agora seja evidente. _ V fez cara feia para a resposta sarcástica de Karen e Rhage não se segurou e riu abertamente.

Rhage ainda ria e Vishous ainda encarava Karen quando as portas do túnel que levava a garagem se abriram e Lassiter entrou com cara de poucos amigos. Todos prestaram atenção no reencontro entre ele e Karen e decidiram deixar as perguntas para depois.

- Amor! _ Karen levantou-se e correu para Lassiter o abraçando fortemente. – Senti sua falta a cada minuto. _ ele não disse nada, sequer a olhou, apenas pôs uma mão nas costas dela e olhou fixamente para um ponto no chão, mas sem enxergá-lo realmente.

Na mente de Lassiter passava e repassava a noite maravilhosa que tivera com Taylor, cada beijo, cada toque, cada sensação, tudo indo e voltando como um filme em sua cabeça. Um filme com o final triste.

Ninguém além de Mary notou como Lassiter estava todos prestavam atenção às histórias que Karen agora contava.

- Lassiter, posso falar com você? _ Mary pergunta pondo a mão no braço dele e recebendo um olhar duro de Karen.

- Sim. _ os olhos dele pareciam desesperados para sair dali.

Os dois seguiram para a biblioteca.

- Você está bem? _ ela pergunta ao fechar a porta e vê-lo desabar sobre um sofá.

- Claro. Minha mulher voltou anos depois como se nada tivesse acontecido. Por que eu não estaria bem? _ o sarcasmo estava presente da primeira a ultima palavra dele.

- Lassiter, me fale a verdade. Sem sarcasmo ou ironia. _ Mary sentou-se ao lado dele e pegou-lhe as mãos.

Lassiter olhou para a mulher sentada ao seu lado e depois para suas pequenas mãos segurando as dele tão firmemente.

- Eu passei a noite com uma mulher. Foi a melhor noite da minha vida ridícula! Eu provavelmente ainda estaria com ela se a Karen não tivesse aparecido justo agora. Eu saí de lá como um covarde, Mary. Saí sem que ela me visse. A única coisa que me resta além das lembranças é o número do celular dela, mas não creio que eu vá ter coragem de telefonar depois do que eu fiz. _ a voz dele estava embargada e Mary pôde sentir o quanto doeu nele deixar a tal mulher com quem passara a noite.

- Se ligar para ela, o que acho que deve fazer, explique a situação, talvez ela deixe você concertar tudo. _ Mary sorriu para ele, mas o anjo foi incapaz de retribuir, então simplesmente apertou de forma gentil as mãos dela entre as suas.

Mary estava certa, ele pensou, ligaria para Taylor e explicaria tudo. Ele só precisava de coragem. Muita coragem.

De volta à cabana…

Taylor tinha a sensação de jamais havia dormido tão bem. Quando abriu os olhos e no lugar de Lassiter ela se deparou com suas roupas, seu coração falhou. Mas a esperança de que ele não havia ido embora era grande. Saiu da cama, vestiu-se e vagou pela cabana pouco mobiliada procurando pelo homem que a enlouquecera na noite anterior, mas ele não estava em lugar nenhum. Ela olhou seu relógio, 09h27min da manhã. Talvez ele tivesse saído, mas voltasse em pouco tempo.

Taylor sentou-se no pequeno sofá na sala e esperou.

Uma hora depois, ela não suportava mais ficar sentada, então começou a andar pela cabana.

Duas horas depois ela voltou ao quarto com um fio de esperança de encontrar um bilhete ou qualquer coisa que lhe desse uma dica do por que de Lassiter ter ido e ainda não ter voltado. Vasculhou por todos os lugares, mas não encontrou nada.

Cansada, sentou-se na cama e suspirou pesarosa.

- A que eu estou querendo enganar? Ele não vai voltar. Ele quis sexo, conseguiu, depois de satisfeito foi embora. _ uma lágrima teimosa escorreu por seu rosto enquanto ela falava para si mesma.

Resignada e certa de que fora apenas uma conquista para Lassiter, Taylor levantou-se e deixou à cabana. Sua intenção era pegar suas coisas na cabana alugada por seus amigos e ir para casa.

Mesmo aceitando o fato de não ter significado nada apara Lassiter, a dor por ele ter ido embora queimava em sua alma.

Doía muito, era verdade, mas uma voz em sua cabeça lhe gritava que não o condenasse ainda, afinal, ele não havia prometido nada.

De certa forma, Taylor queria mesmo magoada que ele lhe explicasse porque sumiu. O problema é que além do nome e das sensações que ele lhe despertou ela não sabia nada sobre ele.

Quem sabe o destino não obrasse a favor deles? Ou não.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Nada mais a declarar por enquanto. Beijos :[