Amanhecer em Chamas

3 Capítulo 2 - Confiar em um mercenário é seguro?


Notas iniciais
Olá! Aqui está o segundo capítulo. Gostaria de agradecer à todos que comentaram, vocês não sabem o quanto isso me motiva

P.O. V GRUPO 1

Melina caminhava pelo solo seco e rachado com certa dificuldade. O restante do grupo olhava o Mundo Selvagem com curiosidade e certo temor. Nunca haviam visto aquilo, já que o governo de Getaway privava ao máximo as notícias sobre o mundo exterior. Não que esse lugar precisasse de atenção, já que nada acontecia.

Enquanto andavam, Melina acreditou que alguém desistiria. Porém, todos continuavam caminhando sem dizer nada. Logo, Georgina sugeriu que os garotos se sentassem para descansar.

–Pessoal – Melina disse – Segundo meu relógio, são meia-noite. Geralmente, o sol começa a aparecer quatro da manhã. Precisamos aproveitar esses momentos de escuridão para procurar um abrigo para quando o sol aparecer. Vocês sabem, a temperatura do sol é capaz de matar alguém.

–Melina. – Disse Ada, a mais velha do grupo, com 23 anos. Passou as mãos pelas suas mechas pretas – Por que existem restos de automóveis aqui?

Assim que Ada disse isso, os outros olharam em volta. Estavam em uma espécie de floresta de plantas estranhas. Não eram árvores como dentro de Getaway. Eram cactáceas grandes e árvores altas com folhas diferentes, além de alguns arbustos com folhas secas e galhos ressecados. Havia também restos de caminhonetes, grutas e algumas cavernas.

–Há algum tempo, algumas pessoas vinham explorar o Mundo Selvagem com carros de porte grande, armas... É bem capa de vocês encontrarem bazucas jogadas no chão. Acho difícil, mas podem encontrar crânios e ossos humanos. Insetos, alguns animais pequenos que servirão de alimento para nós e, quem sabe, vida humana.

–Espere aí. – Disse Axel, um garoto com aparência jovem e desencanada. – Está dizendo que existem mercenários aqui? Como aqueles dos filmes?

–Na verdade, acho que eles podem ser piores que os mercenários dos filmes. Até porque aqueles são de mentira. – Leonard observou enquanto tomava um pequeno gole de água da garrafa que estava em sua mochila.

–Por sorte, da última vez que vim para cá, encontrei apenas um mercenário. Curt. – Disse Melina, lembrando-se de um passado não muito distante.

– O Curt J.E Bromance? Aquele instrutor que está com a minha irmã? – Axel esbravejou, levantando-se rapidamente e encarando Melina. – Como assim?! Você deixa um mercenário cuidando de vários adolescentes que nunca viram uma droga de bazuca? Você pirou?!

Elliot levantou-se e juntou-se com Axel, dizendo:

–Pois é, Senhorita Braatz. Eu conheço Mary, a irmã de Axel, e ela não consegue nem tomar suas decisões sozinha.

–Sejam menos tolos! – Melina gritou – Vocês realmente acham que as chances de uma pessoa como Mary ficar viva são grandes? Escutem-me bem. Isso aqui não serve só para encontrar água e como um método inovador de morrer. Vocês irão aprender aqui. E sim, todos os adolescentes estão com um velho mercenário que quis me matar. Mas e daí? Eu não estou aqui para ajudar vocês. E nem Curt. Quero encontrar água, voltar para minha casa e esquecer de tudo que vi aqui. – Todos olhavam um pouco assustados para Melina. – Agora, podem parar com toda essa revolta e procurem a droga de um lugar para passar o dia, seus bastardos.

Embora Axel relutasse, obedeceu Melina. Não podia fazer nada, já que sua irmã provavelmente já estava andando ao lado de um mercenário que não hesitaria em matá-la se lhe fosse conveniente.

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P.O. V GRUPO 2

–Tudo bem, pessoal, me escutem! – Disse Curt assim que se separou do outro grupo. O homem olhou fixamente para cada um dos garotos e continuou – Como vocês sabem, não podemos ficar aqui fora, dando sopa. Existem insetos estranhos que, com uma simples picada, pode acabar com a sua vida. Existem folhas venenosas, crateras, radioatividade e, durante o dia, o sol. Geralmente, a água encontra-se dentro das cavernas, grutas e oásis. Porém, pelo que me lembro, os animais pequenos selvagens costumam caminhar durante a noite. Alguns possuem dentes sujos e cheios de bactérias que podem sim arrancar um braço ou uma perna. – O restante do grupo olhava assustado para Curt. – Portanto, iremos entrar naquela caverna – O homem apontou para uma caverna próxima – Mas precisamos de galhos para fazer uma fogueira. Gareth e Catrina procurem os gravetos. Mary vá para a caverna e veja se há riscos de desabamento. Evan, nós dois iremos encontrar algum animal para nos alimentarmos. Andem!

Mary Ann Wakeford caminhou até a caverna que Curt apontou e observou-a. Era grande e provavelmente muito extensa. Se chovesse, provavelmente aquilo desabaria. Mas não havia chances de chuva, não é? A menina sentou-se na entrada da caverna e esperou por seus outros companheiros de grupo. Enquanto isso pensava em seu irmão, Axel. Como será que ele estava? Estaria vivo ou morto?

Gareth e Catrina pegavam vários gravetos e colocavam os mesmos em algumas sacolas.

–Acha que devemos confiar em Curt? – Perguntou Gareth, tentando puxar assunto com a garota.

–Na verdade, não. Acho que não devo confiar em ninguém, nem mesmo em você. – Disse Catrina, abaixando-se para pegar outro graveto. – Por mais que eu seja a mais nova, não sou imbecil. Sei que todos aqui só querem a droga da água e foda-se todo o resto. E eu não ligo de morrer, não tenho ninguém dentro de Getaway. Mas também não vou me entregar.

Gareth deu um sorriso jocoso e concordou, voltando ao seu trabalho. Assim que lotaram duas sacolas de gravetos, foram para a caverna, encontrando Mary sentada bem na entrada com os olhos assustados e úmidos.

–Você está bem? – Perguntou Catrina, ajudando a menina a se levantar.

–Estou. Quer dizer, não dá pra ficar bem quando se está num lugar desconhecido longe de sua família e do aconchego de sua casa, não é? – Mary disse, enquanto levava os dois para dentro da caverna.

Assim que os três encontraram um lugar adequado para passar a noite, começaram a ligar a fogueira, esperando Evan e Curt.

Os dois andavam por uma pequena floresta, que na verdade não era uma floresta. De vez em quando, Curt fazia um barulho de animal com a boca, mas a caçada não estava surtindo efeito. Até que Evan ouviu folhas sendo pisadas e sussurrou:

– Curt. Ali, atrás daquele cacto.

Rapidamente, Curt se virou e encontrou o animal. Parecia um gambá, porém era todo preto e ainda menor. O homem curvou-se para frente, mirou com a arma no animal e, com um tiro certeiro, matou o ser. Os dois pegaram o animal e começaram a caminhar para a caverna.

–Tem certeza de que esse animal pode ser ingerido? Quer dizer, e se ele não for comestível?

–Então nós o tornaremos comestível, Evan. Não temos outra coisa para comer, e morrer de fome é a última coisa que eu quero. A carne dele pode não ser boa, mas não temos escolha.

O garoto assentiu. Assim que chegaram à caverna, encontraram o resto do grupo com a fogueira acessa. Começaram a tirar os pelos do animal, esperando o momento de assá-lo e comê-lo. Pelo menos, de fome não iriam morrer.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem suas opiniões, mesmo que tenha achado que esse capítulo foi muito ruim. Até o próximo capítulo ^^